Mostrando postagens com marcador ministro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ministro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mensageiros Responsáveis

SE QUISERMOS AGREGAR MULTIDÕES NÃO SERÁ COM A PREGAÇÃO GENUÍNA, POIS MUITOS NÃO ACEITAM O CONFRONTO DOS SEUS PECADOS. O PREGADOR TEM QUE POSSUIR COMPROMISSO NÃO É COM O NÚMERO, MAS COM A VERDADE. ONDE A MULTIDÃO ESTÁ CORRE-SE O RISCO DE NEGOCIAR A VERDADE QUE MEXE NAS FERIDAS, E OFERECER UM ANESTÉSICO QUE NÃO TRANSFORMA, APENAS AMENIZA E ENGANA. QUEM DÁ O CRESCIMENTO, NÃO O INCHAÇO, É DEUS. TODO CRESCIMENTO SEGUE A LEI DO DESENVOLVIMENTO PAULATINO, PORTANTO, O QUE CRESCE MUITO RÁPIDO É DOENÇA. NÃO QUEIRA UMA IGREJA INCHADA, MAS SADIA. NÃO NEGOCIE A VERDADE, PORQUE É DELA QUE DARÁS CONTA. NÃO SE ASSUSTE, NEM SE ILUDA COM O ALHEIO, CADA UM DEVE SER RESPONSÁVEL DIANTE DE DEUS.

"PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE" (2TM 2.15).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Um teólogo zeloso - Richard Baxter


O Zelo de Richard Baxter

 

Erroll Hulse

Esboçarei a vida de Richard Baxter e, em seguida, destacarei o seu zelo, expresso em sua extraordinária obra pastoral, em Kidderminster, e em seu clássico The Reformed Pastor (O Pastor Aprovado).

Um esboço de sua vida

Richard Baxter nasceu em 1615. Diferentemente da maioria dos famosos ministros puritanos, Baxter não desfrutou de estudos nas universidades de Oxford ou Cambridge. Ele estudou na modesta Escola Pública Donnington. Depois, foi um autodidata. Leitor ávido, Baxter estudou amplamente vários assuntos. Deste modo, tornou-se um homem de excepcional conhecimento e habilidade para debates. Foi ordenado diácono pelo bispo de Worcester, em 1638. Por breve tempo (1641-1642), Baxter trabalhou como preletor e co-pastor em Kidderminster. Em 1642, o país se envolveu em guerra civil. Baxter serviu como capelão no Exército do Parlamento até 1647, retornando a Kidderminster como pastor. Ali, ele trabalhou até 1661. Estes 14 anos, em que teve a idade de 32 a 46 anos, foram notáveis por causa da transformação espiritual operada na cidade. Aquele município foi tão abençoado que se tornou um referencial na história evangélica da Inglaterra.

Quase no fim de seu ministério em Kidderminster, uma viúva chamada Mary Hanmer veio morar na cidade, a fim de obter benefícios do ministério de Baxter. Ela estava acompanhada de sua filha Margaret, que tinha 16 anos de idade, e que era mundana e indiferente ao evangelho. Nos quatro anos seguintes, Margaret foi afetada pelo ministério de Baxter e aos 20 anos foi convertida. Durante este tempo, ela se apaixonou por Baxter, que considerava o celibato ideal para um ministro. Ele proclamava isto com entusiasmo — um ponto de vista que consistia um grande contraste com os puritanos ingleses, os quais afirmavam, com vigor, a doutrina bíblica do casamento e da família. Richard Baxter deixou Kidderminster, para viver em Londres, onde ele usou toda influência possível a fim de obter um tratamento justo para os puritanos. Mary e Margaret o seguiram e passaram a morar perto dele. O Ato de Uniformidade, sancionado pelo Parlamento, em 1662, era rígido e severamente contrário à consciência dos puritanos.

