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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Discipulado requer perseverança



Discipulado não se trata de moda ou momento emocionalista. 

As últimas palavras de Jesus, conhecida como Grande Comissão, chama a responsabilidade de seus seguidores a darem sequência ao projeto restaurador de vidas através do discipulado. Não podemos nos iludir achando que quando alguém responde a um apelo já está salvo. Pode ter iniciado no caminho, mas o discipulado proporciona a orientação e edificação da pessoa no projeto de salvação. 
"Então, Jesus aproximando-se deles lhes assegurou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a obedecer a tudo quanto vos tenho ordenado. E assim, Eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos” (Mt 28:18-20).

Ser discípulo requer perseverança.

> "É na vossa perseverança que confirmais a salvação da vossa alma" (Lucas 21:19);
> "Nós, entretanto, não somos dos que regridem para a perdição; mas sim, dos que crêem e, salvos, seguem avante” (Hebreus 10:39);
> "Aquele, porém, que continuar firme até o final será salvo” (Mateus 24:13).
> "Sê fiel até a morte, e Eu te darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

O discipulado precisa ser pautado numa vida de estudo e aplicação da Palavra, de modo contínuo. Pelo menos uma vez por semana reunir seus discípulos e seguir um plano de estudo edificante, orar e manter a comunhão, que só é possível num pequeno grupo ou individual. Fora isso, é ilusão. Na multidão é impossível ter comunhão. Levante-se e faça discipulo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Negociadores do Poder de Jesus


O Modelo de Jesus ou o Modelo das Empresas?

Os modelos de igreja hoje, em grande parte, são diferentes da igreja do livro dos Atos. O povo era ensinado a dar generosamente, servindo aos necessitados. Hoje o ensino é que ser rico é sinal da bênção de Deus e ser pobre é sinal de maldição.
De acordo com os padrões atuais o próprio Jesus teria dificuldade em ser pastor de algumas igrejas. O atual padrão de sucesso no ministério é estabelecido por três fatores: número de crentes, construção de prédios e saldo bancário. Quando um pastor tem um grupo pequeno e faz esse grupo crescer, ele é considerado relativamente bem-sucedido. Se construir novos prédios é um realizador. Se faz o saldo bancário subir, é bom administrador.

Creio que essas medidas são boas para empresas, pois apontam para uma realização natural e comercial. Se a empresa aumenta seu número de empregados, seus lucros e seu patrimônio, então podemos dizer que é uma empresa bem-sucedida. No entanto, não vejo como aplicar essas medidas para a igreja, pois o nosso modelo é o Senhor Jesus no seu ministério aqui na terra, e em nenhum momento o vemos preocupado com essas coisas.

Quantos seguidores o Senhor Jesus tinha? Não podemos contar na hora da distribuição dos pães. Somente devemos contar os discípulos, pois é nas horas de agonia que se revela o irmão e não nas horas de festa. Na cruz estava somente um discípulo!

Como eram as finanças de Jesus? Ele nasceu em um lugar que não era seu. Tinha uma profissão bem simples e usou um jumento emprestado na sua entrada em Jerusalém. Vestia-se com roupas doadas e fez um milagre para pagar o imposto. Para concluir, o tesoureiro era traidor!

Quantos templos Jesus edificou? Quando foi levado por seus seguidores para que pudesse admirar as construções do Templo, falou em derrubar!
Se ele se apresentasse em algumas denominações com o intuito de se tornar pastor, certamente seria rejeitado. Definitivamente, seu padrão não condiz com alguns modelos de igreja que temos hoje.

Precisamos acordar!

Precisamos transformar-nos pela renovação do nosso entendimento, sob pena de ter as nossas obras rejeitadas pelo Senhor por completa incompatibilidade entre a sua planta, e o que nós estamos fazendo.

O Senhor somente vai encher de glória o que for construído segundo a planta dele. A sua presença somente vai ocupar aquilo que estiver de acordo com o modelo que ele apresentou, e não segundo os projetos que se parecem conosco.

José Jamê Nobre
Fonte: Adorar.net

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Isso é uma Vergonha!

É muito triste ver que, apesar de haver igrejas em muitos bairros, dificilmente vemos transformação na sociedade. Como é possível que o Brasil apresente estatísticas, onde se estimou em 2000 que mais de 15% da população brasileira era evangélica, e hoje esse número deve ter crescido mais, e mesmo assim a corrupção, a violência, a desigualdade e demais males continuam aumentando? Não deveria ser o contrário, com os cristãos influenciando positivamente o restante da sociedade?

"Se o sal tornar insípido para nada mais presta, a não ser para ser lançado fora e ser pisado pelo homens" (Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo).

terça-feira, 24 de abril de 2012

UNÇÃO COM PROPÓSITO


Muitos crentes estão morrendo afogados na unção, pois não tem correspondido à razão e propósito pelo qual ela existe e lhe foi confiada. Pensam que unção é algo mágico, ou místico.
Qualquer unção é dada com um propósito que, no mínimo, deve produzir maior obediência aos princípios da Palavra de Deus. Fora isso, é modismo e emocionalismo descabido que produz arrogância e, consequente, declínio espiritual.
Unção é algo de Deus que, conforme a utilizamos, vamos sendo reabastecidos como uma caixa de água - quanto mais se empenhar em abençoar, mais se renova, no entanto, se nada distribuir, envelhece e torna-se algo mal cheiroso e cheio de lodo que não abençoa, e ainda contamina com doenças aqueles que não estiverem saudáveis o suficiente para resistir seus vírus.
Jesus disse "quem crê em mim, como diz as Escrituras, do seu interior fluirão rios de água viva. E isto dizia ele sobre o Espírito Santo que haveriam de receber todos os que cressem nele".

Em Cristo vida renovada, com certeza.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Um teólogo zeloso - Richard Baxter


O Zelo de Richard Baxter

 

Erroll Hulse

Esboçarei a vida de Richard Baxter e, em seguida, destacarei o seu zelo, expresso em sua extraordinária obra pastoral, em Kidderminster, e em seu clássico The Reformed Pastor (O Pastor Aprovado).

Um esboço de sua vida

Richard Baxter nasceu em 1615. Diferentemente da maioria dos famosos ministros puritanos, Baxter não desfrutou de estudos nas universidades de Oxford ou Cambridge. Ele estudou na modesta Escola Pública Donnington. Depois, foi um autodidata. Leitor ávido, Baxter estudou amplamente vários assuntos. Deste modo, tornou-se um homem de excepcional conhecimento e habilidade para debates. Foi ordenado diácono pelo bispo de Worcester, em 1638. Por breve tempo (1641-1642), Baxter trabalhou como preletor e co-pastor em Kidderminster. Em 1642, o país se envolveu em guerra civil. Baxter serviu como capelão no Exército do Parlamento até 1647, retornando a Kidderminster como pastor. Ali, ele trabalhou até 1661. Estes 14 anos, em que teve a idade de 32 a 46 anos, foram notáveis por causa da transformação espiritual operada na cidade. Aquele município foi tão abençoado que se tornou um referencial na história evangélica da Inglaterra.

Quase no fim de seu ministério em Kidderminster, uma viúva chamada Mary Hanmer veio morar na cidade, a fim de obter benefícios do ministério de Baxter. Ela estava acompanhada de sua filha Margaret, que tinha 16 anos de idade, e que era mundana e indiferente ao evangelho. Nos quatro anos seguintes, Margaret foi afetada pelo ministério de Baxter e aos 20 anos foi convertida. Durante este tempo, ela se apaixonou por Baxter, que considerava o celibato ideal para um ministro. Ele proclamava isto com entusiasmo — um ponto de vista que consistia um grande contraste com os puritanos ingleses, os quais afirmavam, com vigor, a doutrina bíblica do casamento e da família. Richard Baxter deixou Kidderminster, para viver em Londres, onde ele usou toda influência possível a fim de obter um tratamento justo para os puritanos. Mary e Margaret o seguiram e passaram a morar perto dele. O Ato de Uniformidade, sancionado pelo Parlamento, em 1662, era rígido e severamente contrário à consciência dos puritanos.

