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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um Esboço de Filipenses 2.1-18


Filipenses 2:1-18

A Humildade Cristã

1. Se por estarmos em Cristo nós temos...
a)   Alguma motivação,
b)   Alguma exortação de amor,
c)   Alguma comunhão no Espírito,
d)   Alguma profunda afeição e compaixão,

2. completem a minha alegria, tendo o mesmo...[1]
a)   Modo de pensar,[2]
b)   O mesmo amor,[3]
c)   Um só espírito e
d)   Uma só atitude.[4]

3. Nada façam por...[5]
a)   Ambição egoísta ou por
b)   Vaidade,
Mas...
a)   Humildemente [6]
b)   Considerem os outros superiores a si mesmos.

4. Cada um cuide,...
a)   Não somente dos seus interesses,[7]
b)   Mas também dos interesses dos outros. [8]

5-8. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, de sorte...[9]
a)   Que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus,
b)   Que, embora sendo Deus a, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
c)   Mas esvaziou-se a si mesmo,
                              I.      Vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. [10]
                           II.      E, sendo encontrado em forma humana,
                                                             i.      Humilhou-se a si mesmo e
                                                          ii.      Foi obediente até a morte, e morte de cruz! [11]

9-11. Por isso Deus o exaltou...
a)   A mais alta posição e
b)   Deu-lhe o nome que está acima de todo nome,
                              I.      Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho,...
                                                       i.      Nos céus,
                                                    ii.      Na terra e
                                                  iii.      Debaixo da terra,
                           II.      E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Brilhando como Estrelas

12-13. Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram,
a)   Não apenas na minha presença,
b)   Porém muito mais agora na minha ausência,
c)   Ponham em ação a salvação de vocês com...
a.   Temor e
b.   Tremor,
d)   Pois é Deus quem efetua em vocês...
a.   Tanto o querer
b.   Quanto o realizar,
                                                             i.      De acordo com a boa vontade dele,

14. Façam tudo
a)   Sem queixas
b)   Nem discussões,

15-16. Para que venham a tornar-se
a)   Puros e
b)   Irrepreensíveis,
c)   Filhos de Deus inculpáveis
a.   No meio de uma geração...
                                                             i.      Corrompida e
                                                          ii.      Depravada,
b.   Na qual vocês brilham como estrelas no universo,
                                                             i.      Retendo firmemente a palavra da vida.
c.    Assim, no dia de Cristo eu me orgulharei...
                                                             i.      De não ter corrido
                                                          ii.      Nem me esforçado inutilmente.

17. Contudo,
a)   Mesmo que eu esteja sendo derramado como oferta de bebida...
a.   Sobre o serviço que provém da fé que vocês têm,
                                                             i.      O sacrifício que oferecem a Deus,
b)   Estou alegre e me regozijo com todos vocês.

18. Estejam vocês também
a)   Alegres, e
b)   Regozijem-se comigo.


Bíblia Sagrada Nova Versão Internacional
Preparado por Pr. Wanderley da Silva


[1] “Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes” (1 Pe 3:8).
[2] “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer” (1 Co 1:10).
[3] “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13:35). “O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom” (Rm 12:9).
[4] “Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica” (Fp 1:27).
[5] “Não contendas com um homem, sem motivo, não te havendo ele feito o mal” (Pv 3:30). “O princípio da contenda é como o soltar de águas represadas; deixa por isso a porfia, antes que haja rixas” (Pv 17:14). “Honroso é para o homem o desviar-se de questões; mas todo insensato se entremete nelas” (Pv 20:3). “O que os teus olhos viram, não te apresses a revelar, para depois, ao fim, não saberes o que hás de fazer, podendo-te confundir o teu próximo” (Pv 25:8). “Lembra-lhes estas coisas, conjurando-os diante de Deus que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, senão para subverter os ouvintes” (2 Tm 2:14). “E rejeita as questões tolas e desassisadas, sabendo que geram contendas; e ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente” (2 Tm 2:23-24).
[6]  “Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo:Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito,para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito” (Is 57:15).
[7]  “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor” (1 Co 13:5-6).  “É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a cair” (Rm 14:21).
[8]  “Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’ ” (At 20:35). “Esforço-me para que eles sejam fortalecidos em seu coração, estejam unidos em amor e alcancem toda a riqueza do pleno entendimento, a fim de conhecerem plenamente o mistério de Deus, a saber, Cristo” (Cl 2:2).
[9]  “Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor” (Fp 4:5).
[10]  “Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9:36-37).
[11]  “Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro” (Gl 3:13).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

GRANDE EXEMPLO DE FÉ


HISTÓRIA DE FÉ: GEORGE MÜLLER

Deus freqüentemente escolhe homens comuns, homens que costumavam zombar da fé ou homens que exigiram muita paciência por sua relutância em voltar-se para Deus e obedecer a Seu chamado. George Muller foi um destes.

Nascido em 1805 na Prússia (parte da Polônia atualmente), quando jovem costumava roubar e mentir, segundo ele mesmo quase não houve pecado no qual ele não tivesse caído.

Aos 20 anos de idade, tornou-se cristão depois de visitar uma pequena reunião em uma casa. Sua conversão foi dramática e ele abandonou de vez seus hábitos pecaminosos. Em 1829 foi a Londres para fazer um treinamento na Sociedade Londrina para a Promoção do Cristianismo entre os Judeus (hoje conhecida como Church Mission to the Jews).

