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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Os dramas da vida precisam ser superados

“Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso” (Rute 1:20).


A vida humana traz muitos dramas oriundos de experiências difíceis pelas quais estamos sujeitos a passar. Noemi deixara Belém para ir com seu marido Elimeleque e seus dois filhos para Moabe, no entanto ocorreram fatos abaladores: a morte de seu esposo e seus dois filhos. O que restou foram três viúvas, Noemi e suas noras, Rute o Orfa. Noemi resolveu voltar à sua terra natal, sendo que sua nora Rute insistiu e foi junto. Lá chegando seus conhecidos e parentes se alegravam com sua chegada. Ela, porém, lhes diz: “não me chames Noemi, mas chamai-me Mara”. Com isso ela fazia referência que o bom e amável tornou-se amargo.
Deus quer te ajudar nas horas difíceis. Ele é o socorro bem presente na hora da angústia. Apresente a Ele suas queixas e dificuldades para que haja uma transformação. Tal como a água transformada em vinho, Jesus pode mudar o quadro da sua vida.
É possível que os momentos de aflição possam ser inspiradores para compormos as mais belas poesias e canções, como afirma o poeta sacro: “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação. E dos céus as lindas melodias se ouviram na escuridão” (Hinário Aleluia). O salmista sobe tirar proveito dos momentos difíceis: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Salmo 119:71).
Noemi pode se alegrar ao ver sua nora Rute, moabita, ser inserida num glorioso propósito na história de seu povo Israel, tornando-se fundamental na história, casando com Boaz e sendo avó de Davi, o maior rei de Israel, sendo que de sua geração veio Jesus, o Rei dos reis. Deus escreve certo, é preciso lermos certo seus escritos.
Pr. Wanderley da Silva 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Restauração de Davi

A restauração, sob o ponto de vista humano, é a arte de se colocar contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê novamente a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda ou de qualquer escândalo e desastre de natureza moral e religiosa.

Davi despencou da loucura para a realidade
“Cair em si” quer dizer reconhecer o próprio erro, voltar à realidade. Foi o que aconteceu com o filho pródigo (Lc 15.17) e com o tal homem de Corinto que se deitou com a mulher de seu pai (1 Co 5.1; 2 Co 2.5-11). E o que não aconteceu com o fariseu da parábola de Jesus (Lc 18.11-12) e com o anjo da igreja de Laodiceia (Ap 3.17). Cair em si não é outra coisa senão reconhecer as maldades gêmeas – abandonar o Senhor, a fonte de água viva, e cavar as tais cisternas que, cheias de fissuras, não conseguem reter as águas (Jr 2.13). O grande apelo para cair em si está nestas palavras de Jeremias: “Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jr 2.19).

Depois de cair em si, Davi admitiu o seu pecado
Imediatamente após o desbloqueio, Davi admitiu: “Pequei contra o Senhor”. E imediatamente após a confissão, foi absolvido da culpa: “O Senhor perdoou o seu pecado”. A confissão e o perdão estão no mesmo versículo (2 Sm 12.13). É preciso lembrar para confessar e é preciso confessar para não mais lembrar.

Davi não dividiu a sua culpa com ninguém
A confissão de Davi é uma confissão limpa, tal qual a do publicano: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador” (Lc 18.13). Ele não disse que pecou porque suas mulheres e concubinas não o satisfaziam sexualmente. Não pôs culpa no pecado original herdado de Adão (Sl 51.5). Em nenhum momento responsabilizou Bate-Seba pela sua lascívia. Ele colocou o verbo pecar na primeira pessoa do singular, no caso do adultério (2 Sm 12.13; Sl 51.4) e no caso do recenseamento (1 Cr 21.8, 17). A confissão de Davi foi uma confissão “sem comentário” (BP).

Davi entendeu e aceitou o sofrimento relacionado com o seu pecado
Davi não se revoltou contra o juízo misericordioso e terapêutico de Deus nem contra o juízo implacável e oportunista do homem. Aceitou a morte do filho caçula e a agressão física e verbal de Simei, homem da família de Saul. Além de jogar pedras e poeira em Davi, Simei o amaldiçoava e lhe dizia: “Fora daqui, assassino! Você já está recebendo o castigo de Deus pela morte de Saul e sua família; você roubou o trono de Saul e agora seu filho Absalão o tomou de você! Finalmente você está experimentando o seu próprio remédio, seu assassino!” (2 Sm 16.8, BV).

