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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ensino transformador

Ensino Transformador

“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los” (Mateus 5:1-2).

Jesus era um Mestre por excelência. Aquele que transmitia vida através do ensino. Admirado e considerado pelo povo como superior aos mestres da Lei, pois ensinava como quem tem autoridade, Mt 7:29. Suas palavras são infalíveis: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24:35).
O texto básico dessa lição constitui a abertura do registro feito pelo escritor sagrado, que ficou conhecido por “sermão da montanha”, composto pelos capítulos cinco a oito. Observando você verá que se trata de princípios vitais para uma vida cristã dentro dos critérios divinos, Pv 16:20.
O conteúdo do que se ensina é muito importante – pode influenciar tanto para o bem, quanto para o mal. O apóstolo Paulo advertiu Timóteo a ter cuidado com o ensino, 1Tm 4:16. No Reino de Deus, todo ensino visa transformar a pessoa das trevas para a luz; do pecado para a justiça; de Satanás para Deus.
Os pregadores e educadores cristãos são advertidos a pregarem a Palavra de Deus, e redobrarem o cuidado nos últimos tempos, onde muitos, rejeitando o ensino sadio, serão cercados de falsos mestres, 1Tm 4:1-2; 2Tm 4:2-5.
Todo e qualquer ensino religioso precisa estar fundamentado nos princípios ensinados por Jesus, que é como uma pedra onde qualquer ensino ou prática deve estar alicerçada, 1Tm 6:3-5. O ensino cujo propósito é fundamentado na ganância deve ser evitado por aqueles que desejam estar no Reino de Deus, 1Tm 6:11-12.
O apóstolo Paulo testificou que seu ensino e pregação não era com ostentação de sabedoria humana, mas demonstração do poder de Deus, 1Co 2:4. Sua mensagem era cristocêntrica, 1Co 2:2.
Por fim, podemos ver a diferença entre aqueles que são prudentes e os que são loucos na vida religiosa: os que ouvem a Palavra de Jesus e praticam são comparados aos que constroem suas casas sobre a rocha - vindo as tempestades, permanecem firmes; os que ouvem a Palavra de jesus, mas não praticam são comparados aos que constroem suas casas sobre a areia – ao vir a chuva e a tempestade caem, Mt 7:24-27.

“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1:3).

Pastor Wanderley da Silva 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Discipulado - Projeto de Deus

DISCIPULADO - PROJETO DE DEUS
Por Pastor Wanderley da Silva

Quando Deus criou o homem, criou-o para um projeto glorioso. Para isso, este deveria manter comunhão com Ele, sendo Seu representante no governo e domínio sobre a criação. No entanto, Satanás intentou destruir os planos do Criador, quando incitou nossos primeiros pais a descrerem da Palavra de Deus.
Como Deus é soberano e nenhum dos seus planos pode ser frustrado, Ele enviou Jesus para resgatar seus propósitos e reatar novamente o homem a Ele, promovendo a transformação da humanidade, dando vida abundante, Jo 10:10. Pensando nisso foi que, quando esteve na terra, Jesus instituiu a sua Igreja (Mateus 16:16-18), não como um fim em si mesma, mas como agente do Reino, no resgate do propósito de Deus. 
Em sua despedida deste mundo, Jesus deu suas últimas instruções aos seus discípulos, reafirmando a missão da Igreja, que é fazer discípulos de todas as nações (Mateus 28:19). 
O discipulado é o processo pelo qual Deus deseja reproduzir sua vida em nós para a sua glória, João 15:8; sendo assim, somos chamados a conquistar pessoas para Jesus: aliançando-as no corpo de Cristo; promovendo seu aperfeiçoamento através do discipulado, para que reproduzam a vida de Cristo; e, por último, enviando-as com a unção do Espírito Santo para cumprir a missão de fazer discípulos. 
Jesus usou o relacionamento a fim de difundir o reino de Deus. Seus discípulos estiveram com Ele dia e noite por três anos. Escutavam os seus sermões e memorizavam os seus ensinamentos. Viram-no viver a vida que ele ensinava. Então, após sua ascensão, os discípulos confiaram as palavras de Cristo a outros e encorajaram-nos a adotar o estilo de vida de seu mestre, com a finalidade de ensinar a outros. 
O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo e que o aluno é capaz de treinar outros para ensinarem a outros. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma visão cristocêntrica

