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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Superação diante dos desafios

     Um homem não está acabado quando ele é derrotado em uma batalha, mas sim quando desiste da guerra. A maior prova de coragem é suportar perder uma ou outra batalha sem perder o ânimo de continuar lutando até o fim. Não se desespere diante das aflições. Se perdermos uma batalha, vamos nos levantar, retirar o pó e seguir em frente. É muito melhor perdermos uma batalha para que mantenhamos a consciência da guerra, do que acostumarmos somente com vitórias e acomodarmos como se já tivéssemos conquistado tudo e sermos pegos de surpresa pelo inimigo. 
     Jesus disse aos seus discípulos que eles passariam por aflições, mas não poderiam abrir mão do bom ânimo. A vitória ou a derrota depende de nós, mas a pior derrota é a de quem desanima, João 16:33.
Em Daniel 12:13 está escrito: "Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança". 
     O apóstolo Paulo fortaleceu os irmãos da Galácia com as preciosas palavras registradas em Gálatas 6:9 dizendo: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido".
Pensemos nessa declaração: "Há homens que lutam um dia e são bons; há homens que lutam muitos dias e são melhores; há outros que lutam anos e são excelentes; mas há os que lutam toda a vida e são os imprescindíveis" (Bertolt Brecht).
     Uma pedra preciosa torna-se valiosa por causa da fricção que sofre; o ouro ao passar pelo fogo torna-se mais puro e mais precioso, portanto os homens e mulheres se tornam melhores após passar pelas provas. Já dizia o poeta sacro: "Os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação; e do céu as lindas melodias se ouviram na escuridão". José, filho de Jacó, foi vítima de perseguição, inveja, traição por parte de seus irmãos que o venderam como escravo, mas após todos os dissabores pode mostrar aos seus irmãos algo tremendo: "Vocês intentaram o mal contra mim, mas Deus transformou em bênção, como hoje vocês podem ver".
     Aqueles que possuírem vontade firme transformarão em auxílio cada obstáculo, serão firmes como a águia e aproveitarão os ventos contrários para alçarem vôos mais altos. Em Isaías 40:31 diz que "Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão".
     Todas as pedras que são lançadas contra aqueles que são determinados poderão ser usadas para ajudar na edificação de seus edifícios. Nada se perde. Dizem que, aos que possuem espírito de vencedores, até um chute no traseiro lhes será bem vindo, pois ajudarão a irem mais rápidos para frente, rumo aos seus alvos de conquista.
     Nunca permita entrar no time dos medíocres, pois a vida para estes é muito dura, só conseguem ver dificuldades. Os vencedores vêem pela frente sempre oportunidades, mesmo que seja em algo aparentemente negativo. Avancemos sempre, pois se nos mostrarmos frouxos, não acharemos força quando mais precisarmos.
     Você e eu podemos nos tornar grandes conquistadores, mas para isso é necessário acordarmos, levantarmos, encararmos os desafios e avançarmos sempre na força e graça do Senhor Jesus.
     Roberto Shinyashiki, disse que há três tipos de pessoas na luta do dia a dia: "os fracos, que estão sempre procurando seus direitos; os bons, que procuram cumprir seus deveres; os sensacionais, que buscam oportunidades para superarem e realizarem seus propósitos".
     Se você está em profunda escuridão por causa de alguma providência estranha e misteriosa, não tenha medo. Simplesmente prossiga, em fé e amor, sem duvidar. Deus está velando, e Ele tirará o bem e alguma coisa bela de todo o seu sofrimento e lágrimas.

