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terça-feira, 11 de agosto de 2015

O Sucesso da Igreja depende da União


2 Rs 10:15
Cada pessoa possui uma história escrita com lágrimas, alegrias, falhas, coragem, timidez, ousadia, insegurança, sonhos, sucessos e frustrações. Somos distintos na obra da criação, uma vez que somos seres pensantes, dotados de inteligência, sentimento e vontade. Feitos à imagem e semelhança de Deus, possuindo espírito, alma e corpo não podemos ignorar as reais necessidades em cada área da vida para que não retrocedamos, mas avancemos sempre. A falta de maturidade e firmeza naquilo que conquistamos leva-nos a focarmos mais uma área do que a outra e vez por outra desprezamos áreas da vida sendo indisciplinados.
Exemplo: (1) não posso deixar de buscar a Deus, isto é, de congregar para alimentar meu espírito, porque estou cuidando do bem-estar do corpo. (2) não posso ficar visitando igrejas todos os dias deixando de atender à família. Temos que estar ligados a uma Igreja que já nos é suficiente – pois Deus não se limita a esta ou aquela igreja, mas quem dá as diretrizes para o agir de Deus somos nós mesmos.
Por causa disso podemos ter exemplos de pessoas que se deram mal. Jesus afirmou: “que adianta o homem ganhar o mundo e perder a sua alma?” (Mt 16:26).

I – A MALDIÇÃO DA DESUNIÃO
“Pluralidade que não se reduz à unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania” (Blaise Pascal).
O próprio Jesus falou que uma casa dividida não prospera, mas vai cair na ruína: “Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá” (Lc 11:17).
O nosso dever de afastamento daqueles que se desviaram da verdade é muito mais bíblico do que a busca pela unidade a qualquer custo: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17). Essa admoestação não se dirige à observação somente dos “hereges”, mas também contra os que promovem “dissensões” doutrinárias, “Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples” (Rm 16:18).

II – A BÊNÇÃO DA UNIÃO
O próprio Deus dá uma declaração que quando o ser humano se une num mesmo propósito não haverá dificuldade em atingir os objetivos: “Eis que o povo é um, e todos
têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (Gn 11:6).
Paulo roga pelo amor de Deus que sejamos unidos: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1:10).
Orando ao Pai, Jesus disse: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós… E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17:11, 20 e 21). Essa idéia de unidade do corpo de Cristo resulta da idéia central da Tri-Unidade de Deus. Por isso que o apóstolo Paulo declarou: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” (1 Coríntios 10:17).
A unidade do Corpo de Cristo permite a união dos desiguais: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos… E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo” (1 Co 12:13-14 e 19-20). Paulo assim escreve para demonstrar que cada membro do corpo é diferente um do outro, mas forma uma unidade: uns são mãos, outros, pés, outros olhos, assim por diante – não somos todos apenas um membro do corpo, mas vários membros formando um só corpo: “E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários;… Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (vs. 21-22; 25-26).

III – UMA QUESTÃO DE ESFORÇO
A unidade deve ser buscada mesmo que mediante o esforço. “Esforçai-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef.4.3). A palavra vínculo significa nó ou tudo o que estabelece ligação. Nós, como cristãos, precisamos enfatizar os nossos vínculos acima das nossas diferenças. O mesmo Senhor, o mesmo Espírito, o mesmo batismo, a mesma fé, a mesma esperança, tudo isso são vínculos que nos unem. São os fundamentos do cristianismo. Não devemos nos separar por causa de questões tão menores do que o amor de Cristo.
Muitas vezes, os irmãos começam a promover disputas e contendas entre si. Isso, além de ser destrutivo, desvia o cristão de seu papel espiritual. Paulo diz que “a nossa luta
não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso e contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef.6.12). Se os irmãos guerrearem entre si, ou se omitirem no quesito unidade, estarão dando trégua na guerra contra Satanás e, assim, só ele ficará satisfeito.

CONCLUSÃO: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Salmos 133).

