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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Palavras - Vida ou Morte



A comunicação pode dar vida ou matar um relacionamento. 
As palavras podem se tornar instrumento de cavar sepulturas, ou de construir palanques para as pessoas ao nosso redor. 
Podem derrubar, ou promover. 
Podem construir muralhas, ou pontes. 
Podem repelir, ou atrair. 
Podem esfriar, ou esquentar um relacionamento. 
Podem machucar, ou curar. 
As palavras podem ser medicina ou veneno, instrumento de encorajamento ou arma de destruição. 
A vida e a morte estão no poder da língua.
“O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumenta o saber. O entendimento é uma fonte de vida para quem o possui, mas a tolice é o castigo dos insensatos. O coração do sábio instrui sua boca e aumenta em seus lábios o conhecimento. Palavras suaves são como favos de mel, DOÇURA PARA A ALMA e SAÚDE PARA O CORPO. Há um caminho que parece direito para o homem, mas o fim dele conduz à morte. O apetite do trabalhador trabalha por ele, pois sua fome o motiva. O homem sem escrúpulos causa o mal, e nos seus lábios há algo como um fogo devorador. O perverso espalha contendas, e o difamador separa amigos íntimos” (Provérbios 16:21-28).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vencendo o vocabulário perverso


O VOCABULÁRIO PERVERSO

O Senhor Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6:43). A fala é uma faculdade distinta do ser humano (os animais não falam). É a expressão do nosso espírito. Com ela expressamos nossas reações, sentimentos, idéias, desejos, pensamentos e etc., ainda mais, o modo, o tom, com o que falamos normalmente refletem o nosso estado de ânimo, o estado do nosso interior.
Já que a fala é a nossa expressão mais importante, a maioria dos pecados que cometemos com a boca. E muitos outros são acompanhados por uma expressão verbal.

I. UM SINTOMA DE DECADÊNCIA
A decadência moral e espiritual da presente geração se faz evidente pela forma corrente do vocabulário. O vocabulário utilizado hoje em dia, tanto por homens, quanto por mulheres, sejam adultos, crianças ou velhos, é um sintoma inconfundível da deterioração dos bons costumes e da pureza de espírito. Ao mesmo tempo é um testemunho eloqüente daquilo que impera no interior dos homens: a insolência, a irreverência, a agressividade, o pessimismo, a derrota, a leviandade, a ironia, a vacuidade (estar vazio) e etc.

