Mostrando postagens com marcador caridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caridade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Amor - dom supremo

Amor – o dom supremo
Texto básico: 1 Coríntios 13



Versículo chave: “Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros”(1Jo 3:11).


O capítulo 13 da primeira carta de Paulo aos Coríntios é reconhecido como o grande capítulo do amor. Após falar sobre os dons espirituais, ele mostra o que chama de “caminho sobremodo excelente” (1Co 12:31). Não há melhor poema sobre o amor, nem melhor descrição do que ora se apresenta.

O amor não se trata de mero sentimento, mas de uma decisão. Precisamos tomar a decisão de amar, porque Jesus afirmou que há dois mandamentos nos quais a Lei se resume: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos, Mt 22:37-40. O próprio Deus é amor que se doa, que se entrega a um propósito – salvar os pecadores. Somos atraídos a Deus com cordas de amor, somos salvos pela iniciativa de um Ser supremo, que amou o mundo de tal maneira a ponto de entregar seu próprio filho para salvá-lo, João 3:16.

1)    O amor é a base suprema da vida cristã, 1-3

O apóstolo fala sobre a necessidade de basear quaisquer ações, bem como os dons sobrenaturais no fundamento do amor. Ele mostra que as manifestações que não estiverem no amor tornam-se inúteis e desnecessárias. Ainda que sejam coisas que atraiam a atenção e os aplausos: falar a língua dos homens e dos anjos, profetizar, conhecer todos os mistérios, ter uma fé que transporta montes, distribuir enormes quantidade de bens ou valores, ainda que o corpo fosse entregado para ser queimado. Isso nada seria sem amor. O próprio Jesus falou sobre o engano de fundamentar a vida em feitos sobrenaturais, sem contudo possuir a motivação certa, que é o amor, Mt 7:21-23.

Nós podemos fazer obras tremendas em nome de Cristo – ser grandes pregadores, brilhantes no ministério, fazer cruzadas evangelísticas e muito mais. Mas, se não amamos os nossos irmãos e irmãs em Cristo, bem como o nosso próximo que não seja cristão, esses atos perdem a sua eficácia. A vida egocêntrica reduz-nos a solidão e um enorme vazio existencial.
Os cristãos dos primeiros séculos, desafiaram a cultura decadente do egoísmo, ao expressar o amor por meio de pequenas atitudes, onde compartilhavam seus bens e alimentos, demonstrando que somos responsáveis uns pelos outros, Atos 2:42-46.

2) O amor é abundante em suas qualificações, 4-7

O verdadeiro amor possui qualidades inconfundíveis: é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não se ufana(envaidece), não se ensoberbece, não se conduz de forma inconveniente, não procura seus interesses, folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, não é invejoso, não é indecente, não é leviano. O amor leva o cristão a alegrar com aqueles que se alegram e a chorar com os que choram. Quem muito suporta, muito tolera. É capaz de andar a segunda milha, Mt 5:41. Tem disposição de levar as cargas uns dos outros, Gl 6:2.
Amar é motivação e atitude divinas. Deus não esperou que a humanidade se redimisse dos pecados, voltasse para Ele e o amasse, mas a iniciativa de amar foi dele, mesmo sendo os homens pecadores e merecerdes do inferno, Rm 5:8; 1Jo 4:19.
João, conhecido como “apóstolo do amor”, afirmou que “quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4:8). Caracterizou como mentiroso aquele que disser que ama a Deus, mas aborrecer o próximo, 1Jo 4:20.
Aquele que ama não fixa seu olhar nas imperfeições do próximo, porque o amor cobre uma multidão de pecados, 1Pe 4:8.