VIVA na DIMENSÃO do AMOR

“Sede imitadores de Deus como filhos amados e andai em amor…” (Ef 5:1-2)

Amor, palavra tão linda, tão significativa, mas muito explorada e distorcida na sociedade atual. Muitos cheios de ódio já mataram e disseram que era por amor. Quem ama não mata, pelo contrário, deixa viver e coopera para que seja de forma abundante.
Amor, virtude sublime produzida nas atitudes das pessoas que permitem o direcionamento do Espírito Santo em seu contexto vivencial: “o fruto do Espírito é amor…” (Gl 5:22).
Amor, característica maior que identifica aqueles que são discípulos de Cristo, Jo 15:
Amor, novo mandamento que abrange toda Lei mosaica. Amor a Deus deve ser prioridade na escala relacional: “ame o Senhor, teu Deus, de todo teu coração, toda tua força e todo teu entendimento”; amor a mim mesmo, que serve de base para amar ao próximo: “ama teu próximo como a ti mesmo”.

Amor é decisão, uma vez que Jesus falou que devemos amar até os inimigos. Amar amigos é fácil e natural, mas amar inimigos é atitude grandiosa e nobre, que redundará em recompensas eternas.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SOCORRO, EU PRECISO DE AJUDA! | Pastor Wanderley da Silva


Quem vive sozinho já experimentou o quão amargo e desgastante é a solidão. Há enormes desafios que se apresentam e precisamos de alianças para que possamos ultrapassá-los. Na hora sombria vemos o quão importante é ter alguém ao lado. O apóstolo Paulo falou que somos entregues à morte todos os dias, isto é, nunca podemos nos dar ao luxo de achar que somente viveremos num “mar de rosas”:
  • Há muitos que estão feridos profundamente e que estão sangrando. Alguns têm dificuldade de cicatrização. O melhor curativo é o amor.
  • Outros estão tomados de temores e estão vivendo assustados, inseguros.  Estes precisam sentir o calor humano da presença de um amigo em quem confiam.
  • Muitos têm banhado de lágrimas seus travesseiros e parecem  que são inconsoláveis. É necessário que tenham uma companhia carinhosa.
  • Há muitas pessoas que não sabem mais o que é uma boa noite de sono, pois vivem em constantes pesadelos.
Muitos deixaram de sonhar, pois foram envenenados pelo pessimismo e se conformaram com a derrota e o fracasso.
Leia o restante clicando no link ou no título.

SOCORRO, EU PRECISO DE AJUDA! | Pastor Wanderley da Silva

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vida a dois - só com valorização mútua


Reconheça o Valor de Seu Cônjuge
Mt 6:21

Você é uma pessoa, portanto você possui um conjunto único de valores. Ninguém é como você!
Mas não se esqueça: do seu lado está outra pessoa, que também possui um conjunto de valores. Ninguém é como ela!

Quando casamos precisamos unir-nos em torno daquilo que de fato é fundamental.

Muitos dos nossos valores estão ligados às pequenas e grandes coisas. No entanto, para que haja bom relacionamento é conveniente que abramos mão de alguma preferência, bem como tomemos alguma atitude diante de outras para mantermos, não apenas a boa, mas a saudável convivência.

As preferência estão ligadas à alimentação, vestuário, cor, flor, marca, profissão, lazer, religião, etc.

Jesus falou de valores: “onde estiver o seu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6:21). Apesar do contexto se referir a questão de valores espirituais eternos, nada impede que apliquemos este princípio na existência humana relacional, familiar, etc.

Dentro da questão valores, podemos classificá-los em:

  1. Valores Materiais – é importante que sejamos responsáveis e mantenhamos um bom padrão familiar nesta questão. Provisão – apoio – suprimento. O apóstolo Paulo disse que “se alguém não tem cuidado dos seus, negou a fé e é pior que o infiel”. Mas isso não é tudo. Jesus falou: “que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a alma”. Não pode um casal estar satisfeito ao obter sucesso material apenas. Este pode ser subdividido em:
    1. Necessários – “se alguém tem o que comer, beber, vestir, sinta-se satisfeito”. Claro que isso é o mínimo – o que já deve me impedir de murmurar.
    2. Supérfluos – tudo aquilo que me compromete de ter uma vida financeira com bom fôlego. Exemplo: nunca posso ajudar alguém porque estou sempre na forca.

  1. Valores Espirituais – o Reino de Deus deve ser implantado como prioridade no seio familiar. Jesus falou: “Buscai, pois em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas lhe serão acrescentadas” (Mt 6:33). A família precisa ser uma extensão da igreja – adoradora, evangelizadora e praticante do amor, que é o cumprimento da Lei: “amarás a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Jesus deve ser o fundamento de uma família que pretende superar e vencer os atuais desafios. Sabemos que muitos dos problemas enfrentados pelas famílias fracassadas tem a ver diretamente com a questão espiritual.