Discipulado eficaz

O discipulado não é uma visão da qual algum homem possa se vangloriar de ser o inventor. Trata-se da visão dada aos apóstolos pelo próprio Jesus, Mt 28:19. Como grande exemplo, Jesus passou a maior parte de seu ministério com doze homens, treinando-os para darem prosseguimento à implantação do Reino de Deus no coração das pessoas. Nunca abandonou as pessoas, mas aplicava-se especialmente a um grupo onde era intensa a preparação, tanto o lado espiritual como o caráter. Não se iludia com a multidão, mas focava na base que daria sustentação ao projeto de Deus, a implantação de uma igreja cujas portas do inferno jamais poderiam prevalecer contra ela.
Para termos um ministério de resultados positivos precisamos abrir mão dos paradigmas que nos levam a ficar dando voltas pelo deserto do sonho e partirmos para uma realidade que leva a um crescimento cujos fundamentos sejam sólidos.
Para uma igreja ser grande não basta atrair muitas pessoas é preciso que haja líderes em número e qualidade suficientes para manter e sustentar. Líderes sadios = crescimento sadio = igreja sadia.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Identidade cristã – identificação com Cristo | Pastor Wanderley da Silva

A Bíblia fala a respeito dos discípulos que, em Antioquia, foram pela primeira vez, chamados de “cristãos”. Isso estava ligado ao modo deles falarem, agirem e testemunharem, mas a base de tudo isso era o alto compromisso que tinham com o Evangelho de Jesus Cristo, At 11:26.
“… E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.
Leia mais clicando no link a seguir:

Identidade cristã – identificação com Cristo | Pastor Wanderley da Silva

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Discipulado é Orientação - Não Imposição

Discipulado não quer dizer manipular ou controlar a vida de alguém. A obra precisa ser comandada pelo Espírito Santo. Se o discípulo não se conscientizar que precisa seguir as diretrizes estabelecidas, nada poderá ser feito. 

Caim estava contrariado, pelo fato da espiritualidade de seu irmão Abel ser aprovada por Deus. Ele, representando os "cristãos carnais", os "sem compromisso", os "faço do jeito que quero", um discípulo ainda imaturo, encontrava-se envolvido por sentimentos maus. Deus veio até ele para avisá-lo sobre seu péssimo sentimento, mas ele não deu ouvido a Palavra de Deus. Foi advertido que o responsável por dominar o sentimento negativo que o envolvia, era ele mesmo. 

Mudar a nossa atitude em relação a uma situação é muito importante. A vida é feita de escolhas, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir a ela. Pertence a mim e a você, a escolha de como iremos reagir aos problemas e circunstâncias da vida. As nossas reações e escolhas diante dos diversos momentos desta vida, determinam nosso sucesso ou fracasso. 

É nossa escolha desistir ou prosseguir, amar ou odiar, optar pelo animo ou desânimo, esperar ou desesperar-se, viver contente em toda e qualquer situação ou escolher a murmuração, suportar tudo e acomodar-se ou reagir em busca de melhora e mudanças positivas. As nossas escolhas determinam o sucesso ou fracasso. Tanto a derrota como a vitória de um cristão começam com o tipo de escolha que este faz. 

Como um abismo chama outro, ele desobedeceu as orientações divinas e completamente dominado pelo mal tomou a triste resolução de matar seu irmão. Estabeleceu uma maldição sobre si e sobre a terra e, com certeza, vivia com medo e errante pela vida.

Obediência a Deus é sinônimo de vida abundante, bênção, sucesso. Desobediência é geradora de maldições, miséria, desgraça. Jesus veio dar vida abundante, mas o diabo veio para roubar, matar e destruir, Jo 10:10.

O discipulador deve ser o maior incentivador do discípulo; deve também adverti-lo diante de situações e atitudes reprováveis, mas a decisão é sempre do discípulo. A obra de Deus depende da aceitação voluntária por parte da pessoa.

Quantas vezes alguém fica triste por ver que, apesar de seu empenhou, o discípulo está se distanciando,. É normal sentir-nos chateados com essa situação, mas isso aconteceu com o próprio Deus, que era o mentor direto de Caim - apesar de repreendê-lo, alertá-lo, a escolha foi dele. 

Veja que Caim possuía a mentalidade formada quanto à mentoria e discipulado, porque quando Deus perguntou a ele: "onde está seu irmão Abel?" Ele respondeu: "por acaso, sou eu tutor (discipulador, mentor) de meu irmão?" Quando alguém não quer, Deus não forçará.

"Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (Zc 4:6).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Maior arma de Satanás - desânimo

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalhos e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.

O desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder: 

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso 

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25). 

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33). 

a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo! 

b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites. 

c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso. 

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador. 

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo. 