O Ato de Uniformidade levou os puritanos a deixarem a Igreja Anglicana. Cerca de 2.000 ministros puritanos sofreram a perda de seu sustento, naquilo que, na História, ficou conhecido como a Grande Expulsão. É claro que isto incluiu Baxter. Sua vida foi arruinada: fora cruelmente despojado de sua razão de ser. Ele era pastor por natureza, agora sem igreja; um pregador nato, sem púlpito. A sua justificativa para o celibato desapareceu. Baxter se casou com Margaret em 19 de setembro de 1662. Ela estaria sempre com ele, confortando-o, prestando-lhe cuidado nas freqüentes enfermidades, apoiando todos os interesses práticos de sua vida. Viver com Margaret foi a maior consolação desfrutada por ele durante os anos difíceis que vieram depois. O restante da vida de Baxter foi marcado por aflições. Em 1669, ficou preso por mais de uma semana em Clerkenwell e por 21 meses em Southwark (1685-1686). Ele nunca teve uma saúde robusta e precisou lutar contra graves surtos de enfermidade.
Em novembro de 1672, Baxter pregou publicamente pela primeira vez em dez anos. Margaret (1636-1681) empregou, com generosidade, parte considerável de sua herança para garantir que Richard Baxter exercesse um ministério público eficiente. Ela alugou um salão público, onde cabiam 800 pessoas, em uma das áreas mais carentes de Londres e contratou algumas pessoas para ajudarem Baxter em seu ministério.

Durante o tempo de exclusão do ministério público, Richard Baxter usou seu tempo para escrever. Seus escritos excederam, em quantidade, os de John Owen. Diferentemente de John Owen, que talvez seja o melhor teólogo de língua inglesa, Richard Baxter era neonomiano e amiraldiano. Infelizmente, isto produziu confusão teológica nas duas gerações seguintes. Os leitores dos três clássicos de Baxter — O Descanso Eterno dos Santos (“The Saints’ Ever- lasting Rest”), uma explicação a respeito do céu; Um Apelo ao Não-convertido (“A Call to the Unconverted”) e O Pastor Aprovado (“The Reformed Pastor”) — não perceberão estes erros. É mais fácil ler Baxter que Owen. A sua obra mais extensa intitula-se Diretório Cristão (“Christian Directory”) e aborda cada aspecto da vida cristã sob um ponto de vista prático. É na aplicação prática das Escrituras que vemos o melhor de Baxter. Ele possuía um poderoso dom de constranger e levar a consciência à obediência.


Richard Baxter era sempre zeloso no que se refere à obra missionária. Ele foi um dos principais motivadores do estabelecimento da Sociedade de Propagação do Evangelho. John Eliot, famoso como “o apóstolo dos índios americanos”, encontrou em Baxter um excelente auxiliador. Durante a sua última enfermidade, em 1691, Baxter leu A Vida de Eliot e escreveu ao seu autor, Increase Mather: “Pensei que morreria por volta das 12 horas, na cama, mas o seu livro vivificou-me. Conheço muitas das opiniões do Sr. Eliot, por meio das várias cartas que recebi dele. Não houve na terra um homem que honrei mais do que ele. A obra evangélica de Eliot é a sucessão apostólica pela qual eu mesmo suplico”.

Evangelismo zeloso em Kidderminster


Na qualidade de pastor, Richard Baxter era excepcional. O sucesso do evangelho em Kidderminster, sob a liderança dele, foi singular. Não podemos encontrar na história evangélica da Inglaterra algo que se compare com este sucesso.

A cidade tinha aproximadamente 800 casas e uma população entre 2.000 e 4.000 pessoas. Baxter percebeu que eles eram “ignorantes, rudes e festeiros”. Uma notável mudança ocorreu. “Quando comecei meus trabalhos, tive cuidado especial por todos os que eram humildes, reformados ou convertidos. Mas, quando já havia trabalhado por bom tempo, aprouve a Deus que os convertidos fossem tantos, que não pude me dar ao luxo de gastar tempo com observações particulares; famílias e considerável número de pessoas vieram de uma só vez, amadureceram e cresceram, de um modo que não sei explicar”. O método de Baxter consistia em visitar casa por casa e ser bastante direto no assunto de conhecer a Deus com fé salvadora.

No prédio da igreja cabiam 1.000 pessoas. Cinco galerias foram acrescentadas para acomodar a congregação.Quando Baxter chegou a esta pobre cidade, onde a tecelagem era a principal atividade, ela era um deserto espiritual. Quando ele deixou Kidderminster, era um jardim belo e promissor. “No Dia do Senhor, qualquer um que caminhasse pelas ruas poderia ouvir centenas de famílias cantando salmos e repetindo sermões. Quando cheguei ali, somente uma família, em cada rua, adorava a Deus e invocava o seu nome. Quando saí, havia algumas ruas em que não havia nem uma família que não confessasse uma piedade séria, que nos dava esperança quanto à sinceridade deles”.