  1. Valores Morais – Vivemos num mundo ameaçador dos bons princípios morais. A imprensa falada, escrita, informatizada nos apresenta, sem qualquer pudor, uma enxurrada de maus exemplos e tentam corroer os bons costumes. “As más conversações corrompem os bons costumes”. O Salmista declarou: “não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101:3). “Ensina o menino o caminho que deve seguir e quando crescer não se desviará dele”. Seja exemplo do bom proceder. Discipline quando houver necessidade.

  1. Valores Intelectuais – Não podemos ser displicentes na área intelectual. Muitos tentam esnobar a ciência. Há necessidade de termos informações, formações e desenvolvimento cultural. Invista em literaturas sadias, a fim de crescer e desenvolver o raciocínio e a memória. Estude, pois não há limite para conhecer.

  1. Valores Sociais – nada melhor do que a boa convivência. Essa semana alguém me contou que tinha sérios problemas com um vizinho que era seu próprio irmão. Foi ao delegado e deu parte. O delegado chamou os dois e por fim disse: “se vocês não podem ser bons irmãos, pelo menos sejam bons vizinhos”. Resultado: o que deu parte acabou dando carona ao outro para retornar para casa. “No que depender de vós tenha paz com todos os homens”. Como vai se comportar um filho que vê seu pai ou mãe falarem mal da sogra, às vezes até brincando? E o que dizer das conversas que traduzem aos filhos uma imagem negativa do vizinho, do patrão, de um parente? Ou o filho que ouve o pai falando mal da esposa, ou vice-versa? “Cada um considere os outros superiores a si mesmo”. Outra orientação: “Levai as cargas uns dos outros”; “abençoai e não amaldiçoeis”.

  1. Valores hereditários – São aqueles que recebemos por parte de nossos antepassados, podendo ser bons ou maus (não no sentido moral, mas como algo desatualizado). Exemplos: “aqui não estudamos – trabalhamos”; “Mulher não pode trabalhar, só cuidar da casa”. O machismo é uma herança que muitos podem herdar e com isso levar a relação familiar ao sofrimento. Devemos filtrar os valores recebidos por herança. Se forem bons preservamos, ou se forem maus, abolimos. Não é porque seu pai foi ou praticou algo, que você precisa repetir.

Conclusão: Qual é a radiografia do seu casamento e da sua família? Vamos encerrar lendo o Salmo 128 que descreve o quadro de uma família que valoriza o que, de fato, tem valor. Esses valores não são alcançados apenas com intenções ou orações, mas com atitudes.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não basta fazer é preciso ser


Uma Equipe Aprovada por Deus
2 Co 10:12 Pois não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se recomendam a si mesmos. Mas estes, medindo-se e comparando-se consigo mesmos, mostram não ter entendimento. 13 Nós, porém, não nos gloriaremos além da medida, mas nos limites da esfera de atuação que Deus nos designou e que chega até vós. 14 Porque não estamos estendendo os nossos limites além do que convém, como se não tivéssemos chegado a vós, pois já chegamos também a vós pelo evangelho de Cristo. 15 Não nos gloriamos além da medida no trabalho dos outros; pelo contrário, temos a esperança de que, à medida que cresce a vossa fé, também o nosso trabalho cresça muito entre vós, de acordo com a nossa esfera de atuação, 16 para anunciar o evangelho nos lugares além de vós, e não em campo de atuação de outro, para não nos gloriarmos no que já estava pronto. 17 Quem, porém, se gloria glorie-se no Senhor. 18 Pois quem se recomenda a si mesmo não será aprovado, mas sim aquele a quem o Senhor recomenda.
Os melhores músicos que apareceram aqui na igreja, ditos bons na execução de seus instrumentos, não conseguiram permanecer. Esbarraram em fatos que os impediram de prosseguir. Não foi falta de oportunidade ou apoio.
Tocar ou cantar bem deve ser o alvo perseguido por todos os músicos. No entanto, não é tudo que um ministro de louvor precisa para ser aprovado.
Quero apresentar a vocês apenas alguns fatores começando com a letra c, uma vez que parece uma letra comum entre aqueles que estão envolvidos no louvor. Exemplos: cantar, compor, controle, contrabaixo, contralto, etc.
Para sermos aprovados como equipe ou indivíduos no ministério de louvor é necessário seguirmos disciplinarmente estes aspectos:

Caráter
São as qualificações morais que uma pessoa possui. Isso lhe dá ou tira a autoridade. Trata-se da nossa identidade pessoal adquirida ao longo dos anos. Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter. O talento educa-se na calma, o caráter no tumulto da vida.
Podemos possuir um bom caráter sendo um bom observador dos referencias ao nosso lado – seguindo seus exemplos;
1Pedro 2:21 Para isso fostes chamados, pois Cristo também sofreu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais os seus passos.
Filipenses 3:17 Irmãos, sede meus imitadores e prestai atenção nos que andam conforme o exemplo que tendes em nós;
Podemos também possuir um bom caráter passando pela escola do dissabor e do sofrimento, bem como, das punições que nos são impostas pelas circunstâncias ou pessoas que exercem autoridade sobre nós.
1Timóteo 4:12 Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fiéis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza.
É incoerente uma pessoa de caráter leviano querer se “exibir” na igreja. Aqueles que levam seu caráter dentro de uma vida disciplinada não estão se “exibindo” nos cultos, mas estão adorando ao Criador, bem como levando a igreja a um verdadeiro espírito de adoração que agrada o coração de Deus.
As mais belas qualidades, dons e talentos, tornam-se inúteis, quando a força do caráter não lhes dá sustentação: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” (Salmos 11:3).

Compromisso
Pacto, acordo, obrigação e endividamento para com uma equipe ou pessoa. No nosso caso, o forte motivador para isso é o amor: “Não fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8).
Quero que cada um de nós respondamos essa pergunta do apóstolo Paulo como se fosse dirigida a nós: “O que desejais? Devo ir visitar-vos com disciplina, ou com amor e gentileza?” (1Coríntios 4:21). Qual a melhor forma de servir?
Jesus, o maior exemplo: “a exemplo do Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28).
A realidade se forma em volta do compromisso. Uma equipe forte só existe debaixo de um alto grau de comprometimento.
Para Deus não se pode fazer qualquer coisa ou de qualquer jeito: “Maldito quem fizer a obra do SENHOR de forma negligente” (Jeremias 48:10).
Diante disso: “Pensemos em como nos estimular uns aos outros ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).

Comunhão
Vem da palavra grega Koinonia, que significa “uma associação que envolve relações mútuas próximas e envolvimento -  associação íntima, companheirismo”.
Na igreja a comunhão é resultado de uma relação perfeita com o propósito de Deus: “mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1João 1:7). Isto significa que poderá acontecer conflitos, mas serão superados.
A igreja primitiva começou com essa marca: “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). A comunhão serve de motivador, pois é melhor serem dois do que um.
A comunhão não deve ser restrita aos membros do ministério de louvor, mas aos demais membros da igreja, bem como, os líderes. Muitas vezes, temos visto pessoas com medo da liderança. Líder é gente, merece ser respeitado, mas não temido.
O apóstolo Paulo recomenda uma vida de completa comunhão visando o bem estar da comunidade: 1 Ts 5:11 Por isso, aconselhai-vos e edificai-vos mutuamente, como de fato já estais fazendo. 12 Irmãos, pedimos que deis o devido respeito aos que trabalham entre vós, que vos presidem no Senhor e vos aconselham; 13 e os tenhais em grande estima e amor, por causa do trabalho que realizam. Tende paz entre vós. 14 Irmãos, nós também vos exortamos a aconselhar os indisciplinados, consolar os desanimados, amparar os fracos e ter paciência para com todos. 15 Cuidem para que ninguém retribua o mal com o mal, mas segui sempre o bem uns para com os outros e para com todos. 16 Alegrai-vos sempre. 17 Orai sem cessar. 18 Sede gratos por todas as coisas, pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 19 Não apagueis o Espírito; 20 não desprezeis as profecias, 21 mas, examinando tudo, conservai o que é bom. 22 Evitai tudo que é mau. 23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente, e o vosso espírito, alma e corpo sejam mantidos plenamente irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Quem vos chamou é fiel, e ele também o fará.

