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terça-feira, 27 de março de 2012

A Parábola da Mente Estreita


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Decida ser forte

Temos que ser:

... fortes, quando querem que sejamos fracos; 
... destemidos, quando querem que nos acovardemos
... prontos para estender a mão a quem de nós precisa, quando a tentação é de abandonar tudo. 

Se não gostamos de nós ou não zelamos de nós, física, espiritual e emocinalmente, estamos impedidos de ser úteis. E, aí, a vida perde o sentido. 

Segundo Larrañaga, corremos o risco de não amarmos, se não nos amamos. Pois,
... só os livres libertam; 
... só podem ser instrumentos de paz, aqueles que vivem em harmonia consigo mesmos; 

... aqueles que se revoltam, fazem os outros sofrer; 
... os ressentidos, não semeiam bem estar à sua volta; 
... os que estão em conflito interior, podem provocar conflito; 
... os que estão em guerra consigo, não conseguem apaziguar os ambientes; 
... os que se rejeitam, acabam rejeitando os outros...

Valter Pegorer

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vida+conjugal



Administrando uma relação conjugal
Gn 1:27

Introdução: Não é fácil administrar uma relação conjugal. Haja vista que são duas pessoas criadas em ambientes diferentes e que possuem temperamentos diferentes. Muitas mulheres se iludem com o “príncipe”, e muitos homens se iludem com as “princesas”. É preciso ter uma consciência clara de que no casamento não se busca a pessoa certa, mas empenha-se em ser a pessoa certa. O amor não busca seus próprios interesses, mas sim, procura satisfazer o interesse do outro. Semeia-se o melhor, a fim de colher aquilo que lhe agrada.

O texto básico fala que a união conjugal envolve duas pessoas diferentes em todos os aspectos, inclusive física e biologicamente - macho e fêmea. Se observarmos a anatomia dos corpos de um homem e uma mulher veremos que um completa o outro. Seria impossível dois iguais se completarem. Quando todos são iguais, alguém está sobrando ou ocupando o lugar de outro. As pessoas se casam porque se amam e querem estar juntas e felizes. Quando Deus criou o homem e a mulher, os criou para se complementarem. São cooperadores iguais em valor diante de Deus.
Vivam as nossas diferenças!

Diante disso, cabe a cada um, homem e mulher, com sabedoria administrar a relação, nunca exigindo que o outro seja como somos, mas que nos complete e que completemos o outro.

1) VALORIZAÇÃO DAS VIRTUDES
         Não é possível que seu cônjuge só possua defeitos ou pontos negativos. No entanto, precisamos vencer o espírito crítico onde vemos apenas defeitos.
         Quando a Bíblia fala “Mulher virtuosa, quem achará?” Não quer dizer que não existe, mas que é possível e é valiosíssima em suas virtudes e que deve ser estimada e apreciada pelo marido.
         Admiração e apreço satisfazem uma das necessidades básicas de um homem. A mulher sente necessidade de amor. O homem, de ser admirado. Nancy Rute Peale disse: “Se você quer que seu marido a ame, terá que admirá-lo e faça-o saber disso”.
         A mulher gosta de ouvir de seu esposo palavras de apreciação; que ela é atraente; gosta de ser elogiada, etc.
         Não menospreze as qualificações de seu cônjuge diante de quem quer que seja. Casamento que se preza, exige cumplicidade.
Temos a necessidade de reconhecimento como um  grito silencioso: me amem! me enxerguem! me toquem! ou o grito camuflado, grito chato, insistente, agressivo, ou de coitadinho: Ouça-me, apóie-me, abrace-me, fale comigo! Esse grito, este anseio está em mim e em você; está também nas pessoas  com quem convivemos. Nós somos assim e estamos caminhando para o amadurecimento emocional e espiritual, alguns mais saudáveis, mais maduros, outros menos..