3) O amor é permanente, não se desgasta no tempo, 8-13

Os dons espirituais são dados à igreja, porém são passageiros, mas o amor jamais acaba, v. 8. O apóstolo fala de três virtudes permanentes: a fé, a esperança e o amor. Entretanto, ele afirma que o amor supera a fé e a esperança, v. 13.
Jesus é o exemplo perfeito de amor, quando amou os que estavam com Ele até o fim, Jo 13:1. Mesmo sabendo que havia entre seus discípulos um que haveria de traí-lo, procurou por todas as formas amá-lo. Quando Judas chegou para entregá-lo, Ele lhe disse: “amigo a que vieste?”(Mt 26:50). Nosso salvador estava diante de uma situação desagradável, mas mostrou a veracidade de seu amor puro e verdadeiro. O amor aperfeiçoa com o tempo, mas não pode morrer. Quem investir no amor se manterá numa esfera de satisfação e será feliz. Nada é mais compensador do que investir na vida do próximo e vê-lo transformado porque alguém amou, acreditou e investiu.
Shakespeare afirmou: "O amor é um farol permanente que contempla as tormentas sem jamais estremecer; é a estrela fixa dos barcos sem rumo, é o astro cuja altura medimos, mas cuja essência é mistério”.

Conclusão:


O amor não é uma emoção que nos domina; emoções são circunstanciais, o amor é permanente. O amor não depende das ações dos outros, não é moeda de troca. Amar é dar o primeiro passo, mesmo que estejamos recebendo o contrário. Amar é insistir numa semeadura, visto que a seu tempo colheremos o que tivermos plantado, se não desfalecermos. O amor não é irracional, mas acredita no inacreditável, investe na recuperação do que para muitos é irrecuperável. O amor é dom de Deus, é essência divina atuando em cada cristão. A verdadeira prova do discipulado cristão é o amor que se manifesta de uns para com os outros, Jo 15:9-13.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Identidade cristã – identificação com Cristo | Pastor Wanderley da Silva

A Bíblia fala a respeito dos discípulos que, em Antioquia, foram pela primeira vez, chamados de “cristãos”. Isso estava ligado ao modo deles falarem, agirem e testemunharem, mas a base de tudo isso era o alto compromisso que tinham com o Evangelho de Jesus Cristo, At 11:26.
“… E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.
Leia mais clicando no link a seguir:

Identidade cristã – identificação com Cristo | Pastor Wanderley da Silva

terça-feira, 13 de março de 2012

Uma coisa, um detalhe apenas


Uma só coisa, que faz uma grande diferença:

“Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me” (Mc 10.21).

“Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar?” (Lc 6.9).

“Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lc 10.41-42).

“Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo” (Jo 9.25).

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim” (Fp 3.13).

“Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2Pe 3.8).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Decida ser forte

Temos que ser:

... fortes, quando querem que sejamos fracos; 
... destemidos, quando querem que nos acovardemos
... prontos para estender a mão a quem de nós precisa, quando a tentação é de abandonar tudo. 

Se não gostamos de nós ou não zelamos de nós, física, espiritual e emocinalmente, estamos impedidos de ser úteis. E, aí, a vida perde o sentido. 

Segundo Larrañaga, corremos o risco de não amarmos, se não nos amamos. Pois,
... só os livres libertam; 
... só podem ser instrumentos de paz, aqueles que vivem em harmonia consigo mesmos; 

... aqueles que se revoltam, fazem os outros sofrer; 
... os ressentidos, não semeiam bem estar à sua volta; 
... os que estão em conflito interior, podem provocar conflito; 
... os que estão em guerra consigo, não conseguem apaziguar os ambientes; 
... os que se rejeitam, acabam rejeitando os outros...

Valter Pegorer

sábado, 7 de junho de 2008

A PRÁTICA DA COMPAIXÃO

2 Sm 9:1-13


“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações...” Tg 1:27

Davi derrotara várias nações, tornando-se famoso e poderoso, 2 Sm 8:14. Naquele grande momento da sua vida, propôs em seu coração ajudar alguém que fosse descendente de Saul. Ao tomar conhecimento de que havia um filho de Jônatas, que se chamava Mefibosete (neto de Saul), Davi colocou em prática seu sentimento de compaixão. Com base nesse ato, nesta lição estudaremos a questão da solidariedade e da prática do amor.