O Ato de Uniformidade levou os puritanos a deixarem a Igreja Anglicana. Cerca de 2.000 ministros puritanos sofreram a perda de seu sustento, naquilo que, na História, ficou conhecido como a Grande Expulsão. É claro que isto incluiu Baxter. Sua vida foi arruinada: fora cruelmente despojado de sua razão de ser. Ele era pastor por natureza, agora sem igreja; um pregador nato, sem púlpito. A sua justificativa para o celibato desapareceu. Baxter se casou com Margaret em 19 de setembro de 1662. Ela estaria sempre com ele, confortando-o, prestando-lhe cuidado nas freqüentes enfermidades, apoiando todos os interesses práticos de sua vida. Viver com Margaret foi a maior consolação desfrutada por ele durante os anos difíceis que vieram depois. O restante da vida de Baxter foi marcado por aflições. Em 1669, ficou preso por mais de uma semana em Clerkenwell e por 21 meses em Southwark (1685-1686). Ele nunca teve uma saúde robusta e precisou lutar contra graves surtos de enfermidade.
Em novembro de 1672, Baxter pregou publicamente pela primeira vez em dez anos. Margaret (1636-1681) empregou, com generosidade, parte considerável de sua herança para garantir que Richard Baxter exercesse um ministério público eficiente. Ela alugou um salão público, onde cabiam 800 pessoas, em uma das áreas mais carentes de Londres e contratou algumas pessoas para ajudarem Baxter em seu ministério.

Durante o tempo de exclusão do ministério público, Richard Baxter usou seu tempo para escrever. Seus escritos excederam, em quantidade, os de John Owen. Diferentemente de John Owen, que talvez seja o melhor teólogo de língua inglesa, Richard Baxter era neonomiano e amiraldiano. Infelizmente, isto produziu confusão teológica nas duas gerações seguintes. Os leitores dos três clássicos de Baxter — O Descanso Eterno dos Santos (“The Saints’ Ever- lasting Rest”), uma explicação a respeito do céu; Um Apelo ao Não-convertido (“A Call to the Unconverted”) e O Pastor Aprovado (“The Reformed Pastor”) — não perceberão estes erros. É mais fácil ler Baxter que Owen. A sua obra mais extensa intitula-se Diretório Cristão (“Christian Directory”) e aborda cada aspecto da vida cristã sob um ponto de vista prático. É na aplicação prática das Escrituras que vemos o melhor de Baxter. Ele possuía um poderoso dom de constranger e levar a consciência à obediência.


Richard Baxter era sempre zeloso no que se refere à obra missionária. Ele foi um dos principais motivadores do estabelecimento da Sociedade de Propagação do Evangelho. John Eliot, famoso como “o apóstolo dos índios americanos”, encontrou em Baxter um excelente auxiliador. Durante a sua última enfermidade, em 1691, Baxter leu A Vida de Eliot e escreveu ao seu autor, Increase Mather: “Pensei que morreria por volta das 12 horas, na cama, mas o seu livro vivificou-me. Conheço muitas das opiniões do Sr. Eliot, por meio das várias cartas que recebi dele. Não houve na terra um homem que honrei mais do que ele. A obra evangélica de Eliot é a sucessão apostólica pela qual eu mesmo suplico”.

Evangelismo zeloso em Kidderminster


Na qualidade de pastor, Richard Baxter era excepcional. O sucesso do evangelho em Kidderminster, sob a liderança dele, foi singular. Não podemos encontrar na história evangélica da Inglaterra algo que se compare com este sucesso.

A cidade tinha aproximadamente 800 casas e uma população entre 2.000 e 4.000 pessoas. Baxter percebeu que eles eram “ignorantes, rudes e festeiros”. Uma notável mudança ocorreu. “Quando comecei meus trabalhos, tive cuidado especial por todos os que eram humildes, reformados ou convertidos. Mas, quando já havia trabalhado por bom tempo, aprouve a Deus que os convertidos fossem tantos, que não pude me dar ao luxo de gastar tempo com observações particulares; famílias e considerável número de pessoas vieram de uma só vez, amadureceram e cresceram, de um modo que não sei explicar”. O método de Baxter consistia em visitar casa por casa e ser bastante direto no assunto de conhecer a Deus com fé salvadora.

No prédio da igreja cabiam 1.000 pessoas. Cinco galerias foram acrescentadas para acomodar a congregação.Quando Baxter chegou a esta pobre cidade, onde a tecelagem era a principal atividade, ela era um deserto espiritual. Quando ele deixou Kidderminster, era um jardim belo e promissor. “No Dia do Senhor, qualquer um que caminhasse pelas ruas poderia ouvir centenas de famílias cantando salmos e repetindo sermões. Quando cheguei ali, somente uma família, em cada rua, adorava a Deus e invocava o seu nome. Quando saí, havia algumas ruas em que não havia nem uma família que não confessasse uma piedade séria, que nos dava esperança quanto à sinceridade deles”.

Posteriormente, Baxter escreveu: “Embora eu tenha estado ausente deles por quase seis anos e tenham sido assaltados por ameaças, calúnias e difamações a respeito da pregação, eles permanecem firmes e mantêm a sua integridade. Muitos deles estão com o Senhor. Alguns foram expulsos; alguns estão presos. Mas nenhum deles, sobre os quais tenho ouvido, caiu ou abandonou a sua retidão”. Quando, em dezembro de 1743, George Whitefield visitou Kidderminster, ele escreveu a um amigo: “Fui grandemente revigorado ao ver que o agradável aroma da boa doutrina, da obra e da disciplina do Sr. Baxter permanece até hoje”.

A principal diferença entre Baxter e a maioria dos pastores, do passado e do presente, é que ele combinava a pregação com o testemunho pessoal direto, pessoa a pessoa. Com muita freqüência, os pastores contentam-se em confinar seu testemunho do evangelho ao púlpito. A atitude e a prática de Baxter se revelam com clareza em seu livro O Pastor Aprovado (“The Reformed Pastor”).

Richard Baxter e “O Pastor Aprovado”

Os membros da Associação de Worcester, a fraternidade de clérigos que tinha Baxter como espírito propulsor, se comprometeram a adotar o método de catequese paroquial sistemática, conforme o método de Baxter. Eles estabeleceram um dia de jejum e oração, para buscarem a bênção de Deus sobre este empreendimento e pediram a Baxter que pregasse naquele dia. Entretando, quando o dia chegou, Baxter se encontrava muito doente para estar presente; por isso, em 1656, ele publicou o material que havia preparado, uma exposição completa de Atos 20.28. Esse material recebeu o título de O Pastor Aprovado (“The Reformed Pastor”). Este livro tornou-se famoso, e tem sido usado em todas as gerações, até ao presente. Por exemplo, a edição da Banner of Truth, com a excelente introdução de J. I. Packer, surgiu em 1974; e edições posteriores foram realizadas em 1979, 1983, 1989, 1994, 1997, 1999 e 2001.

A palavra Aprovado (Reformed), no título, não significa calvinista em doutrina, e sim renovado em suas práticas. Este tratado é uma dinamite espiritual, e foi reconhecido assim desde a sua criação. Um mês depois de sua publicação, um leitor escreveu: “Ó homem grandemente abençoado! O Senhor revelou suas coisas secretas para você, pelas quais muitas almas na Inglaterra se levantarão e bendirão a Deus por você”.