Um abraço,
Pr. Wanderley da Silva

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Medo Neutraliza Os Valores

O medo é o maior inimigo da franqueza. Por causa do medo, muitos cristãos acabam sendo seduzidos pela opinião dos outros, em vez de seguir sua própria consciência. Deus chamou cada um para desenvolver talentos e dons, no sentido de ampliar seu Reino e promover a sua glória. É necessário que a igreja seja corajosa, pois do contrário a tentação para negociar os princípios divinos será grande. A Palavra de Deus afirma várias vezes que "o justo viverá da fé" (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11). Na epístola aos Hebreus há um adicional: "Mas o meu justo viverá da fé. Se recuar, a minha alma não se agradará dele" (Hb 10.38).
Todos aqueles que professam a fé em Jesus precisam estar cientes que nenhum preço é demasiado alto em se tratando da causa de Cristo. O salmista declarou num dos mais apreciados e belos salmos: "Quando eu tiver de andar pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; tua vara e teu cajado me tranquilizam" (Sl 23.4).
Para quem conhece os personagens bíblicos que se destacaram, notará que o maior obstáculo que tiveram de vencer para alcançar sucesso em sua jornada foi o medo. O medo cega, paralisa, bloqueia, enfraquece e frustra. Não viva pelo medo, mas pela fé. Encare as dificuldades e seja cabeça e não cauda. Deus te chamou para mostrar a luz e não para ficar no anonimato. Somos constituídos como luzeiros no mundo. Seja diferente, mostra seu potencial, não se iguale à maioria, seja anormal e faça o sobrenatural acontecer em nome de Jesus.


Aos que desejam superar o medo e vencer quero lhes indicar um livro, que está no link a seguir:
http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/154823/cardozo-julio-voce-nao-tem-de-ceder!.html 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vencedor ou derrotado - a escolha é sua


A VITÓRIA OU A DERROTA COMEÇA NO INTERIOR
Rm 12:2
INTRODUÇÃO: Em Nova York, os lixeiros entraram em greve, e o lixo acumulou-se por todos os lados. Uma certa pessoa não sabendo mais onde colocar o lixo acumulado, resolveu embrulhar o lixo e colocar os pacotes como se fosse um presente esquecido em algum lugar na cidade. Ao fazer isto, ficou olhando de longe alguns rapazes que não agüentaram a tentação de levar embora aquelas caixas que na cabeça deles, foram esquecidas ali. Quando chegaram em casa, que abriram as caixas, foram surpreendidos com um bocado de lixos. Assim faz o diabo, ele embrulha o lixo para você levar para a casa. Ele faz tudo para que você não seja vitorioso e quer te encher de lixo.

TRANSIÇÃO: O texto básico nos mostra que devemos ter a mente transformada, a fim de experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A mente é o lugar onde o diabo trabalha. Ele tenta semear dúvida, desunião, preconceito, ressentimento, ciúme, ódio. No entanto, está em nosso poder dar um basta nas ações do diabo e tomarmos posse da mente de Cristo. Para que possamos vencer o mal é necessário observarmos o seguinte:

I – PRECISAMOS NUTRIR PENSAMENTOS BONS E CORRETOS
a.   Salomão falou sobre um princípio importante: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo” (Provérbios 23:7 RA). Nós podemos nos tornar qualquer coisa se permitirmos que nossa mente pense nisso continuamente. Se vivermos pensando em doença ou que somos doentes, estes pensamentos podem produzir o que tememos.
b.   Jó era um homem justo, correto, desvia-se do mal, mas havia em seu coração um problema: ele tinha medo que algo ruim lhe acontecesse, conforme ficou registrado: “Por que o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu” (Jó 3:25 RC).
c.   A Bíblia afirma que o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4:18 RA).
d.   O medo é destruidor, tanto para o espírito, como para a alma e o corpo. Jesus, o excelente mestre e maior psicólogo, disse: “não temas; crê somente” (Lucas 8:50).
e.   Como ocupar minha mente? Fp 4:8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

II – PRECISAMOS DOMINAR E CONTROLAR NOSSAS EMOÇÕES

a.   Há muitas pessoas que são escravas de seus sentimentos. A Bíblia afirma que “como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio” (Provérbios 25:28 RA).
b.   Muitos homens e mulheres se percebem que está iniciando um estado depressivo em suas vidas, já se entregam a ela em vez de resisti-las; ao enfrentarem um pequeno desapontamento na vida, já permite que o desânimo os domine por completo e acabam sendo amordaçados pelo mal.
c.   Devemos confiar na Palavra de Deus e não nos nossos sentimentos. Jesus disse que veio fazer algo importante: destruir as obras do mal, que são diabólicas: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1 João 3:8 RA).
d.   Você quer permitir ser saqueado pelo maligno ou tomar posse daquilo que Deus preparou para você? Há dois planos espirituais para cada um de nós, veja: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10 RA).
e.   Deus disse e reconheceu que temos sentimentos e desejos, mas que está em nosso poder dominá-los: “Se tivesse feito o que é certo, você estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, à sua espera. Ele quer dominá-lo, mas você precisa vencê-lo” (Gênesis 4:7 NTLH). Se não tivermos domínio sobre nossas emoções elas nos destruirão, pois seremos como “mosca na teia de aranha”.