Um dos muitos aspectos fascinantes da vida de George Muller é que ela ilustra com muita simplicidade o poder de Deus.

George Muller recebeu aproximadamente R$ 395.250.000,00 em resposta a orações sem jamais ter pedido ofertas. Se isto tivesse ocorrido há dois ou três mil anos, os céticos iriam sem dúvida questionar a autenticidade deste fato. Como ocorreu no final do século dezenove, com registros modernos e evidência factual, tais fatos não podem ser negados.

O aspecto mais significante dos 93 anos de vida de George Müller na terra foi sua obediência absoluta à vontade de Deus. O fato de o Espírito de Deus ter transformado um jovem rebelde e pecaminoso em tal homem de Deus certamente nos renova a esperança.

Em 1830 ele casou-se com Mary Grooves, que se tornou uma verdadeira companheira e sustentáculo nos anos seguintes.

Em 1834 ele fundou o Instituto de Conhecimentos das Escrituras, que existe até hoje, sempre respeitando o princípio que ele mesmo impôs de nunca depender de patrocínios, nunca fazer apelos por ofertas e nunca contrair dívidas. Deus sempre proveu os recursos para todas as necessidades conforme Ele mesmo promete em Filipenses 4.19.

Ele também orava diariamente pela conversão de pessoas; e orou durante cinqüenta anos por algumas pessoas, mostrando sua fé e confiança em Deus. Todas as suas orações eram registradas em livros, com a data do começo da petição, o pedido a Deus, a data da resposta e como Deus respondeu.

Existe o registro de cerca de 50 mil orações de George Müller respondidas por Deus.

Como a epidemia de cólera aumentou dramaticamente o número de órfãos naqueles dias, em 1835 Müller sentiu o chamamento de Deus para abrir um orfanato totalmente pela fé, pois não tinha recursos financeiros para isto.

Em 1870 já eram cinco orfanatos com mais de 2.000 crianças.

São muitas as histórias marcantes de respostas à oração. Uma delas sucedeu quando ao levantarem pela manhã, não haver nenhum pedaço de pão para as crianças, Müller ordenou que mesmo assim as crianças dessem graças a Deus pelo alimento e ficassem esperando.

Minutos depois um carroceiro bateu à porta, dizendo que sua carroça havia quebrado ali na frente e se queriam ficar com o carregamento de pães que estava levando para outros lugares. Assim as crianças e os demais irmãos glorificaram o Senhor por mais um de seus extraordinários feitos. Toda a vida e obra de Müller atestam a fidelidade e a graça provedora de Deus.

George Müller era um homem comum, mas sua fé inegável e confiança total em Deus e seu amor a Ele têm o mesmo impacto no mundo hoje do que quando ele morreu em 1898.

Sua vida continua sendo uma inspiração para todos aqueles que entregaram sua vida para Deus. E para todos nós continua sendo mais uma daquelas "vidas que marcaram...".

Ele foi além da maioria deles em sua política quanto ao dinheiro. Por exemplo: ele não aceitava ofertas quando saia para pregar, temendo dar a impressão que pregava por dinheiro. Quando ele rejeitava as ofertas, as pessoas algumas vezes queriam pô-las a força dentro do seu bolso, então ele fugia. Um homem "lutou" com Müller até que ele aceitasse o dinheiro que o mesmo queria lhe dar!

Durante seus primeiros anos, Müller começou a desenvolver convicções sobre oração e fé, que proporcionaram a base para poderosas demonstrações da provisão de Deus. Além de pedir a Deus por comida e fundos pessoais, ele freqüentemente orava com crentes enfermos até ficarem curados. Um biógrafo observa que "quase sempre suas orações eram respondidas, mas em algumas ocasiões não eram". Nesses casos, Müller continuava orando sobre estes assuntos ou pessoas, por anos.


Grandes Sonhos, Grandes Resultados 
Além de trabalhar com Henry Graik na capela Bethesda, uma moderna igreja situada no coração de Bristol, Müller começou a sentir preocupação pelas massas de crianças órfãs, abandonadas, que estavam em toda parte, na Inglaterra do século 19. Em 1834, com Craik, ele fundou a "Scriptural Knowledge Institution for Home and Abroad" - SKI ("Instituição do Conhecimento Bíblico para a Pátria e Estrangeiro"), que continua até hoje. Seus objetivos eram: 1) estabelecer Escolas diárias, Escolas dominicais e Escolas para adultos onde as Escrituras fossem ensinadas; 2) distribuir Bíblias; 3) ajudar o serviço missionário.

Durante a vida de Muller, o SKI proporcionou educação para muitos milhares de crianças e adultos, que de outro modo não poderiam ter ido à escola. Distribuiu milhares de Novos Testamentos, Bíblias e folhetos evangelísticos a preços reduzidos, em muitas línguas. Enviou o equivalente moderno de muitos milhões de dólares para missionários nacionais e estrangeiros. Durante um período de dois anos, Müller quase sustentou sozinho Hudson Taylor e 30 de seus colegas missionários na China.


Cuidado com Crianças

As maiores obras pelas quais Müller é lembrado – e deve ser guardado na memória que ele foi também um líder de igreja por excelência – são os orfanatos. Nestes, e em todo o seu trabalho, Mary Groves Müller manteve-se firme ao seu lado.