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não basta conquistar - manter é necessário


CUIDANDO DAS COISAS QUE CONQUISTAMOS
Hebreus 12:15-17

INTRODUÇÃO: Quem luta e batalha por uma conquista precisa ter a consciência que precisa cuidar do que recebeu ou conquistou. Por exemplo: você luta para adquirir um veículo, mas depois precisa cuidar para não estragar ou ser roubado. Assim é com as bênçãos espirituais que recebemos de Deus.

TRANSIÇÃO: O texto diz que eu não posso permitir que ninguém venha me privar da graça de Deus. Nem que dentro de mim brote raiz de amargura para trazer perturbação e malefícios. Há no texto o exemplo de Esaú que por cobiça, necessidade pessoal (fome) e impaciência trocou sua bênção por um prato de sopa. Depois se arrependeu do negócio, mas já era tarde e nem com muito choro conseguiu de volta.

I – SENDO CONSCIENTE DOS PERIGOS
- De ser assaltado – não se esqueça que estamos no mundo e este jaz no maligno, 1 Jo 5:19; o maligno está rugindo como um leão querendo nos tragar, 1 Pe 5:8-9; o maligno vem para roubar, matar e destruir, Jo 10:10.
- De ser iludido – Mateus 24:4 Jesus respondeu: “Cuidado, que ninguém os engane”. O diabo nos tentará seduzir, mas temos que permanecer firmes, 2 Tm 3:14 – “Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu”.
- De tropeçar – 1 Co 10:12 – “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuida para que não caia”. Salmo 20:7, 8 – “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Eles se encurvam e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé”.

II – MANTENDO UM MURO DE PROTEÇÃO
- Deus é o melhor refúgio – 2 Sm 22:32-34 “Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? Deus é a minha fortaleza e a minha força e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.  Ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas”.
- Faça alianças de comunhão – Ec 4:9-12 “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.  Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.  Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?  Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”.
- Vigie as portas e janelas – Mt 26:41 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.

III – DANDO O REAL VALOR
- Tudo o que conquistamos tem um preço – muitos pagaram o preço junto com você para que a bênção viesse: jejum, oração, horas de trabalho, muito esforço e investimento financeiro. Não volte atrás, mas avance.
- O que recebi é um meio de chegar a outras conquistas – o poder de Deus é ilimitado. Ele tem muito mais para você: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33:3).
- O desprezo às bênçãos pode custar muito caro – se você receber algo e desprezar, quando for buscar de volta poderá ser muito mais difícil. Em 1 Tm 4:14 diz: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério”.

CONCLUSÃO: “Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier. Porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos” (Provérbios 3:25-26 RA).

Ser cristão...

Ser cristão é fazer o que Jesus fez, é viver como ele viveu. O desafio está lançado a resposta é sua. Quem é discípulo não impõe condições: obedece e imita seu Mestre, 1 Co 11:1.

"Aquele que diz que está nele (em Jesus) também deve andar como Ele andou" (I Jo 2:6). 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Discipulado é Responsabilidade Voluntária

"Deus cria a partir do nada. 
Portanto, enquanto o homem não se reduzir a nada,
Deus não poderá fazer nada com ele"
(Martinho Lutero).

Os homens que Jesus chamou para andar perto não eram os milionários da sua época e nem os grandes líderes religiosos existentes nas sinagogas, não eram políticos expressivos e nem autoridades de alto escalão do governo, eram homens comuns, mas que tinham em suas vidas algo que atraiu o olhar e a atenção de Jesus sobre eles.
Infelizmente, temos visto em nosso século, uma prostituição ética e promiscuidade eclesiástica sem precedentes, onde aquilo que não é a ênfase bíblica se tornou a galinha dos ovos de ouro de uma grande quantidade de cristãos, que professam sua fé, baseados em artimanhas humanas, e sutis que no passado já desviou a igreja primitiva de sua real comissão, que era levar todo homem a ser parecido com Jesus.
Será mesmo que você está disposto a abrir mão dessa boa vida onde cobra dos pastores ou dos seus lideres sempre um banquete espiritual que vai mudar a sua vida?
Existem pessoas que estão morrendo, existem amigos teus que estão sendo aliciados pelo diabo para ser tornarem dependentes do álcool, das drogas, talvez teu vizinho esteja agora pensando em suicídio e teu amigo de trabalho possa estar chorando sem saber pra onde correr.
Mas e você?
Esta feliz porque recebeu seu alimento do dia a dia, de vez em quando você reclama que as pessoas não fazem nada na igreja, cobra de todo mundo.
Mas você mesmo está com a sua bandeja vazia, cadê os teus frutos?
Onde estão às pessoas que Deus te usou para ganhar para o Reino de Deus ou o que você tem oferecido a Deus como sacrifício vivo e santo e agradável?
Cuidado! Você pode estar sendo enganado por você mesmo, talvez você ache que é um cristão verdadeiro só porque vai à igreja, porque alguém está te discipulando ou porque dá o seu dizimo e ofertas todo mês na igreja, mas apenas isso não é suficiente para se tornar um verdadeiro cristão.
"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi, e vos nomeei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15:16).