2) COMPREENSÃO DAS FRAQUEZAS
         Assim como ninguém é perfeito, precisamos entender as fraquezas do cônjuge. As mulheres são dotadas de fraquezas biológicas, uma delas é a TPM, sem que tenham qualquer culpa por isso. No entanto, os homens ficam com sentimentos esmagados diante dessa situação. O que se pode fazer? Ambos precisam de muita calma nessas circunstâncias.
         Existem as fraquezas que podem ser superadas, se forem confrontadas com sabedoria e amor. Há outras fraquezas que nunca se conseguirá êxito se esperar que o cônjuge mude. Cabe aqui as palavras de uma pastora durante uma ministração: “Minha irmã não tente mudar seu marido, apenas aprenda a amá-lo assim como ele é”.
Seja um encorajador (a). A grande maioria das pessoas reagem melhor ao elogio do que a crítica; com muitas críticas repetidas, é fácil desanimar e perder a esperança de um relacionamento rico e profundo.
Muito cuidado para não criticar seu cônjuge e nem fazer piadas ou manifestar atitudes de humilhações. Não se exalte sobre seu cônjuge, seja na área espiritual, social, profissional ou intelectual.

3) HARMONIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS
         Dizem que os opostos se atraem. É bom que seja assim mesmo, pois do contrário haveria o caos. Já imaginou um marido falador e uma mulher faladeira? Já imaginou se os dois forem calados? Já imaginou se os dois forem agitados?
         Sendo assim, um serve de acelerador e outro de freio nas relações conjugais. Há muitas características nos homens que as mulheres ficam sem compreender, mas as mulheres também deixam seus esposos surpresos e perdidos com características que só elas possuem.
         Outra diferença que precisa ser equilibrada é na questão sexual - os homens são como “fogão à gás” - apertou o botão já está aceso, mas as mulheres são como “fogão à lenha” - muito sopro para pegar fogo, mas também quando pega é muito melhor do que o gás. Nas relações sexuais, a pressa é inimiga da perfeição, principalmente para as mulheres sinceras e verdadeiras no amor ao marido. Tem mulher que é até mais apressada que o homem, pois está querendo se livrar logo da suposta “obrigação” sexual. Dizem que o homem faz sexo, a mulher faz amor.
         É através da compreensão das diferenças ocultas do sexo oposto que podemos, com maior sucesso, dar e receber amor, encontrando assim o ponto de equilíbrio, onde os dois investem o que tem de melhor na edificação da vida sexual sadia e satisfatória.

Conclusão: Deus dá o mais alto valor a aliança conjugal: Malaquias 2:13-16 (NTLH)

13 Existe outra coisa que vocês fazem: gemem e choram, cobrindo de lágrimas o altar de Deus porque ele já  não aceita mais os sacrifícios que vocês oferecem.

14 E cada um de você s pergunta: “Por quê ?” É  porque Deus sabe que você  tem sido infiel à  sua esposa, a mulher com quem casou quando era moço. Ela era sua companheira, mas você  quebrou a promessa que fez na presença de Deus de que seria fiel a ela.

15 Não é  verdade que Deus criou um único ser, feito de carne e de espírito? E o que é  que Deus quer dele? Que tenha filhos que sejam dedicados a Deus. Portanto, tenham cuidado para que nenhum de vocês seja infiel à  sua mulher.

16 Pois o Senhor Todo-Poderoso de Israel diz: — Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à  sua mulher.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Boa Convivência Familiar

Um menino, interrogado pelo padre sobre onde morava, afirmou sem titubear: “moro no inferno”. Na verdade, não podemos negar que o lar pode ser um pedaço do céu ou do inferno. Não há pior lugar para morar do que num lar desestruturado; mas também não há melhor lugar do que num lar onde reina o amor, o respeito e a compreensão.

A família é a célula máter da sociedade, portanto, se ela for cancerígena imagine o mal que poderá produzir. Diga-me se um homem ou uma mulher é crente, não pela igreja que frequenta, mas pelo seu comportamento na família. De nada adianta se orgulhar da igreja ou de cumprir suas funções ministeriais se não forem coerentes na vida em família. Somos desafiados constantemente a negociar nossos valores, mas não podemos fraquejar, ou então, o fracasso jaz a porta. Moody falou certa vez: "Se o mundo não tem nada a dizer contra ti, cuidado para que Jesus Cristo não tenha nada para dizer a teu favor".

O padrão para que alguém exerça função na igreja inclui a família: “que governe bem a sua casa”. O lar é o campo onde se treina para avançar para uma liderança maior. Deus nos proveu uma equipe onde podemos e devemos mostrar que somos dispostos a liderar com eficiência. Cabe aqui aplicar as palavras do sábio: "Você conhece alguém que faz bem o seu trabalho? Saiba que ele é melhor do que a maioria e merece estar na companhia de reis" (Provérbios 22:29, NTLH).