II. O VOCABULÁRIO DO VELHO HOMEM QUE REJEITAMOS (Cl 3:8-9; Ef 4:29)
Consideremos alguns pecados mais comuns que cometemos com a boca, aos quais devemos chamar PECADO e dos quais devemos arrepender-nos, rejeitando-os definitivamente:
(a) Blasfêmias, insultos, palavras más, grosserias (Cl 3:8). Seja contra Deus ou contra nosso próximo, ou simplesmente proferi-la, dirigi-la a alguém em particular. Paulo disse em 1ªCo 5:11 que o maldizente deve ser cortado da comunhão da Igreja.
(b) Conversações, contos e piadas obscenas, palavras desonestas (Ef 5:3-4) “Nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos”. Ver Fp. 4:8.
(c) Ofensas, expressões que ferem, palavras ásperas, gritarias (Tg 3:2-12). Ou ainda Mt 5:22 e Cl 3:8.
(d) Escárnios, sarcasmos (ironia), brincadeiras vãs (Sl 1:1; Pv 3:34). A gozação é uma expressão generalizada no nosso meio . São poucos os que têm conhecimento de que deve ser rejeitada e retirada do meio do povo de Deus. A gozação é DANOSA, não flui do Espírito Santo, é obra da carne, pois não brota do amor para com a pessoa que eu estou gozando. AO FAZÊ-LO, O ESPÍRITO SE APAGA EM NÓS, causamos dano à pessoa afetada e espalha a leviandade e tolice no ambiente. Alguém disse: “Ria-se de ti mesmo, ria-te com os outros, mas nunca ria de outros”. Ver Lc 19:14. As brincadeiras vãs e gozações, além de não produzir nenhum crescimento em nós, quebra o padrão de santidade, deixando-nos sensíveis (próximos) ao pecado.
(e) Intrigas, murmurações, difamações, calúnias.
Intriga: é falatório, conto ou notícia, seja certa ou falsa, com que se procura trazer inimizades de uns com os outros (Lv 19:16)
Murmuração: é insatisfação. Falta de gratidão. (Fp 2:14; 1ªPe 4:9)
Difamação: é uma conversa que subtrai a honra ou o bom nome de uma outra pessoa. É desacreditar, deteriorar sua imagem.
Calúnia: é acusação falsa e maliciosa feita com o propósito de causar dano (Sl 15:3). Estes quatro termos, ainda que sejam similares, não são idênticos; Todos procedem do mesmo espírito, que é fazer dano ao próximo, seja que estejamos conscientes disto ou não. É pecado que atenta contra a vida do outro. Somos responsáveis diante de Deus não somente de não cometê-lo, mas também de não ESCUTÁ-LO. Sl 15:3: “Nem admite injúria contra o seu vizinho” (na origem).
(f) Queixas, resmungos, protestos, lamentações. A queixa é uma das notas mais dominantes do vocabulário do homem. Qualquer razão, válida ou não, é ocasião para queixar-nos. A queixa reflete derrota interior ante as situações que se nos apresentem na vida. Longe de solucionar nossos problemas, torna-nos maiores ainda afundando-nos em mau-humor, a depressão e o desânimo; Apaga o espírito em nós, e nos faz perder o gozo e a fé. Deus nos firma em Rm 8:28 que “Todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Portanto devemos sempre dar graças...(Ef 5:20)
(g) Tolices, estupidez, leviandade (Pv 15:14; Ef 5:4; Mt 12:36)

III. APRENDENDO A FALAR DE UMA MANEIRA NOVA
Se da abundância do coração fala a boca, ter um novo coração, significa também, ter um novo vocabulário. “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem” (Lc 6:45). Ao convertermos a Cristo, não somente mudamos o conteúdo, o tom e o espírito de nossas conversações, sua intenção, seu tom e etc.

Há quatro princípios que devem reger nossas conversações:
a) Tudo que dizemos deve ser para edificação (Ef 4:29). O conteúdo, o tom e o espírito com o que falamos deve edificar quem nos houve, qualquer que seja o tema sobre o qual estamos falando.
b) Toda conversação deve ser feita em nome do Senhor Jesus (Cl 3:17). Nome significa a revelação do seu ser, de sua pessoa, de sua natureza. Tudo o que dizemos deve revelar a natureza e o caráter de Jesus. De fato, toda a palavra que pronunciamos, ou é na carne, ou no espírito. Se é na carne, revela o meu caráter e pessoa, se é no espírito, revela o caráter e pessoa de Jesus. Toda vez que abro a boca para falar, Cristo deve ser revelado; Seu amor, sua paz, sua pureza, sua paciência, sua justiça, seu propósito e etc.
c) Tudo o que dizemos deve ser com graça (Cl 4:6). Um pouco de sal faz apetitosa e aceitável uma comida. Uma palavra dita com graça é melhor recebida pelos demais. A chave para ter graça é a humildade.
d) A nota dominante da nossa conversação deve ser sempre a fé. Ante todas as circunstâncias, ainda nas mais dolorosas, essa nota de fé sempre deve estar presente. Não uma expressão religiosa e superficial, não aparência e sim essência. Uma convicção profunda em nosso espírito. O tom de nossas palavras revela se estamos por cima ou por baixo das circunstâncias. revela se há derrota ou vitória em nosso interior. Ver 1 Ts 5:18.