Milhares de pais morreram na epidemia de cólera de 1834. Os poucos medicamentos e conhecimentos médicos precários, condições sociais ruins e leis trabalhistas infames multiplicavam os órfãos. Essas crianças infelizes tentavam sobreviver nas ruas, ou eram obrigadas a submeter-se às péssimas condições das oficinas de trabalho. Charles Dickens disse que os órfãos eram "desprezados por todos e ninguém se compadecia deles". As casas para órfãos do Estado eram poucas e quase não existiam as particulares. Todas elas serviam apenas às crianças das famílias de classes mais altas. Pobreza, crime e prostituição aguardavam o resto.

Muitos fatores convergentes levaram Müller a começar um orfanato: 1) ele estava genuinamente preocupado com os órfãos de Bristol; 2) ele estava cansado de ouvir homens de negócios e operários dizerem que a necessidade financeira e a competição os proibiam de colocar Deus e Seus assuntos em primeiro lugar em suas vidas; 3) ele queria provar que Deus responde às orações e colocar "diante do mundo uma prova de que Deus de modo nenhum mudou. Isto me parecia feito melhor pelo estabelecimento de um orfanato. Devia ser algo que pudesse ser visto ainda que pelos olhos naturais ".

Em 1835, Müller colocou o seu plano diante da igreja de Bethesda. Imediatamente a congregação se uniu para sustentar o empreendimento. Móveis, utensílios, roupas e fundos chegaram. Dali em diante, Bethesda e seu círculo crescente de igrejas permaneceram inteiramente com Müller no cuidado dos órfãos. No começo, eles costumavam alugar casas para as crianças. Muitos crentes de Bethesda trabalhavam por tempo parcial ou integral nos orfanatos. Conheciam os detalhes particulares e as necessidades diárias ligadas a um tão grande projeto.

Eles também compreendiam a convicção de Müller em não solicitar fundos – ele queria provar que Deus responderia às orações dos crentes. Müller escreveu: "eu não digo que estaria agindo contra os preceitos do Senhor se procurasse ajuda em Sua obra através de pedido pessoal e individual [apelos] aos crentes, mas eu faço assim para o benefício da igreja em geral". Ele era totalmente contrário, todavia, à possibilidade de que algum cristão fizesse apelos financeiros aos descrentes.


Desenvolvimento do Orfanato

Em 1836, Müller abriu a primeira casa, quando ainda não tinha 30 anos de idade. A comida para os órfãos chegava muitas vezes minutos antes da hora de ser servida, embora as crianças nunca soubessem disso. Mais e mais crianças suplicavam a Müller para recebê-las e ele alugava mais casas. Mas essas logo abarrotavam, por isso, em oração e conversa com os cristãos de Bristol, ele decidiu construir um grande e moderno edifício para os órfãos. Este projeto começou em 1845, exatamente quando a tempestade da divisão entre os Irmãos estava se formando em Plymouth. Em 1848, mesmo enquanto Darby estava atacando Müller, o primeiro dos imensos orfanatos estava quase completo. E enquanto a carta de Darby excomungando toda assembléia de Bethesda estava circulando pela Inglaterra e ao redor do mundo, o telhado foi estendido. Enquanto a divisão progredia e os antigos amigos se voltavam contra ele, Müller continuava esperando em Deus por fundos e provisões.

Em 1870, depois de profundas e repetidas provas de fé, a última das cinco magníficas casas de pedra, para 2.000 órfãos, foi levantada exatamente fora de Bristol, em Ashley Down. Müller maravilhou-se com o que Deus tinha feito naqueles 34 anos, em resposta à fé e à oração. Além de providenciar comida e roupas para muitos milhares de órfãos, ele tinha a responsabilidade de levantar o "ordenado" mensal [salário] para mais de 100 empregados.

As garotas órfãs eram treinadas como empregadas e costureiras, enquanto os rapazes aprendiam vários ofícios. A cada órfão era assegurado um emprego antes de deixar as casas, ou Müller pagava o salário de aprendiz deles ao patrão que os ensinaria uma profissão. Cada órfão saía com um jogo completo de roupas.

Um homem que vivia próximo dos orfanatos disse que "sempre que ele sentia dúvidas sobre o Deus Vivo, vindo a sua mente, ele se levantava e olhava através da noite para as muitas janelas acesas em Ashley Down, brilhando na escuridão como estrelas no céu". Havia um imposto sobre janelas grandes quando Müller construiu os orfanatos, mas ele disse: "nós confiaremos em Deus para o dinheiro do imposto – deixem as crianças ter luz e ar!"

Pessoas por todo o oeste da Inglaterra e ao redor do mundo ficavam sabendo sobre os orfanatos. Também reconheciam o poder e a provisão de Deus que, se tornavam acessíveis em resposta às orações fiéis de Müller e seus amigos.

Tarde na vida, Müller, que falava sete línguas, viajou para 42 países em "viagens missionárias" e pregou o Evangelho para multidões de milhares. Seu alvo nessas viagens era, de acordo com o propósito de A. N. Groves, e dos Irmãos do início, quebrar as barreiras denominacionais e promover o amor fraternal entre os verdadeiros cristãos. Em três ocasiões visitou os Estados Unidos e Canadá, pregando centenas de vezes e, em quase todas, pessoas vieram a Cristo.

Em 1878, Müller foi convidado para ir à Casa Branca, a fim de falar sobre os orfanatos ao presidente Rutherford B. Hayes. Provavelmente não contou ao presidente Hayes que foi enquanto J. N. Darby estava tentando virar pessoas contra ele que Deus proveu os fundos para as grandes casas de órfãos.