Isto provou estar correto. O livro de Baxter, O Pastor Aprovado, ainda é o melhor manual quanto aos deveres de um pastor. Nada tem excedido o seu poder e sua eficácia. É um imperativo para todo pastor.

Na edição da Banner of Truth, J. I. Packer sugere que o vigor e o poder evocativo do livro atravessam três séculos. Ele descreve três excelentes qualidades de O Pastor Aprovado.

A primeira é o seu vigor. “As palavras do livro têm mãos e pés.” Baxter possuía olhos perscrutadores e, certamente, tinha palavras perscrutadoras. “Seu livro arde com zelo sincero e ardente, com fervor evangelístico e sinceridade para convencer”.

A segunda qualidade é que o livro contém realidade. “É honesto e direto. Freqüentemente se diz, com exatidão, que qualquer cristão que ama o seu próximo e pensa seriamente que, sem Cristo, os homens estão perdidos não será capaz de descansar tranqüilamente com o pensamento de que todos ao seu redor estão indo para o inferno, mas se disporá, irrestritamente, a testemunhar, tendo isso como seu principal objetivo de vida. E qualquer crente que deixa de viver deste modo destrói a credibilidade de sua fé. Pois, se ele mesmo não pode, com seriedade, ter isso como norma de seu viver, quem mais pode ter? Nenhuma outra obra manifesta tanta solidez como O Pastor Aprovado. Nesta obra, encontramos um amor apaixonado e um crente terrivelmente honesto, sincero e correto pensando e falando sobre o perdido, com realismo perfeito, insistindo em que temos de aceitar alegremente qualquer grau de desconforto, pobreza, trabalho excessivo e perda de bens materiais, se almas forem salvas, e apresentando, em sua própria pessoa, um exemplo vívido do que está envolvido nesta obra”.

Terceira, o livro é um modelo de racionalidade. J. I. Packer diz que o livro expressa bom senso. A responsabilidade é ressaltada com clareza. “A graça entra por meio do entendimento.” Baxter insistia em que os ministros têm de pregar a respeito de assuntos eternos como homens que sentem o que falam e se mostram sérios a respeito do assunto de vida e morte eterna. Baxter também sustentava que a disciplina da igreja tem de ser praticada para mostrar que Deus não aceita o pecado.

Em sua exposição de Atos 20. 28, Baxter esclarece a exortação “atendei por vós”. Ele também explica o significado de atender por todas as ovelhas do rebanho. Começa com o não-convertido e os inclui em sua percepção. Ele exorta os pastores à supervisão cuidadosa das famílias e persiste em que temos de ser fiéis em admoestar os transgressores. No que diz respeito ao modo como deve ser administrada esta supervisão, ela tem de ser realizada com franqueza e simplicidade, com humildade e uma mistura de severidade e brandura, com seriedade e zelo, com ternura e amor para com as pessoas, com paciência e reverência, com espiritualidade e desejos sinceros de sucesso, com um profundo senso de nossa própria incapacidade. Finalmente, Baxter nos convoca a labutarmos unidos com outros ministros do evangelho, o que é sobremodo importante em nossos dias, quando divisões são mantidas por razões insignificantes e não-bíblicas.

O zelo de Richard Baxter resplandece em O Pastor Aprovado. As exortações de Baxter retinem com sinceridade porque ele vivia o que pregava. À semelhança de um oficial militar, Baxter leva os seus soldados à batalha. Ele não dá ordens a partir de uma zona de segurança.

A maneira como Baxter se dirigia à pessoas, quer em público, quer em particular, se reflete em Um Apelo ao Não-Convertido (“A Call to the Unconverted”), que vendeu 20.000 exemplares no seu primeiro ano de publicação e foi traduzido para vários idiomas. O versículo de abertura deste livro é Ezequiel 33.11: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” A compaixão expressa neste versículo de Ezequiel é muito semelhante ao zelo ardente que o Espírito Santo produziu em Richard Baxter.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Santificação - a vontade de Deus

"Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1Ts 4.3).


Para aqueles que desejam descobrir e viver dentro da vontade de Deus, eis uma das facetas importantes a incluir em suas vidas - a santificação, sem a qual nunca poderemos ver o Senhor, Hb 12.14.


O termo santificação é originário da palavra grega "haghiasmos", cujo significado é "deixar de ser terreno, mundano" (ha = não, gheos = terreno, mundano). Paulo, advertiu os cristãos da igreja de Colossos, a que se empenhassem em buscar e pensar nas coisas lá do alto, Cl 3.1-2. Jesus disse que nosso tesouro deve ser acumulado lá no céu, onde não haverá corrosão, nem furto.

Na oração, conhecida como sacerdotal, Jesus afirmou que seus discípulos não são do mundo, assim como Ele não era do mundo e, suplicou ao Pai: santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade, Jo 17.16-17. Somos cidadãos de um Reino que não é deste mundo. Somos cidadãos celestiais.


Santo é um dos atributos divino. E o desafio está lançado: "Assim como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto escrito está: sede santo, porque eu sou santo" (1Pe 1.15-16). O referencial é excelente, portanto basta seguir as pisadas do Mestre. Por coerência, aqueles que servem a Deus procuram se esforçar sempre para andar como Jesus andou, 1Jo 2.6.

A santificação deve ser ampla na vida do cristão: "...todo vosso espírito e alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis..." (1Ts 5.23). O verdadeiro cristão possui uma consciência pura para com Deus, e com os homens piedosos. Vive uma vida de consagração responsável, onde não há obrigatoriedade ou imposição de leis por parte de um líder ou autoridade, mas de voluntariedade. Vive de forma a não dar mau testemunho, ou motivos para repreensão.

Meus queridos irmãos, que possamos manejar a Palavra da verdade, com o intuito de aplicá-la em nossas ações e viver diário, porque desta forma vamos purificar nosso caminho e evitaremos pecar contra Deus, Sl 119.9, 11. Para vivenciarmos as promessas divinas, é necessário passarmos por esse processo: "santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós" (Js 3.5). 

Pr.Wanderley da Silva 

O Medo Neutraliza Os Valores

O medo é o maior inimigo da franqueza. Por causa do medo, muitos cristãos acabam sendo seduzidos pela opinião dos outros, em vez de seguir sua própria consciência. Deus chamou cada um para desenvolver talentos e dons, no sentido de ampliar seu Reino e promover a sua glória. É necessário que a igreja seja corajosa, pois do contrário a tentação para negociar os princípios divinos será grande. A Palavra de Deus afirma várias vezes que "o justo viverá da fé" (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11). Na epístola aos Hebreus há um adicional: "Mas o meu justo viverá da fé. Se recuar, a minha alma não se agradará dele" (Hb 10.38).
Todos aqueles que professam a fé em Jesus precisam estar cientes que nenhum preço é demasiado alto em se tratando da causa de Cristo. O salmista declarou num dos mais apreciados e belos salmos: "Quando eu tiver de andar pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; tua vara e teu cajado me tranquilizam" (Sl 23.4).
Para quem conhece os personagens bíblicos que se destacaram, notará que o maior obstáculo que tiveram de vencer para alcançar sucesso em sua jornada foi o medo. O medo cega, paralisa, bloqueia, enfraquece e frustra. Não viva pelo medo, mas pela fé. Encare as dificuldades e seja cabeça e não cauda. Deus te chamou para mostrar a luz e não para ficar no anonimato. Somos constituídos como luzeiros no mundo. Seja diferente, mostra seu potencial, não se iguale à maioria, seja anormal e faça o sobrenatural acontecer em nome de Jesus.