Posteriormente, Baxter escreveu: “Embora eu tenha estado ausente deles por quase seis anos e tenham sido assaltados por ameaças, calúnias e difamações a respeito da pregação, eles permanecem firmes e mantêm a sua integridade. Muitos deles estão com o Senhor. Alguns foram expulsos; alguns estão presos. Mas nenhum deles, sobre os quais tenho ouvido, caiu ou abandonou a sua retidão”. Quando, em dezembro de 1743, George Whitefield visitou Kidderminster, ele escreveu a um amigo: “Fui grandemente revigorado ao ver que o agradável aroma da boa doutrina, da obra e da disciplina do Sr. Baxter permanece até hoje”.

A principal diferença entre Baxter e a maioria dos pastores, do passado e do presente, é que ele combinava a pregação com o testemunho pessoal direto, pessoa a pessoa. Com muita freqüência, os pastores contentam-se em confinar seu testemunho do evangelho ao púlpito. A atitude e a prática de Baxter se revelam com clareza em seu livro O Pastor Aprovado (“The Reformed Pastor”).

Richard Baxter e “O Pastor Aprovado”

Os membros da Associação de Worcester, a fraternidade de clérigos que tinha Baxter como espírito propulsor, se comprometeram a adotar o método de catequese paroquial sistemática, conforme o método de Baxter. Eles estabeleceram um dia de jejum e oração, para buscarem a bênção de Deus sobre este empreendimento e pediram a Baxter que pregasse naquele dia. Entretando, quando o dia chegou, Baxter se encontrava muito doente para estar presente; por isso, em 1656, ele publicou o material que havia preparado, uma exposição completa de Atos 20.28. Esse material recebeu o título de O Pastor Aprovado (“The Reformed Pastor”). Este livro tornou-se famoso, e tem sido usado em todas as gerações, até ao presente. Por exemplo, a edição da Banner of Truth, com a excelente introdução de J. I. Packer, surgiu em 1974; e edições posteriores foram realizadas em 1979, 1983, 1989, 1994, 1997, 1999 e 2001.

A palavra Aprovado (Reformed), no título, não significa calvinista em doutrina, e sim renovado em suas práticas. Este tratado é uma dinamite espiritual, e foi reconhecido assim desde a sua criação. Um mês depois de sua publicação, um leitor escreveu: “Ó homem grandemente abençoado! O Senhor revelou suas coisas secretas para você, pelas quais muitas almas na Inglaterra se levantarão e bendirão a Deus por você”.

Isto provou estar correto. O livro de Baxter, O Pastor Aprovado, ainda é o melhor manual quanto aos deveres de um pastor. Nada tem excedido o seu poder e sua eficácia. É um imperativo para todo pastor.

Na edição da Banner of Truth, J. I. Packer sugere que o vigor e o poder evocativo do livro atravessam três séculos. Ele descreve três excelentes qualidades de O Pastor Aprovado.

A primeira é o seu vigor. “As palavras do livro têm mãos e pés.” Baxter possuía olhos perscrutadores e, certamente, tinha palavras perscrutadoras. “Seu livro arde com zelo sincero e ardente, com fervor evangelístico e sinceridade para convencer”.

A segunda qualidade é que o livro contém realidade. “É honesto e direto. Freqüentemente se diz, com exatidão, que qualquer cristão que ama o seu próximo e pensa seriamente que, sem Cristo, os homens estão perdidos não será capaz de descansar tranqüilamente com o pensamento de que todos ao seu redor estão indo para o inferno, mas se disporá, irrestritamente, a testemunhar, tendo isso como seu principal objetivo de vida. E qualquer crente que deixa de viver deste modo destrói a credibilidade de sua fé. Pois, se ele mesmo não pode, com seriedade, ter isso como norma de seu viver, quem mais pode ter? Nenhuma outra obra manifesta tanta solidez como O Pastor Aprovado. Nesta obra, encontramos um amor apaixonado e um crente terrivelmente honesto, sincero e correto pensando e falando sobre o perdido, com realismo perfeito, insistindo em que temos de aceitar alegremente qualquer grau de desconforto, pobreza, trabalho excessivo e perda de bens materiais, se almas forem salvas, e apresentando, em sua própria pessoa, um exemplo vívido do que está envolvido nesta obra”.

