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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Restauração de Davi

A restauração, sob o ponto de vista humano, é a arte de se colocar contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê novamente a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda ou de qualquer escândalo e desastre de natureza moral e religiosa.

Davi despencou da loucura para a realidade
“Cair em si” quer dizer reconhecer o próprio erro, voltar à realidade. Foi o que aconteceu com o filho pródigo (Lc 15.17) e com o tal homem de Corinto que se deitou com a mulher de seu pai (1 Co 5.1; 2 Co 2.5-11). E o que não aconteceu com o fariseu da parábola de Jesus (Lc 18.11-12) e com o anjo da igreja de Laodiceia (Ap 3.17). Cair em si não é outra coisa senão reconhecer as maldades gêmeas – abandonar o Senhor, a fonte de água viva, e cavar as tais cisternas que, cheias de fissuras, não conseguem reter as águas (Jr 2.13). O grande apelo para cair em si está nestas palavras de Jeremias: “Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jr 2.19).

Depois de cair em si, Davi admitiu o seu pecado
Imediatamente após o desbloqueio, Davi admitiu: “Pequei contra o Senhor”. E imediatamente após a confissão, foi absolvido da culpa: “O Senhor perdoou o seu pecado”. A confissão e o perdão estão no mesmo versículo (2 Sm 12.13). É preciso lembrar para confessar e é preciso confessar para não mais lembrar.

Davi não dividiu a sua culpa com ninguém
A confissão de Davi é uma confissão limpa, tal qual a do publicano: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador” (Lc 18.13). Ele não disse que pecou porque suas mulheres e concubinas não o satisfaziam sexualmente. Não pôs culpa no pecado original herdado de Adão (Sl 51.5). Em nenhum momento responsabilizou Bate-Seba pela sua lascívia. Ele colocou o verbo pecar na primeira pessoa do singular, no caso do adultério (2 Sm 12.13; Sl 51.4) e no caso do recenseamento (1 Cr 21.8, 17). A confissão de Davi foi uma confissão “sem comentário” (BP).

Davi entendeu e aceitou o sofrimento relacionado com o seu pecado
Davi não se revoltou contra o juízo misericordioso e terapêutico de Deus nem contra o juízo implacável e oportunista do homem. Aceitou a morte do filho caçula e a agressão física e verbal de Simei, homem da família de Saul. Além de jogar pedras e poeira em Davi, Simei o amaldiçoava e lhe dizia: “Fora daqui, assassino! Você já está recebendo o castigo de Deus pela morte de Saul e sua família; você roubou o trono de Saul e agora seu filho Absalão o tomou de você! Finalmente você está experimentando o seu próprio remédio, seu assassino!” (2 Sm 16.8, BV).

Davi recuperou a delicadeza de caráter anterior O que o Filho de Deus recomendou ao anjo da igreja de Éfeso — “Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio” (Ap 2.5) — aconteceu com Davi. Ele fechou o parêntesis aberto algum tempo antes do episódio do adultério e voltou a viver e a mostrar delicadeza de caráter. Dentro do parêntesis ficou a sujeira de Davi e fora dele, antes e depois, ficou a sua beleza moral. Basta ver a maneira como Davi lidou com a morte do filho caçula e como tratou o seu acusador, que lhe disse: “Você é o homem rico que roubou a cordeirinha de estimação que bebia do copo do homem pobre e dormia em seus braços”.

Davi recuperou a glória perdida
Recuperou o trono, a autoridade, o prestígio, a comunhão com o Senhor e as bênçãos de Deus. Ele mesmo diz: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!” (Sl 32.1). Sobretudo depois do peso esmagador da mão do Senhor. A história registra que Davi “morreu em boa velhice, tendo desfrutado vida longa [70 anos], riqueza e honra” (1 Cr 29.28).

Davi alcançou graças adicionais
O que Paulo diz em Romanos — “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20) — cumpriu-se em Davi. Deus havia prometido a Davi que, quando a vida dele chegasse ao fim, ele escolheria para sucedê-lo “um fruto do seu próprio corpo” (2 Sm 7.12). O escolhido era Salomão, fruto do corpo de Davi e de Bate-Seba: “Dentre todos os muitos filhos que [Deus] me deu, ele escolheu Salomão para sentar-se no trono de Israel, o reino do Senhor” (1 Cr 28.5). Salomão nasceu logo após o adultério e era filho daquela que “tinha sido mulher de Urias” (Mt 1.6). Na verdade, Salomão era filho da graça!