III – PRECISAMOS EMPENHAR A NOSSA FÉ NO SOBRENATURAL

a.   Não podemos viver pelo que sentimos, mas pelo que cremos.
b.   A Bíblia diz que só podemos alcançar vitória sobre o mundo através da fé: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 João 5:4-5 RA).
c.   Da mesma sorte precisamos vencer o diabo pela fé: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;  resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1 Pedro 5:8-9 RA).
d.   Ao surgirem as tempestades na sua vida, você tem duas opções: ou ficar passivo aguardando o momento de afundar de vez, ou reagir e pela fé resistir firme e tomar posse da vitória. Em certa ocasião os discípulos de Jesus ficaram atemorizados, porém Jesus mostrou-lhes que a solução estava no poder da fé, Mt 8:23-27 “E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. Os discípulos, pois, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Salva-nos, Senhor, que estamos perecendo. Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”.

CONCLUSÃO: Muitos conhecem as promessas de Deus, mas nunca agem de acordo com essas promessas. A verdade é que precisamos nutrir um forte desejo que nos faça pensar, falar, regozijar e agir com base nas promessas de Deus. “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará o desejo do teu coração” (Sl 37:4).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Síndrome da Fuga

A SÍNDROME DA FUGA

"Então, disse eu: quem me dera asas como de pombas! Voaria e acharia pouso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto." Salmo 55:6,7

INTRODUÇÃO: Há pessoas que sem motivos aparentes vivem fugindo de tudo e de todos. Usam várias alternativas como caminho para suas fugas. Uns dormem demais, outros entregam-se aos vícios, tais como cigarros, bebidas e drogas; e ainda há àqueles que fazem do trabalho, e da própria religião, meios de escape para os seus conflitos mais interiores.

TRANSIÇÃO: O salmista, no texto básico, chega a dizer: "Se eu tivesse asas como de pombas eu fugiria para bem longe no deserto". Davi sentia-se injustiçado pelos inimigos e abandonado pelos amigos. Na linguagem popular chama-se isso de "mania de fuga"; mas no vocabulário científico isso é realmente Síndrome de Fuga, que abrange três áreas:

1. Fuga dos outros:
Para muitas pessoas a vida comunitária é um tremendo sacrifício. Viver em condomínio é um verdadeiro inferno. Fogem dos vizinhos, fogem dos colegas, fogem dos amigos, fogem até de parentes. Nem atendem telefone.
A síndrome da fuga descarta a possibilidade de ampliar o círculo das amizades e contraria o provérbio de Salomão que diz: "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão" (Provérbios 17:17).

2. Fuga de si mesmo:
Se existe algo desolador é quando não conseguimos conviver conosco mesmo. Há pessoas que se pudessem sair do seu corpo e refugiar-se em um lugar fora deste planeta, realmente fariam isso.
Billy Graham conta que, certa ocasião, viajava para uma de suas cruzadas e no avião sentou ao lado de uma senhora que parecia muito aflita. Na hora do almoço ele trocou uma conversa com ela e ouviu dela que estava viajando para umas férias. Ela lhe disse: "Dr. Billy Graham, estou fugindo das lutas de casa. Estou na verdade, fugindo das pessoas - marido, filhos, amigos e colegas. Infelizmente não consigo fugir da pessoa que mais me perturba, que sou eu mesma. Onde eu vou essa pessoa tem que ir comigo". Fugir de si mesmo é não aceitar-se como realmente é.

3. Fuga de Deus:
Será que podemos fugir de Deus? Adão tentou fugir de Deus, mas não conseguiu. Assim diz o texto de Gênesis 3:9: "E chamou o Senhor Deus o homem e lhe perguntou: Onde estás?" Há pessoas que vivem fugindo de Deus.
O salmista chega a dizer: "Para onde me ausentarei do teu espírito? Para onde fugirei da tua face" (Salmo 139:7). Não há lugar no planeta Terra e nem nos céus onde Deus não possa estar. Até no mais profundo abismo o Senhor está presente.
Infelizmente o homem tenta, de uma forma ou de outra, fugir de Deus, às vezes dizendo-se ateu ou agnóstico. É mais confortável pensar assim do que admitir a existência de um Deus pessoal e atuante no mundo.