Terceira, o livro é um modelo de racionalidade. J. I. Packer diz que o livro expressa bom senso. A responsabilidade é ressaltada com clareza. “A graça entra por meio do entendimento.” Baxter insistia em que os ministros têm de pregar a respeito de assuntos eternos como homens que sentem o que falam e se mostram sérios a respeito do assunto de vida e morte eterna. Baxter também sustentava que a disciplina da igreja tem de ser praticada para mostrar que Deus não aceita o pecado.

Em sua exposição de Atos 20. 28, Baxter esclarece a exortação “atendei por vós”. Ele também explica o significado de atender por todas as ovelhas do rebanho. Começa com o não-convertido e os inclui em sua percepção. Ele exorta os pastores à supervisão cuidadosa das famílias e persiste em que temos de ser fiéis em admoestar os transgressores. No que diz respeito ao modo como deve ser administrada esta supervisão, ela tem de ser realizada com franqueza e simplicidade, com humildade e uma mistura de severidade e brandura, com seriedade e zelo, com ternura e amor para com as pessoas, com paciência e reverência, com espiritualidade e desejos sinceros de sucesso, com um profundo senso de nossa própria incapacidade. Finalmente, Baxter nos convoca a labutarmos unidos com outros ministros do evangelho, o que é sobremodo importante em nossos dias, quando divisões são mantidas por razões insignificantes e não-bíblicas.

O zelo de Richard Baxter resplandece em O Pastor Aprovado. As exortações de Baxter retinem com sinceridade porque ele vivia o que pregava. À semelhança de um oficial militar, Baxter leva os seus soldados à batalha. Ele não dá ordens a partir de uma zona de segurança.

A maneira como Baxter se dirigia à pessoas, quer em público, quer em particular, se reflete em Um Apelo ao Não-Convertido (“A Call to the Unconverted”), que vendeu 20.000 exemplares no seu primeiro ano de publicação e foi traduzido para vários idiomas. O versículo de abertura deste livro é Ezequiel 33.11: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” A compaixão expressa neste versículo de Ezequiel é muito semelhante ao zelo ardente que o Espírito Santo produziu em Richard Baxter.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não basta fazer é preciso ser


Uma Equipe Aprovada por Deus
2 Co 10:12 Pois não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se recomendam a si mesmos. Mas estes, medindo-se e comparando-se consigo mesmos, mostram não ter entendimento. 13 Nós, porém, não nos gloriaremos além da medida, mas nos limites da esfera de atuação que Deus nos designou e que chega até vós. 14 Porque não estamos estendendo os nossos limites além do que convém, como se não tivéssemos chegado a vós, pois já chegamos também a vós pelo evangelho de Cristo. 15 Não nos gloriamos além da medida no trabalho dos outros; pelo contrário, temos a esperança de que, à medida que cresce a vossa fé, também o nosso trabalho cresça muito entre vós, de acordo com a nossa esfera de atuação, 16 para anunciar o evangelho nos lugares além de vós, e não em campo de atuação de outro, para não nos gloriarmos no que já estava pronto. 17 Quem, porém, se gloria glorie-se no Senhor. 18 Pois quem se recomenda a si mesmo não será aprovado, mas sim aquele a quem o Senhor recomenda.
Os melhores músicos que apareceram aqui na igreja, ditos bons na execução de seus instrumentos, não conseguiram permanecer. Esbarraram em fatos que os impediram de prosseguir. Não foi falta de oportunidade ou apoio.
Tocar ou cantar bem deve ser o alvo perseguido por todos os músicos. No entanto, não é tudo que um ministro de louvor precisa para ser aprovado.
Quero apresentar a vocês apenas alguns fatores começando com a letra c, uma vez que parece uma letra comum entre aqueles que estão envolvidos no louvor. Exemplos: cantar, compor, controle, contrabaixo, contralto, etc.
Para sermos aprovados como equipe ou indivíduos no ministério de louvor é necessário seguirmos disciplinarmente estes aspectos:

Caráter
São as qualificações morais que uma pessoa possui. Isso lhe dá ou tira a autoridade. Trata-se da nossa identidade pessoal adquirida ao longo dos anos. Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter. O talento educa-se na calma, o caráter no tumulto da vida.
Podemos possuir um bom caráter sendo um bom observador dos referencias ao nosso lado – seguindo seus exemplos;
1Pedro 2:21 Para isso fostes chamados, pois Cristo também sofreu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais os seus passos.
Filipenses 3:17 Irmãos, sede meus imitadores e prestai atenção nos que andam conforme o exemplo que tendes em nós;
Podemos também possuir um bom caráter passando pela escola do dissabor e do sofrimento, bem como, das punições que nos são impostas pelas circunstâncias ou pessoas que exercem autoridade sobre nós.
1Timóteo 4:12 Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fiéis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza.
É incoerente uma pessoa de caráter leviano querer se “exibir” na igreja. Aqueles que levam seu caráter dentro de uma vida disciplinada não estão se “exibindo” nos cultos, mas estão adorando ao Criador, bem como levando a igreja a um verdadeiro espírito de adoração que agrada o coração de Deus.
As mais belas qualidades, dons e talentos, tornam-se inúteis, quando a força do caráter não lhes dá sustentação: “Quando os fundamentos são destruídos, que pode fazer o justo?” (Salmos 11:3).

Compromisso
Pacto, acordo, obrigação e endividamento para com uma equipe ou pessoa. No nosso caso, o forte motivador para isso é o amor: “Não fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8).
Quero que cada um de nós respondamos essa pergunta do apóstolo Paulo como se fosse dirigida a nós: “O que desejais? Devo ir visitar-vos com disciplina, ou com amor e gentileza?” (1Coríntios 4:21). Qual a melhor forma de servir?
Jesus, o maior exemplo: “a exemplo do Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28).
A realidade se forma em volta do compromisso. Uma equipe forte só existe debaixo de um alto grau de comprometimento.
Para Deus não se pode fazer qualquer coisa ou de qualquer jeito: “Maldito quem fizer a obra do SENHOR de forma negligente” (Jeremias 48:10).
Diante disso: “Pensemos em como nos estimular uns aos outros ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).

Comunhão
Vem da palavra grega Koinonia, que significa “uma associação que envolve relações mútuas próximas e envolvimento -  associação íntima, companheirismo”.
Na igreja a comunhão é resultado de uma relação perfeita com o propósito de Deus: “mas, se andarmos na luz, assim como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1João 1:7). Isto significa que poderá acontecer conflitos, mas serão superados.
A igreja primitiva começou com essa marca: “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). A comunhão serve de motivador, pois é melhor serem dois do que um.
A comunhão não deve ser restrita aos membros do ministério de louvor, mas aos demais membros da igreja, bem como, os líderes. Muitas vezes, temos visto pessoas com medo da liderança. Líder é gente, merece ser respeitado, mas não temido.
O apóstolo Paulo recomenda uma vida de completa comunhão visando o bem estar da comunidade: 1 Ts 5:11 Por isso, aconselhai-vos e edificai-vos mutuamente, como de fato já estais fazendo. 12 Irmãos, pedimos que deis o devido respeito aos que trabalham entre vós, que vos presidem no Senhor e vos aconselham; 13 e os tenhais em grande estima e amor, por causa do trabalho que realizam. Tende paz entre vós. 14 Irmãos, nós também vos exortamos a aconselhar os indisciplinados, consolar os desanimados, amparar os fracos e ter paciência para com todos. 15 Cuidem para que ninguém retribua o mal com o mal, mas segui sempre o bem uns para com os outros e para com todos. 16 Alegrai-vos sempre. 17 Orai sem cessar. 18 Sede gratos por todas as coisas, pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 19 Não apagueis o Espírito; 20 não desprezeis as profecias, 21 mas, examinando tudo, conservai o que é bom. 22 Evitai tudo que é mau. 23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente, e o vosso espírito, alma e corpo sejam mantidos plenamente irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 24 Quem vos chamou é fiel, e ele também o fará.

