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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Amargura - potente arma maligna

Cuidado com a amargura
Hb 12:15

Tudo o que há de errado em nós é revelado pela luz das Escrituras Sagradas. No entanto, a Bíblia é fonte de vida. Ao revelar o lixo que há em nosso coração, seu objetivo é que façamos a limpeza necessária a fim de vivermos uma vida estável e abundante. Quem insinua que as palavras de Deus são acusadoras e condenatórias é o diabo, pois deseja que vivamos na desgraça, seu propósito é roubar, matar e destruir, Jo 10:10.
Não é nada bom mantermos um compartimento em nossa alma para armazenarmos lixo. Lugar de lixo é na lixeira e, pelo que sei, ninguém possui uma lixeira de estimação. Nós somos o templo do Espírito Santo, não depósito de lixo! O mau cheiro pode se tornar algo normal, se quando o sentirmos, não tomarmos providência quanto à sua eliminação, pois os mesmos produzirão micro-organismos geradores de doenças. Muitos estão colhendo o que não gostariam, mas permitiram que as bactérias malignas fossem sendo alimentadas dentro de sua alma.
Ninguém é perfeito, Rm 3:10. Todas as pessoas já cometeram injustiças contra outras, mas também já foram injustiçadas. Não bastam boas intenções, pois elas não nos isentarão de cometermos erros e de que alguém erre contra nós. Mais cedo ou mais tarde, todos devemos fazer uma limpeza em nossos sentimentos. Bom seria que cada dia nos livrássemos dos sentimentos maus. A Palavra afirma: “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4:26).
O desejo de Satanás é tornar os pequenos ferimentos em lesões e chagas incuráveis. Ele injeta elementos nocivos e destrutivos no coração, disseminando mágoas que podem ir torturando a pessoa durante toda a sua vida. À primeira vista, esses elementos parecem algo normal e humano, sendo até muitos deles imperceptíveis, mas com o passar do tempo vemos que o inimigo conseguiu oprimir, controlar, frustrar e destruir a vida, os atos e os sonhos da pessoa. Não devemos ignorar os ardis de Satanás, 2 Co 2:11. Devemos sujeitar a Deus, resistir ao diabo, para que ele fuja de nós, Tg 4:7. Isso não acontecerá, enquanto nutrirmos sentimentos de que somos coitadinhos, injustiçados e vítimas de alguma situação. “Não deis lugar ao diabo” (Ef 4:27).
O ser humano é um espírito vivente, que possui uma alma e habita num corpo, 1 Ts 5:23. Portanto, a maioria de nossos distúrbios ou problemas estão ligados à natureza espiritual. Ninguém poderá ter uma vida satisfatória vivendo sob o domínio de um espírito amargurado. Isso reflete no caráter produzindo frieza, falda de compreensão e perdão e até a vingança. O amargurado só consegue “aparente vantagem” diante de pessoas com o mesmo sentimento, pois com estas pessoas não há confronto e, sim, complacência.
Quando alguém se deixa levar por esse mal o resultado é a quebra de relacionamento. Relacionamentos rompidos geram trevas (1 Jo 2:11), insensibilidade e imaturidade.
A mais poderosa arma de destruição usada pelo inimigo, para conduzir alguém ao fracasso, é a amargura. Nenhum homem ou mulher fiel a Deus permanecerá firme se consentir em guardar amargura no coração. A amargura é o veneno da alma, mas que procura penetrar em todas as áreas da vida, inclusive afetando outros, Hb 12:15. A palavra nos adverte: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida” (Pv 4:23). O apóstolo Paulo nos adverte: “Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós” (Efésios 4:31).
Vamos encerrar com uma aplicação prática do Salmos 131 em nosso viver diário:

“Senhor, o meu coração não se elevou, nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim. Decerto, fiz calar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada para com sua mãe, tal é a minha alma para comigo. Espere Israel no Senhor, desde agora e para sempre”.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

NÃO OLHAR CERTO É IGUAL À CEGUEIRA



OLHA PARA CIMA, DEUS ESTÁ NO CONTROLE

            Viver é uma aventura, uma aventura perigosa. A estrada da vida está juncada de espinhos, armadilhas e minas prontas a explodirem. O inimigo nos espreita e busca uma ocasião oportuna para nos atacar. No caminho há perigos, ameaças, montes escarpados, ladeiras escorregadias, pinguelas estreitas, lagos profundos, vales escuros, desertos esbraseantes. As circunstâncias adversas, muitas vezes, conspiram contra nós; situações inesperadas nos deixam abalados; ventos contrários, surram com desmesurado rigor o barco da nossa vida. Somos surpreendidos por tempestades que atingem a nossa saúde, o nosso bolço, o nosso lar, a nossa paz. Somos feridos por setas pontiagudas que rasgam a nossa carne, fazem jorrar o nosso sangue e alagar o nosso leito com as nossas lágrimas. Somos, então,  amassados debaixo do rolo compressor da angústia, gememos, choramos, sentimos nossas forças sendo minadas, o sorriso apagar-se do nosso rosto, o brilho fugir dos nossos olhos. O cenário parece sombrio, não enxergamos uma luz no fim do túnel, não divisamos solução à vista. O que fazer nessas horas? Para onde correr? Onde devemos buscar socorro?
            Ser cristão não é ser poupado dos problemas. Cristianismo não é uma apólice de seguro contra os acidentes da viagem rumo à Canaã celestial. O sofrimento faz parte também da agenda do povo de Deus. Neste mundo sempre vamos ter aflições. Aqueles que andaram com Deus neste mundo não pisaram tapetes aveludados, mas cruzaram desertos inóspitos, entraram em cavernas escuras, atravessaram mares encapelados, desceram aos vales sombrios, foram jogados nas fornalhas ardentes, trancados nas prisões, empurrados para as arenas, lançados nas fogueiras. O próprio Filho de Deus, imaculado, impoluto e sem jaça, quando pisou nesta terra bebeu o cálice do sofrimento: foi perseguido, insultado, abandonado, negado, traído, esbofeteado, cuspido, pregado numa cruz. O nosso sofrimento não deve ser interpretado como ausência do amor de Deus por nós. Ele sofre conosco. Ele é compassivo. Nossa dor é a sua dor. Os nossos gemidos são os soluços de Deus. Não sofremos porque Deus está distante de nós ou nos castigando. Mesmo quando ele nos disciplina, sua motivação é o seu amor, seu propósito é a nossa santidade. O nosso sofrimento nunca é maior do que a consolação de Deus. Nosso vale nunca é tão profundo que a misericórdia de Deus não seja mais profunda. O bálsamo de Deus sempre é eficaz para curar todas as nossas feridas. A alegria de Deus é temperada com as nossas lágrimas e a paz que excede todo o entendimento jorra do trono de Deus ao nosso coração mesmo nas noites mais escuras do nosso sofrer.
            Mesmo quando sofremos, Deus está no controle das circunstâncias,  para consolar-nos, levantar-nos, fortalecer-nos e usar-nos como fontes de consolação. O nosso sofrimento é pedagógico: ele nos ensina a perseverar, ele nos proporciona experiência com Deus, ele abre dentro do nosso peito uma fonte de esperança no Deus vivo. O nosso sofrimento é leve e momentâneo se comparado com as glórias que nos estão reservadas no céu; ele produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda comparação. Por isso, se você está sofrendo, não fique deprimido nem desanimado, mas levante a cabeça e saiba que Deus está no controle. Na jornada da vida, por mais estreito que seja o caminho, ele o segura pela sua mão, o guia com o seu conselho eterno e depois o receberá na glória!