Aos que desejam superar o medo e vencer quero lhes indicar um livro, que está no link a seguir:
http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/154823/cardozo-julio-voce-nao-tem-de-ceder!.html 

segunda-feira, 5 de março de 2012

O que acompanha um ministério profético


O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE JEREMIAS
Jeremias 1:19
Introdução: Deus escolheu Jeremias para ser um profeta. Isso ocorreu antes de seu nascimento, 1:5. Jeremias nascera e estivera em crescimento, como qualquer outro ser humano. Tinha sua vida normalmente como outras crianças, adolescente ou jovem. Certo dia, Deus veio até Ele com o fim de estabelecer definitivamente seu plano. Houve alegações negativas por parte de Jeremias (1:6), mas Deus argumentou com maior veemência, 1:7-8. Ser chamado para o ministério profético não era nada popular, era, sim, ser envolvido em desafios e problemas, basta observar o que Jesus falou sobre Jerusalém e o modo como tratava esses ministros: Lucas 13:34 “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!”
Ao estudar os escritos de Jeremias nos deparamos com os conflitos internos de alguém que, seriamente, desejava cumprir a vontade de Deus, mas que deveria ser firme para não permitir que a paixão pelo seu povo, ofuscasse a Palavra divina. Eugene H. Peterson busca descrever o caráter do mais sofrido dos mensageiros de Jeová como: "Vigoroso na batalha, desafiou e contestou a injustiça, a falsidade e a vilania" (Atos e atitudes contrárias à ética e a moral, pessoas praticantes de modos contrários à educação, com nítidos interesses particulares, egoísticos em detrimento aos bons costumes).

1.       REALIDADE INEGÁVEL NO MINISTÉRIO – OPOSIÇÃO
Pelejarão contra ti...
Pelejar: fazer guerra, lutar, provocar e entrar numa batalha contra.
Jeremias durante mais de 40 anos formulou advertências contra os mais altos oficiais do governo, advertências que eles detestavam ouvir e se negavam a obedecer. Várias vezes o prenderam e o lançaram na prisão; quase o mataram. Ele constantemente era ridicularizado.
O profeta Jeremias iniciou seu ministério exatamente em Jerusalém para repreender a sua rebelião aos mandamentos do Senhor, Jr 2. No capítulo 7 ele se põe à porta do templo, que era o centro de adoração dos judeus, e abre sua boca em advertências sobre a vida de adoração vazia que era praticada pelo povo que afluía ao templo. Isso causa uma antipatia geral entre o povo, e consequente retaliação.
Jesus disse certa vez que o diferencial entre o justo e o ímpio pode trazer rivalidade: “se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, por isso vos aborrece”.
Ser profeta é ser contrário à maioria; é reprovar atitudes, trazer advertências, transmitir sentenças de juízo, falar o que a pessoa não queria ou não esperava ouvir. Profeta não é massageador de ego. Profeta é arriscar a vida, colocar a cabeça na guilhotina, mas nunca abrir mão da Palavra de Deus. A missão do homem de Deus é inegociável. Ele foi chamado para cuidar dos interesses do Todo-Poderoso, e proclamar com isenção e coragem a sua Palavra.

2.       PROMESSA GLORIOSA NO MINISTÉRIO – VITÓRIA
Não prevalecerão contra ti...
Prevalecer: ser capaz de vencer ou realizar, ser capaz de resistir, ser capaz de alcançar (Strong).
Deus disse que não estabelecia um ministério fraco, medíocre, mas forte, que poderia prevalecer ante aos ataques dos inimigos: Jeremias 1:18 “Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo”.
Não era um chamado para ser uma pessoa popular, mas uma fortaleza contra a imoralidade e rebeldia de todos: reis, príncipes, sacerdotes, falsos profetas e o povo em geral. Um profeta precisa ter um só lema: devo minha vida somente ao Rei dos reis. O profeta é um ministro de uma só palavra, Jeremias 1:9 “Depois, estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca e o Senhor me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras”.
Há uma palavra poderosa na boca do profeta: Jeremias 23:29 “Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?”
Aqueles que desejam honrar o chamado divino não podem ser conformistas. Paulo disse claramente ao pastor Timóteo, 2Tm 4:1-5.
Jesus, ao ensinar seus discípulos, mostrou essa dura realidade a ser enfrentada por aqueles que desejam servi-lo com fidelidade, mas que há uma riqueza reservada por Deus para que tomem posse na eternidade: “Bem aventurado sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentindo disserem todo mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, pois é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).

3.       RAZÃO SUFICIENTE PARA PERMANECER NO MINISTÉRIO – PRESENÇA
Porque Eu sou contigo...
Deus é zeloso para com sua palavra, seus princípios e suas promessas. Isso Ele deixou isso bem claro ao novo profeta: Jeremias 1:11-12 “Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.
Jeremias precisava ser guiado pela presença gloriosa de Deus. As instruções divinas eram três (1:7-8): vá para onde eu enviar; fale o que eu lhe ordenar; não tenha medo do povo.
Jesus ao comissionar discipuladores mostrou o maior decreto motivacional – a sua presença constante, o que significa seu poder disponível, Mt 28:19. Dependendo do desafio, utilizamos a munição. Podemos pisar serpentes e escorpiões, que nada nos fará dano. É a garantia que temos quando obedecemos ao seu chamado.

CONCLUSÃO: Ao aceitar o chamado do Senhor para sua vida, Jeremias tornou-se o profeta mais malquisto da história judaica. Pelos parâmetros humanos foi um fracasso, no entanto, pelos parâmetros de Deus, foi um grande sucesso. Ser profeta não é nada fácil, pois ficar sozinho, resistir a multidão e estar em descompasso com a filosofia e os valores do momento, é tarefa para poucos. Ser profeta virou moda, basta um pregador ficar famoso, que já se proclama profeta. Com Jeremias, a coisa foi diferente. Ministério profético não é sinônimo de popularidade, mas solidão.
Assim como Deus tinha um plano para Jeremias, ele tem um plano para cada pessoa. O desejo de Deus é que cada crente viva segundo a sua vontade e deixe que Ele cumpra seu  plano  em  sua  vida.  Como  no caso de Jeremias, viver segundo o plano de Deus podia significar sofrimento, no entanto, Deus sempre age  buscando  o  melhor  para  nós conforme  Romanos  8.28:  “todas  as  coisas  contribuem conjuntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”.
"Como Jeremias, coloque a sua confiança em Deus para ir adiante de você, sossegue os seus medos e use o poder transformador de Deus para tornar as suas limitação em possibilidades ilimitadas" (Jim George).

Precisamos da fé para um caminho não trilhado percorrer;
Precisamos de forças para, sozinhos, o partido de Deus tomar.

 Ministração no culto de celebração da ceia em 04.03.2012 - Pr. Wanderley da Silva

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Samuel Morris - exemplo de servo de Deus


Simples e iletrado, ele foi o instrumento usado por Deus para despertar cristãos adormecidos e fazer de prestigiosa universidade evangélica um celeiro de missionários.

Samuel Morris é a prova de que qualquer pessoa pode exercer um ministério transcultural de grande impacto. Seqüestrado na África por uma feroz tribo rival, o jovem Samuel foi miraculosamente liberto e depois guiado pela selva por uma estranha luz até um acampamento de libertadores de escravos, onde ouviu pela primeira vez o evangelho de Jesus Cristo. Foi então que a luz que brilhou na floresta como lâmpada para seus pés tornou-se também luz para sua vida.

Numa busca constante de crescimento espiritual, Samuel embarcou como tripulante num veleiro que ia para os Estados Unidos. A princípio sofreu nas mãos de um capitão ímpio e de sua cruel tripulação, mas antes de chegarem à Nova Iorque, já havia conquistado o coração de seus perseguidores.

Nos Estados Unidos, Samuel foi o instrumento simples e iletrado que Deus usou para despertar cristãos adormecidos e mudar o destino de uma prestigiosa faculdade evangélica, transformando-a em celeiro de missionários.

