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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Renovação espiritual

Renovação espiritual
2 Coríntios 4:16-18

Introdução: Ao iniciarmos uma etapa em nossa vida é conveniente que tenhamos em mente alguns princípios fundamentais. Quem não cuida acaba perdendo ou tendo sérios prejuízos. Quando compramos um carro, uma casa, uma roupa, um bem qualquer, se não cuidarmos vai desgastando e acabando.
A renovação espiritual é algo que jamais poderá ser esquecido. É uma bênção servir ao Senhor e desfrutar da vida cristã, que é descrita como: vida abundante, vida nova, nova criação, vida de luz, vida santa, vida vitoriosa, vida no Espírito, cidadania celestial e etc. É muito bom poder contar com a presença gloriosa do Espírito Santo em nossa vida.
Com o passar dos dias podemos manifestar um desgaste, motivado pelo descuido e pela falta de atitude sábia, que nos levariam mais perto de Deus. Tudo pode cooperar para o nosso bem, mas se omitirmos a nossa responsabilidade na manutenção de nossos compromissos espirituais, poderemos sucumbir. A Bíblia apresenta a gravidade de se experimentar o poder de Deus e não se manter nele. Jesus falou que vem mais sete espíritos piores e junta-se ao que havia antes e o estado dessa pessoa fica pior do que era. Para que isso não aconteça com você quero mostrar-lhe a necessidade de manter uma vida dentro do processo de renovação espiritual.

1) A vida cristã é cheia de desafios

Não se pode vencer sem a consciência e a busca de um incessante renovar do homem interior, pois é onde se trata nossas maiores batalhas. Em meio a tantas lutas e tentações, faz-se necessário separar um tempo para alimentar a alma para se recompor as forças devido ao desgaste diário. A verdadeira medida da nossa fé está em como comportamos em tempos de provações. É necessário beber do rio de Deus e se alimentar do pão que alimenta e sustenta, a Palavra de Deus.

2) Ninguém é uma fortaleza imbatível

Não podemos achar que exista alguém que não precisa se aquietar e entrar de forma exclusiva na presença divina, a fim de receber graça. Não podemos achar que Deus quer que nos lancemos a fazer, fazer e fazer. Na verdade, Deus conhece a nossa estrutura e sabe que, como seres humanos, podemos sucumbir no meio da caminhada. Por essa razão Ele quer que cultivemos a comunhão para mantermos firmes diante dos dias difíceis.

3) Não podemos achar que a caminhada é curta e que logo acabará

A caminhada cristã trata-se de uma longa jornada, portanto somos advertidos a correr com paciência a carreira. Sair na maior disparada e daqui a pouco fraquejar e parar não é interessante, nem para nós, sem para nossos irmãos e nem para Deus. É importante respirar de forma equilibrada, alimentar de forma saudável e avançar sempre com passos firmes.

4) Renovar significa manter sempre um nível de força suficiente que nos permita continuar

Devemos ter a firme resolução de avançar sempre. Na carreira cristã o verbo "desistir" jamais deve fazer parte da nossa história. Deus libera sobre nós força e sabedoria para que tenhamos uma vida abundante. Sendo assim, devemos confiar na provisão de Deus para nos manter renovados em força como a águia, subindo firmes com as suas asas buscando sempre o ponto mais alto da nossa comunhão e relacionamento com o Reino dos céus, a fim de que tenhamos uma visão ampliada em tudo quanto desejamos ou temos que desempenhar como filhos de Deus.

Conclusão: Sua vida é preciosa e deve ser mantida num alto padrão espiritual. Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito. Andai em espírito e não cumprireis os desejos da carne. Não negocie os princípios espirituais. Não dê legalidade para os demônios em sua vida, pelo contrário, seja cheio do Espírito Santo, resista o diabo e ele fugirá de vós.
Ministração: IPR São José, 10/03/2013 – Celebração do Encontro de Mulheres.

Wanderley da Silva

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Seja Cheio do Espírito | Artigos | Chamada

Paulo escreveu: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Por que ele mencionou algo tão ruim quanto a embriaguez juntamente com o nosso dever de sermos cheios do Espírito? Provavelmente porque há algumas semelhanças e diferenças evidentes entre as duas coisas. Primeiro, as semelhanças. Em ambos os casos, a pessoa está sob um controle externo. Na embriaguez, ela está sob o controle da bebida alcoólica chamada, às vezes, de “espíritos”. Ser cheio do Espírito significa que ela está sob o controle do Espírito Santo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pela forma como anda: o bêbado cambaleia a esmo; a pessoa cheia do Espírito anda separada do pecado e do mundo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pelo modo como fala: a fala do alcoólatra é enrolada e profana; a fala do crente é edificante e exalta a Cristo.