Fonte: www.ultimato.com.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Deus e o divórcio


Deus odeia o divórcio

“Vou me divorciar, mas não pretendo me casar de novo.” Ouvimos estas palavras com cada vez mais freqüência. Geralmente quem diz isso está pensando que Deus dá o direito de divorciar, mas condena o segundo casamento. Entretanto, a verdade é que o divórcio em si é pecaminoso a não ser que seja por causa de relações sexuais ilícitas.

Considere Mateus 19:3-6. A pergunta originalmente feita a Jesus pelo fariseus não era a respeito de casar de novo, mas a respeito do divórcio: “É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?” A resposta de Jesus àquela pergunta: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. Foi somente após mais perguntas que Jesus discutiu o problema de casar de novo e do adultério.

Considere Malaquias 2:16. “Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio”. Mesmo sob a antiga aliança Deus não aprovava o divórcio indiscriminado. É provável que as “lágrimas” do versículo 13 que "cobriam o altar" e que causaram o Senhor a recusar sua oferta, eram as lágrimas daqueles que tinham sido deixados injustamente.

Considere Mateus 5:32. “Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera”. Observe as palavras, “a expõe”. Este escritor entende que esse versículo ensine que aquele que se divorciar de sua esposa a coloca numa posição de tentação a cometer o adultério, e compartilha da culpa quando ela comete adultério. Por outro lado, se a deixar por causa de relações sexuais ilícitas, deixa-a legitimamente, e não compartilha de nenhuma culpa em qualquer adultério que ela possa vir a cometer.

Considere 1 Coríntios 7:10. “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido”. Observe a palavra “ordeno”. O versículo seguinte (7:11) não nega nem anula esta ordem, mas simplesmente reconhece que alguém pode desobedecer a ordem do Senhor (nesse caso ele está pecando – 1 João 3:4), e ele cita as opções se desobedecer. O Senhor não somente ordena que o marido e a esposa vivam juntos, mas os ordena que satisfaçam as necessidades físicas um do outro (1 Coríntios 7:3-5) e que amem um ao outro (Efésios 5:25; Tito 2:4-5).

Se um cônjuge num casamento falhar nesse sentido, o outro deve ainda ser obediente a Deus, procurando ser a pessoa fiel que Deus queria que fosse no relacionamento do casamento. O pensamento sobre o divórcio ou a separação nunca deve passar pela cabeça a não ser que relações sexuais ilícitas ocorrerem. Nós não estamos sugerindo que o divórcio em si é “adultério”, mas estamos dizendo que o divórcio por qualquer motivo sem ser relações sexuais ilícitas é pecado. Os cristãos não devem ser influenciados pelos padrões soltos que prevalecem no mundo em que vivem.
–por Bill Hall

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Cuidado com o adultério

O aliciamento tendo em vista o adultério é feito tanto pelo homem como pela mulher. Não é correto nem justo supor que essa prática é mais masculina do que feminina. A Bíblia registra duas histórias notáveis de mulheres casadas que foram em busca de outro homem. As histórias são parecidíssimas no primeiro momento. Mas, na resposta dada por aqueles com os quais as duas mulheres queriam se deitar, as histórias são muito diferentes. As duas mulheres se ofereceram, insistiram, deram garantias de segurança, agarraram os homens que desejavam. A primeira aproveitou-se de que ninguém estava em casa (Gn 39.11). A segunda alegou que o marido havia saído para uma longa viagem de negócios e não voltaria ―antes da lua cheia‖ (Pv 7.19, 20). Os dois homens eram jovens e solteiros. O primeiro disse não a todas as investidas da mulher casada. Quando ela o agarrou, ele fugiu. O segundo não resistiu à sedução da mulher casada, que o convidou para embriagar-se de carícias até o amanhecer numa cama coberta de linho fino e perfumada. Quando ela o beijou e o agarrou em plena rua, sob a proteção das sombras da noite, o rapaz se deixou levar, como o boi que vai para o matadouro. O primeiro rapaz era filho de Jacó e administrador dos bens de Potifar, marido da mulher que tentou seduzi-lo (Gn 39.1-23). O segundo não tem nome próprio, mas é chamado ora de inexperiente ora de imprudente ora de ingênuo ora de néscio e também de ―adolescente sem juízo‖, nas diferentes versões da Bíblia (Pv 7.6-27). O disciplinado José foi parar no palácio de Faraó e ocupou um dos ministérios do governo egípcio numa fase extremamente difícil. O jovem inexperiente foi parar no alçapão que prende os pássaros que dele se aproximam. Solteiro ou casado tome todo o cuidado com o aliciamento da mulher casada! Não vá para o matadouro nem caia no alçapão.