Müller e o Dinheiro 
Müller criou um regulamento fixo em que nem ele nem seus auxiliares jamais deveriam pedir a qualquer indivíduo qualquer coisa em particular, para "que a mão do Senhor pudesse ser claramente vista". Mas ele pedia ao Senhor que movesse pessoas para ofertar. Uma vez, quando um homem fez um grande donativo, Muller, muito satisfeito, visitou-o para agradecer; então mostrou ao homem a anotação em seu diário quando, meses antes, começou a rogar a Deus que aquele homem pudesse dar aquela quantia específica!

O historiador Roy Coad observa, todavia, que "a lenda popular" tem escondido um tanto da natureza prática de Müller. "A lenda enfatiza um lado da moeda: a intensidade da confiança de Müller. Muitas vezes o outro lado tem sido esquecido – que os fundos para suprir a necessidade vieram de homens e mulheres que eram co-participantes com Müller de sua fé em Deus".

Müller havia atraído a igreja de Bethesda para dentro dos seus planos do orfanato desde o início. Ele usava vários sistemas de relatórios para mantê-la informada, e os outros também, do que acontecia:

1) Todo mês de dezembro, por três noites, Müller presidia reuniões públicas para informar as igrejas de Bristol e o público a respeito do ano que se havia passado.

2) Todos os anos, ele escrevia e publicava um "Relatório Anual" com detalhes financeiros e notas sobre eventos importantes do ano se havia passado e alguma idéia do que esperava dos anos vindouros. Estes eram dados ou vendidos a pessoas interessadas e circulavam ao redor do mundo.

3) Em 1837, Müller soltou a primeira edição de A Narrative of Some of the Lord’s Dealings with George Müller (Uma Narrativa de alguns dos procedimentos do Senhor para com George Müller), um livro consideravelmente grande, de seleções de seu diário que graficamente descrevia como o Senhor repetidamente providenciava ajuda para os órfãos através de diferentes pessoas. Esta narrativa era regularmente atualizada e aparecia em intervalos de cinco anos, até tornar-se uma coleção de quatro volumes. Muitas pessoas enviavam donativos anexos a suas cartas nas quais diziam a Müller que sabiam de sua necessidade pela leitura dos "Relatórios Anuais da Narrativa".

4) Depois que Müller contou aos amigos seu plano de construir as grandes casas para órfãos, em Ashey Down, eles espalharam a notícia através da Inglaterra. Müller notou isso. Mas não parecia preocupado com o fato de que muitos milhares de pessoas soubessem do que ele estava pedindo a Deus para fazer. Ele acreditava que qualquer que fosse o meio é Deus quem motiva as pessoas para ofertar. (De 1882 em diante, o rendimento de Müller diminuiu e ele teve que reduzir muito a SKI e os programas do orfanato. Durante o mesmo período, todavia, o governo Inglês começou a providenciar um melhor cuidado para os órfãos).

Uma vez, Charles Dickens apareceu em Ashley Down para "investigar" o que Müller estava fazendo a estes órfãos. Müller deu as chaves para Dickens e mandou um assistente mostrar-lhe qualquer coisa que quisesse ver. Depois da investigação, Dickens disse a Müller que acreditava que os órfãos estavam sendo muito bem cuidados.


Sua Ida ao Lar

George Müller morreu na manhã de 10 de março de 1898, aos 92 anos. Ele participou ativamente, enquanto viveu, em Bethesda e nos orfanatos até o dia anterior da sua morte. Milhares de pessoas lotavam as ruas para ver o cortejo funeral do imigrante alemão que, segundo o jornal The Bristol Mercury, foi "a maior personalidade que Bristol conheceu como cidadão nesta geração". Sete mil pessoas lotaram o cemitério para ver o sepultamento.

O Bristol Evening News escreveu que "na era do agnosticismo e materialismo, ele pôs em prática teorias sobre as quais muitos homens estavam contentes em sustentar uma controvérsia inútil".

O Liverpool Mercury maravilhou-se por causa da provisão para milhares de crianças e perguntou como isto aconteceu. "Müller disse ao mundo que foi o resultado de Oração. O racionalismo de hoje zombará desta declaração. Mas os fatos permanecem, e permanecem para serem explicados. Não seria científico desdenhar das ocorrências históricas quando elas são difíceis de esclarecer. E seria necessário muito truque para fazer os orfanatos em Ashley Down sumir da vista".

De sua parte, Müller já havia escrito: "eu sei que belo, gracioso e generoso ser Deus é pela revelação que Ele se agradou em fazer de Si mesmo na Sua santa Palavra. Eu acredito nesta revelação. Também sei por minha própria experiência da veracidade disso. Portanto, eu estava satisfeito com Deus. Me regozijava em Deus. E o resultado é que Ele realizou o desejo do meu coração".

George Müller acreditava que Deus faz o mesmo por qualquer um que O busque.


