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terça-feira, 11 de agosto de 2015

O Sucesso da Igreja depende da União


2 Rs 10:15
Cada pessoa possui uma história escrita com lágrimas, alegrias, falhas, coragem, timidez, ousadia, insegurança, sonhos, sucessos e frustrações. Somos distintos na obra da criação, uma vez que somos seres pensantes, dotados de inteligência, sentimento e vontade. Feitos à imagem e semelhança de Deus, possuindo espírito, alma e corpo não podemos ignorar as reais necessidades em cada área da vida para que não retrocedamos, mas avancemos sempre. A falta de maturidade e firmeza naquilo que conquistamos leva-nos a focarmos mais uma área do que a outra e vez por outra desprezamos áreas da vida sendo indisciplinados.
Exemplo: (1) não posso deixar de buscar a Deus, isto é, de congregar para alimentar meu espírito, porque estou cuidando do bem-estar do corpo. (2) não posso ficar visitando igrejas todos os dias deixando de atender à família. Temos que estar ligados a uma Igreja que já nos é suficiente – pois Deus não se limita a esta ou aquela igreja, mas quem dá as diretrizes para o agir de Deus somos nós mesmos.
Por causa disso podemos ter exemplos de pessoas que se deram mal. Jesus afirmou: “que adianta o homem ganhar o mundo e perder a sua alma?” (Mt 16:26).

I – A MALDIÇÃO DA DESUNIÃO
“Pluralidade que não se reduz à unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania” (Blaise Pascal).
O próprio Jesus falou que uma casa dividida não prospera, mas vai cair na ruína: “Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá” (Lc 11:17).
O nosso dever de afastamento daqueles que se desviaram da verdade é muito mais bíblico do que a busca pela unidade a qualquer custo: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17). Essa admoestação não se dirige à observação somente dos “hereges”, mas também contra os que promovem “dissensões” doutrinárias, “Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples” (Rm 16:18).

II – A BÊNÇÃO DA UNIÃO
O próprio Deus dá uma declaração que quando o ser humano se une num mesmo propósito não haverá dificuldade em atingir os objetivos: “Eis que o povo é um, e todos
têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (Gn 11:6).
Paulo roga pelo amor de Deus que sejamos unidos: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1:10).
Orando ao Pai, Jesus disse: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós… E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:11, 20 e 21). Essa idéia de unidade do corpo de Cristo resulta da idéia central da Tri-Unidade de Deus. Por isso que o apóstolo Paulo declarou: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” (1 Coríntios 10:17).
A unidade do Corpo de Cristo permite a união dos desiguais: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos… E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo” (1 Co 12:13-14 e 19-20). Paulo assim escreve para demonstrar que cada membro do corpo é diferente um do outro, mas forma uma unidade: uns são mãos, outros, pés, outros olhos, assim por diante – não somos todos apenas um membro do corpo, mas vários membros formando um só corpo: “E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários;… Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (vs. 21-22; 25-26).

III – UMA QUESTÃO DE ESFORÇO
A unidade deve ser buscada mesmo que mediante o esforço. “Esforçai-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef.4.3). A palavra vínculo significa nó ou tudo o que estabelece ligação. Nós, como cristãos, precisamos enfatizar os nossos vínculos acima das nossas diferenças. O mesmo Senhor, o mesmo Espírito, o mesmo batismo, a mesma fé, a mesma esperança, tudo isso são vínculos que nos unem. São os fundamentos do cristianismo. Não devemos nos separar por causa de questões tão menores do que o amor de Cristo.
Muitas vezes, os irmãos começam a promover disputas e contendas entre si. Isso, além de ser destrutivo, desvia o cristão de seu papel espiritual. Paulo diz que “a nossa luta
não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso e contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef.6.12). Se os irmãos guerrearem entre si, ou se omitirem no quesito unidade, estarão dando trégua na guerra contra Satanás e, assim, só ele ficará satisfeito.

CONCLUSÃO: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Salmos 133).