Davi recuperou a delicadeza de caráter anterior O que o Filho de Deus recomendou ao anjo da igreja de Éfeso — “Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio” (Ap 2.5) — aconteceu com Davi. Ele fechou o parêntesis aberto algum tempo antes do episódio do adultério e voltou a viver e a mostrar delicadeza de caráter. Dentro do parêntesis ficou a sujeira de Davi e fora dele, antes e depois, ficou a sua beleza moral. Basta ver a maneira como Davi lidou com a morte do filho caçula e como tratou o seu acusador, que lhe disse: “Você é o homem rico que roubou a cordeirinha de estimação que bebia do copo do homem pobre e dormia em seus braços”.

Davi recuperou a glória perdida
Recuperou o trono, a autoridade, o prestígio, a comunhão com o Senhor e as bênçãos de Deus. Ele mesmo diz: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!” (Sl 32.1). Sobretudo depois do peso esmagador da mão do Senhor. A história registra que Davi “morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa [70 anos], riqueza e honra” (1 Cr 29.28).

Davi alcançou graças adicionais
O que Paulo diz em Romanos — “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20) — cumpriu-se em Davi. Deus havia prometido a Davi que, quando a vida dele chegasse ao fim, ele escolheria para sucedê-lo “um fruto do seu próprio corpo” (2 Sm 7.12). O escolhido era Salomão, fruto do corpo de Davi e de Bate-Seba: “Dentre todos os muitos filhos que [Deus] me deu, ele escolheu Salomão para sentar-se no trono de Israel, o reino do Senhor” (1 Cr 28.5). Salomão nasceu logo após o adultério e era filho daquela que “tinha sido mulher de Urias” (Mt 1.6). Na verdade, Salomão era filho da graça!

Fonte: www.ultimato.com.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gigantes - desafios à nossa fé


Gigantes são verdadeiros desafios à nossa fé.

- São assustadores - se olharmos para sua aparência.

- São provocadores - se dermos ouvidos à sua voz.

- São aproveitadores - se atentarmos para sua posição.

Davi não se importou com nada disso. Diante de Golias ele determinou: "Eu irei e pelejarei contra esse incircunciso filisteu".
Ele não se intimidou - foi e venceu.

Qual é o gigante que está te assustando, provocando ou querendo se aproveitar para te derrotar durante essa semana?

Seja firme e constante na luta e vença esse gigante. Faça como Davi: "... o Senhor me entregará esse incircunciso em minhas mãos".

"Não temas, porque eu sou contigo, não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te esforço e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Is 41:10).

"Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas que eu te ajudarei" (Is 41:13).


sábado, 10 de dezembro de 2011


Prenda o que te prende

Foi na época dos juízes. Uma mulher, chamada Débora, falou com um homem: “Levanta-te, Baraque, e leva presos os que te prenderam” (Jz 5.12). Não há vitória mais espetacular do que esta: prender o que o prende. O que isso significa de fato?

Significa libertação dos inimigos internos:
Vitória sobre a ira,
Vitória sobre a inveja,
Vitória sobre o mau gênio,
Vitória sobre a timidez,
Vitória sobre a preguiça,
Vitória sobre os traumas do passado,
Vitória sobre o desejo de pornografia,
Vitória sobre a dependência química,
Vitória sobre os complexos.

Antes encarcerado e subjugado por essas e outras coisas, agora você é um homem livre. Você conseguiu vencer o que o vencia. Você aprendeu a praticar a arte de negar-se a si mesmo, de dizer “não” aos desejos interiores, de não soltar os males que estão dentro de você e que o contaminam (Mc 7.21-23).

Combina maravilhosamente com esse cântico de Débora, o cântico de Davi (Sl 68.18), que Paulo transcreveu na Epístola aos Efésios: “Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens” (Ef 4.8). Se Jesus levou cativo o cativeiro, você está potencialmente livre. O que o oprimia, o que o subjugava, o que o infelicitava, Ele tirou de cima de você e levou para longe. Foi por causa disso que Jesus exclamou: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

A palavra de Débora deve soar continuamente em seus ouvidos: “Levanta-te e leva presos os que te prenderam”. Não deixe por menos. Não é para você ser levado preso caminho afora, na situação humilhante de um condenado. É para você levar preso hoje o que outrora o condenava.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32).
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28).