George Muller e a Bíblia 

Entrega Absoluta 
Certa vez, ao compartilhar com os ministros e obreiros, por ocasião do seu aniversário de noventa anos, George Muller falou da seguinte forma a respeito de si mesmo: "... Eu lembro da minha entrega absoluta ao Senhor. Fui convertido em novembro de 1825, mas somente quatro anos mais tarde, em julho de 1829, entreguei meu coração ao Senhor de forma absoluta. Somente então abandonei o amor ao dinheiro, à paz, à posição, aos prazeres e aos compromissos mundanos. Deus, Deus somente tornou-se a minha porção. Encontrei nele o meu tudo. Não desejava nada mais e, pela graça de Deus, assim permaneço até hoje. Isso me fez um homem feliz, um homem profundamente feliz e levou-me a ocupar-me somente com as coisas de Deus. Amado irmão, eu lhe pergunto com muito amor: Você já entregou seu coração a Deus de forma absoluta? Ou há algo que você está retendo e não quer entregar a Deus? Anteriormente eu lia um pouco as Escrituras, mas preferia outros livros; todavia, desde o dia em que entreguei-me totalmente ao Senhor, a revelação que Ele fez de Si mesmo tornou-se uma bênção incomparavelmente mais preciosa para mim. Posso afirmar de coração que, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."Oh, não fiquemos satisfeitos até que, do mais profundo de nossa alma, possamos dizer:, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."

George Muller fala em sua revista acerca dessa mudança ocorrida em sua vida. Há muitos anos atrás ele fora para uma cidade chamada Teignmouth a fim de tratar sua saúde física. Lá ele ouviu um pregador cuja mensagem ele jamais esqueceu. Ele relata o significado dessa mensagem nas seguintes palavras: "Embora eu não tenha gostado do que ele falou, eu vi nele uma seriedade e solenidade diferente dos demais. Através do ministrar desse irmão, o Senhor concedeu-me uma grande bênção e a Ele serei grato ao longo de toda a eternidade. Deus começou a mostrar-me que unicamente a Sua Palavra deve ser nosso padrão para o julgamento em coisas espirituais, que a Palavra de Deus somente pode ser explicada pelo Espírito Santo e que, em nossos dias, assim como nos tempos passados, Ele é o Mestre de Seu povo. Antes dessa ocasião em minha vida, eu não havia, em minha experiência, entendido a função do Espírito Santo. Anteriormente eu não havia enxergado que somente o Espírito Santo pode ensinar-nos acerca de nossa condição natural, mostrar-nos nossa necessidade de um Salvador, capacitar-nos a crer em Cristo, explicar-nos as Escrituras, ajudar-nos a pregar, etc..."

"Foi a compreensão dessa verdade em especial que exerceu uma grande influência em minha vida, pois o Senhor capacitou-me a experimentar sua validade quando eu coloquei de lado comentários e quase todos os outros livros e comecei simplesmente a ler e estudar a Palavra de Deus. Como resultado, na primeira noite em que entrei em meu quarto, fechei a porta a fim de orar e meditar nas Escrituras, eu aprendi mais em algumas poucas horas do que havia aprendido durante um período de vários meses. A maior diferença, no entanto, foi o poder real que experimentei em minha alma através disso."

"Além disso, aprouve ao Senhor fazer-me ver um padrão mais elevado de dedicação do que o que eu havia visto anteriormente. Ele levou-me, numa medida, a ver o que é minha glória neste mundo: ser desprezado, ser pobre e pequeno com Cristo. Ao retornar para Londres, minha saúde física estava muito melhor e, no que diz respeito a minha alma, a mudança fora tão grande que parecia uma segunda conversão."

Estudar a Bíblia é Mais Importante do que Ler Livros

"Eu caíra na armadilha que muitos cristãos caem: preferir ler livros religiosos ao invés da Bíblia. Na verdade, de acordo com as Escrituras, nós deveríamos pensar da seguinte maneira: O próprio Deus dignou-se a tornar-se autor de um livro, e eu sou ignorante acerca deste precioso livro que o Seu Espírito inspirou; por causa disso, eu devo ler novamente este Livro dos livros mais cuidadosamente, com mais oração, com muito mais meditação. Mas essa não foi minha atitude. É verdade que minha ignorância sobre a Palavra levou-me a desejar estudá-la, todavia, por causa da minha dificuldade em entendê-la, nos primeiros quatro anos de minha vida cristã, eu negligenciei na sua leitura. Assim como muitos cristãos fazem, eu praticamente preferia ler as obras de homens não inspirados ao invés de ler os oráculos do Deus vivo. Como conseqüência disso, eu permaneci um bebê tanto no conhecimento quanto na graça. No conhecimento, porque todo verdadeiro conhecimento deve ser obtido da Palavra de Deus por meio de Seu Espírito. Como triste conseqüência, esta falta de conhecimento me impediu de caminhar nos caminhos de Deus com firmeza e constância. Pois é a verdade que nos liberta, livrando-nos do cativeiro dos desejos da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida. A Palavra prova isto. Também a experiência dos santos e minha própria experiência provam, de modo incontestável, a veracidade deste princípio, pois quando aprouve ao Senhor, em agosto de 1829, ensinar-me a confiar nas Escrituras, minha vida e meu caminhar tornaram-se muito diferentes".

"Se alguém me perguntasse como é possível ler as Escrituras de modo mais proveitoso, eu responderia da seguinte maneira:

Acima de tudo, devemos ter a Palavra armazenada em nossa mente, de modo que Deus apenas por meio do Espírito Santo possa ensinar-nos. Desta forma, é de Deus que vamos esperar todas as bênçãos e vamos buscar a bênção de Deus tanto antes quanto durante a leitura da Palavra.