IV. NOSSA BOCA COMO INSTRUMENTO DE DEUS. Rm 6:13
(a) Ensinando, exortando, animando (Cl 3:16)
(b) Orando sem cessar (1ª Ts 5:17)
(c) Cantando louvores (Ef 5:19; Cl 3:16)
(d) Dando sempre graças por tudo (Ef 5:20)
(e) Pregando em todo tempo, comunicando o evangelho (2ª Tm 4:2; Cl 4:5)
(f) Proclamando a verdade (Ef 6:17)
(g) Falando em novas línguas (1ª Co 14:18)

“AS PALAVRAS DO MEU LÁBIO, E O MEDITAR DO MEU CORAÇÃO, SEJAM AGRADÁVEIS NA TUA PRESENÇA, SENHOR, ROCHA MINHA E REDENTOR MEU” Sl 19:14

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Obediência no Falar | Artigos | Chamada

A Obediência no Falar | Artigos | Chamada: Uma pesquisa entre jovens alemães a partir de 14 anos revelou que as pessoas engendram alguma mentira a cada oito minutos. O mais difícil para nós realmente é obedecer com a língua, não é mesmo? Uma língua que não está sob o domínio do Espírito Santo anula qualquer ministério espiritual: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26). Clique no título e leia na íntegra.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Malignidade da Língua Desenfreada

A MALIGNIDADE DA LÍNGUA DESCONTROLADA

TEXTO: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16 RC)

1 – DIFAMAR O PRÓXIMO
- “O escorpião carrega o veneno na ponta da cauda; o difamador carrega o veneno na ponta da língua”;
O que é difamação: tirar a boa fama ou crédito; desacreditar publicamente; caluniar; falar mal; tirar a reputação; falar mal dos outros injustamente (sem conhecimento de causa).
Davi lamentou: “Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia” (Salmos 35:11 RC);
O linguarudo sempre acha motivo para falar: “Porquanto veio João, não comendo, nem bebendo, e dizem: Tem demônio. Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores” (Mateus 11:18, 19 RC).
A Bíblia afirma que difamar é ferir com a língua: “Então, disseram: Vinde, e maquinemos projetos contra Jeremias; porquanto não perecerá a lei do sacerdote, nem o conselho do sábio, nem a palavra do profeta; vinde, e firamo-lo com a língua e não escutemos nenhuma das suas palavras” (Jeremias 18:18 RC).
Alguém pode ferir uma pessoa sem nunca lhe encostar nada físico. As feridas produzidas pela língua nenhum médico poderá curá-las.
Observe esta forte verdade: “o difamador carrega o diabo na língua; aquele que gosta de dar ouvidos ao difamador carrega o diabo no ouvido”;

2. FALSO TESTEMUNHO
p    Falar o que é falso, mentiroso: “Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu deleite” (Provérbios 12:22 RC);
Não há nada mais contrário a Deus do que a mentira - O Pai é verdadeiro: “Sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso, como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras e venças quando fores julgado” (Romanos 3:4 RC); O Filho é verdadeiro: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6 RC); O Espírito Santo é verdadeiro: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim” (João 15:26 RC);
A mentira nunca vai sozinha – uma puxa a outra: “Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim” (Salmos 42:7 RC);
Quando há mentira na língua, Satanás está dominando o coração: “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?” (Atos 5:3 RC);
Este pecado provoca a ira de Deus: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Apocalipse 22:15 RC).
p     Testemunhar o que é falso, mentiroso: “Martelo e espada e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo” (Provérbios 25:18 RC)
Não ficará impune: “A falsa testemunha não ficará inocente; e o que profere mentiras não escapará” (Provérbios 19:5 RC).
O falso testemunho é prejudicial: a pessoa do próximo; aquele que dá ouvidos e o que pratica;
Diógenes afirmou: “de todas as feras selvagens, a calúnia é a pior”.
Ilustração: Um homem foi acusado por duas testemunhas: a primeira disse: “se não for verdade quero morrer queimado”; a segunda disse: “se não for verdade quero ficar cego”. Num prazo de um ano: a primeira morreu num incêndio; a segunda ficou cega.