Crescimento
Todos os seres vivos aumentam de tamanho desde o seu nascimento até atingirem as dimensões máximas características de cada espécie, que dependem igualmente das condições ambientais. É a esse processo de aumento natural de tamanho que se chama crescimento individual. Se não houver crescimento é necessário diagnosticar o problema.
O apóstolo Paulo diz que o crescimento é produzido por Deus em cooperação com o investimento do homem: “Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento” (1Coríntios 3:6). No ministério no qual nos inserimos, deve haver uma mútua cooperação para o crescimento. Jesus é a cabeça nesse corpo, nós somos membros que crescemos individualmente e, por consequência, coletivamente: “seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).
Para que haja crescimento e frutificação é necessário que o coração seja quebrantado e pré-disposto: “Mas outras sementes caíram em terra boa. Brotaram, cresceram e deram fruto; e um grão produziu outros trinta; outro, sessenta; e outro, cem” (Mc 4:8).

Conclusão: Qual é o seu grau de comprometimento com a qualidade e funcionalidade da equipe onde você está inserido? Há em sua vida algo que precisa ser melhorado para favorecer o bem comum da equipe?
Não se pode servir verdadeiramente sem amar. O amor é o sentimento-fonte de todo comportamento que leva em consideração o bem e a paz de si e do próximo. A qualidade própria de todo serviço deve ser a humildade. Não se pode servir bem sem uma sincera humildade, que consiste em colocar-se em atitude de menor diante da pessoa que consideramos alvo do nosso serviço. A humildade alimenta em nós um coração desapegado da tentação de fazer-nos proprietários da pessoa a quem servimos, e do serviço que nos dispomos a prestar.

Igreja Presbiteriana Renovada em São José/SC
Ministrante: Pr. Wanderley da Silva
Aos Ministros de louvor
18 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como se Livrar de Um Mau Casamento | Editora Ultimato

Há momentos na vida em que tudo parece perdido dentro de casa. Sentimos que perdemos o controle dos filhos; estes se sentem abandonados por nós, acusando-nos de trabalhar demais. De repente, achamos que não conhecemos mais nosso cônjuge, com quem vivemos há tantos anos. Entramos em crise. Pensamos em voltar para a “casa do papai”, embora já estejamos quase na meia-idade. Percebemos o ridículo da idéia. Mas ela está lá. Queremos desistir da vida de adultos. Síndrome de Peter Pan. Sentimo-nos falidos. Sentimos nossos sonhos familiares, relacionais, falidos. Nessa hora, Como se Livrar de Um Mau Casamento pode nos ajudar. Seu texto nos infunde concreta esperança —uma esperança informada: lança luz sobre nossas mazelas familiares, luz essa apoiada em análises e conselhos que podem mudar nossa forma de ver nossa própria situação. Muitas vezes, é só o que precisamos: uma nova ótica para nossos processos mentais já viciados e zangados. Um jeito de lançar um novo olhar sobre nossas dificuldades e potenciais.


Como se Livrar de Um Mau Casamento | Editora Ultimato

sábado, 21 de janeiro de 2012

Deus Está Interessado no Seu Divórcio


Livro: Deus está interessado no seu divórcio

Sou apaixonado pelos bons livros. No momento estou lendo um livro que ao citar seu título para uma pessoa ela quase "caiu de queixo". Trata-se de um livro digital, comprado e baixado instantaneamente. Trata de um assunto interessante: Deus está interessado em seu divórcio. Estou apaixonado pelo livro, pois é daqueles que a gente não quer parar de ler. 
O assunto do divórcio não pode ser discutido apenas por opiniões ou posições teológicas ou sociológicas. Por quê? Em razão da palavra de Deus. A questão não pode ser apenas discutida como errado ou certo. A realidade que leva ao divórcio é muito diversificada, é a soma de desapontamentos, desgastes, falta de perdão, culpa, descuido com a vida espiritual e de outros fatores e atitudes. A questão é que Deus não aprova o divórcio e nem um segundo casamento, porque ele mesmo diz que odeia o divórcio (Malaquias 2:14), mas permite aos seus filhos escolherem o caminho a seguir. Este é o livre-arbítrio dado ao homem. 
Qualquer que seja o caminho, Deus não vai deixar de amar ou de oferecer ajuda a você. O fato é que Deus tem o poder de restaurar. Contudo, se o casamento já foi desfeito, Deus pode transformar o novo momento em algo bom. Por quê? Porque Deus tem habilidade de transformar as coisas que não deveriam ter acontecido em algo que poderá glorificar o nome do d’Ele. Lembra de Davi e Bate-Seba? O valor do casamento é imensurável, tanto que Deus disse que apenas a morte poderia separar marido e mulher. O casamento é o instrumento de Deus para o homem e a mulher aprenderem sobre o relacionamento de Cristo e a igreja. Somente pessoas casadas podem experimentar em vida, simbolicamente, o significado desta união dentro do casamento. Geralmente, o homem é aquele que quer desistir do casamento. A mulher quando procura o divórcio são por motivos bem diferentes em relação às razões do homem. Quando alguém se pergunta: “- Até quando eu tenho que suportar meu casamento?” é porque está realmente considerando a opção do divórcio como possível passo para resolver o problema. Os filhos são, sem dúvida, os que mais sofrem com todo este processo. 
Todos os dias nós precisamos de orientação para as escolhas que temos que fazer, dia após dia, as situações exigem de nós uma decisão. Por que viver ansioso e preocupado? Deus promete ajuda! “Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês.” (1 Pedro 5:7 NTLH). Antes de criar um problema maior, entregue o atual nas mãos de Deus.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Poder da Língua