"Não existe discípulo genuíno sem morte, ou seja, sem passar pela cruz" (Dietrich Bonhoefer).

sábado, 22 de maio de 2010

O Discipulado Na Igreja

À luz do Novo Testamento, o discipulado deve ocupar lugar de destaque em toda e qualquer comunidade cristã, pelo que devemos nos orientar pelos exemplos deixados pelos apóstolos e principalmente por Jesus, senão vejamos:
No início de Seu ministério, Jesus chamou doze homens que se constituíram em seguida em seus discípulos. Quer dizer, Jesus estava iniciando um trabalho em que Ele iria “discipular”, “preparar” e “equipar”, para a obra que o próprio Jesus estava anunciando ao mundo que era o estabelecimento de um Reino que jamais teria fim (Dan 2:44; Mat. 4:17). A partir daí Jesus começou a ensinar aos seus discípulos todas as coisas -”Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido...Vós sois a luz do mundo...(Mat. 5:13-14)”, de modo que Jesus se tornou um expositor do evangelho, ensinando em todos os momentos aos seus discípulos, desde assuntos relacionados com a Lei e os Profetas, até o novo mandamento “...Um novo mandamento vos dou: Que vós ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João 13:34-35)”. O princípio do discipulado filosófico nos dá a idéia de que o discípulo de hoje será o mestre de amanhã. De onde se deduz que o verdadeiro discipulado somente se encerra quando o discípulo se torna igual ao seu mestre ou até mesmo, ir além do conhecimento e sabedoria daquele que o discipulou. No texto acima, Jesus afirma explicitamente, uma das formas de todos reconhecerem que os seus discípulos eram verdadeiramente seus discípulos, se eles amassem uns aos outros como Ele os havia amado. Ainda exortando a unidade dos discípulos em amor, Jesus orou ao Pai por eles e assim se expressou: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17:21). Assim, Jesus dá mais um exemplo da personalidade e caráter que deve envolver o seu discípulo, de modo a parecer-se com Ele, (Jesus, Mestre) à Sua própria semelhança, à semelhança de amor que estava em Jesus. A outra forma de testemunhar para o mundo que Deus enviou Jesus, é que seus discípulos sejam um, como Deus é um em Jesus e Jesus é um em Deus. Diante destes textos verificamos que os discípulos ao apresentarem as características de seu Mestre (Jesus) serão identificados com Ele de tal modo, que levará todos em primeiro lugar a reconhecerem que são discípulos autênticos de Jesus. E, em segundo lugar, a unidade em Cristo fará com que todos acreditem que Deus enviou a Jesus. Logo, quando um discípulo de Jesus deixa de parecer-se com Ele, na verdade, deixa de ser seu discípulo, isto é - não é reconhecido como discípulo de Jesus e em segundo lugar está negando que Deus o enviou.
O amor de Deus manifesto em Cristo Jesus é o princípio fundamental de todo o Novo Testamento e das Boas Novas do Evangelho (João 3:16). Todo o discipulado é primordial para a vida da Igreja de Cristo, assim precisamos fazer com que os neófitos, cresçam e a cada dia se pareçam mais e mais com Cristo que é o nosso Mestre, nosso Senhor e nosso Salvador.
Todos os seguimentos da igreja devem estar preocupados em criar condições favoráveis para o discipulado, de modo que o ensino da Palavra se torne uma prática constante, tanto na Escola Bíblica Dominical, como na pregação da Palavra, nas visitas aos lares etc. De modo geral a igreja de Cristo deve buscar o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo (Ef. 4:12). — “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef.4:13).
À medida que uma pessoa está sendo discipulada, ela também está sendo doutrinada à luz dos conceitos teológicos daquele que a discipula. Assim, os primeiros convertidos a fé cristã relatados no Novo Testamento, perseveravam na doutrina dos apóstolos (Atos 2:42). O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo diz: — “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência...” (II Tim. 3:10). O ensino doutrinário está inserido no próprio contexto do discipulado.
Equipar o discípulo é dar-lhe condições de bem desempenhar o seu papel. É ensinar-lhe, a aprender fazer, fazendo. E, Jesus aplicou muito bem este tipo de didática, enviando os doze para a missão de pregar o evangelho às ovelhas perdidas da casa de Israel, anunciando que era chegado o reino dos céus. Jesus os equipou, dando-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. (Mat. 10:1). — “Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mat. 10:20).
Discipular, doutrinar e equipar, devem ser atividades constantes no corpo de Cristo.