A vida de Samuel Morris é comovente e instrutiva: nela você vai aprender como ser usado por Deus em meio a qualquer classe de pessoas.

Fonte: http://www.minasdeleitura.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

GRANDE EXEMPLO DE FÉ


HISTÓRIA DE FÉ: GEORGE MÜLLER

Deus freqüentemente escolhe homens comuns, homens que costumavam zombar da fé ou homens que exigiram muita paciência por sua relutância em voltar-se para Deus e obedecer a Seu chamado. George Muller foi um destes.

Nascido em 1805 na Prússia (parte da Polônia atualmente), quando jovem costumava roubar e mentir, segundo ele mesmo quase não houve pecado no qual ele não tivesse caído.

Aos 20 anos de idade, tornou-se cristão depois de visitar uma pequena reunião em uma casa. Sua conversão foi dramática e ele abandonou de vez seus hábitos pecaminosos. Em 1829 foi a Londres para fazer um treinamento na Sociedade Londrina para a Promoção do Cristianismo entre os Judeus (hoje conhecida como Church Mission to the Jews).

Um dos muitos aspectos fascinantes da vida de George Muller é que ela ilustra com muita simplicidade o poder de Deus.

George Muller recebeu aproximadamente R$ 395.250.000,00 em resposta a orações sem jamais ter pedido ofertas. Se isto tivesse ocorrido há dois ou três mil anos, os céticos iriam sem dúvida questionar a autenticidade deste fato. Como ocorreu no final do século dezenove, com registros modernos e evidência factual, tais fatos não podem ser negados.

O aspecto mais significante dos 93 anos de vida de George Müller na terra foi sua obediência absoluta à vontade de Deus. O fato de o Espírito de Deus ter transformado um jovem rebelde e pecaminoso em tal homem de Deus certamente nos renova a esperança.

Em 1830 ele casou-se com Mary Grooves, que se tornou uma verdadeira companheira e sustentáculo nos anos seguintes.

Em 1834 ele fundou o Instituto de Conhecimentos das Escrituras, que existe até hoje, sempre respeitando o princípio que ele mesmo impôs de nunca depender de patrocínios, nunca fazer apelos por ofertas e nunca contrair dívidas. Deus sempre proveu os recursos para todas as necessidades conforme Ele mesmo promete em Filipenses 4.19.

Ele também orava diariamente pela conversão de pessoas; e orou durante cinqüenta anos por algumas pessoas, mostrando sua fé e confiança em Deus. Todas as suas orações eram registradas em livros, com a data do começo da petição, o pedido a Deus, a data da resposta e como Deus respondeu.

Existe o registro de cerca de 50 mil orações de George Müller respondidas por Deus.

Como a epidemia de cólera aumentou dramaticamente o número de órfãos naqueles dias, em 1835 Müller sentiu o chamamento de Deus para abrir um orfanato totalmente pela fé, pois não tinha recursos financeiros para isto.

Em 1870 já eram cinco orfanatos com mais de 2.000 crianças.

São muitas as histórias marcantes de respostas à oração. Uma delas sucedeu quando ao levantarem pela manhã, não haver nenhum pedaço de pão para as crianças, Müller ordenou que mesmo assim as crianças dessem graças a Deus pelo alimento e ficassem esperando.

Minutos depois um carroceiro bateu à porta, dizendo que sua carroça havia quebrado ali na frente e se queriam ficar com o carregamento de pães que estava levando para outros lugares. Assim as crianças e os demais irmãos glorificaram o Senhor por mais um de seus extraordinários feitos. Toda a vida e obra de Müller atestam a fidelidade e a graça provedora de Deus.

George Müller era um homem comum, mas sua fé inegável e confiança total em Deus e seu amor a Ele têm o mesmo impacto no mundo hoje do que quando ele morreu em 1898.

Sua vida continua sendo uma inspiração para todos aqueles que entregaram sua vida para Deus. E para todos nós continua sendo mais uma daquelas "vidas que marcaram...".

Ele foi além da maioria deles em sua política quanto ao dinheiro. Por exemplo: ele não aceitava ofertas quando saia para pregar, temendo dar a impressão que pregava por dinheiro. Quando ele rejeitava as ofertas, as pessoas algumas vezes queriam pô-las a força dentro do seu bolso, então ele fugia. Um homem "lutou" com Müller até que ele aceitasse o dinheiro que o mesmo queria lhe dar!

Durante seus primeiros anos, Müller começou a desenvolver convicções sobre oração e fé, que proporcionaram a base para poderosas demonstrações da provisão de Deus. Além de pedir a Deus por comida e fundos pessoais, ele freqüentemente orava com crentes enfermos até ficarem curados. Um biógrafo observa que "quase sempre suas orações eram respondidas, mas em algumas ocasiões não eram". Nesses casos, Müller continuava orando sobre estes assuntos ou pessoas, por anos.


Grandes Sonhos, Grandes Resultados 
Além de trabalhar com Henry Graik na capela Bethesda, uma moderna igreja situada no coração de Bristol, Müller começou a sentir preocupação pelas massas de crianças órfãs, abandonadas, que estavam em toda parte, na Inglaterra do século 19. Em 1834, com Craik, ele fundou a "Scriptural Knowledge Institution for Home and Abroad" - SKI ("Instituição do Conhecimento Bíblico para a Pátria e Estrangeiro"), que continua até hoje. Seus objetivos eram: 1) estabelecer Escolas diárias, Escolas dominicais e Escolas para adultos onde as Escrituras fossem ensinadas; 2) distribuir Bíblias; 3) ajudar o serviço missionário.

Durante a vida de Muller, o SKI proporcionou educação para muitos milhares de crianças e adultos, que de outro modo não poderiam ter ido à escola. Distribuiu milhares de Novos Testamentos, Bíblias e folhetos evangelísticos a preços reduzidos, em muitas línguas. Enviou o equivalente moderno de muitos milhões de dólares para missionários nacionais e estrangeiros. Durante um período de dois anos, Müller quase sustentou sozinho Hudson Taylor e 30 de seus colegas missionários na China.


Cuidado com Crianças

As maiores obras pelas quais Müller é lembrado – e deve ser guardado na memória que ele foi também um líder de igreja por excelência – são os orfanatos. Nestes, e em todo o seu trabalho, Mary Groves Müller manteve-se firme ao seu lado.

Milhares de pais morreram na epidemia de cólera de 1834. Os poucos medicamentos e conhecimentos médicos precários, condições sociais ruins e leis trabalhistas infames multiplicavam os órfãos. Essas crianças infelizes tentavam sobreviver nas ruas, ou eram obrigadas a submeter-se às péssimas condições das oficinas de trabalho. Charles Dickens disse que os órfãos eram "desprezados por todos e ninguém se compadecia deles". As casas para órfãos do Estado eram poucas e quase não existiam as particulares. Todas elas serviam apenas às crianças das famílias de classes mais altas. Pobreza, crime e prostituição aguardavam o resto.

Muitos fatores convergentes levaram Müller a começar um orfanato: 1) ele estava genuinamente preocupado com os órfãos de Bristol; 2) ele estava cansado de ouvir homens de negócios e operários dizerem que a necessidade financeira e a competição os proibiam de colocar Deus e Seus assuntos em primeiro lugar em suas vidas; 3) ele queria provar que Deus responde às orações e colocar "diante do mundo uma prova de que Deus de modo nenhum mudou. Isto me parecia feito melhor pelo estabelecimento de um orfanato. Devia ser algo que pudesse ser visto ainda que pelos olhos naturais ".

Em 1835, Müller colocou o seu plano diante da igreja de Bethesda. Imediatamente a congregação se uniu para sustentar o empreendimento. Móveis, utensílios, roupas e fundos chegaram. Dali em diante, Bethesda e seu círculo crescente de igrejas permaneceram inteiramente com Müller no cuidado dos órfãos. No começo, eles costumavam alugar casas para as crianças. Muitos crentes de Bethesda trabalhavam por tempo parcial ou integral nos orfanatos. Conheciam os detalhes particulares e as necessidades diárias ligadas a um tão grande projeto.