A morte e a vida estão no poder da língua (Prov l8; 21). 
Precisamos de tomar cuidado para não desonrarmos ao Senhor com as nossas palavras; é que por meio delas seremos justificados ou condenados (Mat 12; 36,37).
A velha natureza está sempre activa em nós, se não vigiarmos. Temos necessidade da exortação do apóstolo Paulo para não provocarmos, para não sentirmos inveja, para não julgarmos os outros.
Como estamos prontos para falar mal, e mesmo murmurar uns contra os outros, em vez de actuarmos com graça, reconhecendo as nossas faltas e sobretudo orarmos uns pelos outros (Gál 5; 26, Rom 14; 3, Tiago 4; 11 e 5; 9-16).
No tocante aos nossos pensamentos e sentimentos mútuos, devemos seguir igualmente o exemplo deixado pelo Senhor Jesus Cristo. Devemos ser submissos (sujeitos) uns aos outros, revestidos de humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo (Col 3; 12, 13).


«Revesti-vos, suportai-vos, perdoai-vos»
O revestimento (vestir de novo) o novo homem, a nova criatura não é algo que o crente deva construir pelo seu próprio poder. A sua nova identidade toma forma à medida que vai conhecendo melhor ao Senhor. O bom relacionamento do crente com Ele, torna-o apto e pronto a ser tolerante, a perdoar e a amar de verdade.
«Aquele que diz que ama a Deus e aborrece a seu irmão é mentiroso» (I Jo 4; 20). Aquele que diz que não pode perdoar, está a condicionar a acção do Espírito Santo.

«Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração…» (Tiago 1; 26).
Como cidadãos de uma pátria celestial, somos chamados à prática de uma conduta santa e ao exercício de uma linguagem sã que promova a edificação.
Há quem se glorie em proferir disparates!
A língua é um instrumento de grande poder, ela pode afectar a nossa vida, ela é como um fogo que descontrolado pode causar uma grande tragédia. E a tragédia é que todos temos uma língua que instila veneno, que nem sempre sabemos usar e que nenhum homem pode domar (Tiago 3; 8).
O esforço humano por si só não é suficiente. Ela só pode ser controlada pelo poder de Deus.
Não ignoremos que as más conversações, a blasfémia, o mexerico, a malícia, a mentira, o juramento falso, têm o poder de arruinar, manchar, e corromper todo o carácter moral de uma pessoa ou comunidade.
Os crentes são aconselhados a despojar-se de atitudes e emoções conducentes a uma linguagem destrutiva.
A ira, a cólera, e a malícia são panelas de pressão que rebentam em palavras que magoam e destroem.
Assim, toda a linguagem que ameace destruir o ser humano deve ser evitada, mesmo extirpada.

Na comunidade cristã, convém que sejamos de um mesmo sentimento, pois se assim não for, como podemos cooperar uns com os outros e promover a edificação do Corpo de Cristo?Amar o nosso próximo, passa, implicitamente, por respeitá-lo ainda que com os seus pontos de vista porventura diferentes do nosso e orar por ele. Senão vejamos mais uma vez o conselho da Palavra de Deus em I Pedro 3.8-10.Cuidado! Pagar com a mesma moeda, responder à letra, tornar mal por mal, não é de modo nenhum prerrogativa do verdadeiro filho de Deus. Rom.12. 9-21,mas antes da criatura sem Deus.
Sejam sempre agradáveis as nossas palavras, visando a paz, a união e a felicidade de todos.