Augusto Bello de Souza Filho

sábado, 27 de setembro de 2008

AS CARACTERÍSTICAS DO DISCIPULADO

Segundo temos aprendido – discípulo é alguém que crê em tudo o que Jesus disse e faz tudo o que Ele ordena. Paulo, ao se converter, tornou-se um discípulo tão fiel a Jesus que afirmou àqueles que não se mantinham fiéis: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gl 6:17). Isto significa que ele trazia em si algo maior que qualquer argumento contrário a uma vida cristã autêntica.
O discipulado significa uma vida marcada, envolvendo pelo menos três cousas fundamentais que chamaremos de:

As Características do discipulado

1 - Obediência – demonstração de dependência, Jo 8:31

· Um discípulo é uma pessoa que é dedicada e obediente à Pessoa e ensinos do Mestre. J. Dwight Pentecost fez um comentário conciso sobre esta obediência: "Cristo exigia a submissão absoluta à Sua autoridade, a completa devoção à Sua Pessoa, confiança na Sua Palavra, e fé na Sua providência, e os homens se desculpavam porque não queriam se dedicar, não podiam confiar, e não acreditavam... Os discípulos eram aqueles que, depois de terem convicção da veracidade da Palavra, dedicavam-se completamente à Pessoa que os ensinara"
· Se alguém fica aquém desta dedicação total e completa à Pessoa de Jesus Cristo, não é um discípulo de Jesus Cristo. Pode ser contado entre os curiosos, ou pode ter progredido até ao ponto em que tem convicção da vera­cidade daquilo que Cristo dizia, ou daquilo que diz a Palavra de Deus, mas enquanto não se dedique totalmente à Pessoa em cuja Palavra veio a crer, não é um discípulo no pleno sentido da palavra conforme o Novo Testamen­to.
· A pessoa não fica sendo discípulo meramente pelo seu assentimento à veracidade daquilo que Cristo ensinou; fica sendo discípulo, isto sim, quando se submete à autori­dade da Palavra de Deus e deixa a Palavra de Deus con­trolar a sua vida.
· Conforme os ensinos do próprio Jesus, somos verdadeira­mente os Seus discípulos quando permanecemos na Sua Pala­vra, João 8:31. Este fato implicaria em deixar a Palavra de Deus exercer controle absoluto sobre as nossas vidas, e em procurar, com obediência, fazer com que cada aspecto da vida esteja em conformidade com os ensinamentos bíblicos, Lc 14:33.


2 - Amor – demonstração de bom relacionamento, Jo 13:34-35 

· Num certo opúsculo, Francis Schaeffer chamou o amor "a marca do cristão". É a característica mais óbvia e sem igual do discípulo de Jesus Cristo. E é a exigência mais fundamental para quem quiser ajudar as pessoas.
· Quando o apóstolo João estava escrevendo a sua Primeira Epístola, reconheceu que alguns dos seus leitores estavam tendo dificuldades em saber quais as pessoas que realmente eram cristãs e quais não eram. Para ajudar neste problema, João indicou que os cristãos eram as pessoas que se caracteri­zavam pelo amor. Se uma pessoa não tem amor, disse João, provavelmente não é um cristão, 1 Jo 4:7-11.
· Nem todos os cristãos se comprometem totalmente a serem discípulos de Jesus Cristo, mas todos os cristãos devem revelar pelos menos algumas características do amor. É uma contradição pensar que alguém pode ser um verdadeiro seguidor de Cristo e não ser amoroso, 1 Jo 4:8, 20-21.