Em letras grandes (com adaptações)
www.ultimato.com.br

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Davi e Sua Forma de Resolver Problemas | Mensagens | Chamada

Davi era uma pessoa como eu e você, com traços de caráter positivos e negativos. Ele sabia o que era simpatia e antipatia, era uma pessoa com pontos fortes e outros menos fortes. Mas, apesar de seus erros e fraquezas, Davi era uma pessoa que buscava a Deus de todo o coração. Ele tinha consciência profunda de sua pecaminosidade. E justamente por isso ele vivia na dependência do perdão de Deus. Além disso, Davi era um homem ligado à Bíblia, que amava a Palavra de Deus e se orientava por ela. Davi se destacou acima de tudo por uma coisa: seu profundo anseio pela salvação de Deus, seu anseio pelo Salvador: “Suspiro, Senhor, pela tua salvação...” (Sl 119.174).
Davi e Sua Forma de Resolver Problemas | Mensagens | Chamada

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Segundo o Coração de Deus

Desde quando era adolescente, Davi começou a dar longas passadas em direção às alturas. Sua escalada, embora marcada pela solidão, por tragédias e sonhos frustrados, atingiu alturas que, depois dele, pouca gente conseguiu alcançar. Ele corria em direção a Deus. E até hoje, sua vida serve de inspiração para que outros acalentem sonhos. Os jovens que se empenham em estudar as marcas de suas pegadas, sentem-se logo impulsionados a segui-lo.
Mas o adolescente matador de gigantes, ao se tornar adulto teve que enfrentar outros tantos. Nós conhecemos a história de Davi, o grande rei, o grande líder de seu povo. Mas também conhecemos o seu outro lado, como um homem de paixões iguais às nossas, um homem que lutou e foi derrotado, mas que depois foi capaz de reerguer-se e se rededicar a Deus; um homem conformado à vontade de Deus, com um coração segundo o coração de Deus.
Com sua constante dependência dos recursos divinos e sua incessante caminhada para o alto, Davi conquistou uma nação, levando-a a ajustar-se aos propósitos de Deus. E hoje, passados muitos séculos, aquele filho de Jessé continua a inspirar corações, ganhando-os para o Senhor que ele tanto amou e a quem serviu.
A vida de Davi ainda fala, e fala muito alto, à nossa geração. Esta geração que enfrenta pressões morais quase insuperáveis e presencia ataques implacáveis à estabilidade da família, precisa saber que é possível vencer. Se aplicar os princípios praticados por Davi, estará de posse de armas dadas por Deus.
E o filho de Jessé tem muita coisa para nos ensinar, tanto em suas derrotas como em seus triunfos. E a mensagem que a vida dele prega para nós hoje é que todos podemos ser pessoas "segundo o coração de Deus".

Do livro: Segundo o coração de Deus - Luis Palau - Editora Betânia

sábado, 7 de junho de 2008

A PRÁTICA DA COMPAIXÃO

2 Sm 9:1-13


“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações...” Tg 1:27

Davi derrotara várias nações, tornando-se famoso e poderoso, 2 Sm 8:14. Naquele grande momento da sua vida, propôs em seu coração ajudar alguém que fosse descendente de Saul. Ao tomar conhecimento de que havia um filho de Jônatas, que se chamava Mefibosete (neto de Saul), Davi colocou em prática seu sentimento de compaixão. Com base nesse ato, nesta lição estudaremos a questão da solidariedade e da prática do amor.

I – A COMPAIXÃO NÃO FICA INERTE, 2 Sm 9:1-4
Quem possui um coração bondoso age pelo bem do próximo; ao invés de ficar parado, vai em busca do necessitado. Foi assim que Deus agiu em nosso favor, sendo nós pecadores, Rm 5:8. Veja as lições que Davi nos ensina:
a) Poder não deve ser instrumento de opressão - Mefibosete era descendente de Saul, que tanto procurara matar Davi. Portanto, teria sido natural se Davi usasse sua autoridade, poder e posição para vingar-se de Mefibosete. Assim agiam os reis, com toda a prepotência, com o fim de preservar o reinado. No entanto, Davi, servo de Deus, desejava restaurar os relacionamentos desfeitos, pois esta é a vontade de Deus, 2 Co 5:18; Ef 2:16.
b) Sentimento voluntário – a voluntariedade é um dos fatores mais importantes no exercício do amor, 2 Co 9:6-9; Hb 13:16; Zc 4:6. Não age por obrigatoriedade e, sim, pelo nobre sentimento de compaixão. Davi não agiu sob pressão, mas movido por seu coração.
c) Espírito abnegado – o rei abriu mão de seus interesses próprios para favorecer o próximo, apesar de ser Mefibosete descendente de seu antigo inimigo, v. 3. Este é o ensino de Jesus na parábola do bom samaritano: oferecer sem esperar retribuição, Lc 10:25-37. É o que fez Jesus pela humanidade, Fp 2:3-8. A Bíblia afirma: “Dá a quem te pede...”, Mt 5:42. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não faz, peca”, Tg 4:17.