Crescimento
Todos os seres vivos aumentam de tamanho desde o seu nascimento até atingirem as dimensões máximas características de cada espécie, que dependem igualmente das condições ambientais. É a esse processo de aumento natural de tamanho que se chama crescimento individual. Se não houver crescimento é necessário diagnosticar o problema.
O apóstolo Paulo diz que o crescimento é produzido por Deus em cooperação com o investimento do homem: “Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento” (1Coríntios 3:6). No ministério no qual nos inserimos, deve haver uma mútua cooperação para o crescimento. Jesus é a cabeça nesse corpo, nós somos membros que crescemos individualmente e, por consequência, coletivamente: “seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).
Para que haja crescimento e frutificação é necessário que o coração seja quebrantado e pré-disposto: “Mas outras sementes caíram em terra boa. Brotaram, cresceram e deram fruto; e um grão produziu outros trinta; outro, sessenta; e outro, cem” (Mc 4:8).

Conclusão: Qual é o seu grau de comprometimento com a qualidade e funcionalidade da equipe onde você está inserido? Há em sua vida algo que precisa ser melhorado para favorecer o bem comum da equipe?
Não se pode servir verdadeiramente sem amar. O amor é o sentimento-fonte de todo comportamento que leva em consideração o bem e a paz de si e do próximo. A qualidade própria de todo serviço deve ser a humildade. Não se pode servir bem sem uma sincera humildade, que consiste em colocar-se em atitude de menor diante da pessoa que consideramos alvo do nosso serviço. A humildade alimenta em nós um coração desapegado da tentação de fazer-nos proprietários da pessoa a quem servimos, e do serviço que nos dispomos a prestar.

Igreja Presbiteriana Renovada em São José/SC
Ministrante: Pr. Wanderley da Silva
Aos Ministros de louvor
18 de fevereiro de 2012

sábado, 29 de maio de 2010

Servindo Uns aos Outros

 SERVINDO UNS AOS OUTROS
Lucas 22:24-27

INTRODUÇÃO: De acordo com as palavras do texto, ditas durante a última ceia narrada por Lucas, Jesus provoca todo o modelo mental reinante. A lógica em curso é que serve quem está “por baixo”, e é servido aquele “mais importante”. Não é a toa que este mundo funciona tão mal, tem tanta injustiça e tantas pessoas infelizes.

O MAIOR EXEMPLO – Jo 13:14
Jesus traz um ensino não somente com palavras, mas com sua própria vida. Ele é sério e muito determinado quando trata desse assunto de serviço. Sua palavra aos discípulos não soa como sugestiva, mas como ordem a ser cumprida. Como Ele é Senhor, pode ordenar. Ordena e manda com a autoridade de quem vive.

ROMPENDO O EGOÍSMO – Gl 6:2
Mas, sendo bem franco, parece-me que a palavra do “mundo”, que o maior deve ser servido, faz mais sentido. Pense comigo: Aquela pessoa que chegou naquela posição trabalhou, esforçou-se, destacou-se. Ela merece. Certo? Errado! Essa lógica é típica da natureza pecaminosa e decaída da humanidade. Faz parte de um pensamento egoísta e ensimesmado.

UMA LIÇÃO FORA DO COMUM
Conta-se de uma pessoa que se mudou para outro país. Este país era feito de pessoas muito generosas e educadas. Logo de início, um de seus novos colegas ofereceu-se para dar uma carona toda manhã. Chegavam cedo na empresa e seu amigo estacionava o carro bem longe da porta de entrada. Eram duas mil vagas no estacionamento. Demoravam algum tempo caminhando naquele grande estacionamento vazio. Nos primeiros dias ele não disse nada. Até que chegou um dia que perguntou: “Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos bem cedo, o estacionamento sempre vazio, e você deixa o carro lá no final”. Seu colega logo respondeu, simples assim: “é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar bem atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você não acha?”

FAÇA UMA REFLEXÃO
Imagine-se participando de um grupo de dez pessoas, sendo que todas as dez querem ser servidas. O que aconteceria? Algumas ou todas ficariam infelizes e insatisfeitas. Agora imagine que todas, sem exceção, decidissem servir umas às outras. Certamente todas ficariam felizes.
Essa é a lógica do servir: se todos servirem, todos serão servidos.