CONCLUSÃO: A síndrome da fuga tem destruído muitas vidas. Olhem o exemplo de Jacó.
  • Ele fugiu dos outros - seus parentes, pais, irmão, sogro e cunhados;
  • fugiu de si mesmo quando disse: "Eu não sou Jacó. Meu nome é Esaú".
  • Tentou fugir do próprio Deus. Ele disse em Betel, depois de uma noite mal dormida: "Na verdade o Senhor está neste lugar e eu não o sabia. Quão terrível é este lugar" (Gênesis 28:16,17).
  • Não podemos fugir das circunstâncias que estão lado a lado de nossa vida. Precisamos encará-las como sendo a vontade de Deus para fortalecer a nossa postura cristã evangélica. Eis as palavras de Paulo: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28).

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Como Modificar Uma Situação Desagradável?

Como podemos modificar uma situação desagradável?
Neemias 2:17-20

Vamos aprender com Neemias, um judeu exilado que, ao saber da trágica situação em que se encontrava Jerusalém, lamentou, chorou e se empenhou para modificar o triste quadro. Problemas todos enfrentamos, no entanto, convém saber que se eles surgem é para serem resolvidos. A cada desafio vencido nos credenciamos para novas conquistas. O que Neemias fez para modificar a situação?

1. Reconheceu o estado deplorável em que se encontrava Jerusalém, v. 17.
"Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio".
O ponto de partida para se resolver um problema é admitir sua existência e o grau em que se encontra. Daí, segue-se um estado de inconformação, pois do contrário nada será modificado. Negar o problema com frases positivas de efeito não ajudará em nada. Problema deve ser encarado com firmeza e vontade de resolver.
Neemias chegou aos judeus e mostrou a realidade que precisava ser superada: miséria, assolação, portas queimadas, vergonha.
Além de reconhecer a situação, Neemias fez uma segunda coisa sumamente importante:

2. Reconheceu as ações favoráveis de Deus em seu favor, v. 18.
"Então, lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei, que ele me tinha dito. Então, disseram: Levantemo-nos e edifiquemos. E esforçaram as suas mãos para o bem".
O profeta Isaías mostra-nos que Israel possuía um Deus trabalhador, que agia em seu favor, Is 64:4. Jesus quando veio à terra também deixou bem claro que "meu Pai trabalha até agora, e eu, trabalho também". Deus  é soberano, conhece o fim desde o princípio, criador de todas as coisas, cuja glória os céus não podem conter. Ele está com seu povo para ajudar, defender, transformar, salvar, renovar, etc. Um de seus lemas é "operando Eu, quem impedirá?"
Neemias reconheceu o cuidado de Deus quanto a esse projeto nos mínimos detalhes. Deus é bom! Pode contar com Ele em qualquer situação. Busque-o e Ele permitirá que O encontre-o. Peça-lhe, e haverá resposta. bata-lhe à porta, e Ele te abrirá. Não importa qual seja o problema, Ele pode te ajudar! Tão somente creia e espere nele. "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará" (Sl 37:5).
Além de reconhecer a situação, reconhecer a boa mão de Deus a ajudar-lhe, Neemias nos mostra outra coisa importante:

3. Neutralizou os argumentos contrários com atitudes de fé, v. 19-20.
"O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei? Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém".
Quem não se depara com os chamados "do contra", quando decide modificar uma situação desagradável? No entanto, esta é mais uma decisão que precisa tomar aquele que decide mudar ou resolver algo - neutralizar os argumentos contrários. É necessário que seja determinado para não se permitir contaminar por pessoas que pouco ou nada tem a ver conosco, se tivessem iriam nos dar a maior força.
Neemias enfrentou três grande inimigos opositores e debochadores, isso pode ser irritante, mas suas atitudes de fé se tornaram a maior vingança ou resposta aos tais. Veja que Ele não disse aos seus opositores "eu vou provar para vocês que vou conseguir", mas demonstrou fé: "o Deus dos céus nos fará prosperar". Em 52 dias o muro estava pronto! Glória a Deus!
Derrote e anule seus "amigos da onça", ou inimigos declarados com atitudes de vencedor. Não se rebaixe ao nível deles, mas resista-lhes com ações vitoriosas. Diga-lhes que a obra que estás a fazer é grandiosa demais para perder tempo com seus argumentos e deboches. Você rirá por último, e melhor!

