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sábado, 7 de junho de 2008

TOMANDO POSSE DA CURA PARA UM TESTEMUNHO EFICAZ

JEREMIAS 17:5 a 8 e 13:14


“Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me e serei salvo; porque Tu és o meu louvor”.

INTRODUÇÃO:

Como caminhar rumo às conquistas se o que pensamos está em desacordo com as atitudes? Se os sentimentos ao invés de erguer-nos, colocam-nos para baixo?
Não é possível viver uma vida plena com feridas na alma. Não será possível ver os sonhos se realizarem se o nosso espírito estiver ferido. Por isso, hoje (se deixarmos), o Senhor irá curar o nosso interior.
O líder é a chave. É a porta do mover sobrenatural do Espírito Santo. Ele é o testemunho do que Deus é capaz de fazer quando nos colocamos a sua vontade.

FERIDAS EMOCIONAIS:

Quem nunca sentiu isso?
A dor emocional é a falta de realizações em geral, e (mais especificamente) sonhos que estão tardando em se realizar.
Provérbios 3:2: “A esperança que se adia faz adoecer o coração; mas o desejo cumprido é a árvore da vida”.
Essas “não realizações” criam as dores emocionais que se manifestam: no choro, alterações de apetite e mudança de semblante.
A Bíblia a chama de coração triste, amargura da alma e aflição (como no caso de Ana em 1Samuel 1.
Porém, o mais difícil nesta fase é a incompreensão das outras pessoas.
Quantas vezes o líder luta, acredita, porém têm ao seu lado pessoas murmurando, desanimadas, incrédulas.
Mas, não desanime!
Moisés, Josué, Elias, Jó, Daniel, Paulo também enfrentaram a dor emocional.
Ela faz parte de um tratar de Deus em nosso caráter. Como disse Jesus: “A minha graça te basta! O meu poder se aperfeiçoa na tua fraqueza”.
Em Romanos 15:13 lemos: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”.

ESTRESSE:

Conhecida como cansaço, exaustão e fadiga. Sua rota inicia-se com ansiedades na alma e que rapidamente passa para o físico. É provocada por acúmulo de tarefas e pendências não resolvidas. Projetos que não andam, causas emperradas, são alguns dos fatores que causam fadiga. Porém, Deus pode usar a fadiga para o seu propósito na vida do líder:
O primeiro é a correção do Senhor, pois quantas coisas fazemos as quais Deus nunca mandou (Hebreus 12:15)?
O segundo é prepará-lo para desafios maiores. Jeremias 12:5: “Se fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo?”.
O terceiro é fazer voltar-nos para os seus braços e aprender a descansarmos nas suas promessas. Jeremias 31:25: “Por que satisfiz à alma cansada, e saciei toda alma desfalecida”. Salmos 23:2: “Ele me faz repousar em verdes pastos. Leva-me para junto ás águas de descanso”.

PRECONCEITOS:

Por incrível que pareça, mas é um sentimento negativo presente na vida de muitos líderes. Quando alguém aspira ser um líder, ele precisará se expor, pois o líder é referência e é a porta. No seu caminhar, muitas vezes, ocorrerão situações decisivas; é neste momento que podem ocorrer traumas.
Quantos não se acham incapazes de liderar uma célula, quando na verdade possui um tremendo potencial?
O preconceito é “conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados”.
Ou seja, você não sabe direito o que é, mas já optou por não aceitar, por se achar incapaz, difícil e etc...
Quantos estão perdendo oportunidades maravilhosas por causa do preconceito do engano das feridas na alma.
Por isso que na visão celular todos os que chegam à igreja são líderes de em potencial, mas, só serão de fato se deixarem Deus moldar seu caráter.
Temos que tirar a segregação ministerial de nosso meio. O que é isso? È o indivíduo que diz: “Eu somente sei cantar. Este é o meu chamado”. Provérbios 23:7ª: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é”.

A FASE DE TRATAMENTO:

Como tratar os sentimentos acima descritos?
A primeira coisa a fazer é se derramar perante o Senhor conforme Isaías 53:4. Em Jesus temos alguém que se identifica com a dor que estamos passando. Ele sabe como tratar das feridas.
A segunda coisa a fazer é compartilhar com alguém disposto a ouvir e apoiar (discipulador). Buscar ajuda através dos relacionamentos leais e verdadeiros.
Cuidado com os compromissos que assume, pois muitas vezes é necessário dizer não. Buscar um tempo de oração e recuperação é o ideal para colocar sua vida em ordem, tanto interior como exteriormente, avaliando, assim que está sendo ou não produtivo na sua vida.