Deveríamos compreender claramente que o Espírito Santo não é apenas o melhor Mestre, mas também é suficiente. Nem sempre Ele nos ensina imediatamente aquilo que desejamos saber. É possível, portanto, que algumas vezes necessitemos suplicar-lhe várias vezes a fim de receber explicação para algumas passagens; mas no final Ele certamente irá nos ensinar se nós buscarmos luz com oração, com paciência e para a glória de Deus".

O Segredo da Bênção e da Alegria

Apenas mais uma palavra proferida por ocasião do seu aniversário de noventa anos: Por sessenta e nove anos e dez meses George Muller fôra um homem muito feliz. Isso ele atribuía a duas coisas: ele havia mantido uma boa consciência, não seguindo deliberadamente um caminho que ele soubesse ser contrário à vontade de Deus; isso não quer dizer que ele era perfeito; ele era pobre, fraco e pecador. Em segundo lugar, ele atribuía sua felicidade ao seu amor pelas Escrituras. Nos seus últimos anos, ele costumava ler toda a Bíblia quatro vezes por ano, aplicando-a ao seu próprio coração e sobre ela meditando. Ele amava a Palavra de Deus muito mais agora do que há sessenta e seis anos atrás. Foi seu amor à Palavra, bem como o manter de uma boa consciência que lhe proporcionaram todos aqueles anos de paz e alegria no Espírito Santo. (R. A. Torrey)


Confiando nas Promessas de Deus

Quem fez a promessa é fiel... (Hebreus 10:23).

A despensa está quase vazia - informou uma funcionária. - É preciso lembrar-lhe que já venceu o prazo para o pagamento do aluguel?

O Senhor proverá - disse George Muller animadamente. Ele prometeu suprir todas as nossas necessidades. Não vai falhar agora. Naquele momento, ele tinha apenas 27 centavos para alimentar várias centenas de crianças do orfanato.

Então chegou uma carta. George abriu-a e leu o seguinte: Porventura estariam vocês com alguma necessidade urgente de dinheiro? Sei que decidiram pedir somente a Deus que lhes suprisse as necessidades. Mas haveria algum problema em informar de quanto dinheiro estão precisando? George Muller balançou a cabeça e passou a escrever o seguinte bilhete: "Nada mencionarei sobre os nossos recursos. O principal objeto de meu trabalho é mostrar que Deus é real e que cumprirá Suas promessas. Até o momento não contamos a ninguém sobre nossas necessidades e não o faremos".

Tendo despachado a carta, George Muller caiu sobre os joelhos em seu escritório: "Senhor, estamos em situação desesperadora. Temos apenas 27 centavos. Por favor, dirijas este homem para que nos envie dinheiro".

Ao receber a carta de George Muller, referido homem, sentiu-se impressionado a enviar cem libras de uma só vez.

Quando o dinheiro chegou, não havia um único centavo na instituição de Muller para comprar alimento para a refeição seguinte. Certa vez um amigo perguntou a George: "O que você faria, caso Deus não enviasse ajuda no momento certo?" "Certamente isso jamais aconteceria" - respondeu George – "Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. Deus não mente. É completamente confiável".

George Muller cuidou de mais de 10.000 órfãos durantes os 63 anos em que decidiu confiar inteiramente em Deus para o atendimento das necessidades. Nem uma única vez deixou Deus de cumprir Sua promessa.

Deus é o Amigo em que podemos confiar. Apresenta-nos mais de 3.000 promessas na Bíblia. Podemos acreditar no cumprimento de Sua palavra. 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não basta fazer é preciso ser


Uma Equipe Aprovada por Deus
2 Co 10:12 Pois não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se recomendam a si mesmos. Mas estes, medindo-se e comparando-se consigo mesmos, mostram não ter entendimento. 13 Nós, porém, não nos gloriaremos além da medida, mas nos limites da esfera de atuação que Deus nos designou e que chega até vós. 14 Porque não estamos estendendo os nossos limites além do que convém, como se não tivéssemos chegado a vós, pois já chegamos também a vós pelo evangelho de Cristo. 15 Não nos gloriamos além da medida no trabalho dos outros; pelo contrário, temos a esperança de que, à medida que cresce a vossa fé, também o nosso trabalho cresça muito entre vós, de acordo com a nossa esfera de atuação, 16 para anunciar o evangelho nos lugares além de vós, e não em campo de atuação de outro, para não nos gloriarmos no que já estava pronto. 17 Quem, porém, se gloria glorie-se no Senhor. 18 Pois quem se recomenda a si mesmo não será aprovado, mas sim aquele a quem o Senhor recomenda.
Os melhores músicos que apareceram aqui na igreja, ditos bons na execução de seus instrumentos, não conseguiram permanecer. Esbarraram em fatos que os impediram de prosseguir. Não foi falta de oportunidade ou apoio.
Tocar ou cantar bem deve ser o alvo perseguido por todos os músicos. No entanto, não é tudo que um ministro de louvor precisa para ser aprovado.
Quero apresentar a vocês apenas alguns fatores começando com a letra c, uma vez que parece uma letra comum entre aqueles que estão envolvidos no louvor. Exemplos: cantar, compor, controle, contrabaixo, contralto, etc.
Para sermos aprovados como equipe ou indivíduos no ministério de louvor é necessário seguirmos disciplinarmente estes aspectos:

Caráter
São as qualificações morais que uma pessoa possui. Isso lhe dá ou tira a autoridade. Trata-se da nossa identidade pessoal adquirida ao longo dos anos. Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter. O talento educa-se na calma, o caráter no tumulto da vida.
Podemos possuir um bom caráter sendo um bom observador dos referencias ao nosso lado – seguindo seus exemplos;
1Pedro 2:21 Para isso fostes chamados, pois Cristo também sofreu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais os seus passos.
Filipenses 3:17 Irmãos, sede meus imitadores e prestai atenção nos que andam conforme o exemplo que tendes em nós;
Podemos também possuir um bom caráter passando pela escola do dissabor e do sofrimento, bem como, das punições que nos são impostas pelas circunstâncias ou pessoas que exercem autoridade sobre nós.
1Timóteo 4:12 Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fiéis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza.
É incoerente uma pessoa de caráter leviano querer se “exibir” na igreja. Aqueles que levam seu caráter dentro de uma vida disciplinada não estão se “exibindo” nos cultos, mas estão adorando ao Criador, bem como levando a igreja a um verdadeiro espírito de adoração que agrada o coração de Deus.
As mais belas qualidades, dons e talentos, tornam-se inúteis, quando a força do caráter não lhes dá sustentação: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” (Salmos 11:3).

Compromisso
Pacto, acordo, obrigação e endividamento para com uma equipe ou pessoa. No nosso caso, o forte motivador para isso é o amor: “Não fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8).
Quero que cada um de nós respondamos essa pergunta do apóstolo Paulo como se fosse dirigida a nós: “O que desejais? Devo ir visitar-vos com disciplina, ou com amor e gentileza?” (1Coríntios 4:21). Qual a melhor forma de servir?
Jesus, o maior exemplo: “a exemplo do Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28).
A realidade se forma em volta do compromisso. Uma equipe forte só existe debaixo de um alto grau de comprometimento.
Para Deus não se pode fazer qualquer coisa ou de qualquer jeito: “Maldito quem fizer a obra do SENHOR de forma negligente” (Jeremias 48:10).
Diante disso: “Pensemos em como nos estimular uns aos outros ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).

Comunhão
Vem da palavra grega Koinonia, que significa “uma associação que envolve relações mútuas próximas e envolvimento -  associação íntima, companheirismo”.
Na igreja a comunhão é resultado de uma relação perfeita com o propósito de Deus: “mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1João 1:7). Isto significa que poderá acontecer conflitos, mas serão superados.
A igreja primitiva começou com essa marca: “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). A comunhão serve de motivador, pois é melhor serem dois do que um.
A comunhão não deve ser restrita aos membros do ministério de louvor, mas aos demais membros da igreja, bem como, os líderes. Muitas vezes, temos visto pessoas com medo da liderança. Líder é gente, merece ser respeitado, mas não temido.
O apóstolo Paulo recomenda uma vida de completa comunhão visando o bem estar da comunidade: 1 Ts 5:11 Por isso, aconselhai-vos e edificai-vos mutuamente, como de fato já estais fazendo. 12 Irmãos, pedimos que deis o devido respeito aos que trabalham entre vós, que vos presidem no Senhor e vos aconselham; 13 e os tenhais em grande estima e amor, por causa do trabalho que realizam. Tende paz entre vós. 14 Irmãos, nós também vos exortamos a aconselhar os indisciplinados, consolar os desanimados, amparar os fracos e ter paciência para com todos. 15 Cuidem para que ninguém retribua o mal com o mal, mas segui sempre o bem uns para com os outros e para com todos. 16 Alegrai-vos sempre. 17 Orai sem cessar. 18 Sede gratos por todas as coisas, pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 19 Não apagueis o Espírito; 20 não desprezeis as profecias, 21 mas, examinando tudo, conservai o que é bom. 22 Evitai tudo que é mau. 23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente, e o vosso espírito, alma e corpo sejam mantidos plenamente irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Quem vos chamou é fiel, e ele também o fará.

Crescimento
Todos os seres vivos aumentam de tamanho desde o seu nascimento até atingirem as dimensões máximas características de cada espécie, que dependem igualmente das condições ambientais. É a esse processo de aumento natural de tamanho que se chama crescimento individual. Se não houver crescimento é necessário diagnosticar o problema.
O apóstolo Paulo diz que o crescimento é produzido por Deus em cooperação com o investimento do homem: “Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento” (1Coríntios 3:6). No ministério no qual nos inserimos, deve haver uma mútua cooperação para o crescimento. Jesus é a cabeça nesse corpo, nós somos membros que crescemos individualmente e, por consequência, coletivamente: “seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).
Para que haja crescimento e frutificação é necessário que o coração seja quebrantado e pré-disposto: “Mas outras sementes caíram em terra boa. Brotaram, cresceram e deram fruto; e um grão produziu outros trinta; outro, sessenta; e outro, cem” (Mc 4:8).

Conclusão: Qual é o seu grau de comprometimento com a qualidade e funcionalidade da equipe onde você está inserido? Há em sua vida algo que precisa ser melhorado para favorecer o bem comum da equipe?
Não se pode servir verdadeiramente sem amar. O amor é o sentimento-fonte de todo comportamento que leva em consideração o bem e a paz de si e do próximo. A qualidade própria de todo serviço deve ser a humildade. Não se pode servir bem sem uma sincera humildade, que consiste em colocar-se em atitude de menor diante da pessoa que consideramos alvo do nosso serviço. A humildade alimenta em nós um coração desapegado da tentação de fazer-nos proprietários da pessoa a quem servimos, e do serviço que nos dispomos a prestar.