H.D.L.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Urgente: Avivamento Pessoal


A Falta de Avivamento Pessoal
por
Richard Baxter
Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonadamente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.
Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?
E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.
Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, salva-nos da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Maior arma de Satanás - desânimo

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalhos e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.

O desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder: 

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso 

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25). 

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33). 

a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo! 

b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites. 

c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso. 

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador. 

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo. 

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não basta fazer é preciso ser


Uma Equipe Aprovada por Deus
2 Co 10:12 Pois não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se recomendam a si mesmos. Mas estes, medindo-se e comparando-se consigo mesmos, mostram não ter entendimento. 13 Nós, porém, não nos gloriaremos além da medida, mas nos limites da esfera de atuação que Deus nos designou e que chega até vós. 14 Porque não estamos estendendo os nossos limites além do que convém, como se não tivéssemos chegado a vós, pois já chegamos também a vós pelo evangelho de Cristo. 15 Não nos gloriamos além da medida no trabalho dos outros; pelo contrário, temos a esperança de que, à medida que cresce a vossa fé, também o nosso trabalho cresça muito entre vós, de acordo com a nossa esfera de atuação, 16 para anunciar o evangelho nos lugares além de vós, e não em campo de atuação de outro, para não nos gloriarmos no que já estava pronto. 17 Quem, porém, se gloria glorie-se no Senhor. 18 Pois quem se recomenda a si mesmo não será aprovado, mas sim aquele a quem o Senhor recomenda.
Os melhores músicos que apareceram aqui na igreja, ditos bons na execução de seus instrumentos, não conseguiram permanecer. Esbarraram em fatos que os impediram de prosseguir. Não foi falta de oportunidade ou apoio.
Tocar ou cantar bem deve ser o alvo perseguido por todos os músicos. No entanto, não é tudo que um ministro de louvor precisa para ser aprovado.
Quero apresentar a vocês apenas alguns fatores começando com a letra c, uma vez que parece uma letra comum entre aqueles que estão envolvidos no louvor. Exemplos: cantar, compor, controle, contrabaixo, contralto, etc.
Para sermos aprovados como equipe ou indivíduos no ministério de louvor é necessário seguirmos disciplinarmente estes aspectos:

Caráter
São as qualificações morais que uma pessoa possui. Isso lhe dá ou tira a autoridade. Trata-se da nossa identidade pessoal adquirida ao longo dos anos. Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter. O talento educa-se na calma, o caráter no tumulto da vida.
Podemos possuir um bom caráter sendo um bom observador dos referencias ao nosso lado – seguindo seus exemplos;
1Pedro 2:21 Para isso fostes chamados, pois Cristo também sofreu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais os seus passos.
Filipenses 3:17 Irmãos, sede meus imitadores e prestai atenção nos que andam conforme o exemplo que tendes em nós;
Podemos também possuir um bom caráter passando pela escola do dissabor e do sofrimento, bem como, das punições que nos são impostas pelas circunstâncias ou pessoas que exercem autoridade sobre nós.
1Timóteo 4:12 Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fiéis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza.
É incoerente uma pessoa de caráter leviano querer se “exibir” na igreja. Aqueles que levam seu caráter dentro de uma vida disciplinada não estão se “exibindo” nos cultos, mas estão adorando ao Criador, bem como levando a igreja a um verdadeiro espírito de adoração que agrada o coração de Deus.
As mais belas qualidades, dons e talentos, tornam-se inúteis, quando a força do caráter não lhes dá sustentação: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” (Salmos 11:3).

Compromisso
Pacto, acordo, obrigação e endividamento para com uma equipe ou pessoa. No nosso caso, o forte motivador para isso é o amor: “Não fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8).
Quero que cada um de nós respondamos essa pergunta do apóstolo Paulo como se fosse dirigida a nós: “O que desejais? Devo ir visitar-vos com disciplina, ou com amor e gentileza?” (1Coríntios 4:21). Qual a melhor forma de servir?
Jesus, o maior exemplo: “a exemplo do Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28).
A realidade se forma em volta do compromisso. Uma equipe forte só existe debaixo de um alto grau de comprometimento.
Para Deus não se pode fazer qualquer coisa ou de qualquer jeito: “Maldito quem fizer a obra do SENHOR de forma negligente” (Jeremias 48:10).
Diante disso: “Pensemos em como nos estimular uns aos outros ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).

Comunhão
Vem da palavra grega Koinonia, que significa “uma associação que envolve relações mútuas próximas e envolvimento -  associação íntima, companheirismo”.
Na igreja a comunhão é resultado de uma relação perfeita com o propósito de Deus: “mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1João 1:7). Isto significa que poderá acontecer conflitos, mas serão superados.
A igreja primitiva começou com essa marca: “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). A comunhão serve de motivador, pois é melhor serem dois do que um.
A comunhão não deve ser restrita aos membros do ministério de louvor, mas aos demais membros da igreja, bem como, os líderes. Muitas vezes, temos visto pessoas com medo da liderança. Líder é gente, merece ser respeitado, mas não temido.
O apóstolo Paulo recomenda uma vida de completa comunhão visando o bem estar da comunidade: 1 Ts 5:11 Por isso, aconselhai-vos e edificai-vos mutuamente, como de fato já estais fazendo. 12 Irmãos, pedimos que deis o devido respeito aos que trabalham entre vós, que vos presidem no Senhor e vos aconselham; 13 e os tenhais em grande estima e amor, por causa do trabalho que realizam. Tende paz entre vós. 14 Irmãos, nós também vos exortamos a aconselhar os indisciplinados, consolar os desanimados, amparar os fracos e ter paciência para com todos. 15 Cuidem para que ninguém retribua o mal com o mal, mas segui sempre o bem uns para com os outros e para com todos. 16 Alegrai-vos sempre. 17 Orai sem cessar. 18 Sede gratos por todas as coisas, pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 19 Não apagueis o Espírito; 20 não desprezeis as profecias, 21 mas, examinando tudo, conservai o que é bom. 22 Evitai tudo que é mau. 23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente, e o vosso espírito, alma e corpo sejam mantidos plenamente irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Quem vos chamou é fiel, e ele também o fará.

Crescimento
Todos os seres vivos aumentam de tamanho desde o seu nascimento até atingirem as dimensões máximas características de cada espécie, que dependem igualmente das condições ambientais. É a esse processo de aumento natural de tamanho que se chama crescimento individual. Se não houver crescimento é necessário diagnosticar o problema.
O apóstolo Paulo diz que o crescimento é produzido por Deus em cooperação com o investimento do homem: “Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento” (1Coríntios 3:6). No ministério no qual nos inserimos, deve haver uma mútua cooperação para o crescimento. Jesus é a cabeça nesse corpo, nós somos membros que crescemos individualmente e, por consequência, coletivamente: “seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).
Para que haja crescimento e frutificação é necessário que o coração seja quebrantado e pré-disposto: “Mas outras sementes caíram em terra boa. Brotaram, cresceram e deram fruto; e um grão produziu outros trinta; outro, sessenta; e outro, cem” (Mc 4:8).