Perguntas a considerar:

Como governar cinquenta pessoas, se não damos conta de governar cinco?
Como conquistar uma autoridade maior, se onde nos tornamos líder sem conquista, não demonstramos tal capacidade?

Somos líderes de vidas que não nos escolheram, que são nossos filhos, mas que estão nos aceitando, mesmo que sejamos incompetentes, inclusive alguns frustrados, mas nos defendendo como a heróis. Portanto, devemos considerar a grande oportunidade que estamos tendo, inclusive de corrigir nossos erros. Dentro do seio familiar estamos sendo tolerados, mas em outras instituições talvez já teríamos sido demitidos, e nos faltaria oportunidades para tentar outras maneiras.

As Escrituras Sagradas nos dão as diretrizes para promovermos uma boa convivência familiar e, diante de tantas famílias que depõe contra os bons costumes, podemos fazer diferença, uma vez que somos o “sal da terra” e a “luz do mundo”. Não podemos permitir que nos tornemos insípidos, pois nossa influência se evaporaria e Jesus disse que para nada mais serviria a não ser para ser pisada pelos homens. O mundo se deteriora como o peixe ou a carne estragada, enquanto que a Igreja pode retardar a sua deterioração.

A salinidade do cristão é o seu caráter conforme descrito nas bem-aventuranças, é discipulado cristão verdadeiro, visível em atos e palavras. Para ter eficácia, o cristão precisa conservar a sua semelhança com Cristo, assim como o sal deve preservar a sua salinidade. Se os cristãos forem assimilados pelos não-cristãos, deixando-se contaminar pelas impurezas do mundo, perderão a sua capacidade de influenciar. A influência dos cristãos na sociedade e sobre a sociedade depende da sua diferença e não da identidade. O Dr. Lloyd-Jones enfatizou: "A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeie”. Se nossas famílias deixarem de ser o sal da terra, seremos como afirmou A. B. Bruce "de salvadores da sociedade, tornaremos o material de pavimentação de suas estradas!"

Estamos diante de uma ruptura e a erosão da unidade familiar. O divórcio está desenfreado, e "morar junto" sem a formalidade de uma cerimônia de casamento está cada vez mais comum. Somente a unidade familiar cristã forte será capaz de sobreviver ao próximo holocausto mundial.

Para nos prepararmos para a crise que se aproxima temos que nutrir e armar a unidade familiar. Os itens que mencionei anteriormente podem ser aplicados à nossa vida familiar.
  • Primeiro, temos que colocar Deus no centro de nossa vida familiar, e torná-lo também a circunferência.
  • Segundo, como família, temos que caminhar diariamente com Deus.
  • Terceiro, consultar e memorizar a Bíblia em família é vital.

“Quando o lar é governado pela Palavra de Deus, podemos convidar os anjos para se hospedarem conosco, e eles se sentirão à vontade” (Spurgeon).

O lar cristão deve servir como ilustração da relação entre Cristo e a Igreja. Portanto, o lar precisa ser um ambiente de amor, respeito, paz, santidade, dedicação a Deus e ao próximo, sem falsidade, um altar de adoração. Para que isso seja realidade é necessário que os sacerdotes sejam exemplos, isto é, marido e mulher cheios do Espírito Santo, amantes da Palavra de Deus e dos bons princípios.

Nossos vizinhos talvez não vão à igreja ou leiam a Bíblia, mas eles vão observar nossas vidas e ler o que fazemos e dizemos. É uma responsabilidade tremenda representar Jesus neste mundo, mas pelo poder do Espírito de Deus, podemos ser testemunhas fiéis (Atos 1:8).

Ilustração: um homem visitou uma igreja e aceitou a Jesus, propondo que jamais abandonaria esse caminho. Numa entrevista de consolidação, perguntaram-lhe: qual a parte do culto ou do sermão mais lhe tocou para que tomasse essa decisão? Prontamente respondeu: o exemplo da família que mora ao lado da minha casa que também é cristã.

A bênção do Senhor está na casa do justo, mas com o ímpio habita a maldição. Para sabermos o resultado de um lar abençoado por Deus, basta que reportemos ao Salmo 133 que afirma:
1 Como é bom e agradável os irmãos viverem em união!
2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce para a barba, a barba de Arão, e desce sobre a gola das suas vestes;
3 como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

A união familiar é comparada a unção sacerdotal, ao orvalho sobre os montes e torna-se altar das bênçãos de Deus.