Igreja Presbiteriana Renovada em São José/SC
Ministrante: Pr. Wanderley da Silva
Aos Ministros de louvor
18 de fevereiro de 2012

sábado, 7 de junho de 2008

A PRÁTICA DA COMPAIXÃO

2 Sm 9:1-13


“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações...” Tg 1:27

Davi derrotara várias nações, tornando-se famoso e poderoso, 2 Sm 8:14. Naquele grande momento da sua vida, propôs em seu coração ajudar alguém que fosse descendente de Saul. Ao tomar conhecimento de que havia um filho de Jônatas, que se chamava Mefibosete (neto de Saul), Davi colocou em prática seu sentimento de compaixão. Com base nesse ato, nesta lição estudaremos a questão da solidariedade e da prática do amor.

I – A COMPAIXÃO NÃO FICA INERTE, 2 Sm 9:1-4
Quem possui um coração bondoso age pelo bem do próximo; ao invés de ficar parado, vai em busca do necessitado. Foi assim que Deus agiu em nosso favor, sendo nós pecadores, Rm 5:8. Veja as lições que Davi nos ensina:
a) Poder não deve ser instrumento de opressão - Mefibosete era descendente de Saul, que tanto procurara matar Davi. Portanto, teria sido natural se Davi usasse sua autoridade, poder e posição para vingar-se de Mefibosete. Assim agiam os reis, com toda a prepotência, com o fim de preservar o reinado. No entanto, Davi, servo de Deus, desejava restaurar os relacionamentos desfeitos, pois esta é a vontade de Deus, 2 Co 5:18; Ef 2:16.
b) Sentimento voluntário – a voluntariedade é um dos fatores mais importantes no exercício do amor, 2 Co 9:6-9; Hb 13:16; Zc 4:6. Não age por obrigatoriedade e, sim, pelo nobre sentimento de compaixão. Davi não agiu sob pressão, mas movido por seu coração.
c) Espírito abnegado – o rei abriu mão de seus interesses próprios para favorecer o próximo, apesar de ser Mefibosete descendente de seu antigo inimigo, v. 3. Este é o ensino de Jesus na parábola do bom samaritano: oferecer sem esperar retribuição, Lc 10:25-37. É o que fez Jesus pela humanidade, Fp 2:3-8. A Bíblia afirma: “Dá a quem te pede...”, Mt 5:42. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não faz, peca”, Tg 4:17.

II – A COMPAIXÃO TRAZ PARA JUNTO DE SI, 2 Sm 9:5-7
Mefibosete encontrava-se nas montanhas de Gileade, numa cidade chamada Lo-Debar, que significa “lugar sem pasto” ou “terra deserta”. Davi ordenou que fossem buscá-lo e, assim, ensinou preciosas lições sobre o que é sentir compaixão de alguém.
a) Compartilhar as coisas boas – ao tomar conhecimento da existência de Mefibosete, Davi compadeceu-se dele. Queria-o junto de si, participando de seus privilégios. Mefibosete passaria a residir em Jerusalém, vivendo no palácio real e sentando-se com o rei à mesa. Também receberia as terras que haviam pertencido ao avô, Saul.
b) Amar sem esperar ser recompensado – Davi ofereceu um novo status para Mefibosete sabendo que não poderia ser retribuído. Essa é a essência do amor cristão, Mt 5:46-48; Ef 5:2.
c) Reconciliar-se – a maior prova de que houve perdão é a boa convivência. O relacionamento só é sadio quando se restaura a comunhão, Am 3:3; 2 Rs 10:15. Davi demonstrou estar curado de qualquer problema interior ao acolher em sua casa o neto de Saul.

III – RESULTADOS DA COMPAIXÃO – 2 Sm 9:8-13
a) Ao praticante – Davi agiu com diplomacia ao amparar o descendente de Saul e, com isso, ganhou a simpatia da tribo de Benjamim. Deus ajuda aqueles que repartem, sendo esta a lei da semeadura, Ec 11:1-2; Mt 19:21. Dar é melhor do que receber, At 20:35; Pv 22:9; 28:27.
b) Ao favorecido – Mefibosete, que se considerava “um cão morto”, foi tratado pelo rei com todas as demonstrações de ternura e bondade, residindo no palácio real, tomando posse de terras e tendo Ziba como seu escravo. Recebeu reconhecimento e dignidade. O cristão é cidadão celestial, não por merecimento, mas pela graça, Ef 1:3; 2:4-9. A graça divina nos enriquece, 2 Co 8:2.
c) Deus é agradecido e glorificado – Enquanto quem doa está glorificando a Deus, aquele que é beneficiado estará rendendo gratidão, Cl 3:17.
Compaixão não é o amor sentindo, mas fazendo, agindo; não é o amor contemplativo, mas dinâmico, Jo 3:16, 18; não é um sentimento estético, mas é ação dadivosa. Sentir compaixão de alguém é estender a mão e lutar para mudar a situação de vida do próximo.
Já se descreveu o amor como sendo o ato de “passar a noite à cabeceira da cama da pessoa que arde em febre, sem sentir isso um fardo. É sair debaixo de dois cobertores numa noite fria para atender a criança que chora ou o mendigo que bate à porta. É colocar o ombro sob a carga que o próximo carrega e partilhar o peso sem reclamar e sem lançar isso em rosto”. Jesus disse: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”, Mt 5:7.