Conclusão: Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem. Você pode modificar qualquer situação desagradável, desde que, siga esses passos seguidos por um grande líder, Neemias.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A PRÁTICA DO ACONSELHAMENTO

TEXTO: I Ts 5:14

INTRODUÇÃO: O líder, sem levar em conta seu treinamento, não tem o privilégio de escolher entre aconselhar ou não aconselhar os seus liderados. Eles inevitavelmente lhes apresentarão os seus problemas, certos de que receberão orientação e cuidado. Então o que resta ao líder não é se ele vai aconselhar ou não, mas se vai fazê-lo de modo disciplinado e hábil ou de modo indisciplinado e inábil.
Não é fácil aconselhar de forma disciplinada e hábil. Mas se o líder desistir de fazê-lo por certo perderá seus liderados. Onde as pessoas deverão ir com seus problemas? Isso deve levar-nos a aperfeiçoarmos dia a dia a nossa instrução e retermos o que aprendermos para acumularmos experiências na área de ajudarmos as pessoas.

VENCENDO O PRECONCEITO
Jesus, nosso referencial passou muito tempo falando com as pessoas necessitadas, seja em grupos ou isoladas. Ele não tinha preconceito e nem se assustava com o que ouvia das pessoas: superou a barreira racial ajudando a mulher samaritana e depois uma cidade inteira de samaritanos; superou a barreira social, quando foi à casa de Zaqueu e o ajudou, quando tocou no leproso e o curou; superou a barreira religiosa quando curava as pessoas no sábado.

TER SENSIBILIDADE
Paulo era sensível às necessidades dos outros escreveu: “nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos” (Rm 15:1). Biblicamente ajudar as pessoas não é uma opção, mas uma obrigação cristã. Muitas vezes, o aconselhamento pode parecer uma perda de tempo, mas deve se constituir uma parte importante da nossa vida.
O aconselhamento deve ter como objetivos:
  • Estimular o desenvolvimento da personalidade das pessoas;
  • Ajudar as pessoas a enfrentarem os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais;
  • Prover encorajamento para aqueles que tenham perdido algum ente querido ou sofrido decepções;
  • Assistir as pessoas cujo padrão de vida lhes cause frustração e infelicidade;
  • Levar as pessoas a terem uma relação pessoal com Jesus
PERSONALIDADE POSITIVA
Toda e qualquer técnica terapêutica só poderá ter efeito se o conselheiro tiver uma personalidade positiva e isto envolve cordialidade, sensibilidade, compreensão, cuidado e disposição de fazer tudo com amor. A fim de se tornar um conselheiro eficaz, o líder deve ser uma pessoa real e humana.
Jesus, o melhor exemplo que possuímos de “maravilhoso conselheiro” (Is 9:6), possuía personalidade, conhecimento e habilidade que o levou eficazmente a assistir as pessoas que precisavam de ajuda. Jesus era absolutamente honesto, profundamente compassivo, altamente sensível e espiritualmente maduro. Ele procurou ajudar as pessoas e interessado em ajudá-las, vivia convidando as pessoas a virem a Ele para que desfrutassem paz, esperança e segurança.

UM ENSINAMENTO AMPLO
De acordo com as Sagradas Escrituras, o cristão deve ensinar tudo o que Jesus ordenou. Isto quer dizer que devemos ensinar sobre as Doutrinas da Salvação (Soteriologia), da Igreja (Eclesiologia), da Bíblia (Bibliologia), do pecado (Hamartiologia), de Deus (Teologia), do Espírito Santo (Pneumatologia), dos Anjos (Angelologia), das coisas futuras (Escatologia), etc., mas também envolve ensinos sobre casamento, interação entre pais e filhos, obediência, relação de fraternidade entre as diferentes etnias e raças, liberdade tanto para homens quanto para mulheres. Igualmente envolve assuntos como: sexo, ansiedade, medo, solidão, dúvida, orgulho e desânimo. Ensinar tudo o que Jesus ordenou é, em suma, ajudar as pessoas a se entenderem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas.