Leia na íntegra em:
Seja Cheio do Espírito | Artigos | Chamada

terça-feira, 13 de março de 2012

Um novo tempo para uma nova realidade


Vamos Viver Uma Nova Realidade
Lm 3:22-24

Novos começos são bênçãos maravilhosas de Deus. Estão cheios de promessas, livres dos problemas e cheios de potencial.
Cada dia é uma nova oportunidade de fechar a porta do passado e experimentar um novo tipo de começo. Mesmo o fato que Deus dividiu a hora em 60 minutos, o dia em 24 horas, o mês em 28 a 31 dias, o ano em 365 ou 366 dias é evidência que nós precisamos começar sobre uma base regular. Há sempre um novo dia, um novo mês e um novo ano. Mas para que façamos bom uso desses novos começos, nós precisamos uma nova atitude.
Que ocasião seria melhor para decidir por uma mudança para melhor do que agora, neste tempo favorável que nos concede o Senhor, nosso Deus.
Talvez você esteja se esforçado para vencer, mas se esbarra na depressão, raiva ou amargura.
Possivelmente, você foi queimada pelos relacionamentos passados e circunstâncias, e você ainda está curtindo um aparente fracasso ao redor das cinzas. Estes são os machucados profundos de antigos ferimentos que jamais foram curados. Por dias, meses ou anos você tem acreditado na abundante vida que Deus nos prometeu em João 10:10, mas ainda não resolveu desistir das cinzas do passado. Nossas cinzas consistem de coisas como ódio, amargura e falta de perdão para pessoas que nos machucaram, atitudes negativas, murmurações e vivermos com pena de nós mesmas – fazendo-nos de vítimas. Livre-se dessas cinzas que não servem para nada a não ser para sujeira.
Você está batalhando mas se esbarra no sentimento de culpa e de condenação?
Você se sente mal sobre alguma coisa que você fez anos atrás ou algo que aconteceu ontem? Não importa quanto tempo se passou, o passado é ainda o passado. O que é feito é feito, e somente Deus pode cuidar disto agora. Nossa parte é admitir nosso erro, arrepender, receber o perdão de Deus, e seguir em frente. Em Lamentações 3:22, o profeta Jeremias nos encoraja com as novas de que a misericórdia de Deus é nova cada manhã. Nesse novo ano Deus está lhe proporcionando uma nova oportunidade – nós podemos decidir a ter um novo começo cada dia! Se forem feridas antigas, debatendo-se com culpa e condenação, ou somente áreas da sua vida que gostaria de ver mudanças, eu acredito que nossas reuniões mensais promoverá uma expectativa em você para as boas coisas que Deus tem no horizonte da sua vida. Como 2011 está começando, escolha esperar o melhor, veja o que diz o profeta Isaías:
Isaías 30:18
Por isso, o Senhor esperará para ter misericórdia de vós; e, por isso, será exalçado para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de equidade. Bem-aventurados todos os que nele esperam.
Por que não deixar que este seja o ano em que você, com determinação, avance para fora da dor e dos problemas do seu passado, e insistindo no futuro brilhante que Deus planejou para você?
CONCLUSÃO: Se você quer mudar sua colheita então deverá mudar sua semeadura. Libere sua fé para o presente de Deus de um novo começo, e permaneçamos focados nos Seus bons planos para o seu futuro. Se empolgue com o novo começo que Deus tem para você!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Intolerância Bíblica

Gostaria de enfatizar esta verdade, asseverando que existe, na fé cristã, um lado de intolerância. Vou mais além e afirmo que, se não temos visto este lado intolerante da fé, provavelmente nunca vimos verdadeiramente a fé. Existem muitos mandamentos nas Escrituras que substanciam a afirmativa de que colocar mais alguém ao lado de Jesus, ou falar de salvação a parte dEle, ou sem que Ele seja o centro dela, é traição e negação da verdade. O apóstolo Pedro, dirigindo-se ao sinédrio em Jerusalém, disse: "porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado, entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At.4:12).

Todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nos diz que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuseram e advertiram as pessoas contra isso. Mas pergunto novamente: isto Å realizado hoje? Qual sua atitude pessoal quanto a isso? Acaso é você uma daquelas pessoas que diz que não há necessidade dessas negativas, e que deveríamos estar contentes com uma apresentação positiva da verdade? Subscrevemos o ensinamento prevalecente que discorda de advertências e críticas ao falso ensinamento? você concorda com aqueles que dizem que um espírito de amor é incompatível com a denúncia crítica e negativa dos erros gritantes, e que temos de ser sempre positivos? A resposta mais simples a tal atitude é que o Senhor Jesus Cristo denunciou o mal e os falsos mestres. Repito que Ele os denunciou como "lobos vorazes" e como "sepulcros caiados" e como "guias cegos". O apóstolo Paulo disse de alguns deles: "o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia". Esta é a linguagem das Escrituras. Pode haver pouca dúvida, mas a Igreja está como é hoje porque não seguimos o ensinamento do Novo Testamento e as suas exortações, e nos restringimos ao positivo e ao assim chamado "Evangelho simples", e fracassamos em acentuar negativas e críticas. O resultado é que as pessoas não reconhecem o erro, quando se defrontam com ele. Aceitam aquilo que aparenta ser bom, e se impressionam com aqueles que vem às suas portas falando da Bíblia e oferecendo livros sobre a Bíblia e profecias e coisas deste tipo. E eles, na condição de sua ignorância infantil, freqüentemente ajudam a propagar o falso ensinamento, porque não conseguem ver nada de errado nele. Além disso não compreendem que o erro deve ser odiado e denunciado. Eles imaginam-se a si mesmos cheios de um espírito de amor, são iludidos por satanás, a fera destruidora que estava no encalço delas, e que, num bote súbito, os agarrou com sua esperteza e sutileza.

Não é agradável ser negativo; ter que denunciar e expor o erro não dá alegria. Mas qualquer pastor que sinta, em pequena medida, e com humildade, a responsabilidade que o apóstolo Paulo conhecia num grau infinitamente maior pelas almas e o bem estar espiritual de seu povo, é forçado a fazer estas advertências. Isto não é desejado nem apreciado por esta moderna geração moralmente fraca. Muito amiúde a bancada tem controlado o púlpito e grande dano tem sobrevindo à Igreja. O apóstolo adverte a Timóteo que virá um tempo em que as pessoas "não suportarão a sã doutrina". Este é freqüentemente o caso no tempo presente, e assim tem sido durante este século. Por isso é importante que cada membro deva te ruma concepção real da Igreja e do oficio do ministro em particular.

Hoje há no mundo igrejas que na superfície parecem ser igrejas florescentes. Multidões se agregam a elas e demonstram demasiado zelo e entusiasmo. Mas num exame mais acurado descobre-se que a maior parte do tempo é tomado por música de vários tipos, e com clubes e sociedades e atividades sociais. O culto começa às 11:00h e tem que terminar exatamente ao meio-dia, e haverá sérios problemas se isso não ocorrer! Há apenas uma breve "reflexão" de quinze minutos, vinte minutos no máximo. O infeliz ministro, se não enxergar estas coisas com clareza, teme ir contra os desejos da maioria. Sua sobrevivência depende dos membros da igreja, e o resultado é que tudo é feito para se conformar aos desejos e anseios da congregação.

Mas deixe-me acrescentar que o ministro também não pode impor. É o próprio Senhor quem determina, Aquele que está assentado à mão direita de Deus e que deu "alguns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores" (Ef.4: t 1 ). Ele os deu para a edificação dos membros da Igreja, e é a mensagem dELE que deve ser pregada sem temor nem favor. Precisamos recuperar algo do espírito de John Knox cuja pregação fazia tremer a Maria, Rainha dos Escoceses.