3 - Frutificação – demonstração de maturidade, Jo 15:8

· Vivemos numa sociedade que se orienta em direção ao sucesso. Todos querem ser bem-sucedidos, e a maioria de nós trabalha com seus vários planos pessoais para atingir aquele alvo.
· Em João 15, porém, Jesus contou aos Seus seguidores que todos estes esforços seriam era vão a não ser que o discípulo fosse dedicado a Cristo, de modo consistente, permanecendo nEle, ao invés de forçar o caminho com seus próprios planos ou confiando nos seus próprios recursos. Jesus emprega a ilustração de videiras que não estavam produzindo uvas. A melhor coisa para tais sarmentos, segundo Ele disse, é serem cortados da videira e queimados no fogo.
· Walter Henrichsen, dos Navegadores, conta como reagiu quando reconheceu, pela primeira vez, que Deus poderia che­gar certo dia e destruir toda a obra humana centralizada em si mesma (2 Pe 3:10). "Que choque... reconhecer que tudo quanto eu planejava edificar, Deus chegaria e destruiria! Quero que vocês saibam que aquilo me desanimou... Não valia a pena. Para que dedicar todo o meu tempo e os meus esforços a construir alguma coisa que Deus já disse que have­ria de queimar?" Desta forma, o Sr. Henrichsen voltou-se para a sua Bíblia e ali descobriu que há, pelo menos duas coisas que Deus prometeu que nunca destruiria: a Sua Palavra, Is 40:8 e o Seu povo, João 5:28, 29; 1 Jo 2:17. "Há outras coisas eternas — Deus, anjos, virtudes tais como o amor — mas eu queria alguma coisa eterna que pudesse agarrar com a minha mão e dar a minha vida em troca dela. Ao estabelecer os objetivos da minha vida podia me dedicar a pessoas e à Palavra de Deus, e saber que Deus não seguiria meus passos para destruí-las no fogo".

Conclusão: Veja o exemplo de Paulo e seu zelo diante do seu compromisso com Deus e sua obra, 1 Co 9:27 “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. Jesus advertiu-nos para que não sejamos iludidos pelos valores ilusórios, Mc 8:36-38 “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 3

A VULNERABILIDADE DO POVO– Ec 7:14

1 – O tempo de bajulação

Na tradução da Bíblia mais usada entre os evangélicos brasileiros, a Almeida Revista e Corrigida, não existem as palavras adulador ou bajulador, e sim lisonjeador. Lisonjear é dirigir elogios interesseiros a alguém. O Dicionário Houaiss define lisonjear como “enaltecer com exagero, visando à obtenção de favores, privilégios”. Quase todo ser humano é vulnerável ao elogio e poucos sabem se defender dos bajuladores. Todos nós estamos muito mais prontos para ouvir uma palavra de elogio, mesmo sendo mentirosa, do que cem palavras de exortação. O rei Henrique IV, da França, resumiu essa nossa vulnerabilidade ao dizer: “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”.
O livro de Provérbios avisa que “o homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29.5), e que “a língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína” (Pv 26.28). Adular é a forma portuguesa do vocábulo latino aduláre, e significa etimologicamente “o movimento que o cão faz com a calda ao se aproximar do dono” (Dicionário Houaiss).
Alguém afirmou que “a bajulação tem virado mais cabeças do que o mau hálito”.

2 - O tempo de rejeição

Quando sentimos o "frio" de uma rejeição - pensamos “será que alguém ainda nos ama?” ou “Será que seremos amados novamente”. Tentando encontrar algum sentido no meio da nossa dor, podemos responder à rejeição de maneiras destrutivas: Achar que a culpa é nossa - "O que será que eu tenho de errado que faz com que as pessoas se afastem de mim? Será que causo tanta repulsa a ponto de ninguém conseguir me amar?" Jogar a culpa nos outros - Assim, os vemos como seres malévolos responsáveis pelo fracasso do relacionamento. Achamos que culpa é só deles e que ninguém presta ou merece confiança. Culpar Deus pela nossa dor - Pensamos que se Ele está no controle de nossas vidas e nos ama, então, Ele deveria nos proteger de experiências como estas. Nenhuma destas maneiras destrutivas de enfrentar a rejeição são respostas verdadeiras. O que realmente precisamos é nos achegar a Deus, que "está perto dos que sofrem e salva os de espírito abatido". Ele fará sobressair a tua justiça como o meio dia. Ainda pode haver muitos que te reconhecem, alegre-se com e por esses. O sofrimento é importante porque nos faz pedir a ajuda de Deus, e nos abre para a cura que ele quer promover em nossas vidas. Pode não parecer assim no início, mas a cura começa quando enfrentamos e aceitamos a tristeza e a decepção.
O processo de crescimento é difícil. Respostas destrutivas à dor da rejeição podem nos tirar a alegria, a paz e o amor, mas se, ao contrário, respondermos de maneira saudável, sofrendo e pedindo a ajuda de Deus, teremos nosso caráter fortalecido, nossa fé aprofundada e permitiremos que Deus mude e cure nossos corações.

3 – O tempo de perseguição

A partir do momento em que coloca a cruz na mira dos seus olhos, a marcha de Jesus só tem um rumo: para a frente. Se formos bons aprendizes de Jesus, certamente seremos firmes em nossas posições, sem, no entanto, esquecermos a prudência. Aprenderemos também a não nos admirar com a perseguição, Mt 5:10.
O mundo tem apenas duas reações básicas ante a genuína pregação do Reino de Deus: arrependimento sincero ou perseguição declarada. Ninguém consegue manter-se indiferente diante do inequívoco anúncio do Reino de Deus e das claras explicitações de seus objetivos e implicações.