UM ALIADO EFICIENTE
No centro de todo nosso ensino e conselho, precisa estar a pessoa do Espírito Santo. Ele é o supremo Consolador e Ajudador. Ele faz lembrar, convence as pessoas a respeito do pecado, da justiça e do juízo, guia a toda verdade, ajuda em nossas orações e dá autoridade ao conselheiro.
Ele ajudará os conselheiros nos momentos de oração, de meditação nas Sagradas Escrituras, nos momentos em que precisar Sabedoria e de uma palavra de revelação. Todo líder ou conselheiro cristãos precisa desejar ser usado pelo Espírito Santo. Paulo disse que “não devemos nos embriagar com vinho, mas encher-nos do Espírito” (Ef 5:18). O vinho faz com que a pessoa perca a razão e o juízo e isso é totalmente avesso a um conselheiro, que deve, sim, ser cheio do Espírito para que possa ser usado para tocar nas vidas, modificá-las e levá-las em direção à maturidade espiritual e emocional.

CONCLUSÃO: Precisamos ter os olhos e o coração abertos para podermos ajudar aqueles que estão em dificuldades, Lucas 10:30-37. Este assunto continua na próxima semana.

sábado, 5 de abril de 2008

Renovando a Mente Para Vencer

Mudança de Mentalidade Segundo Cristo

Há um personagem de um cartum que vive dizendo: “Já sei que não vou gostar!” Ele está sempre mentalmente predisposto. Seja o que for que venha a acontecer, já resolveu que não vai gostar. Sua mente acha-se dominada por um espírito de tédio, derrota, pessimismo e insatisfação. E, infelizmente, hoje em dia, muitas pessoas adotam essa mesma atitude. Estão constantemente dizendo: “Não consigo! É impossível! Já tentei antes e sei que não dá certo.” Precisamos mudar essa mentalidade.


Renovando nossa mente 
Em Romanos 12.1,2, o apóstolo Paulo “roga” aos crentes de Roma que apresentem o corpo a Deus em sacrifício vivo e se transformem pela renovação da própria mente. E o apóstolo estava se dirigindo a pessoas que já haviam nascido de Deus, recebido o perdão divino e tinham sido purificadas. Entretanto, nesse texto, ele as conclama a experimentarem uma consagração mais profunda. É fato que elas haviam atendido ao chamado para seguirem a Cristo. Tinham consciência de que eram pecadoras e talvez ainda não gozassem de paz interior. Provavelmente estavam com a mente muito focada nisso. Por essa razão, não entendiam as implicações plenas do chamado de Cristo. O mesmo ainda ocorre em nossos dias. O primeiro chamado que Deus nos faz é que nos arrependamos de nossos pecados e exercitemos fé para conhecer o Senhor Jesus. O segundo é que façamos uma entrega e uma consagração plenas ao Senhor, porque já o conhecemos. Somente Deus pode perdoar nossos pecados. Só ele pode purificar nosso coração e nos tornar novas criaturas em Cristo. Entretanto existem certas obras que ele não realiza em nós. Uma delas é a renovação da nossa mente. O Senhor até nos ensina como essa transformação se processa, mas não a opera. Apenas nós podemos efetuá-la. E se quisermos ser transformados, temos de renovar nossa mente. Quando nos convertemos, Deus não remove automaticamente as mentalidades que vamos formando ao longo dos anos. Ele insta conosco para que as alteremos. E algumas delas são contrárias à mente e à vontade divinas. É fato que algumas das idéias que abrigamos não se acham frontalmente contrárias à perfeita vontade de Deus. Contudo também não se ajustam plenamente a ela; são como que “paralelas”. E há casos em que não nos fixamos na vontade dele. Deixamos nossa mente “vagueando” indecisa, sem tomar uma decisão importante, seguindo a lei do menor esforço. Isso é um indício de que precisamos renovar nossa mente. É verdade que não poderemos alterar nossos sentimentos simplesmente nos esforçando nesse sentido. Tampouco podemos mudar nossas afeições com base na força de vontade. Todavia podemos modificar nossos pensamentos. Se adotarmos uma mentalidade correta, embasada na Bíblia, poderemos transformar nosso viver. Já uma mentalidade incorreta só nos leva à derrota e ao desespero.