CONCLUSÃO: Receba o conselho de Paulo: “Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido” (Romanos 10:8-11 RC).

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Poder da Língua

A morte e a vida estão no poder da língua (Prov l8; 21). 
Precisamos de tomar cuidado para não desonrarmos ao Senhor com as nossas palavras; é que por meio delas seremos justificados ou condenados (Mat 12; 36,37).
A velha natureza está sempre activa em nós, se não vigiarmos. Temos necessidade da exortação do apóstolo Paulo para não provocarmos, para não sentirmos inveja, para não julgarmos os outros.
Como estamos prontos para falar mal, e mesmo murmurar uns contra os outros, em vez de actuarmos com graça, reconhecendo as nossas faltas e sobretudo orarmos uns pelos outros (Gál 5; 26, Rom 14; 3, Tiago 4; 11 e 5; 9-16).
No tocante aos nossos pensamentos e sentimentos mútuos, devemos seguir igualmente o exemplo deixado pelo Senhor Jesus Cristo. Devemos ser submissos (sujeitos) uns aos outros, revestidos de humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo (Col 3; 12, 13).


«Revesti-vos, suportai-vos, perdoai-vos»
O revestimento (vestir de novo) o novo homem, a nova criatura não é algo que o crente deva construir pelo seu próprio poder. A sua nova identidade toma forma à medida que vai conhecendo melhor ao Senhor. O bom relacionamento do crente com Ele, torna-o apto e pronto a ser tolerante, a perdoar e a amar de verdade.
«Aquele que diz que ama a Deus e aborrece a seu irmão é mentiroso» (I Jo 4; 20). Aquele que diz que não pode perdoar, está a condicionar a acção do Espírito Santo.

«Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração…» (Tiago 1; 26).
Como cidadãos de uma pátria celestial, somos chamados à prática de uma conduta santa e ao exercício de uma linguagem sã que promova a edificação.
Há quem se glorie em proferir disparates!
A língua é um instrumento de grande poder, ela pode afectar a nossa vida, ela é como um fogo que descontrolado pode causar uma grande tragédia. E a tragédia é que todos temos uma língua que instila veneno, que nem sempre sabemos usar e que nenhum homem pode domar (Tiago 3; 8).
O esforço humano por si só não é suficiente. Ela só pode ser controlada pelo poder de Deus.
Não ignoremos que as más conversações, a blasfémia, o mexerico, a malícia, a mentira, o juramento falso, têm o poder de arruinar, manchar, e corromper todo o carácter moral de uma pessoa ou comunidade.
Os crentes são aconselhados a despojar-se de atitudes e emoções conducentes a uma linguagem destrutiva.
A ira, a cólera, e a malícia são panelas de pressão que rebentam em palavras que magoam e destroem.
Assim, toda a linguagem que ameace destruir o ser humano deve ser evitada, mesmo extirpada.

Na comunidade cristã, convém que sejamos de um mesmo sentimento, pois se assim não for, como podemos cooperar uns com os outros e promover a edificação do Corpo de Cristo?Amar o nosso próximo, passa, implicitamente, por respeitá-lo ainda que com os seus pontos de vista porventura diferentes do nosso e orar por ele. Senão vejamos mais uma vez o conselho da Palavra de Deus em I Pedro 3.8-10.Cuidado! Pagar com a mesma moeda, responder à letra, tornar mal por mal, não é de modo nenhum prerrogativa do verdadeiro filho de Deus. Rom.12. 9-21,mas antes da criatura sem Deus.
Sejam sempre agradáveis as nossas palavras, visando a paz, a união e a felicidade de todos.


Refrigério Edição n.º 118 - Setembro/Outubro 2007
Autoria: Samuel da Silva Oliveira