VIVA na DIMENSÃO do AMOR

“Sede imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor…” (Ef 5:1-2)

Amor, palavra tão linda, tão significativa, mas muito explorada e distorcida na sociedade atual. Muitos cheios de ódio já mataram e disseram que era por amor. Quem ama não mata, pelo contrário, deixa viver e coopera para que seja de forma abundante.
Amor, virtude sublime produzida nas atitudes das pessoas que permitem o direcionamento do Espírito Santo em seu contexto vivencial: “o fruto do Espírito é amor…” (Gl 5:22).
Amor, característica maior que identifica aqueles que são discípulos de Cristo, Jo 15:
Amor, novo mandamento que abrange toda Lei mosaica. Amor a Deus deve ser prioridade na escala relacional: “ame o Senhor, teu Deus, de todo teu coração, toda tua força e todo teu entendimento”; amor a mim mesmo, que serve de base para amar ao próximo: “ama teu próximo como a ti mesmo”.

Amor é decisão, uma vez que Jesus falou que devemos amar até os inimigos. Amar amigos é fácil e natural, mas amar inimigos é atitude grandiosa e nobre, que redundará em recompensas eternas.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Amor - dom supremo

Amor – o dom supremo
Texto básico: 1 Coríntios 13



Versículo chave: “Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros”(1Jo 3:11).


O capítulo 13 da primeira carta de Paulo aos Coríntios é reconhecido como o grande capítulo do amor. Após falar sobre os dons espirituais, ele mostra o que chama de “caminho sobremodo excelente” (1Co 12:31). Não há melhor poema sobre o amor, nem melhor descrição do que ora se apresenta.

O amor não se trata de mero sentimento, mas de uma decisão. Precisamos tomar a decisão de amar, porque Jesus afirmou que há dois mandamentos nos quais a Lei se resume: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos, Mt 22:37-40. O próprio Deus é amor que se doa, que se entrega a um propósito – salvar os pecadores. Somos atraídos a Deus com cordas de amor, somos salvos pela iniciativa de um Ser supremo, que amou o mundo de tal maneira a ponto de entregar seu próprio filho para salvá-lo, João 3:16.

1)    O amor é a base suprema da vida cristã, 1-3

O apóstolo fala sobre a necessidade de basear quaisquer ações, bem como os dons sobrenaturais no fundamento do amor. Ele mostra que as manifestações que não estiverem no amor tornam-se inúteis e desnecessárias. Ainda que sejam coisas que atraiam a atenção e os aplausos: falar a língua dos homens e dos anjos, profetizar, conhecer todos os mistérios, ter uma fé que transporta montes, distribuir enormes quantidade de bens ou valores, ainda que o corpo fosse entregado para ser queimado. Isso nada seria sem amor. O próprio Jesus falou sobre o engano de fundamentar a vida em feitos sobrenaturais, sem contudo possuir a motivação certa, que é o amor, Mt 7:21-23.

Nós podemos fazer obras tremendas em nome de Cristo – ser grandes pregadores, brilhantes no ministério, fazer cruzadas evangelísticas e muito mais. Mas, se não amamos os nossos irmãos e irmãs em Cristo, bem como o nosso próximo que não seja cristão, esses atos perdem a sua eficácia. A vida egocêntrica reduz-nos a solidão e um enorme vazio existencial.
Os cristãos dos primeiros séculos, desafiaram a cultura decadente do egoísmo, ao expressar o amor por meio de pequenas atitudes, onde compartilhavam seus bens e alimentos, demonstrando que somos responsáveis uns pelos outros, Atos 2:42-46.

2) O amor é abundante em suas qualificações, 4-7

O verdadeiro amor possui qualidades inconfundíveis: é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não se ufana(envaidece), não se ensoberbece, não se conduz de forma inconveniente, não procura seus interesses, folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, não é invejoso, não é indecente, não é leviano. O amor leva o cristão a alegrar com aqueles que se alegram e a chorar com os que choram. Quem muito suporta, muito tolera. É capaz de andar a segunda milha, Mt 5:41. Tem disposição de levar as cargas uns dos outros, Gl 6:2.
Amar é motivação e atitude divinas. Deus não esperou que a humanidade se redimisse dos pecados, voltasse para Ele e o amasse, mas a iniciativa de amar foi dele, mesmo sendo os homens pecadores e merecerdes do inferno, Rm 5:8; 1Jo 4:19.
João, conhecido como “apóstolo do amor”, afirmou que “quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4:8). Caracterizou como mentiroso aquele que disser que ama a Deus, mas aborrecer o próximo, 1Jo 4:20.
Aquele que ama não fixa seu olhar nas imperfeições do próximo, porque o amor cobre uma multidão de pecados, 1Pe 4:8.