Conclusão: Qual é o seu grau de comprometimento com a qualidade e funcionalidade da equipe onde você está inserido? Há em sua vida algo que precisa ser melhorado para favorecer o bem comum da equipe?
Não se pode servir verdadeiramente sem amar. O amor é o sentimento-fonte de todo comportamento que leva em consideração o bem e a paz de si e do próximo. A qualidade própria de todo serviço deve ser a humildade. Não se pode servir bem sem uma sincera humildade, que consiste em colocar-se em atitude de menor diante da pessoa que consideramos alvo do nosso serviço. A humildade alimenta em nós um coração desapegado da tentação de fazer-nos proprietários da pessoa a quem servimos, e do serviço que nos dispomos a prestar.

Igreja Presbiteriana Renovada em São José/SC
Ministrante: Pr. Wanderley da Silva
Aos Ministros de louvor
18 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O grande diferencial na igreja

O Espírito Santo faz a diferença

"Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, o qual andou por toda a parte fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele" (Atos 10:38).


O Espírito Santo foi enviado para ficar com a Igreja. Ele não vem visitar, mas morar. Muitos cristãos, até bem intencionados, mas inconscientes, oram nos cultos ou reuniões pedindo ao Espírito Santo para os visitarem. Pergunto: Como convidar para nos visitar aquele que já mora em nosso coração? Somos o templo do Espírito, portanto, devemos atentar para isso. Por outro lado é possível frequentar uma igreja, cantar, contribuir e participar da Santa ceia sem estar devidamente envolvido com o Espírito Santo. Isso é muito triste, porque é o Espírito quem mantem a igreja firme no cumprimento de sua missão.


Uma igreja sem o Espírito Santo pode ser comparada a:

Um cadáver - tem forma, mas não manifesta vida;
Um deserto - árido, estéril, horripilante, desequilibrado: dia muito quente, noite muito fria;
Um rio sem água - não serve para nada;
Um carro sem combustível - não adianta insistir, não vai de jeito nenhum;
Uma lâmpada queimada - deve deixar a vaga para outra;
Um vale de ossos secos - só possui história, mas está totalmente ineficaz.

Uma igreja com o Espírito Santo é comparada a:

Um exército bem equipado - nunca é surpreendido pelos inimigos, porque está sempre alerta;
Uma fornalha acesa - só permanece o fiel, o que usa de engano desaparece;
Uma águia - voa majestosamente e com firmeza, interessa-se pelo que está no alto;
Um rio de água viva - proporciona refrigério e vive sempre se renovando;
Uma noiva - bela, perfumada e atraente.

João 7:37-38 mostra como receber o Espírito Santo: "Quem crê em mim como diz a Escritura do seu interior fluirá rios de água viva. E isto dizia Ele do Espírito Santo que haveria de receber todos os que cressem nele"

Efésios 5:18 dá-nos a diretriz para uma vida cristã segura: "não vos embriagueis com vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito".

Atos 1:8 mostra o segredo da obra missionária da igreja: "Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judeia e Samaria, e até os confins da terra".

O Espírito Santo é fogo que aquece, purifica, alastra, clareia, dá consistência, produz energia, queima.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gigantes - desafios à nossa fé


Gigantes são verdadeiros desafios à nossa fé.

- São assustadores - se olharmos para sua aparência.

- São provocadores - se dermos ouvidos à sua voz.

- São aproveitadores - se atentarmos para sua posição.

Davi não se importou com nada disso. Diante de Golias ele determinou: "Eu irei e pelejarei contra esse incircunciso filisteu".
Ele não se intimidou - foi e venceu.

Qual é o gigante que está te assustando, provocando ou querendo se aproveitar para te derrotar durante essa semana?

Seja firme e constante na luta e vença esse gigante. Faça como Davi: "... o Senhor me entregará esse incircunciso em minhas mãos".

"Não temas, porque eu sou contigo, não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te esforço e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Is 41:10).

"Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas que eu te ajudarei" (Is 41:13).


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ministração Aos Discípulos

CONSTRUTORES DE PONTES OU DE MUROS
2 Co 5:17-20
Devemos ser construtores de pontes, não fazedores de muros ou cavadores de abismos. Somos ministros da reconciliação, não promotores de contendas. Somos pacificadores, não geradores de intrigas. O ministério da igreja é de aproximação das pessoas e não de afastamento delas. Somos um só corpo e membros uns dos outros. Quando um membro do corpo sofre, todos sofrem com ele; quando um membro é promovido, todos se regozijam com ele. Para isso, precisamos tomar algumas medidas.
1.     RECONHECER QUE SOMOS FALHOS E ERRAMOS UNS COM OS OUTROS.
Não somos uma comunidade de pessoas perfeitas. Nós ainda estamos sujeitos a falhas e tropeçamos em muitas coisas. Isso obviamente não nos dá o direito de errarmos intencionalmente. A vida cristã não nos dá uma imunidade para pecar. Precisamos ser vigilantes para não sermos pedra de tropeço para os nossos irmãos. Porém, o fato de errarmos uns com os outros não anula o fato de que somos uma só família e um só rebanho. O apóstolo Paulo admite que na igreja há momentos em que temos queixa uns dos outros.
2.     RECONHECER QUE O CAMINHO DO ARREPENDIMENTO E DO PERDÃO É UMA ÚNICA FORMA DE CONSTRUIR PONTES.
Um cristão demonstra sua maturidade espiritual quando reconhece seu erro e tem disposição de pedir perdão. Não há comunidade saudável sem o exercício do perdão. Somos a comunidade dos perdoados e dos perdoadores. Quem não perdoa não pode orar, não pode ofertar, não pode ser perdoado. Quem não perdoa adoece emocional e fisicamente. A Bíblia diz que precisamos perdoar uns aos outros como Deus em Cristo nos perdoou. Esse perdão deve ser imediato, pleno e definitivo. O perdão sara as feridas, restaura os relacionamentos, produz comunhão e glorifica a Deus. Ferir uns aos outros ou guardar mágoas produz doença emocional e desavença relacional. É tempo de construirmos pontes em vez de cavarmos abismos em nossos relacionamentos dentro da nossa família e da igreja.
3.     RECONHECER QUE DEUS NOS CHAMOU PARA SERMOS MINISTROS DA RECONCILIAÇÃO.
Nós fomos chamados para pregarmos a reconciliação do homem com Deus e do homem com o próximo. Nós fomos vocacionados para construirmos pontes em vez de cavarmos abismos. Os filhos do Reino são pacificadores e os pacificadores são chamados filhos de Deus. A Bíblia diz que o amor cobre multidão de pecados. Quem ama busca a reconciliação.
4.     RECONHECER QUE NENHUMA VITÓRIA TEM GOSTO AGRADÁVEL SE A COMUNHÃO FRATERNAL É QUEBRADA.
A única vitória que glorifica o nome de Cristo é a decisão de restaurar o que foi quebrado, de aproximar o que foi afastado. Paulo diz que no depender de nós, devemos ter paz com todos os homens. Ainda diz que se preciso for, devemos sofrer o dano para construir as pontes da reconciliação. A Palavra de Deus diz que devemos ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo. Ele não revidou ultraje com ultraje. Ele rogou ao Pai que perdoasse seus algozes e até mesmo atenuou-lhes a culpa, dizendo que eles não sabiam o que estavam fazendo. A Bíblia inteira é um apelo à reconciliação com Deus e a reconciliação fraternal. O apóstolo Paulo chega a afirmar que se não houver perdão dentro da igreja, Satanás leva vantagem sobre nós. Que Deus nos ajude a amar uns aos outros, a dar a nossa vida uns pelos outros, a perdoar uns aos outros como Deus em Cristo nos perdoou e a construirmos pontes em vez de muros.
Conclusão: Shakespeare afirmou: “se você está se sentindo só é porque em vez de pontes, construiu muralhas entre você e os outros”. Charles Brown Jr. disse: “Só o amor constrói pontes indestrutíveis”. O apóstolo Paulo falou: “A ciência incha, mas o amor edifica” (1 Co 8:1). O salmista declarou: “bom e suave é que os irmãos vivam em união” (Sl 133:1). O apóstolo João também disse algo importante: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo” (1 Jo 1:7).

