terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Superstição - um engano


SUPERSTIÇÃO - UM ENGANO DIANTE DA FÉ

Jeremias 10:1-16

Introdução: Vivemos em um mundo cheio de superstições. Não são poucas as crenças e praticas que confirmam esta realidade. As pessoas para tentarem ser felizes ou serem prosperas apelam para vários amuletos como: pé de coelho, figa, fita do Sr. Bonfim, trevo quatro folhas etc. ouros veneram os seus ídolos como se pudessem fazer algo em seu favor: santinhos e santinhas, gnomos, duendes, anjo da guarda, tomam parte ativa na vida das pessoas. Outros procuram pisar com o pé direito para não dar azar, não passar debaixo de uma escada, evitar cruzar com gato preto numa sexta feira 13, colocar vassoura (de cabeça para baixo atrás da porta para espantar visitas), só usar cores que atraem influencia positiva. Outros consultam os adivinhos, astrólogos, enganadores que através de cartas, búzios, astros e sessões fazem as suas previsões e conseguem enganar muita gente.
É preciso salientar que há diferenças substanciais e inconfundíveis entre Fé e Superstição.

I - A VERDADEIRA FÉ NÃO DEPENDE DE NENHUM ARTIFÍCIO, Sl 115:4-7
As pessoas supersticiosas sempre dependerão de artifícios. É necessário verificar que as pessoas mudam constantemente de opinião quanto aos objetos de suas superstições. Com o passar dos tempos mudam-se os hábitos e praticas; e alguns amuletos e objetos “sagrados” são substituídos pôr outros. A superstição segue modismo, interesse comercial, exploração financeira, etc. Por exemplo: atualmente por causa da Nova Era, as ênfases recaem sobre gnomos, duendes, cristais, astros, anjos, etc.
Como modismo muitos substituem os “santos” de sua devoção pelos novos “deuses” e o pior é que muita gente diz que isto é fé, esquecendo-se de que diferentemente da verdadeira fé, os supersticiosos demonstram insegurança, temor, preocupação.
Neste aspecto é importante perguntar: “O que é fé?” A resposta a esta pergunta é fundamental para compreender as diferenças existentes entre fé e superstição. Hebreus 11:1 afirma: “A Fé é a certeza das cousas que se esperam, a convicção dos fatos que não se vêem”. Fé é certeza, não crendice. Fé é convicção, não artifícios.
Não há possibilidades de se representar a fé pôr intermédio de quaisquer idealizações ou símbolos produzidos pela fértil imaginação humana.

II - A VERDADEIRA FÉ NÃO PERMITE PRATICAS IDÓLATRAS, Mt 4:10
Os amuletos e artifícios, estragam, enferrujam, se perdem ou apodrecem com o passar do tempo. Uma fé baseada em superstições ou representações falsas, mesmo em objetos considerados “sagrados”, produzidos pela imaginação humana, se constitui em pratica idolatra totalmente contraria a vontade de Deus.
A verdadeira fé desafia a pessoa a buscar o verdadeiro Deus e não objetos que estimulam a idolatria, que é condenado pelo mandamento bíblico: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma...” (Êx 20:3-4).
Nas Escrituras Sagradas, a interessante narrativa da construção do bezerro de ouro em pleno deserto, quando o povo impaciente transforma os seus adereços em um “deus”, que passa a ocupar o lugar do verdadeiro Deus (Êxodo 32) é um exemplo concreto da crendice do povo, que assimilou a idolatria do Egito. A justiça de Deus pune os idolatras com a aplicação da pena de morte, preservando lições inesquecíveis e necessárias para o povo de Deus em todas as épocas. É importante lembrar que nada pode ser adorado ou venerado no lugar do Senhor.
A verdadeira fé ultrapassa os limites do tempo. A verdadeira fé enxerga não só aqui e agora, mas também a eternidade. Os supersticiosos possuem uma visão curta bastante limitada, pois se encontram preocupados apenas com o presente, esquecendo-se que a vida continua mesmo depois da morte e é indispensável garanti-la através de Jesus, único Senhor e Salvador.

III - A VERDADEIRA FÉ NÃO SE ENFRAQUECE DIANTE DAS ADVERSIDADES, Fl 4:13
As superstições demonstram fraqueza, medo e insegurança, ou seja, de falta de fé Quando alguém se firma em alguma das muitas crendices dos nossos dias está dizendo que não possui a verdadeira fé, que necessita ver para crer. A ordem é crer para ver.
Quem confia em objetos, astros ou fenômenos naturais, demonstram total ignorância à Palavra de Deus. O texto de Jeremias 10 mostra o contraste existente entre “fé e idolatria”, alistando as atitudes das pessoas que praticam religião, mas de forma contraria à vontade de Deus. Passam-se os séculos e os supersticiosos continuam com as mesmas fraquezas.
Enquanto não conhecem o caminho verdadeiro, as pessoas tentarão compensar as suas carências religiosas em outras praticas, dentre elas crendices e superstições. No entanto, “Quem confia no Senhor, aprende também a descansar nEle” (Sl 37:3-7).
A verdadeira fé não se mistura com superstições. As manifestações religiosas tem crescido, mas por outro lado, o que se percebe é o esfriamento da fé. Daí a importância da pergunta de Jesus: “Quando vier o Filho do Homem, achará porventura fé na terra” (Lc 18:8). Os cristãos verdadeiros cultivam a fé, longe das crendices e superstições.

CONCLUSÃO: A verdadeira fé ultrapassa os limites do tempo, pois além de suportar as situações mais adversas, garante a eternidade. A verdadeira fé enxerga não apenas o “aqui agora”, mas também o “além e a eternidade”, 1 Jo 5:4-5.

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