Conclusão: Paulo disse que se o seu propósito maior fosse agradar aos homens ele não seria servo de Cristo, Gl 1:10; 1 Ts 4:1.

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 2

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalham e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.
Desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder:

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25).

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33).
a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo!
b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites.
c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso.

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador.

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo.

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DE UM LÍDER - PARTE 1

Perigos Mortais na vida de um líder - Parte 1 

É uma experiência assustadora ver uma cascavel enrolada olhando para nós, pronta para dar o bote. Elas atacam como um raio, sendo rápidas e certeiras. Não precisamos de muita intuição para saber o que fazer com algo tão perigoso. No entanto, apesar de perigosa, essa cobra não tem a mínima intenção de enganar. Aliás, ela avisa, pois começa a chacoalhar o guizo e mostrar os dentes e a língua – você sabe com o que está lidando! Infelizmente, o mesmo não ocorre com muitos perigos que os líderes precisam enfrentar. A maioria desses perigos parecem inofensivos. Vamos estudar hoje sobre um deles: A avareza – Lc 12:13-21 

Este foi um dos pecados mais repudiados pelo apóstolo Paulo, 1 Ts 2:5[1]. O ganho pessoal não era um motivo que se escondia nas sombras de seu ministério. Se isso tivesse acontecido ele não teria sido usado como foi no ministério de semear igrejas prósperas. Observe bem qual era o teor de seu ensino aos Colossenses, Cl 3:1-2, 5[2]. Perceba que a avareza é idolatria. O apóstolo João nos adverte: “filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5:21). Por que a avareza é tão danosa aos líderes? 

1 – Faz com que os líderes percam a perspectiva do Reino celestial 

Sua vida começa a ficar focada nas coisas do mundo. Jesus afirmou: “o meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36). Se o líder estiver focado nas coisas do mundo, sua mente estará ocupada com coisas inúteis, passando a viver embaraçados no que é transitório e não no que é eterno. Jesus disse em seus ensinos que a avareza é uma das maiores loucuras humanas. O apóstolo Paulo advertiu a Timóteo quanto à sua responsabilidade ministerial: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6:7-11). Todos os líderes devem vigiar seriamente quanto ao materialismo, nunca permitindo que ele domine seus corações, 1 Jo 2:15-17[3]. 

2 – Faz com que Deus fique em segundo lugar 

Quando Deus não está em primeiro lugar na vida de uma pessoa, dentro de pouco tempo Ele não está em lugar algum. Jesus afirmou que devemos buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar, pois as demais coisas seriam acrescentadas, Mt 6:33. A avareza é um mal que procura crescer nos espaços vazios do coração. Deus disse ao seu povo: “não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3). A idolatria é amar algo ou alguém mais do que a Deus. Sempre que o povo de Deus quis se envolver com as coisas materiais e deixavam a obra de Deus em segundo plano eles se deram mal. No livro de Ageu o profeta é implacável ao expor a opinião falsa, mas predominante, de que a obra de Deus é de caráter secundário e deve esperar até que primeiro se resolvam os problemas econômicos. Demonstra que tais problemas constituem o juízo pelo descuido do primeiro. Quanto tanto os dirigentes como o povo respondem ao seu apelo, assegura-lhes que receberão a ajuda de Deus, anima-os em face de comparações odiosas, e lhes promete melhoria nas circunstâncias materiais agora que se cumpriram a vontade e a obra de Deus, Ag 1:5-11. 

Conclusão: Não há nada de errado em nos prepararmos para termos uma velhice tranqüila, porém, estar preparado para morrer é mais importante do que estar preparado para viver, pois a vida é breve e a morte é certa – Hebreus 9.27. 

Igreja Presbiteriana Renovada em São José, 14 de julho de 2008.
Pastor Wanderley da Silva

[1] Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. [2] Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; [3] Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A PRÁTICA DO ACONSELHAMENTO

TEXTO: I Ts 5:14

INTRODUÇÃO: O líder, sem levar em conta seu treinamento, não tem o privilégio de escolher entre aconselhar ou não aconselhar os seus liderados. Eles inevitavelmente lhes apresentarão os seus problemas, certos de que receberão orientação e cuidado. Então o que resta ao líder não é se ele vai aconselhar ou não, mas se vai fazê-lo de modo disciplinado e hábil ou de modo indisciplinado e inábil.
Não é fácil aconselhar de forma disciplinada e hábil. Mas se o líder desistir de fazê-lo por certo perderá seus liderados. Onde as pessoas deverão ir com seus problemas? Isso deve levar-nos a aperfeiçoarmos dia a dia a nossa instrução e retermos o que aprendermos para acumularmos experiências na área de ajudarmos as pessoas.