sábado, 27 de setembro de 2008

VENCENDO O PECADO

Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR, e tu perdoaste a culpa do meu pecado — Salmo 32:5


O poder avassalador do pecado
Pecado é um antigo termo usado no arco e flecha que significa errar o alvo. Qualquer coisa que não seja o centro fixo é pecado. Assim, o pecado em nossa vida não apenas significa roubar, assassinar alguém ou adulterar. É muito mais do que isso. Na verdade, qualquer coisa fora do centro daquilo que é o melhor de Deus e de sua vontade perfeita para nossa vida é pecado. Isso amplia muito a idéia de pecado! Quando não é confessado, o pecado torna-se um tumor sutil — enrolando seus tentáculos em volta de cada parte de nosso ser até ficarmos paralisados. A agonia de seu peso é descrita com precisão na Bíblia pelo rei Davi: Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, O meu corpo definhava de tanto gemer. Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim; Minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado. E não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR, E tu perdoaste a culpa do meu pecado. (Salmo 32:3-5) Quando o pecado não é confessado, uma parede levanta-se entre você e Deus. Mesmo que você deixe de praticá-lo, se esse pecado não foi confessado diante do Senhor, ele ainda pesará sobre você, arrastando-o de volta para o passado que você está tentando deixar para trás. Muitos costumam levar nas costas uma bolsa cheia de falhas tão pesada que mal conseguem se mover. Não percebendo como estão curvados espiritualmente. Quando, então, confessamos os pecados, na verdade, sentimos o peso daquela bolsa sendo aliviado. Todos nós que trazemos feridas emocionais profundas do passado já sofremos de baixa auto-estima, medo e culpa. Mentalmente, nós nos martirizamos, temos a tendência de pensar no pior em se tratando de nossas situações e nos sentimos responsáveis por tudo o que dá errado. É verdade que podemos ter momentos em que nos sentimos culpados por coisas que fizemos, mas não precisamos nos torturar, levando uma vida incessante de culpa. Deus proveu a chave para nos libertar disso: a confissão. Muitas vezes, não conseguimos nos ver como responsáveis por certas ações. Por exemplo, embora não seja sua culpa ser abusado por alguém, sua reação ao abuso agora é de sua responsabilidade. Você pode se sentir justificado em sua raiva ou amargura, mas, mesmo assim, deve confessá-la porque ela frustra o que Deus tem para você. Se não confessar, o peso dessa raiva ou amargura, no final, irá esmagá-lo.


Arrependimento – porta para um novo horizonte Para que a confissão tenha efeito, ela deve ser feita com arrependimento. Arrependimento, literalmente, significa uma mu­dança de opinião. Significa você dar as costas, sair do território do pecado e deci­dir não cometer o mesmo pecado novamente. Significa alinhar seu pensamento corretamente com Deus. É possível confessar sem, de fato, admitir alguma transgressão. Na verdade, podemos simplesmente passar a ser bons em pedir desculpas sem intenção alguma de sermos diferentes. Confissão e arrependimento signi­ficam dizer: "A culpa é minha. Desculpe. Não vou fazer mais isso". Você precisa confessar e se arrepender de todo pecado para que esteja livre de sua escravidão, quer você se sinta mal com ele ou não e quer o reconheça como tal ou não. “Um dia, no consultório de minha conselheira cristã, confessei em oração os dois abortos que fiz, mesmo não tendo idéia, na época, de como o aborto era errado. Sempre via o aborto como um meio de sobrevivência, não como um pecado, mas isso não o torna correto aos olhos de Deus. Li na Bíblia sobre o valor da vida no ventre. Também li: ‘Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo’ (1 Coríntios 4:4). Não fiquei livre das garras mortais da culpa naqueles abortos até me arrepender e receber o pleno perdão de Deus” (Stormie Omartian). Toda vez que confessar algo, veja se você, honesta e verdadeiramente, não sente mais vontade de fazê-lo. E lembre-se de que Deus "conhece os segredos do coração" (Salmo 44:21). Estar arrependido não necessariamente significa que você nunca mais voltará a cometer o mesmo pecado, mas significa que não pretende cometê-lo novamente. Caso ocorra, confesse-o novamente. Arrependa-se todas as vezes, você estará perdoado e, procure se fortalecer, quebre as pontes que podem te levar novamente ao pecado e, por fim, ficará livre. A Bíblia diz: "Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor" (Atos 3:19, 20). Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas! (Salmo 32:1) O diabo tem um gancho preso a você onde houver um pe­cado não-confessado. Recaídas no mesmo pecado não são desculpas para não confessá-lo. Você deve manter sua vida totalmente aberta diante do Senhor se quiser ser libertado da escravidão do pecado. Você não pode ser libertado de algo que não pôs fora de sua vida. Confessar é falar toda a verdade sobre o seu pecado. Renunciar ao pecado é tomar uma posição firme contra ele e remover seu direi­to de permanecer. Uma vez que não somos perfeitos, a confissão e o arrependimento são contínuos. Há sempre novos níveis da vida de Jesus que precisam ser operados em nós. Estamos aquém da glória de Deus em sentidos que ainda nem podemos imaginar. “Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9).

AS CARACTERÍSTICAS DO DISCIPULADO

Segundo temos aprendido – discípulo é alguém que crê em tudo o que Jesus disse e faz tudo o que Ele ordena. Paulo, ao se converter, tornou-se um discípulo tão fiel a Jesus que afirmou àqueles que não se mantinham fiéis: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gl 6:17). Isto significa que ele trazia em si algo maior que qualquer argumento contrário a uma vida cristã autêntica.
O discipulado significa uma vida marcada, envolvendo pelo menos três cousas fundamentais que chamaremos de:

As Características do discipulado

1 - Obediência – demonstração de dependência, Jo 8:31

· Um discípulo é uma pessoa que é dedicada e obediente à Pessoa e ensinos do Mestre. J. Dwight Pentecost fez um comentário conciso sobre esta obediência: "Cristo exigia a submissão absoluta à Sua autoridade, a completa devoção à Sua Pessoa, confiança na Sua Palavra, e fé na Sua providência, e os homens se desculpavam porque não queriam se dedicar, não podiam confiar, e não acreditavam... Os discípulos eram aqueles que, depois de terem convicção da veracidade da Palavra, dedicavam-se completamente à Pessoa que os ensinara"
· Se alguém fica aquém desta dedicação total e completa à Pessoa de Jesus Cristo, não é um discípulo de Jesus Cristo. Pode ser contado entre os curiosos, ou pode ter progredido até ao ponto em que tem convicção da vera­cidade daquilo que Cristo dizia, ou daquilo que diz a Palavra de Deus, mas enquanto não se dedique totalmente à Pessoa em cuja Palavra veio a crer, não é um discípulo no pleno sentido da palavra conforme o Novo Testamen­to.
· A pessoa não fica sendo discípulo meramente pelo seu assentimento à veracidade daquilo que Cristo ensinou; fica sendo discípulo, isto sim, quando se submete à autori­dade da Palavra de Deus e deixa a Palavra de Deus con­trolar a sua vida.
· Conforme os ensinos do próprio Jesus, somos verdadeira­mente os Seus discípulos quando permanecemos na Sua Pala­vra, João 8:31. Este fato implicaria em deixar a Palavra de Deus exercer controle absoluto sobre as nossas vidas, e em procurar, com obediência, fazer com que cada aspecto da vida esteja em conformidade com os ensinamentos bíblicos, Lc 14:33.