Eles também compreendiam a convicção de Müller em não solicitar fundos – ele queria provar que Deus responderia às orações dos crentes. Müller escreveu: "eu não digo que estaria agindo contra os preceitos do Senhor se procurasse ajuda em Sua obra através de pedido pessoal e individual [apelos] aos crentes, mas eu faço assim para o benefício da igreja em geral". Ele era totalmente contrário, todavia, à possibilidade de que algum cristão fizesse apelos financeiros aos descrentes.


Desenvolvimento do Orfanato

Em 1836, Müller abriu a primeira casa, quando ainda não tinha 30 anos de idade. A comida para os órfãos chegava muitas vezes minutos antes da hora de ser servida, embora as crianças nunca soubessem disso. Mais e mais crianças suplicavam a Müller para recebê-las e ele alugava mais casas. Mas essas logo abarrotavam, por isso, em oração e conversa com os cristãos de Bristol, ele decidiu construir um grande e moderno edifício para os órfãos. Este projeto começou em 1845, exatamente quando a tempestade da divisão entre os Irmãos estava se formando em Plymouth. Em 1848, mesmo enquanto Darby estava atacando Müller, o primeiro dos imensos orfanatos estava quase completo. E enquanto a carta de Darby excomungando toda assembléia de Bethesda estava circulando pela Inglaterra e ao redor do mundo, o telhado foi estendido. Enquanto a divisão progredia e os antigos amigos se voltavam contra ele, Müller continuava esperando em Deus por fundos e provisões.

Em 1870, depois de profundas e repetidas provas de fé, a última das cinco magníficas casas de pedra, para 2.000 órfãos, foi levantada exatamente fora de Bristol, em Ashley Down. Müller maravilhou-se com o que Deus tinha feito naqueles 34 anos, em resposta à fé e à oração. Além de providenciar comida e roupas para muitos milhares de órfãos, ele tinha a responsabilidade de levantar o "ordenado" mensal [salário] para mais de 100 empregados.

As garotas órfãs eram treinadas como empregadas e costureiras, enquanto os rapazes aprendiam vários ofícios. A cada órfão era assegurado um emprego antes de deixar as casas, ou Müller pagava o salário de aprendiz deles ao patrão que os ensinaria uma profissão. Cada órfão saía com um jogo completo de roupas.

Um homem que vivia próximo dos orfanatos disse que "sempre que ele sentia dúvidas sobre o Deus Vivo, vindo a sua mente, ele se levantava e olhava através da noite para as muitas janelas acesas em Ashley Down, brilhando na escuridão como estrelas no céu". Havia um imposto sobre janelas grandes quando Müller construiu os orfanatos, mas ele disse: "nós confiaremos em Deus para o dinheiro do imposto – deixem as crianças ter luz e ar!"

Pessoas por todo o oeste da Inglaterra e ao redor do mundo ficavam sabendo sobre os orfanatos. Também reconheciam o poder e a provisão de Deus que, se tornavam acessíveis em resposta às orações fiéis de Müller e seus amigos.

Tarde na vida, Müller, que falava sete línguas, viajou para 42 países em "viagens missionárias" e pregou o Evangelho para multidões de milhares. Seu alvo nessas viagens era, de acordo com o propósito de A. N. Groves, e dos Irmãos do início, quebrar as barreiras denominacionais e promover o amor fraternal entre os verdadeiros cristãos. Em três ocasiões visitou os Estados Unidos e Canadá, pregando centenas de vezes e, em quase todas, pessoas vieram a Cristo.

Em 1878, Müller foi convidado para ir à Casa Branca, a fim de falar sobre os orfanatos ao presidente Rutherford B. Hayes. Provavelmente não contou ao presidente Hayes que foi enquanto J. N. Darby estava tentando virar pessoas contra ele que Deus proveu os fundos para as grandes casas de órfãos.


Müller e o Dinheiro 
Müller criou um regulamento fixo em que nem ele nem seus auxiliares jamais deveriam pedir a qualquer indivíduo qualquer coisa em particular, para "que a mão do Senhor pudesse ser claramente vista". Mas ele pedia ao Senhor que movesse pessoas para ofertar. Uma vez, quando um homem fez um grande donativo, Muller, muito satisfeito, visitou-o para agradecer; então mostrou ao homem a anotação em seu diário quando, meses antes, começou a rogar a Deus que aquele homem pudesse dar aquela quantia específica!

O historiador Roy Coad observa, todavia, que "a lenda popular" tem escondido um tanto da natureza prática de Müller. "A lenda enfatiza um lado da moeda: a intensidade da confiança de Müller. Muitas vezes o outro lado tem sido esquecido – que os fundos para suprir a necessidade vieram de homens e mulheres que eram co-participantes com Müller de sua fé em Deus".

Müller havia atraído a igreja de Bethesda para dentro dos seus planos do orfanato desde o início. Ele usava vários sistemas de relatórios para mantê-la informada, e os outros também, do que acontecia:

1) Todo mês de dezembro, por três noites, Müller presidia reuniões públicas para informar as igrejas de Bristol e o público a respeito do ano que se havia passado.

2) Todos os anos, ele escrevia e publicava um "Relatório Anual" com detalhes financeiros e notas sobre eventos importantes do ano se havia passado e alguma idéia do que esperava dos anos vindouros. Estes eram dados ou vendidos a pessoas interessadas e circulavam ao redor do mundo.

3) Em 1837, Müller soltou a primeira edição de A Narrative of Some of the Lord’s Dealings with George Müller (Uma Narrativa de alguns dos procedimentos do Senhor para com George Müller), um livro consideravelmente grande, de seleções de seu diário que graficamente descrevia como o Senhor repetidamente providenciava ajuda para os órfãos através de diferentes pessoas. Esta narrativa era regularmente atualizada e aparecia em intervalos de cinco anos, até tornar-se uma coleção de quatro volumes. Muitas pessoas enviavam donativos anexos a suas cartas nas quais diziam a Müller que sabiam de sua necessidade pela leitura dos "Relatórios Anuais da Narrativa".

4) Depois que Müller contou aos amigos seu plano de construir as grandes casas para órfãos, em Ashey Down, eles espalharam a notícia através da Inglaterra. Müller notou isso. Mas não parecia preocupado com o fato de que muitos milhares de pessoas soubessem do que ele estava pedindo a Deus para fazer. Ele acreditava que qualquer que fosse o meio é Deus quem motiva as pessoas para ofertar. (De 1882 em diante, o rendimento de Müller diminuiu e ele teve que reduzir muito a SKI e os programas do orfanato. Durante o mesmo período, todavia, o governo Inglês começou a providenciar um melhor cuidado para os órfãos).

Uma vez, Charles Dickens apareceu em Ashley Down para "investigar" o que Müller estava fazendo a estes órfãos. Müller deu as chaves para Dickens e mandou um assistente mostrar-lhe qualquer coisa que quisesse ver. Depois da investigação, Dickens disse a Müller que acreditava que os órfãos estavam sendo muito bem cuidados.


Sua Ida ao Lar

George Müller morreu na manhã de 10 de março de 1898, aos 92 anos. Ele participou ativamente, enquanto viveu, em Bethesda e nos orfanatos até o dia anterior da sua morte. Milhares de pessoas lotavam as ruas para ver o cortejo funeral do imigrante alemão que, segundo o jornal The Bristol Mercury, foi "a maior personalidade que Bristol conheceu como cidadão nesta geração". Sete mil pessoas lotaram o cemitério para ver o sepultamento.