II – A COMPAIXÃO TRAZ PARA JUNTO DE SI, 2 Sm 9:5-7
Mefibosete encontrava-se nas montanhas de Gileade, numa cidade chamada Lo-Debar, que significa “lugar sem pasto” ou “terra deserta”. Davi ordenou que fossem buscá-lo e, assim, ensinou preciosas lições sobre o que é sentir compaixão de alguém.
a) Compartilhar as coisas boas – ao tomar conhecimento da existência de Mefibosete, Davi compadeceu-se dele. Queria-o junto de si, participando de seus privilégios. Mefibosete passaria a residir em Jerusalém, vivendo no palácio real e sentando-se com o rei à mesa. Também receberia as terras que haviam pertencido ao avô, Saul.
b) Amar sem esperar ser recompensado – Davi ofereceu um novo status para Mefibosete sabendo que não poderia ser retribuído. Essa é a essência do amor cristão, Mt 5:46-48; Ef 5:2.
c) Reconciliar-se – a maior prova de que houve perdão é a boa convivência. O relacionamento só é sadio quando se restaura a comunhão, Am 3:3; 2 Rs 10:15. Davi demonstrou estar curado de qualquer problema interior ao acolher em sua casa o neto de Saul.

III – RESULTADOS DA COMPAIXÃO – 2 Sm 9:8-13
a) Ao praticante – Davi agiu com diplomacia ao amparar o descendente de Saul e, com isso, ganhou a simpatia da tribo de Benjamim. Deus ajuda aqueles que repartem, sendo esta a lei da semeadura, Ec 11:1-2; Mt 19:21. Dar é melhor do que receber, At 20:35; Pv 22:9; 28:27.
b) Ao favorecido – Mefibosete, que se considerava “um cão morto”, foi tratado pelo rei com todas as demonstrações de ternura e bondade, residindo no palácio real, tomando posse de terras e tendo Ziba como seu escravo. Recebeu reconhecimento e dignidade. O cristão é cidadão celestial, não por merecimento, mas pela graça, Ef 1:3; 2:4-9. A graça divina nos enriquece, 2 Co 8:2.
c) Deus é agradecido e glorificado – Enquanto quem doa está glorificando a Deus, aquele que é beneficiado estará rendendo gratidão, Cl 3:17.
Compaixão não é o amor sentindo, mas fazendo, agindo; não é o amor contemplativo, mas dinâmico, Jo 3:16, 18; não é um sentimento estético, mas é ação dadivosa. Sentir compaixão de alguém é estender a mão e lutar para mudar a situação de vida do próximo.
Já se descreveu o amor como sendo o ato de “passar a noite à cabeceira da cama da pessoa que arde em febre, sem sentir isso um fardo. É sair debaixo de dois cobertores numa noite fria para atender a criança que chora ou o mendigo que bate à porta. É colocar o ombro sob a carga que o próximo carrega e partilhar o peso sem reclamar e sem lançar isso em rosto”. Jesus disse: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”, Mt 5:7.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

BATALHAS ENFRENTADAS POR DAVI ANTES DE ASSUMIR O TRONO

DAVI - UM GUERREIRO VENCEDOR

Atos 13:21-23

Introdução: Todo aquele que se dispõe a fazer a vontade de Deus haverá de atrair oposição.  Essa oposição, na verdade, é oriunda do grande inimigo de Deus – Satanás. No entanto, para que ele a execute, usará pessoas que estão descomprometidas com o verdadeiro propósito divino. Essas pessoas estarão, conscientes ou não, tentando destruir o que Deus está a construir. A Bíblia afirma que “todos aqueles que querem viver piamente em Cristo haverão de padecer perseguições”.