2 - Amor – demonstração de bom relacionamento, Jo 13:34-35 

· Num certo opúsculo, Francis Schaeffer chamou o amor "a marca do cristão". É a característica mais óbvia e sem igual do discípulo de Jesus Cristo. E é a exigência mais fundamental para quem quiser ajudar as pessoas.
· Quando o apóstolo João estava escrevendo a sua Primeira Epístola, reconheceu que alguns dos seus leitores estavam tendo dificuldades em saber quais as pessoas que realmente eram cristãs e quais não eram. Para ajudar neste problema, João indicou que os cristãos eram as pessoas que se caracteri­zavam pelo amor. Se uma pessoa não tem amor, disse João, provavelmente não é um cristão, 1 Jo 4:7-11.
· Nem todos os cristãos se comprometem totalmente a serem discípulos de Jesus Cristo, mas todos os cristãos devem revelar pelos menos algumas características do amor. É uma contradição pensar que alguém pode ser um verdadeiro seguidor de Cristo e não ser amoroso, 1 Jo 4:8, 20-21.

3 - Frutificação – demonstração de maturidade, Jo 15:8

· Vivemos numa sociedade que se orienta em direção ao sucesso. Todos querem ser bem-sucedidos, e a maioria de nós trabalha com seus vários planos pessoais para atingir aquele alvo.
· Em João 15, porém, Jesus contou aos Seus seguidores que todos estes esforços seriam era vão a não ser que o discípulo fosse dedicado a Cristo, de modo consistente, permanecendo nEle, ao invés de forçar o caminho com seus próprios planos ou confiando nos seus próprios recursos. Jesus emprega a ilustração de videiras que não estavam produzindo uvas. A melhor coisa para tais sarmentos, segundo Ele disse, é serem cortados da videira e queimados no fogo.
· Walter Henrichsen, dos Navegadores, conta como reagiu quando reconheceu, pela primeira vez, que Deus poderia che­gar certo dia e destruir toda a obra humana centralizada em si mesma (2 Pe 3:10). "Que choque... reconhecer que tudo quanto eu planejava edificar, Deus chegaria e destruiria! Quero que vocês saibam que aquilo me desanimou... Não valia a pena. Para que dedicar todo o meu tempo e os meus esforços a construir alguma coisa que Deus já disse que have­ria de queimar?" Desta forma, o Sr. Henrichsen voltou-se para a sua Bíblia e ali descobriu que há, pelo menos duas coisas que Deus prometeu que nunca destruiria: a Sua Palavra, Is 40:8 e o Seu povo, João 5:28, 29; 1 Jo 2:17. "Há outras coisas eternas — Deus, anjos, virtudes tais como o amor — mas eu queria alguma coisa eterna que pudesse agarrar com a minha mão e dar a minha vida em troca dela. Ao estabelecer os objetivos da minha vida podia me dedicar a pessoas e à Palavra de Deus, e saber que Deus não seguiria meus passos para destruí-las no fogo".

Conclusão: Veja o exemplo de Paulo e seu zelo diante do seu compromisso com Deus e sua obra, 1 Co 9:27 “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. Jesus advertiu-nos para que não sejamos iludidos pelos valores ilusórios, Mc 8:36-38 “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”.

A CONFIANÇA INABALÁVEL EM DEUS

A CONFIANÇA DAQUELE QUE SERVE A DEUS

Rm 10:35-36


Introdução: Aqueles que desejam servir bem ao Senhor Jesus e se constituir numa bênção para si, sua família, cidade, estado e nação, precisam encarar tudo com zelo e responsabilidade. Jesus chama seus seguidores de sal, luz, testemunhas, filhos, amigos, servos, obreiros, etc. O apóstolo Paulo chama as pessoas que fazem parte da Igreja de carta, ministro, apóstolo, evangelista, pastor, mestre, etc. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:11-12). Todos aqueles que professam o nome de Jesus precisam manter-se em santidade: “Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Tm 2:19). O poder de influência de um cristão, seja direta ou indiretamente, poderá ser grande através do ensino, testemunho e bom exemplo! “tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem” (1 Pedro 2:12).

Transição: O texto básico mostra-nos o valor incalculável da segurança pessoal a fim de alcançarmos bons resultados no serviço da obra de Deus. É de suma importância que notemos a expressão: “não rejeiteis, pois a vossa confiança” (Hebreus 10:35). Veja em três versões: 1. (RA) Não abandoneis, portanto, a vossa confiança ela tem grande galardão. 2. (RC95) Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 3. (NTLH) Portanto, não percam a coragem, pois ela traz uma grande recompensa. Isto significa que precisamos ser uma pessoa segura, definida, determinada e convicta da posição espiritual que ocupamos no Reino de Deus e na promoção de seu crescimento, pois tudo quanto fizermos permanecerá nos relatos divinos e por fim resultará em premiações e recompensas. Davi, um homem experiente, afirmou: “O Senhor Deus recompensa aqueles que são fiéis e corretos” (1 Sm 26:23 - NTLH). Mas para que não percamos o ânimo diante dos desafios, convém ter paciência, tal qual um lavrador que espera o fruto de sua semeadura, pois do contrário, poderemos nos perder em meio à tendência humanista de resultados imediatos. Paulo disse: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento”.

O que se requer de cada um de nós que servimos a Deus é que sejamos seguros e confiantes em duas coisas:

 I – SEGURANÇA EM SUA RELAÇÃO COM DEUS 

Antes de fazer é preciso ser. Muitos estão desrespeitando essa ordem e estão desesperadamente atrás de querer fazer a obra de Deus, sem contudo, ser uma pessoa de identificação saudável em sua relação com Deus. Fazer a obra de Deus é imprescindível, mas de que adianta qualquer esforço sem entendermos primeiro que realmente somos? Isso resultaria em fracassos, desapontamentos, frustrações e, conseqüente abandono de algo que se começou, mas não se deu continuidade. Antes de sermos servos precisamos saber que somos filhos, Jo 1:12. João ressalta fortemente o valor de crer em Jesus Cristo. Crer é a resposta do homem com a mente, o coração, com toda a vida, à ação salvadora de Deus por meio de Jesus Cristo. Quando uma pessoa “crê”, recebe a vida eterna e passa a ser filho de Deus. Seguros de que somos filhos de Deus poderemos fazer melhor a sua obra, Rm 8:16-17. Um pai ama seus filhos porque são filhos e não pelo que eles fazem ou deixam de fazer. Com certeza, há um lugar para o trabalho, os esforços e as realizações dos filhos, mas essas coisas não mudam o valor deles para os pais. Você nunca estará seguro em seu relacionamento com Deus e também não estará seguro em seu ministério, até que você conheça e entenda o verdadeiro propósito de Deus para sua vida – andar com Ele como filho amado, Rm 8:14. O status de filho não é conquistado por merecimento, mas é gratuito a partir do exato momento em que crendo em Jesus se firma uma aliança com Ele: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3:26). Por toda a Bíblia vemos é o propósito de Deus sempre foi: Redimir – tomar de volta a posse de (seu nome); Restaurar – trazer de volta (seu nome) à condição de filho com todos os direitos e deveres – “E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do Deus vivo” (Rm 9:26). Reconciliar – restaurar o relacionamento de (seu nome) para com Ele – “Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada” (Rm 9:25). O pecado nos separou de nosso Deus e Pai, mas não nos separou de seu amor incondicional e imutável, Jo 3:16-17. Esse amor incomparável operou a sua graça, a fim de restaurar nossa relação com Deus, Ef 2:8-9. O que está dito não poderá ser invalidado: 2 Co 5:17; Rm 8:1; Rm 8:31-34; A MINHA RELAÇÃO COM DEUS É FIRME E SUSTENTÁVEL ELE É MEU PAI FIEL E AMOROSO SOU FILHO AMADO E SEGURO Zc 2:8 - aquele que tocar em vós na menina de seus olhos 1 Jo 5:18 – aquele que é de Deus, guarda-se do pecado e o maligno não lhe toca.