O Bristol Evening News escreveu que "na era do agnosticismo e materialismo, ele pôs em prática teorias sobre as quais muitos homens estavam contentes em sustentar uma controvérsia inútil".

O Liverpool Mercury maravilhou-se por causa da provisão para milhares de crianças e perguntou como isto aconteceu. "Müller disse ao mundo que foi o resultado de Oração. O racionalismo de hoje zombará desta declaração. Mas os fatos permanecem, e permanecem para serem explicados. Não seria científico desdenhar das ocorrências históricas quando elas são difíceis de esclarecer. E seria necessário muito truque para fazer os orfanatos em Ashley Down sumir da vista".

De sua parte, Müller já havia escrito: "eu sei que belo, gracioso e generoso ser Deus é pela revelação que Ele se agradou em fazer de Si mesmo na Sua santa Palavra. Eu acredito nesta revelação. Também sei por minha própria experiência da veracidade disso. Portanto, eu estava satisfeito com Deus. Me regozijava em Deus. E o resultado é que Ele realizou o desejo do meu coração".

George Müller acreditava que Deus faz o mesmo por qualquer um que O busque.


George Muller e a Bíblia 

Entrega Absoluta 
Certa vez, ao compartilhar com os ministros e obreiros, por ocasião do seu aniversário de noventa anos, George Muller falou da seguinte forma a respeito de si mesmo: "... Eu lembro da minha entrega absoluta ao Senhor. Fui convertido em novembro de 1825, mas somente quatro anos mais tarde, em julho de 1829, entreguei meu coração ao Senhor de forma absoluta. Somente então abandonei o amor ao dinheiro, à paz, à posição, aos prazeres e aos compromissos mundanos. Deus, Deus somente tornou-se a minha porção. Encontrei nele o meu tudo. Não desejava nada mais e, pela graça de Deus, assim permaneço até hoje. Isso me fez um homem feliz, um homem profundamente feliz e levou-me a ocupar-me somente com as coisas de Deus. Amado irmão, eu lhe pergunto com muito amor: Você já entregou seu coração a Deus de forma absoluta? Ou há algo que você está retendo e não quer entregar a Deus? Anteriormente eu lia um pouco as Escrituras, mas preferia outros livros; todavia, desde o dia em que entreguei-me totalmente ao Senhor, a revelação que Ele fez de Si mesmo tornou-se uma bênção incomparavelmente mais preciosa para mim. Posso afirmar de coração que, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."Oh, não fiquemos satisfeitos até que, do mais profundo de nossa alma, possamos dizer:, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."

George Muller fala em sua revista acerca dessa mudança ocorrida em sua vida. Há muitos anos atrás ele fora para uma cidade chamada Teignmouth a fim de tratar sua saúde física. Lá ele ouviu um pregador cuja mensagem ele jamais esqueceu. Ele relata o significado dessa mensagem nas seguintes palavras: "Embora eu não tenha gostado do que ele falou, eu vi nele uma seriedade e solenidade diferente dos demais. Através do ministrar desse irmão, o Senhor concedeu-me uma grande bênção e a Ele serei grato ao longo de toda a eternidade. Deus começou a mostrar-me que unicamente a Sua Palavra deve ser nosso padrão para o julgamento em coisas espirituais, que a Palavra de Deus somente pode ser explicada pelo Espírito Santo e que, em nossos dias, assim como nos tempos passados, Ele é o Mestre de Seu povo. Antes dessa ocasião em minha vida, eu não havia, em minha experiência, entendido a função do Espírito Santo. Anteriormente eu não havia enxergado que somente o Espírito Santo pode ensinar-nos acerca de nossa condição natural, mostrar-nos nossa necessidade de um Salvador, capacitar-nos a crer em Cristo, explicar-nos as Escrituras, ajudar-nos a pregar, etc..."

"Foi a compreensão dessa verdade em especial que exerceu uma grande influência em minha vida, pois o Senhor capacitou-me a experimentar sua validade quando eu coloquei de lado comentários e quase todos os outros livros e comecei simplesmente a ler e estudar a Palavra de Deus. Como resultado, na primeira noite em que entrei em meu quarto, fechei a porta a fim de orar e meditar nas Escrituras, eu aprendi mais em algumas poucas horas do que havia aprendido durante um período de vários meses. A maior diferença, no entanto, foi o poder real que experimentei em minha alma através disso."

"Além disso, aprouve ao Senhor fazer-me ver um padrão mais elevado de dedicação do que o que eu havia visto anteriormente. Ele levou-me, numa medida, a ver o que é minha glória neste mundo: ser desprezado, ser pobre e pequeno com Cristo. Ao retornar para Londres, minha saúde física estava muito melhor e, no que diz respeito a minha alma, a mudança fora tão grande que parecia uma segunda conversão."

Estudar a Bíblia é Mais Importante do que Ler Livros

"Eu caíra na armadilha que muitos cristãos caem: preferir ler livros religiosos ao invés da Bíblia. Na verdade, de acordo com as Escrituras, nós deveríamos pensar da seguinte maneira: O próprio Deus dignou-se a tornar-se autor de um livro, e eu sou ignorante acerca deste precioso livro que o Seu Espírito inspirou; por causa disso, eu devo ler novamente este Livro dos livros mais cuidadosamente, com mais oração, com muito mais meditação. Mas essa não foi minha atitude. É verdade que minha ignorância sobre a Palavra levou-me a desejar estudá-la, todavia, por causa da minha dificuldade em entendê-la, nos primeiros quatro anos de minha vida cristã, eu negligenciei na sua leitura. Assim como muitos cristãos fazem, eu praticamente preferia ler as obras de homens não inspirados ao invés de ler os oráculos do Deus vivo. Como conseqüência disso, eu permaneci um bebê tanto no conhecimento quanto na graça. No conhecimento, porque todo verdadeiro conhecimento deve ser obtido da Palavra de Deus por meio de Seu Espírito. Como triste conseqüência, esta falta de conhecimento me impediu de caminhar nos caminhos de Deus com firmeza e constância. Pois é a verdade que nos liberta, livrando-nos do cativeiro dos desejos da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida. A Palavra prova isto. Também a experiência dos santos e minha própria experiência provam, de modo incontestável, a veracidade deste princípio, pois quando aprouve ao Senhor, em agosto de 1829, ensinar-me a confiar nas Escrituras, minha vida e meu caminhar tornaram-se muito diferentes".

"Se alguém me perguntasse como é possível ler as Escrituras de modo mais proveitoso, eu responderia da seguinte maneira:

Acima de tudo, devemos ter a Palavra armazenada em nossa mente, de modo que Deus apenas por meio do Espírito Santo possa ensinar-nos. Desta forma, é de Deus que vamos esperar todas as bênçãos e vamos buscar a bênção de Deus tanto antes quanto durante a leitura da Palavra.

Deveríamos compreender claramente que o Espírito Santo não é apenas o melhor Mestre, mas também é suficiente. Nem sempre Ele nos ensina imediatamente aquilo que desejamos saber. É possível, portanto, que algumas vezes necessitemos suplicar-lhe várias vezes a fim de receber explicação para algumas passagens; mas no final Ele certamente irá nos ensinar se nós buscarmos luz com oração, com paciência e para a glória de Deus".