3) O amor é permanente, não se desgasta no tempo, 8-13

Os dons espirituais são dados à igreja, porém são passageiros, mas o amor jamais acaba, v. 8. O apóstolo fala de três virtudes permanentes: a fé, a esperança e o amor. Entretanto, ele afirma que o amor supera a fé e a esperança, v. 13.
Jesus é o exemplo perfeito de amor, quando amou os que estavam com Ele até o fim, Jo 13:1. Mesmo sabendo que havia entre seus discípulos um que haveria de traí-lo, procurou por todas as formas amá-lo. Quando Judas chegou para entregá-lo, Ele lhe disse: “amigo a que vieste?”(Mt 26:50). Nosso salvador estava diante de uma situação desagradável, mas mostrou a veracidade de seu amor puro e verdadeiro. O amor aperfeiçoa com o tempo, mas não pode morrer. Quem investir no amor se manterá numa esfera de satisfação e será feliz. Nada é mais compensador do que investir na vida do próximo e vê-lo transformado porque alguém amou, acreditou e investiu.
Shakespeare afirmou: "O amor é um farol permanente que contempla as tormentas sem jamais estremecer; é a estrela fixa dos barcos sem rumo, é o astro cuja altura medimos, mas cuja essência é mistério”.

Conclusão:


O amor não é uma emoção que nos domina; emoções são circunstanciais, o amor é permanente. O amor não depende das ações dos outros, não é moeda de troca. Amar é dar o primeiro passo, mesmo que estejamos recebendo o contrário. Amar é insistir numa semeadura, visto que a seu tempo colheremos o que tivermos plantado, se não desfalecermos. O amor não é irracional, mas acredita no inacreditável, investe na recuperação do que para muitos é irrecuperável. O amor é dom de Deus, é essência divina atuando em cada cristão. A verdadeira prova do discipulado cristão é o amor que se manifesta de uns para com os outros, Jo 15:9-13.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Respeito é Fundamental no Matrimônio

Respeito é Fundamental no Matrimônio
Colossenses 3:18 - Mulheres, cada uma de vós seja submissa ao próprio marido, como convém no Senhor.
Colossenses 3:19 - Maridos, cada um de vós ame sua mulher e não a trate com aspereza.

Introdução: você já deve ter ouvido essa frase: “respeito é bom e eu gosto”. É o que seu cônjuge também tem o direito de dizer. Infelizmente, quando se diz isso, o respeito já escorreu porta afora. Quando duas pessoas convivendo juntas perdem o respeito, o ambiente infernal está montado. Bom e suave é que os casais vivam em união. É a certeza de a vida se tornará muito mais satisfatória.

1)      Individualidade
Não há duas pessoas iguais no mundo. Cada um traz consigo qualidades positivas, mas também imperfeições. Traz bons ou maus costumes, ante os olhos do outro. É necessário compreender as diferenças culturais, familiares, etc.

2)      Sentimento
Somos dotados de emoções. Ninguém é de ferro, e mesmo que fosse, estaria sujeito a serem marcadas. Não podemos tratar nosso cônjuge como se fôssemos os únicos que possuem sentimento. Nosso esposo(a) também tem sentimentos.

3)      Liberdade
Ninguém consegue viver sufocado. É preciso que se tenha um leque de liberdade. Caso isso não ocorra, pode haver desgaste e canseira na relação. Vale lembrar que liberdade não é sinônimo de libertinagem. Liberdade é o respirar com responsabilidade.

4)      Limites
Ultrapassar os limites do bom senso também é uma forma de desrespeitar o cônjuge. Brincadeiras, amizades, etc. que causam desconforto devem ser evitadas. Não posso fazer o que não gosto que seja feito por outro.

Conclusão: Hoje pode ser uma oportunidade de recomeço. Nunca é tarde para relevar e trocar de rota. Sua vida conjugal está insatisfatória? Proponha a você mesmo uma mudança e invista forte no seu relacionamento. O lucro gerado será grande.