II – SEGURANÇA EM SEU CHAMADO – Rm 8:28

O chamado para ser um líder espiritual acontece em meio aos filhos de Deus e não se baseia em simpatia, politicagem ou em promessas chantagistas visando atrair ou manter a pessoa junto a nós, mas precisa ser uma ação direta do Espírito Santo, At 13:2-3; 2 Tm 1:9. Aquele que recebe o chamado poderá enfrentar muitos desafios e até descrédito em sua posição. Paulo sofreu isso até de cristãos a quem chamou de “falsos irmãos”, 2 Co 11:26; Gl 2:4. A segunda carta aos Coríntios foi praticamente uma defesa quanto ao seu ministério. Apesar do descrédito e das perseguições, Paulo possuía grande segurança quando afirmava: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20:24). Quem nos chama é Deus – “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1:9). Se entendermos bem a nossa posição de filhos amados significa que poderemos corresponder com alegria e eficácia às expectativas do propósito Deus e fazer a sua obra de forma obediente, sem resistências ou reclamações. Faremos a obra de Deus não para agradarmos a Deus a fim de sermos salvos, mas por sermos filhos salvos faremos o melhor, pois será Deus realizando dentro de nós, Fp 2:13. Precisamos entender que: NÃO SOU UM SER HUMANO QUE ESTOU TENDO UMA EXPERIENCIA ESPIRITUAL TEMPORÁRIA, SOU UM SER ESPIRITUAL QUE ESTOU TENDO UMA EXPERIÊNCIA HUMANA TEMPORÁRIA. Sendo filho amado de Deus obedeço ao chamado e o executo de forma segura: “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pe 2:21). Só teremos confiança e segurança em nosso chamado quando houver certeza que foi Deus quem nos chamou e vocacionou: Um discipulador não pode produzir confiança; Uma Escola Bíblica não poderá produzir confiança; Um presbitério não poderá produzir confiança; Uma ordenação não poderá produzir confiança; Estudos, diplomas ou amizades com pessoas chamadas não poderá produzir confiança. Tudo isso poderá ser muito bom e ajudará, mas... Somente Deus poderá produzir confiança – e quando você é chamado, você acredita na capacitação através do Espírito Santo, At 1:8.

Conclusão: Quando aceito o propósito de Deus para minha vida, primeiro preciso saber que sou filho de Deus, o que me dará segurança no relacionamento com Deus (se somos filhos, somos também herdeiros). Depois compreenderei e terei segurança do chamado dele para minha vida (eu vos escolhi para que vades e deis fruto). Se assim for, tudo quanto eu fizer em prol do Reino de Deus será com prazer, Rm 1:16. Sabe por que muitos não têm certeza do seu ministério? Porque não entenderam o propósito de Deus – sermos filhos e depois servirmos. Quando se quer servir antes de ser filho não dá certo. É só canseira e enfado!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 3

A VULNERABILIDADE DO POVO– Ec 7:14

1 – O tempo de bajulação

Na tradução da Bíblia mais usada entre os evangélicos brasileiros, a Almeida Revista e Corrigida, não existem as palavras adulador ou bajulador, e sim lisonjeador. Lisonjear é dirigir elogios interesseiros a alguém. O Dicionário Houaiss define lisonjear como “enaltecer com exagero, visando à obtenção de favores, privilégios”. Quase todo ser humano é vulnerável ao elogio e poucos sabem se defender dos bajuladores. Todos nós estamos muito mais prontos para ouvir uma palavra de elogio, mesmo sendo mentirosa, do que cem palavras de exortação. O rei Henrique IV, da França, resumiu essa nossa vulnerabilidade ao dizer: “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”.
O livro de Provérbios avisa que “o homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29.5), e que “a língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína” (Pv 26.28). Adular é a forma portuguesa do vocábulo latino aduláre, e significa etimologicamente “o movimento que o cão faz com a calda ao se aproximar do dono” (Dicionário Houaiss).
Alguém afirmou que “a bajulação tem virado mais cabeças do que o mau hálito”.

2 - O tempo de rejeição

Quando sentimos o "frio" de uma rejeição - pensamos “será que alguém ainda nos ama?” ou “Será que seremos amados novamente”. Tentando encontrar algum sentido no meio da nossa dor, podemos responder à rejeição de maneiras destrutivas: Achar que a culpa é nossa - "O que será que eu tenho de errado que faz com que as pessoas se afastem de mim? Será que causo tanta repulsa a ponto de ninguém conseguir me amar?" Jogar a culpa nos outros - Assim, os vemos como seres malévolos responsáveis pelo fracasso do relacionamento. Achamos que culpa é só deles e que ninguém presta ou merece confiança. Culpar Deus pela nossa dor - Pensamos que se Ele está no controle de nossas vidas e nos ama, então, Ele deveria nos proteger de experiências como estas. Nenhuma destas maneiras destrutivas de enfrentar a rejeição são respostas verdadeiras. O que realmente precisamos é nos achegar a Deus, que "está perto dos que sofrem e salva os de espírito abatido". Ele fará sobressair a tua justiça como o meio dia. Ainda pode haver muitos que te reconhecem, alegre-se com e por esses. O sofrimento é importante porque nos faz pedir a ajuda de Deus, e nos abre para a cura que ele quer promover em nossas vidas. Pode não parecer assim no início, mas a cura começa quando enfrentamos e aceitamos a tristeza e a decepção.
O processo de crescimento é difícil. Respostas destrutivas à dor da rejeição podem nos tirar a alegria, a paz e o amor, mas se, ao contrário, respondermos de maneira saudável, sofrendo e pedindo a ajuda de Deus, teremos nosso caráter fortalecido, nossa fé aprofundada e permitiremos que Deus mude e cure nossos corações.

3 – O tempo de perseguição

A partir do momento em que coloca a cruz na mira dos seus olhos, a marcha de Jesus só tem um rumo: para a frente. Se formos bons aprendizes de Jesus, certamente seremos firmes em nossas posições, sem, no entanto, esquecermos a prudência. Aprenderemos também a não nos admirar com a perseguição, Mt 5:10.
O mundo tem apenas duas reações básicas ante a genuína pregação do Reino de Deus: arrependimento sincero ou perseguição declarada. Ninguém consegue manter-se indiferente diante do inequívoco anúncio do Reino de Deus e das claras explicitações de seus objetivos e implicações.