I – A COMPAIXÃO NÃO FICA INERTE, 2 Sm 9:1-4
Quem possui um coração bondoso age pelo bem do próximo; ao invés de ficar parado, vai em busca do necessitado. Foi assim que Deus agiu em nosso favor, sendo nós pecadores, Rm 5:8. Veja as lições que Davi nos ensina:
a) Poder não deve ser instrumento de opressão - Mefibosete era descendente de Saul, que tanto procurara matar Davi. Portanto, teria sido natural se Davi usasse sua autoridade, poder e posição para vingar-se de Mefibosete. Assim agiam os reis, com toda a prepotência, com o fim de preservar o reinado. No entanto, Davi, servo de Deus, desejava restaurar os relacionamentos desfeitos, pois esta é a vontade de Deus, 2 Co 5:18; Ef 2:16.
b) Sentimento voluntário – a voluntariedade é um dos fatores mais importantes no exercício do amor, 2 Co 9:6-9; Hb 13:16; Zc 4:6. Não age por obrigatoriedade e, sim, pelo nobre sentimento de compaixão. Davi não agiu sob pressão, mas movido por seu coração.
c) Espírito abnegado – o rei abriu mão de seus interesses próprios para favorecer o próximo, apesar de ser Mefibosete descendente de seu antigo inimigo, v. 3. Este é o ensino de Jesus na parábola do bom samaritano: oferecer sem esperar retribuição, Lc 10:25-37. É o que fez Jesus pela humanidade, Fp 2:3-8. A Bíblia afirma: “Dá a quem te pede...”, Mt 5:42. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não faz, peca”, Tg 4:17.

II – A COMPAIXÃO TRAZ PARA JUNTO DE SI, 2 Sm 9:5-7
Mefibosete encontrava-se nas montanhas de Gileade, numa cidade chamada Lo-Debar, que significa “lugar sem pasto” ou “terra deserta”. Davi ordenou que fossem buscá-lo e, assim, ensinou preciosas lições sobre o que é sentir compaixão de alguém.
a) Compartilhar as coisas boas – ao tomar conhecimento da existência de Mefibosete, Davi compadeceu-se dele. Queria-o junto de si, participando de seus privilégios. Mefibosete passaria a residir em Jerusalém, vivendo no palácio real e sentando-se com o rei à mesa. Também receberia as terras que haviam pertencido ao avô, Saul.
b) Amar sem esperar ser recompensado – Davi ofereceu um novo status para Mefibosete sabendo que não poderia ser retribuído. Essa é a essência do amor cristão, Mt 5:46-48; Ef 5:2.
c) Reconciliar-se – a maior prova de que houve perdão é a boa convivência. O relacionamento só é sadio quando se restaura a comunhão, Am 3:3; 2 Rs 10:15. Davi demonstrou estar curado de qualquer problema interior ao acolher em sua casa o neto de Saul.

III – RESULTADOS DA COMPAIXÃO – 2 Sm 9:8-13
a) Ao praticante – Davi agiu com diplomacia ao amparar o descendente de Saul e, com isso, ganhou a simpatia da tribo de Benjamim. Deus ajuda aqueles que repartem, sendo esta a lei da semeadura, Ec 11:1-2; Mt 19:21. Dar é melhor do que receber, At 20:35; Pv 22:9; 28:27.
b) Ao favorecido – Mefibosete, que se considerava “um cão morto”, foi tratado pelo rei com todas as demonstrações de ternura e bondade, residindo no palácio real, tomando posse de terras e tendo Ziba como seu escravo. Recebeu reconhecimento e dignidade. O cristão é cidadão celestial, não por merecimento, mas pela graça, Ef 1:3; 2:4-9. A graça divina nos enriquece, 2 Co 8:2.
c) Deus é agradecido e glorificado – Enquanto quem doa está glorificando a Deus, aquele que é beneficiado estará rendendo gratidão, Cl 3:17.
Compaixão não é o amor sentindo, mas fazendo, agindo; não é o amor contemplativo, mas dinâmico, Jo 3:16, 18; não é um sentimento estético, mas é ação dadivosa. Sentir compaixão de alguém é estender a mão e lutar para mudar a situação de vida do próximo.
Já se descreveu o amor como sendo o ato de “passar a noite à cabeceira da cama da pessoa que arde em febre, sem sentir isso um fardo. É sair debaixo de dois cobertores numa noite fria para atender a criança que chora ou o mendigo que bate à porta. É colocar o ombro sob a carga que o próximo carrega e partilhar o peso sem reclamar e sem lançar isso em rosto”. Jesus disse: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”, Mt 5:7.