Trocando o negativismo por pensamentos de fé
Grande parte dos nossos pensamentos é de natureza negativa. Pensamos muito em termos de derrota, de fracasso e de incapacidade pessoal. Entretanto, quando passamos a pensar mais em Deus, em suas promessas e em suas declarações, que têm um teor tão positivo, tornamo-nos mais positivos. Se ajustarmos nosso pensar à mente de Deus, ele nos mostrará como quer que venhamos a ser. Pela fé, poderemos nos apropriar dos recursos que Deus criou com o objetivo de nos resgatar e restaurar. Aliás, pela fé, nós nos ligamos com sua onipotência. Precisamos parar de pensar em termos de derrota e fracasso, e aprender a meditar nas vitórias que podemos conquistar mediante a graça de Deus. Temos de pensar naquilo que ele pode realizar em nós e em outros por nosso intermédio. Conta-se que Thomas Edison, quando estava criando a lâmpada incandescente, realizou seis mil experiências. Um dia, finalmente, descobriu que um fio de linho carbonizado podia transmitir a luz dentro da esfera de vidro, previamente preparada. E apesar de ele haver efetuado tantas experiências falhas, não dizia que havia fracassado nelas. Afirmava que descobrira mais uma idéia que não dera certo. Edison visualizava os resultados e persistiu em sua busca até obter o sucesso desejado. Assim como ocorreu com Edison, também nós podemos aprender alguma lição com as diversas experiências da vida. Infelizmente, porém, muita gente, diante de um fracasso, fica como que presa na mentalidade derrotista. Portanto, em cada tentativa fracassada, nossa reação deve ser a seguinte: “Tudo bem! Desta vez ainda não deu, mas brevemente vou descobrir a fórmula certa!”

Fortalecendo-nos a nós mesmos 
Deus nos fala de formas diversas para nos ajudar a mudar nossos hábitos mentais. Muitos textos da Bíblia – principalmente os Salmos – foram escritos com essa finalidade. Quando comecei a ler os Salmos, não os entendia muito bem. Sabia que eram a Palavra de Deus. Percebia neles um timbre de autoridade e de inspiração divina. Reconhecia que eram muito valiosos, reconfortantes e esclarecedores. Entretanto tive de admitir que me sentia mais inspirado com os hinos de Carlos Wesley, John Newton, Isaac Watts e de outros hinólogos, do que com os dos salmistas. Parecia-me que os cânticos de autoria daqueles homens continham mais a mensagem do evangelho do que os Salmos. Posteriormente, porém, descobri que os hinos bíblicos estavam carregados de afirmações muito positivas e de poderosas declarações de Deus. Mostravam quem ele é e o que deseja realizar. Assim que enxerguei isso, esse livro passou a ser uma tremenda bênção para mim. Vejamos, por exemplo, o Salmo 23. Diz ali: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Ele me guia, me restaura, me conduz. Não terei medo de nada, pois ele está comigo. Ele me conforta, me alimenta e me unge. Sua bondade e amor me seguirão sempre”. Essas afirmações encaminham nossos pensamentos para a direção certa. Então descobri que a finalidade dos Salmos, pelo menos em parte, é ajudar-nos a ajustar nossa mente à vontade de Deus e a tudo que diz respeito ao Senhor. E, de certo modo, isso produz em nós uma mente mais positiva. Precisamos, sim, renovar nossa mente. E não será Deus quem fará isso por nós. Somos nós mesmos que o faremos. É claro que ele nos auxiliará nesse processo, como faz em todos os outros aspectos de nossa vida. Ele nos dará, por exemplo, muitos textos das Escrituras que iremos ler várias e várias vezes, até que nossa mentalidade se torne positiva e criativa. Em conseqüência disso, iremos tornar-nos crentes transformados, mais produtivos, mais cheios de fé e bem-sucedidos. Cabe, então, a nós tomar a decisão de renovarmos nossa mente. O que você fará, meu irmão? O Pr. Ted A. Hegre é o fundador da Missão Evangélica Betânia. Faleceu em 1984 e deixou vários artigos e livros escritos, além de uma obra missionária que tem crescido e se espalhado por vários países do mundo , inclusive o Brasil. Este artigo foi extraído da Revista mensagem da Cruz.