Conclusão: Paulo disse que se o seu propósito maior fosse agradar aos homens ele não seria servo de Cristo, Gl 1:10; 1 Ts 4:1.

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 2

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalham e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.
Desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder:

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25).

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33).
a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo!
b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites.
c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso.

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador.

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo.

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DE UM LÍDER - PARTE 1

Perigos Mortais na vida de um líder - Parte 1 

É uma experiência assustadora ver uma cascavel enrolada olhando para nós, pronta para dar o bote. Elas atacam como um raio, sendo rápidas e certeiras. Não precisamos de muita intuição para saber o que fazer com algo tão perigoso. No entanto, apesar de perigosa, essa cobra não tem a mínima intenção de enganar. Aliás, ela avisa, pois começa a chacoalhar o guizo e mostrar os dentes e a língua – você sabe com o que está lidando! Infelizmente, o mesmo não ocorre com muitos perigos que os líderes precisam enfrentar. A maioria desses perigos parecem inofensivos. Vamos estudar hoje sobre um deles: A avareza – Lc 12:13-21 

Este foi um dos pecados mais repudiados pelo apóstolo Paulo, 1 Ts 2:5[1]. O ganho pessoal não era um motivo que se escondia nas sombras de seu ministério. Se isso tivesse acontecido ele não teria sido usado como foi no ministério de semear igrejas prósperas. Observe bem qual era o teor de seu ensino aos Colossenses, Cl 3:1-2, 5[2]. Perceba que a avareza é idolatria. O apóstolo João nos adverte: “filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5:21). Por que a avareza é tão danosa aos líderes? 

1 – Faz com que os líderes percam a perspectiva do Reino celestial 

Sua vida começa a ficar focada nas coisas do mundo. Jesus afirmou: “o meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36). Se o líder estiver focado nas coisas do mundo, sua mente estará ocupada com coisas inúteis, passando a viver embaraçados no que é transitório e não no que é eterno. Jesus disse em seus ensinos que a avareza é uma das maiores loucuras humanas. O apóstolo Paulo advertiu a Timóteo quanto à sua responsabilidade ministerial: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6:7-11). Todos os líderes devem vigiar seriamente quanto ao materialismo, nunca permitindo que ele domine seus corações, 1 Jo 2:15-17[3]

2 – Faz com que Deus fique em segundo lugar 

Quando Deus não está em primeiro lugar na vida de uma pessoa, dentro de pouco tempo Ele não está em lugar algum. Jesus afirmou que devemos buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar, pois as demais coisas seriam acrescentadas, Mt 6:33. A avareza é um mal que procura crescer nos espaços vazios do coração. Deus disse ao seu povo: “não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3). A idolatria é amar algo ou alguém mais do que a Deus. Sempre que o povo de Deus quis se envolver com as coisas materiais e deixavam a obra de Deus em segundo plano eles se deram mal. No livro de Ageu o profeta é implacável ao expor a opinião falsa, mas predominante, de que a obra de Deus é de caráter secundário e deve esperar até que primeiro se resolvam os problemas econômicos. Demonstra que tais problemas constituem o juízo pelo descuido do primeiro. Quanto tanto os dirigentes como o povo respondem ao seu apelo, assegura-lhes que receberão a ajuda de Deus, anima-os em face de comparações odiosas, e lhes promete melhoria nas circunstâncias materiais agora que se cumpriram a vontade e a obra de Deus, Ag 1:5-11. 

Conclusão: Não há nada de errado em nos prepararmos para termos uma velhice tranqüila, porém, estar preparado para morrer é mais importante do que estar preparado para viver, pois a vida é breve e a morte é certa – Hebreus 9.27. 

Igreja Presbiteriana Renovada em São José, 14 de julho de 2008.
Pastor Wanderley da Silva

[1] Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. [2] Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; [3] Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

COMO SE COMPORTAR DIANTE DO SUCESSO

Mt 16:26


INTRODUÇÃO: Para estudarmos este assunto podemos tomar por base a vida de Davi. Que lições estão implícitas na história da ascensão de Davi? Especificamente, como podemos ter sucesso sem perder de vista tudo o que é realmente importante — incluindo nossas almas? Analisando a vida de Davi podemos extrair algumas preciosas lições para os tempos em que formos bem sucedidos:

1) NÃO SE ESQUEÇA DO SEU PROPÓSITO
O sucesso geralmente traz notoriedade e popularidade, que provocam distração; esta, por sua vez, traz o fracasso. Podemos observar astros de TV e cinema que não conseguem lidar com a pressão do sucesso e destroem a carreira, voltando-se para o álcool e as drogas; o time esportivo que vence o campeonato nacional, depois, no ano seguinte, atravessa uma temporada terrível por causa de distrações; o político que se corrompe pelo poder que lhe é dado.
Se apegarmos ao estudo da vida de Davi veremos como ele distraiu-se, desviando-se do seu propósito – foi um desastre grande. No início vemos como Davi foi concentrado nos desafios que Deus lhe deu: representá-lo no trono, estabelecer o império e proteger a nação por meio da qual o Messias viria. Enquanto se manteve concentrado, Davi cumpriu esses desafios esplendidamente.
Muito tem se falado a respeito do estabelecimento de alvos. Estabelecer alvo é algo que vale a pena desde que os alvos valham a pena. Temos de manter as prioridades bem nítidas: Deus primeiro, o próximo em segundo (sendo que a família está na frente) e nós mesmos por último. Todavia, uma vez estabelecidos os alvos, é fácil nos distrairmos, esquecendo em que consiste a vida. Temos de nos esforçar para não esquecer o que é realmente importante. Recordemos a famosa afirmação de Paulo: “…uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:13, 14). Observemos a expressão “uma coisa faço”. Ele não disse “uma dúzia de coisas faço”, nem “mil coisas eu me meto a fazer”, mas “uma coisa faço”. Paulo era um indivíduo concentrado — concentrado em Cristo. Gaste tempo refletindo e orando para decidir o que Deus quer que você faça com a sua vida. Não se esqueça desses alvos e propósitos. Permaneça concentrado.