CONCLUSÃO: Não é difícil imaginar a revolução na sociedade se tivéssemos a atitude de servir uns aos outros. O ensino de Jesus, portanto, é revolucionário. “Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem” (Jo 13:17).
Afinal, no Reino de Deus, quem não serve não serve!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

QUE OCUPAÇÃO É A TUA?

TEXTO: Jonas 1:8

INTRODUÇÃO: Não é suficiente estar ocupado. O que mais importa é saber em que se está ocupado. Há pessoas muito ocupadas, porém, não absorvem os frutos dessa ocupação. Há tempo para tudo (Ec 3). Devemos orar como Moisés: “ensina-nos a contar os nossos dias...” (Sl 90:12). Muitos ocupam o tempo em coisas más, enquanto deveriam fazer o bem, haja vista, que todos haveremos de prestar contas do que fazemos. A Bíblia afirma que “aquele que sabe fazer o bem e não faz, peca” (Tiago 4:17). Nunca é demais fazer o bem, Gálatas 6:9.

TRANSIÇÃO: O texto básico refere-se a Jonas que para fugir da chamada divina de ir a Nínive para transmitir a mensagem de arrependimento tomou um navio para Tarsis e, enquanto dormia, sobreveio uma tempestade e o pavor foi tanto que todos os que estavam no navio começaram a clamar cada um ao seu deus. O mestre do navio acordou-o e exortou-o a que buscasse a seu Deus. Ao lançar sorte descobriram que tudo aquilo estava ocorrendo por causa de Jonas. Dentre as várias perguntas feitas a Jonas uma era contundente: “Que ocupação é a tua?”.

1. O RECEBIMENTO DE UMA OCUPAÇÃO

a) Através de um sonho, Gn 37:1-11; 45:1-15; José teve um sonho que causou muitos transtornos quando foi revelado, porém, era um plano divino que se cumpriu lá no Egito.
b) Através de uma visão, At 16:6-10; Paulo, tendo uma visão durante a noite de que um varão clamava por ajuda na Macedônia. Eles entenderam que era o Senhor quem os chamara para anunciar o evangelho nessa cidade e foram para lá.
c) Através de outra pessoa, At 16:1-3; 1ª Tm 4:14; 2ª Tm 1:6; Paulo encontrando Timóteo levou-o consigo a fim de realizar o ministério de evangelização.

2. A NEGLIGÊNCIA DO EXERCÍCIO DA OCUPAÇÃO

a) Moisés, Deus disse a ele: “fale à rocha... ele a feriu” (Nm 20:2-13). Tudo deve ser feito do jeito que Deus ordenou. O contrário é prejudicial, pois Deus não terá o culpado por inocente.
b) Saul, por causa do povo, desobedeceu a Deus (1º Sm 15:1-35). Deus disse-lhe que destruísse os amalequitas, ele desobedeceu, poupando o melhor do rebanho com desculpa que era para sacrificar ao Senhor. Deus o rejeitou por causa dessa desobediência.
c) Um profeta novo – deu ouvido ao profeta velho (1º Rs 13:1-28). Não pode haver ninguém que nos faça desobedecer a Deus. O que Ele disse, está dito. A tragédia pela desobediência foi grande.

3. O REENCONTRO COM A DEVIDA OCUPAÇÃO

a) Pelo reconhecimento de ter uma obrigação (Jn 1:8-12). Jonas reconheceu que a tempestade era por sua culpa, devido à negligência para com a ocupação que devia assumir. Paulo reconhecia a obrigação de divulgar o evangelho (1ª Co 9:16).
b) Pelo arrependimento e confissão (Jn 2:1-7). Jonas sentiu grande angústia por causa da negligência, confessou a Deus no ventre do peixe.
c) Pela disposição em cumprir a missão (Jn 2:9; 3:4). Falando-lhe Deus, pela segunda vez, prontamente obedeceu e foi cumprir sua missão.

CONCLUSÃO: Procure manter-se ocupado nas coisas que agrada a Deus. Tudo quanto fizer deve glorificar a Deus. Tudo o que fizer para Deus, Ele te recompensará.