O trabalho do ministro é edificar o corpo de Cristo. A ocupação do ministro é edificar a Igreja, não a si mesmo! Ai! Eles têm muito freqüentemente edificado a si mesmos, e temos lido de príncipes da igreja vivendo em posições de grande pompa e riqueza. Isto é uma gritante deturpação dos ensinamentos de Paulo! Observemos que os ministros são chamados para edificar, não para agradar nem entreter. O modo pelo qual deveriam fazer isso está resumido perfeitamente naquela passagem, imensamente lírica, de Atos Z0. O apóstolo Paulo está se despedindo dos presbíteros da igreja de Éfeso, à beira mar, e eis o que ele diz: "Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e È Palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados" (v.32). "Palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar"! Não é surpresa que a igreja seja o que é hoje, pois lhe têm sido dados filosofia e entretenimento. Por meio delas um ministro pode, por enquanto, atrair e segurar uma multidão; mas não pode edificar; a tarefa dos pregadores é edificar, não atrair multidões. Nada edifica a não ser a inadulterada Palavra de Deus. Não há autoridade fora dela; e ela não pode de modo algum ser modificada ou nivelada para se adaptar à moda da ciência moderna, ou a alguns supostos "resultados confirmados da crítica" que está sempre em modificação. É o "eterno Evangelho" e é: a "Eterna Palavra a mesma que Paulo e os demais apóstolos pregaram, a mesma Palavra que os Reformadores protestantes pregaram, os Puritanos, e os grandes pregadores de duzentos anos atrás, como também Spurgeon no último século, sem qualquer modificação que fosse. É pelo fato de isso ter sido tão amplamente esquecido nos últimos cem anos que as coisas hoje estão como estão.

Autor: D. M. Lloyd-Jones

terça-feira, 25 de maio de 2010

Renovação - Uma Perspectiva Bíblica

Renovação é a essência do Cristianismo dinâmico e a base sobre a qual os cristãos, tanto no sentido de "corpo" ou de grupo, como no sentido de crentes individuais, podem determinar a vontade de Deus. Paulo tornou isto bem claro ao escrever aos cristãos romanos: "transformai-vos pela renovação da vossa mente". Então continuou ele: "Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Aqui Paulo fala de renovação num sentido organizacional. Paulo pede que estes cristãos, como um corpo de crentes, desenvolvam a mente de Cristo mediante a renovação grupal.
A  renovação pessoal  não  acontecerá  como  Deus pretendia a menos que se efetue no contexto da renovação organizacional. Por outro lado, a renovação do grupo não acontecerá como Deus pretendia sem a renovação pessoal. Ambas são necessárias.
Todas as igrejas locais, porém, são formadas de unidades menores contidas uma dentro da outra, mas inter-relacionadas. A família na Bíblia emerge como a "igreja em miniatura". Por sua vez, a família é constituída de uma unidade social menor—o casamento. A renovação pessoal, que está inseparavelmente ligada a todas as outras unidades básicas. O casamento é constituído de dois indivíduos que se tomam um. A família é constituída de pais e filhos que também devem refletir a mente de Cristo. E a igreja é constituída não apenas de indivíduos crentes, mas também de casais e famílias.
Embora todas estas unidades sociais sejam inter-relacionadas, a renovação bíblica pode começar dentro de qualquer unidade social específica. Mas onde quer que se inicie, na igreja, nas famílias, nos casamentos ou nos indivíduos, o processo imediatamente afeta todas as outras unidades sociais. Uma coisa é certa: tudo o que Deus diz é coerente e harmonioso. Ele não possui um conjunto de princípios para a igreja, outro para a família, outro para maridos e mulheres a ainda outro para os crentes como indivíduos. Por exemplo, os princípios que Deus esboça para os anciãos das igrejas locais, pais e maridos, concernentes a seu papel como líderes, são inter-relacionados e coerentes. Se não o forem, podemos estar certos de que não interpretamos corretamente o plano de Deus.

Do Livro "A Estatura de Um Cristão" - Gene A. Getz - Editora Vida

sábado, 22 de maio de 2010

Avivamento Faz Coisas Surpreendentes

Em poucas palavras, avivamento é o sopro de Deus para tirar a poeira acumulada no decurso dos anos, no período variável de tempo compreendido entre o avivamento anterior e o momento atual. Não importa a quantidade nem a qualidade da poeira. É uma obra de Deus, periódica e poderosa, que ele realiza quando e onde quer. Essa manifestação surpreendente de Deus recoloca a igreja em seu primeiro amor, produz convicção e confissão de pecado, desejo sério de santificação pessoal, renovação das certezas da fé e do entusiasmo que elas criam, renúncia da soberba e da autossuficiência, anseio por Deus e prazer de ler com proveito a Palavra e de orar ao Senhor. O avivamento leva a igreja a redescobrir a pessoa e a obra do Espírito Santo, sem o qual nunca será possível vencer a pecaminosidade latente, a pressão do mundo e a força das potestades do ar.