2) NÃO SE ESQUEÇA DA SUA DÍVIDA
Se você já tem alcançado sucesso, não esqueça a dívida que você tem com quem tornou possível esse sucesso. Geralmente, pessoas bem sucedidas demoram muito para se lembrar das pessoas que as ajudaram a chegar aonde estão.
Davi reconheceu as contribuições que os outros fizeram em prol do seu sucesso. Novamente, convém lembrarmos o “quadro de honra” que Davi apresentou em 2 Samuel 23, a lista dos “valentes” e seus feitos memoráveis. Acima de tudo, porém, Davi deu ao Senhor o crédito por suas vitórias. No Salmo 60, ele disse: “Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” (v. 12). Davi mostrou sua consideração dedicando os ganhos de suas conquistas ao Senhor.
Paulo foi outro indivíduo que reconheceu a contribuição tanto de pessoas como de Deus para a sua vida. Por exemplo, em Romanos 16 ele falou de Febe, dizendo: “tem sido protetora de muitos e de mim inclusive” (vv. 1, 2). Paulo disse também que o Espírito de Deus “nos assiste em nossa fraqueza” (Rm 8:26). Uma irmã piedosa ajudou Paulo, Deus ajudou Paulo e ele quis que nós soubéssemos dessas duas fontes de ajuda. Sempre que alcançarmos qualquer sucesso, por menor que seja, outros contribuíram para isso. Devemos reconhecer essa contribuição.
Pode ser que nunca tenhamos a oportunidade de ficarmos no pódio durante uma entrega de premiações e dizermos: “Eu gostaria de agradecer a meus pais, meus professores, etc.”, mas podemos deixar que os responsáveis saibam como apreciamos o que fizeram por nós. Acima de tudo, temos de reconhecer que é Deus quem possibilita o sucesso. Quando alguém vence um grande evento atlético, invariavelmente lhe perguntam como conseguiu fazer aquilo. O vencedor, então, fala dos alvos ambiciosos que ele estabeleceu para si mesmo e do treinamento torturante a que se submeteu — como se estes fossem os fatores determinantes.
Certamente, a auto-disciplina é um fato, mas centenas de outros também estavam determinados e se submeteram a vigorosos programas de treinamento, sem, contudo, vencerem. Por que esse indivíduo venceu? Em primeiro lugar, ele venceu porque Deus lhe deu talentos e capacidades únicos. Ele teve de desenvolvê-los, mas Deus lhe deu uma capacidade que não foi dada à maioria de nós. Quando temos sucesso em qualquer área — seja em ser aprovado num teste, formar uma equipe, concluir o ensino médio, conseguir um emprego, encontrar um namorado, comprar uma casa, ter um filho, ganhar uma promoção, restabelecer a saúde ou vencer uma corrida de cem metros nas Olimpíadas — vamos reconhecer que foi o Senhor quem tornou isso possível: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1:17). Pode ser que não tenhamos a oportunidade de expressar esses agradecimentos em cadeia nacional — como um jogador de futebol que se prostra perante os torcedores após marcar um gol — mas podemos erguer a voz em agradecimento a Deus e contar aos outros como Ele tem sido bondoso conosco. Além disso, como Davi, podemos dedicar tudo o que temos e tudo o que somos Àquele que nos deu todas as coisas.

3) NÃO SE ESQUEÇA DE SEUS COMPROMISSOS
Quando muitos atingem o topo, facilmente esquecem promessas que fizeram e compromissos que assumiram. Um homem pode achar que a mulher com quem ele se casou quando passava por momentos difíceis é, agora, um transtorno — do qual deve se libertar. Um acordo feito com uma pessoa num negócio pode parecer caro demais para ser cumprido — sendo ignorado com a seguinte justificativa: “Nós nunca assinamos nada”.
Quando Davi finalmente chegou ao ponto em que ele tinha condições para isso, ele cumpriu um pedido feito uns vinte anos atrás. Considerando-se como Davi foi tratado por Saul, muitos não o culpariam se ele se esquecesse da sua promessa. Apesar disso, Davi olhou com respeito para aquela promessa como sendo um voto sagrado, feito na presença do Senhor, não devendo ser quebrado. Sendo assim, ele procurou pelo filho de Jônatas e o tratou honrosamente.
Todos nós já assumimos compromissos. Muitos de nós somos cristãos e nos comprometemos a viver para o Senhor, quando confessamos nossa fé e fomos batizados. Muitos de nós assumimos o compromisso por toda a vida de “amar, honrar e cuidar” de uma esposa ou esposo. Provavelmente, assumimos outros compromissos também. Aqui Números 30:2 é digno de consideração: “Quando um homem fizer voto ao Senhor ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará”. Não podemos manter nossa integridade se não cumprimos nossos compromissos.

4) NÃO SE ESQUEÇA DE QUE O SUCESSO É PASSAGEIRO
Você pode ser “alguém” um dia e “ninguém” no dia seguinte. Pode ter um milhão de dólares num dia e nenhum centavo no dia seguinte. Pode ser presidente de uma grande empresa um dia e zelador no dia seguinte. Pode ser saudável num dia e estar numa U.T.I. no dia seguinte. Pode ser um pai ou mãe orgulhoso hoje e amanhã estar decepcionado com um filho. Nem os melhores permanecem no topo do sucesso para sempre. O campeão envelhece e é nocauteado. A Miss Universo de 2007 é substituída pela Miss Universo de 2008. As maiores sensações de hoje são substituídas pelos novos e atraentes astros de amanhã.
O sucesso era algo com que Davi constantemente tinha de lutar, e não algo que ele colocava numa caixa de troféu para usufruir pelo resto da vida. Os povos que ele conquistava reerguiam-se e tornavam a importuná-lo. Certos planos não davam certo e tinham de ser refeitos. Ninguém esquece, aquele um momento de imprudência — em poucos minutos de lascívia desenfreada — que derrubou Davi do pináculo e encheu sua vida de dores de cabeça. O sucesso, tal qual a própria vida, é “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4:14). Se o Senhor achar por bem dar-lhe uma dose de sucesso na vida, aproveite-a enquanto pode, mas mantenha a visão correta das coisas para que, quando o sucesso escapar pela janela, você não seja tentado a pular pela mesma janela. Lembre-se de que, no final, o único sucesso que realmente importa será ouvir Deus dizer: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21).

5) NÃO SE ESQUEÇA DA SUA VULNERABILIDADE
Não podemos encerrar esta lição sem observar o acontecimento que anulou, da noite para o dia, o sucesso de Davi. Certo palestrante, observou uma vez que a maioria das pessoas bem sucedidas caem por causa de um destes quatro fatores: “ouro”, “ócio”, “sexo” ou “ego”. O ouro não foi uma grande tentação para Davi, mas os demais fatores quase o levaram à ruína. Davi era um homem apaixonado. Isso era elogiável quando ele estava louvando o Senhor, lutando as batalhas do Senhor ou fazendo planos impetuosos para o futuro. Todavia, essa força se transformou em fraqueza no que diz respeito a mulheres bonitas. Certo dia, quando o ócio, a tentação sexual e o egoísmo convergiram Davi caiu com uma pancada que repercutiu por todo o reino. Davi não estava ciente o bastante de sua vulnerabilidade, ou se estava, não tomou as devidas precauções para proteger-se. Tiago admoestou: “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça” (Tg 1:14). Cada um de nós está vulnerável. Cada um de nós tem seus próprios pontos de fraqueza. Minhas fraquezas não são necessariamente as suas, nem as suas as minhas. Cada um precisa estar ciente de suas fraquezas para que possa evitar situações de tentação. Uma coisa é certa: o diabo conhece nossos pontos fracos e se esforçará ao máximo para explorá-los. Se você ainda não fez isto, faça uma avaliação séria da sua alma para descobrir quais são os seus pontos de vulnerabilidade; depois, determine como evitar a tentação nesses pontos.

CONCLUSÃO: Não se esqueça da advertência de Jesus aos Seus discípulos: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16:26a). Não creio que estaremos cometendo uma injustiça com essa passagem, se ampliarmos a pergunta de Jesus:
Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro, e perder o seu casamento?
Que aproveitará a mulher se ganhar o mundo inteiro e perder os seus próprios filhos?
Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder o seu caráter?
Que aproveitará a mulher se ganhar o mundo inteiro e perder sua influência para o bem?
A resposta para todas estas perguntas é a mesma: não aproveitará nada. Se você perder o que é mais importante, pode ser o maior sucesso do mundo e, ao mesmo tempo, o maior fracasso.