Transição: Davi, filho de Jessé, foi escolhido por Deus para um propósito diferenciado – ser o rei de Israel, que era a nação estabelecida por Deus para ser sua testemunha na terra. Hoje, a Igreja é a testemunha de Deus diante do mundo. Davi sempre foi disposto a trabalhar e assumir desafios, inclusive consta em seu histórico a façanha de matar um leão e um urso, a fim de defender o rebanho de ovelhas de seu pai. Por fim o próprio Deus o chamou de homem segundo o seu coração e de sua linhagem saiu o maior de todos os reis – Jesus, Rei dos reis. Mas sua vida não foi nada fácil, vejamos o que ele precisou enfrentar para que o propósito de Deus se concretizasse em sua vida:

I – ENFRENTOU OPOSIÇÃO FAMILIAR
Quando Samuel se dirigiu à casa de Jessé para ungir um de seus filhos, parece que Davi era o menos indicado pela família: “Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes. Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha. Então, mandou chamá-lo e fê-lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, pois este é ele” (1 Samuel 16:10-12 RA).
O povo de Israel tinha, dentre muitos inimigos, os cruéis filisteus. Estes resolveram atacar e o exército de Saul estava no campo de batalha a fim de defender seu território. Jesse enviou Davi ao acampamento onde o exército se encontrava para levar comida para seus filhos que lá estava, 1 Sm 17:17-18.
Davi foi mal recebido pelo irmão mais velho, Eliabe, que pelo que entendemos nas suas palavras havia uma rivalidade: “Ouvindo-o Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se-lhe a ira contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a tua maldade; desceste apenas para ver a peleja” (1 Samuel 17:28 RA).
Pelo que Jesus afirmou precisamos ter muita compreensão quanto as pessoas da família que se opõe um ao outro a fim de não se tornarem inimigos, pois se assim for serão os piores: “E assim os piores inimigos de uma pessoa serão os seus próprios parentes” (Mateus 10:36 NTLH).

II – ENFRENTOU O ABUSADO GOLIAS
Os filisteus estavam irados contra Israel e desafiava: “Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, da altura de seis côvados e um palmo; Disse mais o filisteu: Hoje, afronto as tropas de Israel. Dai-me um homem, para que ambos pelejemos” (1 Samuel 17:4 e 10 RA).
Davi vendo que havia uma humilhação ao seu povo e que ninguém ousava enfrentar o gigante, ele se apresentou a Saul e se dispôs a enfrentá-lo. Isto causou admiração em Saul que via muita impossibilidade e achava muita pretensão de Davi, I Sm 17:33.
Diante da insistência de Davi, Saul o permitiu, 1 Sm 17:34-37. Ele foi ao gigante com sua funda e cinco pedras roliças que tirara do ribeiro, 1 Sm 17:40. Golias zombava dele: “Olhando o filisteu e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço ruivo e de boa aparência. Disse o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para vires a mim com paus? E, pelos seus deuses, amaldiçoou o filisteu a Davi. Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas-feras do campo” (1 Samuel 17:42-44 RA).
Davi, porém, confiando em Deus, enfrentou o gigante com muita ousadia: “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel.  Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos” (1 Samuel 17:45-47 RA).
Deus honrou Davi diante do gigante: “Sucedeu que, dispondo-se o filisteu a encontrar-se com Davi, este se apressou e, deixando as suas fileiras, correu de encontro ao filisteu. Davi meteu a mão no alforje, e tomou dali uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra.  Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na mão de Davi.  Pelo que correu Davi, e, lançando-se sobre o filisteu, tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortando-lhe com ela a cabeça. Vendo os filisteus que era morto o seu herói, fugiram” (1 Samuel 17:48-51 RA).
Deus promete ajudar e abençoar aqueles que são fiéis a Ele: “O SENHOR fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença” (Deuteronômio 28:7 RA).