Mesmo podendo ter um teor místico acentuado, avivamento é bem mais do que isso. É o motor de coisas novas, de realizações extraordinárias e de certa duração, na área de devoção, de educação religiosa, de evangelização e missões, e de socorro ao sofrimento humano. Forçosamente, o avivamento gera preocupação com os não-alcançados pela pregação do evangelho, os não-salvos pela graça de Deus e os moralmente marginalizados (os publicanos e as meretrizes de antigamente). A história mostra que esse sopro especial do Espírito induz os crentes a fazerem obras de caridade e a levantarem a voz contra a injustiça social, seja ela qual for e custe o preço que custar.

Problemas sérios como a escravidão, o alcoolismo, a delinquência juvenil e a licenciosidade levaram as igrejas a organizar sociedades dispostas a trabalhar com esses segmentos. As pregações de Charles Finney, líder mor do Segundo Grande Avivamento, têm muito a ver com os fortes sentimentos antiescravistas que tomaram conta dos crentes do norte e do centro-oeste dos Estados Unidos. Os textos escritos por Theodore Weld (“A Bíblia contra a Escravidão” e “A Escravidão como Ela É”) e o famoso livro de Harriet Beecher Stowe (“A Cabana do Pai Tomás”) são subprodutos do ministério de Finney.1

Graças ao Primeiro Grande Avivamento (1725-1760) e ao Segundo (meados do século seguinte), muitas escolas, universidades e seminários cristãos foram fundados nos Estados Unidos. Por volta de 1880, havia 142 seminários no país, quase todos no lado leste, sendo 26 presbiterianos, 22 batistas, 21 católicos, 17 episcopais, 16 luteranos, 14 metodistas, 11 congregacionais, 3 reformados, e 12 outros.2 Entre as universidades estão as de Princeton, Pensilvânia, Rutgers, Brown e Dartmouth. Por meio dessas instituições de ensino, o espírito de avivamento era transmitido a muitos jovens. Charles Dodge, um dos três teólogos mais famosos do século 19, por exemplo, converteu-se por ocasião de um avivamento na Universidade de Princeton (1815).

Como a ligação entre avivamento e missões é muito estreita, muitos jovens tornaram-se missionários. Em 70 anos de história (1812-1882), o Seminário de Princeton formou 3.464 rapazes em 150 cursos diferentes. Destes, 204 foram para os campos missionários, entre eles Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil. Todos os primeiros missionários da Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras, fundada em 1810, são frutos do avivamento. Entre eles estão Hiran Binghan, missionário no Havaí; Adoniram Judson, missionário e tradutor da Bíblia na Birmânia (hoje Myanmar); Luther Rice, missionário na Índia; e Jonas King, missionário na Palestina e, depois, na Grécia. Pelo menos quarenta estudantes convertidos na Universidade de Rochester, no estado de Nova York, tornaram-se pastores e missionários. Entre as dezenas de sociedades missionárias surgidas como resultado do Segundo Grande Avivamento está a histórica Sociedade Bíblica Americana (1816). No avivamento ocorrido na Universidade de Yale, no Connecticut, em 1831, o jornalista Horace Bushnell (1802-1876) teve uma profunda experiência de conversão e, aos 29 anos, trocou o curso de direito pela teologia, tornando-se um pastor congregacional e teólogo notável.

O avivamento é um tempo propício para conversões. Segundo Bruce Shelley, em 3 anos (1740- 1742), o Primeiro Grande Avivamento acrescentou cerca de 50 mil membros só às igrejas da Nova Inglaterra. Entre 1750 e 1760 formaram-se 150 novas comunidades eclesiásticas, sem falar na contínua proliferação dos batistas.3 Williston Walker, da Universidade de Yale, acrescenta que, por intermédio dos reavivamentos, das organizações missionárias e das sociedades voluntárias, denominações outrora sem grande expressão vieram a se destacar. Os metodistas, de 15 mil membros em 1784, passaram a mais de 1 milhão em menos de 70 anos. Na primeira metade do século 19, os batistas aumentaram oito vezes. Só em Rochester, no estado de Nova York, 100 mil pessoas tornaram-se membros de alguma igreja.4 Naturalmente nem todas as conversões são autênticas e o número diminui com o tempo. Enquanto em alguns lugares o índice de permanência era de 80%, em outros baixava para 30%.