CONCLUSÃO:

Uma igreja conquistadora de territórios é aquela que possui líderes curados. Um líder curado causa um estrago imenso no inferno, pois o que mais vale não são seus os talentos ou habilidades, mas o seu TESTEMUNHO. Jesus tinha seguidores porque tinha um testemunho eficaz. O Apóstolo Paulo disse com ousadia: “Sede meus imitadores”. O registro dos feitos de um homem na história, geralmente se dá pelo testemunho que deixou. Um testemunho eficaz é aquele que está livre dos sentimentos acima descrito.
Vença os limites e tenha um testemunho eficaz.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A PRÁTICA DO ACONSELHAMENTO

TEXTO: I Ts 5:14

INTRODUÇÃO: O líder, sem levar em conta seu treinamento, não tem o privilégio de escolher entre aconselhar ou não aconselhar os seus liderados. Eles inevitavelmente lhes apresentarão os seus problemas, certos de que receberão orientação e cuidado. Então o que resta ao líder não é se ele vai aconselhar ou não, mas se vai fazê-lo de modo disciplinado e hábil ou de modo indisciplinado e inábil.
Não é fácil aconselhar de forma disciplinada e hábil. Mas se o líder desistir de fazê-lo por certo perderá seus liderados. Onde as pessoas deverão ir com seus problemas? Isso deve levar-nos a aperfeiçoarmos dia a dia a nossa instrução e retermos o que aprendermos para acumularmos experiências na área de ajudarmos as pessoas.

VENCENDO O PRECONCEITO
Jesus, nosso referencial passou muito tempo falando com as pessoas necessitadas, seja em grupos ou isoladas. Ele não tinha preconceito e nem se assustava com o que ouvia das pessoas: superou a barreira racial ajudando a mulher samaritana e depois uma cidade inteira de samaritanos; superou a barreira social, quando foi à casa de Zaqueu e o ajudou, quando tocou no leproso e o curou; superou a barreira religiosa quando curava as pessoas no sábado.

TER SENSIBILIDADE
Paulo era sensível às necessidades dos outros escreveu: “nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos” (Rm 15:1). Biblicamente ajudar as pessoas não é uma opção, mas uma obrigação cristã. Muitas vezes, o aconselhamento pode parecer uma perda de tempo, mas deve se constituir uma parte importante da nossa vida.
O aconselhamento deve ter como objetivos:
  • Estimular o desenvolvimento da personalidade das pessoas;
  • Ajudar as pessoas a enfrentarem os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais;
  • Prover encorajamento para aqueles que tenham perdido algum ente querido ou sofrido decepções;
  • Assistir as pessoas cujo padrão de vida lhes cause frustração e infelicidade;
  • Levar as pessoas a terem uma relação pessoal com Jesus
PERSONALIDADE POSITIVA
Toda e qualquer técnica terapêutica só poderá ter efeito se o conselheiro tiver uma personalidade positiva e isto envolve cordialidade, sensibilidade, compreensão, cuidado e disposição de fazer tudo com amor. A fim de se tornar um conselheiro eficaz, o líder deve ser uma pessoa real e humana.
Jesus, o melhor exemplo que possuímos de “maravilhoso conselheiro” (Is 9:6), possuía personalidade, conhecimento e habilidade que o levou eficazmente a assistir as pessoas que precisavam de ajuda. Jesus era absolutamente honesto, profundamente compassivo, altamente sensível e espiritualmente maduro. Ele procurou ajudar as pessoas e interessado em ajudá-las, vivia convidando as pessoas a virem a Ele para que desfrutassem paz, esperança e segurança.

UM ENSINAMENTO AMPLO
De acordo com as Sagradas Escrituras, o cristão deve ensinar tudo o que Jesus ordenou. Isto quer dizer que devemos ensinar sobre as Doutrinas da Salvação (Soteriologia), da Igreja (Eclesiologia), da Bíblia (Bibliologia), do pecado (Hamartiologia), de Deus (Teologia), do Espírito Santo (Pneumatologia), dos Anjos (Angelologia), das coisas futuras (Escatologia), etc., mas também envolve ensinos sobre casamento, interação entre pais e filhos, obediência, relação de fraternidade entre as diferentes etnias e raças, liberdade tanto para homens quanto para mulheres. Igualmente envolve assuntos como: sexo, ansiedade, medo, solidão, dúvida, orgulho e desânimo. Ensinar tudo o que Jesus ordenou é, em suma, ajudar as pessoas a se entenderem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas.

UM ALIADO EFICIENTE
No centro de todo nosso ensino e conselho, precisa estar a pessoa do Espírito Santo. Ele é o supremo Consolador e Ajudador. Ele faz lembrar, convence as pessoas a respeito do pecado, da justiça e do juízo, guia a toda verdade, ajuda em nossas orações e dá autoridade ao conselheiro.
Ele ajudará os conselheiros nos momentos de oração, de meditação nas Sagradas Escrituras, nos momentos em que precisar Sabedoria e de uma palavra de revelação. Todo líder ou conselheiro cristãos precisa desejar ser usado pelo Espírito Santo. Paulo disse que “não devemos nos embriagar com vinho, mas encher-nos do Espírito” (Ef 5:18). O vinho faz com que a pessoa perca a razão e o juízo e isso é totalmente avesso a um conselheiro, que deve, sim, ser cheio do Espírito para que possa ser usado para tocar nas vidas, modificá-las e levá-las em direção à maturidade espiritual e emocional.

CONCLUSÃO: Precisamos ter os olhos e o coração abertos para podermos ajudar aqueles que estão em dificuldades, Lucas 10:30-37. Este assunto continua na próxima semana.