III – ENFRENTOU A OPOSIÇÃO DE SAUL
Quando Davi venceu Golias houve muita celebração por parte principalmente das mulheres que sentiam que a coisa estava feia, mas diante da disposição de Davi houve bonança: “As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (1 Samuel 18:7 RA).
Esta cantiga acabou criando um ciúme em Saul, que ficou indignado: “Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino?” (1 Samuel 18:8 RA).
Estava declarada a nova batalha na vida de Davi: “Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos” (1 Samuel 18:9 RA).
A primeira tentativa de Saul contra Davi: “No dia seguinte, um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul, que teve uma crise de raiva em casa; e Davi, como nos outros dias, dedilhava a harpa; Saul, porém, trazia na mão uma lança, que arrojou, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes” (1 Samuel 18:10-11 RA).
Visando a morte de Davi por mão de inimigos, tirou-o do palácio e o colocou como chefe de mil, mas ele, com a ajuda de Deus, ia vencendo todas as batalhas: “Pelo que Saul o afastou de si e o pôs por chefe de mil; ele fazia saídas e entradas militares diante do povo. Davi lograva bom êxito em todos os seus empreendimentos, pois o SENHOR era com ele” (1 Samuel 18:13-14 RA).
Saul quis armar outra cilada para Davi dando-lhe sua filha Mical em vez de outra: “Mas Mical, a outra filha de Saul, amava a Davi. Contaram-no a Saul, e isso lhe agradou. Disse Saul: Eu lha darei, para que ela lhe sirva de laço e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele. Pelo que Saul disse a Davi: Com esta segunda serás, hoje, meu genro” (1 Samuel 18:20-21 RA).
Outra cilada armada para Davi – trazer cem prepúcios de filisteus, mais uma vez Deus lhe abençoa e traz duzentos e Mical estava apaixonadíssima: “Então, disse Saul: Assim direis a Davi: O rei não deseja dote algum, mas cem prepúcios de filisteus, para tomar vingança dos inimigos do rei. Porquanto Saul tentava fazer cair a Davi pelas mãos dos filisteus. Tendo os servos de Saul referido estas palavras a Davi, agradou-se este de que viesse a ser genro do rei. Antes de vencido o prazo, dispôs-se Davi e partiu com os seus homens, e feriram dentre os filisteus duzentos homens; trouxe os seus prepúcios e os entregou todos ao rei, para que lhe fosse genro. Então, Saul lhe deu por mulher a sua filha Mical. Viu Saul e reconheceu que o SENHOR era com Davi; e Mical, filha de Saul, o amava” (1 Samuel 18:25-28 RA).
Outras tentativas de Saul matar-lhe: “Procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou do seu golpe, indo a lança ferir a parede; então, fugiu Davi e escapou.” (1 Samuel 19:10 RA). “Então, Saul mandou mensageiros que vissem Davi, ordenando-lhes: Trazei-mo mesmo na cama, para que o mate” (1 Samuel 19:15 RA).
Não tinha jeito de acabar com o propósito de Deus. Certa feita, Davi estava cercado por Saul e seu exército, mas Deus providenciou até um ataque filisteu e Saul então, precisou desistir de Davi naquele dia e ele escapou novamente: “Então, veio um mensageiro a Saul, dizendo: Apressa-te e vem, porque os filisteus invadiram a terra. Pelo que Saul desistiu de perseguir a Davi e se foi contra os filisteus. Por esta razão, aquele lugar se chamou Pedra de Escape” (1 Samuel 23:27-28 RA).
Davi teve chance de eliminar seu arqui inimigo, mas não o fez: “Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul.  Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul;  e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR” (1 Samuel 24:4-6 RA).
Até o inimigo Saul reconheceu sua superioridade: “Tendo Davi acabado de falar a Saul todas estas palavras, disse Saul: É isto a tua voz, meu filho Davi? E chorou Saul em voz alta. Disse a Davi: Mais justo és do que eu; pois tu me recompensaste com bem, e eu te paguei com mal. Mostraste, hoje, que me fizeste bem; pois o SENHOR me havia posto em tuas mãos, e tu me não mataste. Porque quem há que, encontrando o inimigo, o deixa ir por bom caminho? O SENHOR, pois, te pague com bem, pelo que, hoje, me fizeste” (1 Samuel 24:16-19 RA). Isto não quer dizer que Saul se tornou seu amigo. A peleja continuou.
O triste fim de Saul: “Então, disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela, para que, porventura, não venham estes incircuncisos, e me traspassem, e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não o quis, porque temia muito; então, Saul tomou da espada e se lançou sobre ela. Vendo, pois, o seu escudeiro que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a sua espada e morreu com ele. Morreu, pois, Saul, e seus três filhos, e o seu escudeiro, e também todos os seus homens foram mortos naquele dia com ele” (1 Samuel 31:4-6 RA).
Em tudo isso vemos que Deus não desamparou Davi e este se tornou o grande rei de Israel: “Então, vieram os homens de Judá e ungiram ali Davi rei sobre a casa de Judá. E informaram Davi de que os homens de Jabes-Gileade foram os que sepultaram Saul” (2 Samuel 2:4 RA).

Conclusão: Guarde no seu coração as palavras de Jesus: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.  Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mateus 5:10-12 RA). A derrota e a vitória vão depender da nossa disposição e persistência; a pior derrota e a de quem desanima. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15:58 RC).
Pr. Wanderley da Silva
Culto de Celebração e Santa Ceia em 21/10/07