O Segredo da Bênção e da Alegria

Apenas mais uma palavra proferida por ocasião do seu aniversário de noventa anos: Por sessenta e nove anos e dez meses George Muller fôra um homem muito feliz. Isso ele atribuía a duas coisas: ele havia mantido uma boa consciência, não seguindo deliberadamente um caminho que ele soubesse ser contrário à vontade de Deus; isso não quer dizer que ele era perfeito; ele era pobre, fraco e pecador. Em segundo lugar, ele atribuía sua felicidade ao seu amor pelas Escrituras. Nos seus últimos anos, ele costumava ler toda a Bíblia quatro vezes por ano, aplicando-a ao seu próprio coração e sobre ela meditando. Ele amava a Palavra de Deus muito mais agora do que há sessenta e seis anos atrás. Foi seu amor à Palavra, bem como o manter de uma boa consciência que lhe proporcionaram todos aqueles anos de paz e alegria no Espírito Santo. (R. A. Torrey)


Confiando nas Promessas de Deus

Quem fez a promessa é fiel... (Hebreus 10:23).

A despensa está quase vazia - informou uma funcionária. - É preciso lembrar-lhe que já venceu o prazo para o pagamento do aluguel?

O Senhor proverá - disse George Muller animadamente. Ele prometeu suprir todas as nossas necessidades. Não vai falhar agora. Naquele momento, ele tinha apenas 27 centavos para alimentar várias centenas de crianças do orfanato.

Então chegou uma carta. George abriu-a e leu o seguinte: Porventura estariam vocês com alguma necessidade urgente de dinheiro? Sei que decidiram pedir somente a Deus que lhes suprisse as necessidades. Mas haveria algum problema em informar de quanto dinheiro estão precisando? George Muller balançou a cabeça e passou a escrever o seguinte bilhete: "Nada mencionarei sobre os nossos recursos. O principal objeto de meu trabalho é mostrar que Deus é real e que cumprirá Suas promessas. Até o momento não contamos a ninguém sobre nossas necessidades e não o faremos".

Tendo despachado a carta, George Muller caiu sobre os joelhos em seu escritório: "Senhor, estamos em situação desesperadora. Temos apenas 27 centavos. Por favor, dirijas este homem para que nos envie dinheiro".

Ao receber a carta de George Muller, referido homem, sentiu-se impressionado a enviar cem libras de uma só vez.

Quando o dinheiro chegou, não havia um único centavo na instituição de Muller para comprar alimento para a refeição seguinte. Certa vez um amigo perguntou a George: "O que você faria, caso Deus não enviasse ajuda no momento certo?" "Certamente isso jamais aconteceria" - respondeu George – "Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. Deus não mente. É completamente confiável".

George Muller cuidou de mais de 10.000 órfãos durantes os 63 anos em que decidiu confiar inteiramente em Deus para o atendimento das necessidades. Nem uma única vez deixou Deus de cumprir Sua promessa.

Deus é o Amigo em que podemos confiar. Apresenta-nos mais de 3.000 promessas na Bíblia. Podemos acreditar no cumprimento de Sua palavra. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fazendo a obra de Deus em tempos difíceis


FAZENDO A OBRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

INTRODUÇÃO: Elias foi chamado por Deus, para o ministério profético, em um dos piores períodos da história de Israel. Período este marcado por violenta crise: moral, espiritual e Social.
A promiscuidade, corrupção, apostasia religiosa, fome e miséria imperavam em Israel.
Esse foi o ambiente no meio do qual Elias profetizou.
Hoje não estamos muito longe dessa realidade, e diante disso, vem a pergunta: onde estão os Elias?
Elias teve uma vida ministerial de muitos desafios:

I. PREGANDO EM MEIO A UM CONTEXTO DE:

a)      IDOLATRIA (I Rs. 16.31)

- Acabe, rei idólatra, serviu a Baal e o adorou. Conduziu toda a Nação à apostasia religiosa. A Bíblia diz que ele fez o que era mau aos olhos do Senhor.
- Ainda, casou-se com Jezabel, filha do rei Sidônio (Tiro) sacerdote de Baal. Era uma mulher má.
- O seu reino só aceitava profetas endemoniados (de Baal e Asera).

b)     CRISE

Seca prolongada causando fome e pobreza. O homem de Deus precisa saber que as crises são oportunidades de crescimento. É na hora da crise que nossa fé deve aparecer. Uma canção antiga já dizia “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação; e do céu as lindas melodias se ouviram na escuridão”.

c)      INVERSÃO DE VALORES

O próprio rei sai em procura de água, não para o povo; para os animais (18.5-6). Veja onde chegou a situação. Hoje, estamos diante do mesmo quadro, ou até pior: vale mais uma árvore do que uma criança no útero de uma mãe! Aprova-se o aborto e condena o corte de uma árvore. Um ramo vale mais do que uma vida. Está tudo invertido. O que era certo passou a ser errado e o errado passou a ser certo.

d)     PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

Jezabel persegue e mata os profetas do Senhor (18.4). O homem de Deus não precisa temer as perseguições, pois elas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Jesus disse que o galardão dos servos seus que forem perseguidos será grande no céu, Mt 5:10-12.

e)      ABUSO DE PODER

Mataram a Nabote, só para se apoderar do seu campo. A Palavra de Deus condena os abusos de patrões contra empregados, de ricos contra pobres e até mesmo os abusos verbais, como gritaria, humilhações, difamações, etc.


II. ELIAS FOI CHAMADO A PREGAR NESSE MEIO

1 - Coisas que o homem chamado por Deus deve aprender:

A) APRENDER A CONFIAR EM DEUS
Elias sabia que iria enfrentar uma barra pesada, que sua cabeça estava em jogo. Mas não vacilou. Deus mandou e ele foi:
1) Encarou Jezabel – mulher maligna. Disposta a qualquer ato de maldade.
2) Condenou o pecado existente nação – não teve receio quanto às retaliações.
3) Profetizou uma seca prolongada – foi fiel a Deus crendo que algo forte aconteceria.
4) Desafiou os profetas de Baal – a falsidade e a religiosidade foi confrintada duramente.
5) Predisse a morte do casal – não temeu mostrar a verdade.

Um homem só contra uma nação? Não! Um homem que confiava em Deus. Quando confiamos em Deus podemos dizer: “eu e Deus somos a maioria”. O Salmo 125 diz que “aqueles que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre”.

B) APRENDER A DEPENDER DE DEUS

Elias obedeceu sabendo que Deus ia cuidar de cada necessidade na sua vida:

1) Ribeiro de água - mesmo que as fontes secassem; eu tenho um rio... O Salmo 46 afirma que diante de qualquer situação adversa “há um rio que alegra a cidade de Deus”.
2) Corvos – animais ou aves que jamais seriam utilizados para esse fim, no entanto, quando Deus dá ordem eles servem aos propósitos de Deus e de seus filhos.
3) Viúva – Deus não depende de pessoas ricas para sustentar seus filhos, mas de pessoas dispostas – veja uma viúva seria a pessoa que sustentaria o profeta – confie em Deus. Isso é Deus tirando força da fraqueza. O pouco com Deus é muito.
4) Anjo - se não aparecer recursos da terra, Deus manda dos céus. Os anjos estão a serviço de Deus a favor daqueles que são obedientes e tementes a Deus, Sl 34:7.
C) APRENDER A TER INTIMIDADE COM DEUS
O seu ministério não foi apenas marcado pelas profecias, mas também pela oração. Foi exatamente essa vida de oração que lhe deu um ministério marcado pelos milagres:
1) Azeite e farinha multiplicados (17.16). Cuidado e suprimento material.
2) Ressurreição de um moço (17.22). Cuidado e restauração física.
3) Fogo no altar (18.46). Cuidado espiritual e operação sobrenatural.
4) Morte dos inimigos (II Rs 1.9-14). Cuidado e vitória nas lutas.
5) O Jordão se abre (II Rs 2.8). Cuidado e abertura de portas diante das circunstâncias.
6) Foi arrebatado miraculosamente (II Rs 2.12). Vitória definitiva sobre a morte.

CONCLUSÃO: Quando somos fiéis e fazemos o que Deus manda, não existe tempo adverso. Somos luz brilhando nas trevas. Daniel 11:32 afirma que “o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas”.