VENCENDO O PRECONCEITO
Jesus, nosso referencial passou muito tempo falando com as pessoas necessitadas, seja em grupos ou isoladas. Ele não tinha preconceito e nem se assustava com o que ouvia das pessoas: superou a barreira racial ajudando a mulher samaritana e depois uma cidade inteira de samaritanos; superou a barreira social, quando foi à casa de Zaqueu e o ajudou, quando tocou no leproso e o curou; superou a barreira religiosa quando curava as pessoas no sábado.

TER SENSIBILIDADE
Paulo era sensível às necessidades dos outros escreveu: “nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos” (Rm 15:1). Biblicamente ajudar as pessoas não é uma opção, mas uma obrigação cristã. Muitas vezes, o aconselhamento pode parecer uma perda de tempo, mas deve se constituir uma parte importante da nossa vida.
O aconselhamento deve ter como objetivos:
  • Estimular o desenvolvimento da personalidade das pessoas;
  • Ajudar as pessoas a enfrentarem os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais;
  • Prover encorajamento para aqueles que tenham perdido algum ente querido ou sofrido decepções;
  • Assistir as pessoas cujo padrão de vida lhes cause frustração e infelicidade;
  • Levar as pessoas a terem uma relação pessoal com Jesus
PERSONALIDADE POSITIVA
Toda e qualquer técnica terapêutica só poderá ter efeito se o conselheiro tiver uma personalidade positiva e isto envolve cordialidade, sensibilidade, compreensão, cuidado e disposição de fazer tudo com amor. A fim de se tornar um conselheiro eficaz, o líder deve ser uma pessoa real e humana.
Jesus, o melhor exemplo que possuímos de “maravilhoso conselheiro” (Is 9:6), possuía personalidade, conhecimento e habilidade que o levou eficazmente a assistir as pessoas que precisavam de ajuda. Jesus era absolutamente honesto, profundamente compassivo, altamente sensível e espiritualmente maduro. Ele procurou ajudar as pessoas e interessado em ajudá-las, vivia convidando as pessoas a virem a Ele para que desfrutassem paz, esperança e segurança.

UM ENSINAMENTO AMPLO
De acordo com as Sagradas Escrituras, o cristão deve ensinar tudo o que Jesus ordenou. Isto quer dizer que devemos ensinar sobre as Doutrinas da Salvação (Soteriologia), da Igreja (Eclesiologia), da Bíblia (Bibliologia), do pecado (Hamartiologia), de Deus (Teologia), do Espírito Santo (Pneumatologia), dos Anjos (Angelologia), das coisas futuras (Escatologia), etc., mas também envolve ensinos sobre casamento, interação entre pais e filhos, obediência, relação de fraternidade entre as diferentes etnias e raças, liberdade tanto para homens quanto para mulheres. Igualmente envolve assuntos como: sexo, ansiedade, medo, solidão, dúvida, orgulho e desânimo. Ensinar tudo o que Jesus ordenou é, em suma, ajudar as pessoas a se entenderem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas.

UM ALIADO EFICIENTE
No centro de todo nosso ensino e conselho, precisa estar a pessoa do Espírito Santo. Ele é o supremo Consolador e Ajudador. Ele faz lembrar, convence as pessoas a respeito do pecado, da justiça e do juízo, guia a toda verdade, ajuda em nossas orações e dá autoridade ao conselheiro.
Ele ajudará os conselheiros nos momentos de oração, de meditação nas Sagradas Escrituras, nos momentos em que precisar Sabedoria e de uma palavra de revelação. Todo líder ou conselheiro cristãos precisa desejar ser usado pelo Espírito Santo. Paulo disse que “não devemos nos embriagar com vinho, mas encher-nos do Espírito” (Ef 5:18). O vinho faz com que a pessoa perca a razão e o juízo e isso é totalmente avesso a um conselheiro, que deve, sim, ser cheio do Espírito para que possa ser usado para tocar nas vidas, modificá-las e levá-las em direção à maturidade espiritual e emocional.

CONCLUSÃO: Precisamos ter os olhos e o coração abertos para podermos ajudar aqueles que estão em dificuldades, Lucas 10:30-37. Este assunto continua na próxima semana.