Refrigério Edição n.º 118 - Setembro/Outubro 2007
Autoria: Samuel da Silva Oliveira

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Sucesso da Igreja Depende da União dos Membros

O SUCESSO DA IGREJA DEPENDE DA UNIÃO DE SEUS MEMBROS
2 Rs 10:15
Cada pessoa possui uma história escrita com lágrimas, alegrias, falhas, coragem, timidez, ousadia, insegurança, sonhos, sucessos e frustrações. Somos distintos na obra da criação, uma vez que somos seres pensantes, dotados de inteligência, sentimento e vontade. Feitos à imagem e semelhança de Deus, possuindo espírito, alma e corpo não podemos ignorar as reais necessidades em cada área da vida para que não retrocedamos, mas avancemos sempre. A falta de maturidade e firmeza naquilo que conquistamos leva-nos a focarmos mais uma área do que a outra e vez por outra desprezamos áreas da vida sendo indisciplinados.
Exemplo: (1) não posso deixar de buscar a Deus, isto é, de congregar para alimentar meu espírito, porque estou cuidando do bem-estar do corpo. (2) não posso ficar visitando igrejas todos os dias deixando de atender à família. Temos que estar ligados a uma Igreja que já nos é suficiente – pois Deus não se limita a esta ou aquela igreja, mas quem dá as diretrizes para o agir de Deus somos nós mesmos.
Por causa disso podemos ter exemplos de pessoas que se deram mal. Jesus afirmou: “que adianta o homem ganhar o mundo e perder a sua alma?” (Mt 16:26).
I - A MALDIÇÃO DA DESUNIÃO
“Pluralidade que não se reduz à unidade é confusão; unidade que não depende de pluralidade é tirania” (Blaise Pascal).
O próprio Jesus falou que uma casa dividida não prospera, mas vai cair na ruína: “Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá” (Lc 11:17).
O nosso dever de afastamento daqueles que se desviaram da verdade é muito mais bíblico do que a busca pela unidade a qualquer custo: "E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles" (Rm 16:17). Essa admoestação não se dirige à observação somente dos "hereges", mas também contra os que promovem "dissensões" doutrinárias, "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples" (Rm 16:18).
II - A BÊNÇÃO DA UNIÃO
O próprio Deus dá uma declaração que quando o ser humano se une num mesmo propósito não haverá dificuldade em atingir os objetivos: “Eis que o povo é um, e todos
têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (Gn 11:6).
Paulo roga pelo amor de Deus que sejamos unidos: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1:10).
Orando ao Pai, Jesus disse: "Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós... E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17:11, 20 e 21). Essa idéia de unidade do corpo de Cristo resulta da idéia central da Tri-Unidade de Deus. Por isso que o apóstolo Paulo declarou: "Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão" (1 Coríntios 10:17).
A unidade do Corpo de Cristo permite a união dos desiguais: "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos... E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo" (1 Co 12:13-14 e 19-20). Paulo assim escreve para demonstrar que cada membro do corpo é diferente um do outro, mas forma uma unidade: uns são mãos, outros, pés, outros olhos, assim por diante - não somos todos apenas um membro do corpo, mas vários membros formando um só corpo: "E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários;... Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele" (vs. 21-22; 25-26).
III - UMA QUESTÃO DE ESFORÇO
A unidade deve ser buscada mesmo que mediante o esforço. "Esforçai-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz" (Ef.4.3). A palavra vínculo significa nó ou tudo o que estabelece ligação. Nós, como cristãos, precisamos enfatizar os nossos vínculos acima das nossas diferenças. O mesmo Senhor, o mesmo Espírito, o mesmo batismo, a mesma fé, a mesma esperança, tudo isso são vínculos que nos unem. São os fundamentos do cristianismo. Não devemos nos separar por causa de questões tão menores do que o amor de Cristo.
Muitas vezes, os irmãos começam a promover disputas e contendas entre si. Isso, além de ser destrutivo, desvia o cristão de seu papel espiritual. Paulo diz que "a nossa luta
não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso e contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais" (Ef.6.12). Se os irmãos guerrearem entre si, ou se omitirem no quesito unidade, estarão dando trégua na guerra contra Satanás e, assim, só ele ficará satisfeito.
CONCLUSÃO: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre" (Salmos 133).

quarta-feira, 7 de maio de 2008

CONCORDANDO COM DEUS

Amós 3:3/Gênesis 5:24 

INTRODUÇÃO: Todos desejam andar com Deus. Como andar efetivamente com Ele? Para se andar com Deus é preciso estar de acordo com Ele: dizendo o que Ele diz, sendo o que Ele quer e fazendo o que Ele ordena. Observe Números 23:19, 20 – “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar”- temos que ter essa consciência, então será fácil concordar com Ele. Concordância com Deus é sinônimo de fé: “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:5,6). 

TRANSIÇÃO: Amós 3:3 fala da dificuldade que há se não houver acordo, assim como não é provável que dois homens se encontrem num deserto sem caminhos. Caso estejam andando juntos, pode-se concluir com segurança que assim está acontecendo por terem feito essa combinação. Gênesis 5:24 fala-nos de um homem chamado Enoque que andou com Deus em perfeito acordo com Deus e por isso foi arrebatado, tornando-se assim um exemplo para a igreja que será arrebatada – por viver de acordo com Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21). “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre” (I Jo 2:17). 

 1. SOMOS O QUE DEUS DIZ QUE SOMOS 
 · O Diabo tenta nos convencer de que somos maus, somos um fracasso, somos covardes, maus cristãos: “Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite” (Ap 12:10). 
 · Deus diz que somos seus filhos: “e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Co 6:18). Este é um privilégio que devemos reconhecer: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele” (1 Jo 3:1). 
 · Deus diz que somos novas criaturas: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17). 
 · Deus diz que somos mais que vencedores: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8:37). 
 · Se Deus nos justifica, ousará alguém nos acusar se somos os eleitos de Deus? E ainda, se o próprio Cristo morreu pelos fiéis, ressurgiu por eles, e agora, à direita de Deus, é o seu constante Advogado, haverá força que possa partir os laços de amor que prendem o Salvador aos salvos? Não pode haver acusação contra eles, nem pode haver dissolução dos laços redentores – sou o que Deus diz que sou. · Use a sua boca para discordar do Diabo e concordar com o Deus, todo-poderoso. 

 2. TEMOS O QUE DEUS DIZ QUE TEMOS 
 · O Diabo tenta nos convencer que não somos nada, que nosso nome não vale nada, que somos fracos, que não temos autoridade. 
 · Deus diz que eu tenho o seu nome: “E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas...” (Mc 16:17). 
 · Deus diz que eu tenho a sua natureza: “E porei em vós o meu espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra, e sabereis que eu, o Senhor, disse isto, e o fiz, diz o Senhor” (Ez 37:14). “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Ef 1:13).
 · Deus diz que eu tenho poder: “Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Tm 1:7). Este termo “poder” significa ser competente, forte e poderoso; ser apto para fazer alguma coisa; poder moral e excelência de alma. 
Veja a declaração de Jesus em João 10:10 – “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. O termo abundância expressa algo que excede algum número, medida, posição ou necessidade. 
 · Deus diz que eu tenho vitória: “Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento” (2 Co 2:14). A expressão “conduz em triunfo” traz a mente do apóstolo o costume antigo de conduzir em marcha triunfal os adversários vencidos. Assim, alegra-se ele por ser o crente "conduzido em triunfo" por Cristo. 
 · Devemos tomar posse de tudo isso, tal como Josué e Calebe, devemos tomar posse das bênçãos de Deus – pela fé. 

 3. PODEMOS O QUE DEUS DIZ QUE PODEMOS 
 · Temos capacidade espiritual para fazer o que Deus diz em sua Palavra: “Porque a palavra de Deus é [viva e eficaz], e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). 
 · Temos condições de dar testemunho com poder: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1:8). 
 · Temos condições de expulsar os espíritos malignos: “E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios” (Mc 16:17). 
 · Podemos transmitir cura ao doente: “E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados” (Mc 16:18). 
 · Veja a lista de nossas possibilidades dada por Jesus: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça daí” (Mt 10:8).

 CONCLUSÃO: Devemos evitar o grande erro de agir conforme o que diz nosso sentido, a ciência, o Diabo, ou as pessoas pessimistas e incrédulas. Temos que discordar do Diabo e concordarmos com Deus, veja o que Paulo declarou: “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31).