O avivamento faz coisas surpreendentes. Ele altera, sem previsão, o rumo de pessoas, igrejas e países! Mark A. Noll, professor de pensamento cristão em Wheaton, em seu livro “The Old Religion in a New World” (2002), escreve que “o reavivamento promovido por protestantes evangelicais não foi apenas a ação mais importante da vida religiosa americana, mas também, depois dos eventos que formaram a nova nação, o acontecimento público mais importante que qualquer outro”.5

Notas
1. “História do Cristianismo ao Alcance de Todos”, p. 436.
2. “Religions Encyclopaedia”, v. 4, p. 2378.
3. “História do Cristianismo ao Alcance de Todos”, p. 389.
4. “História da Igreja Cristã”, v. 2, p. 273.
5. “The Old Religion in a New World”, p. 95.

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sábado, 5 de abril de 2008

Renovando a Mente Para Vencer

Mudança de Mentalidade Segundo Cristo

Há um personagem de um cartum que vive dizendo: “Já sei que não vou gostar!” Ele está sempre mentalmente predisposto. Seja o que for que venha a acontecer, já resolveu que não vai gostar. Sua mente acha-se dominada por um espírito de tédio, derrota, pessimismo e insatisfação. E, infelizmente, hoje em dia, muitas pessoas adotam essa mesma atitude. Estão constantemente dizendo: “Não consigo! É impossível! Já tentei antes e sei que não dá certo.” Precisamos mudar essa mentalidade.


Renovando nossa mente 
Em Romanos 12.1,2, o apóstolo Paulo “roga” aos crentes de Roma que apresentem o corpo a Deus em sacrifício vivo e se transformem pela renovação da própria mente. E o apóstolo estava se dirigindo a pessoas que já haviam nascido de Deus, recebido o perdão divino e tinham sido purificadas. Entretanto, nesse texto, ele as conclama a experimentarem uma consagração mais profunda. É fato que elas haviam atendido ao chamado para seguirem a Cristo. Tinham consciência de que eram pecadoras e talvez ainda não gozassem de paz interior. Provavelmente estavam com a mente muito focada nisso. Por essa razão, não entendiam as implicações plenas do chamado de Cristo. O mesmo ainda ocorre em nossos dias. O primeiro chamado que Deus nos faz é que nos arrependamos de nossos pecados e exercitemos fé para conhecer o Senhor Jesus. O segundo é que façamos uma entrega e uma consagração plenas ao Senhor, porque já o conhecemos. Somente Deus pode perdoar nossos pecados. Só ele pode purificar nosso coração e nos tornar novas criaturas em Cristo. Entretanto existem certas obras que ele não realiza em nós. Uma delas é a renovação da nossa mente. O Senhor até nos ensina como essa transformação se processa, mas não a opera. Apenas nós podemos efetuá-la. E se quisermos ser transformados, temos de renovar nossa mente. Quando nos convertemos, Deus não remove automaticamente as mentalidades que vamos formando ao longo dos anos. Ele insta conosco para que as alteremos. E algumas delas são contrárias à mente e à vontade divinas. É fato que algumas das idéias que abrigamos não se acham frontalmente contrárias à perfeita vontade de Deus. Contudo também não se ajustam plenamente a ela; são como que “paralelas”. E há casos em que não nos fixamos na vontade dele. Deixamos nossa mente “vagueando” indecisa, sem tomar uma decisão importante, seguindo a lei do menor esforço. Isso é um indício de que precisamos renovar nossa mente. É verdade que não poderemos alterar nossos sentimentos simplesmente nos esforçando nesse sentido. Tampouco podemos mudar nossas afeições com base na força de vontade. Todavia podemos modificar nossos pensamentos. Se adotarmos uma mentalidade correta, embasada na Bíblia, poderemos transformar nosso viver. Já uma mentalidade incorreta só nos leva à derrota e ao desespero.


Trocando o negativismo por pensamentos de fé
Grande parte dos nossos pensamentos é de natureza negativa. Pensamos muito em termos de derrota, de fracasso e de incapacidade pessoal. Entretanto, quando passamos a pensar mais em Deus, em suas promessas e em suas declarações, que têm um teor tão positivo, tornamo-nos mais positivos. Se ajustarmos nosso pensar à mente de Deus, ele nos mostrará como quer que venhamos a ser. Pela fé, poderemos nos apropriar dos recursos que Deus criou com o objetivo de nos resgatar e restaurar. Aliás, pela fé, nós nos ligamos com sua onipotência. Precisamos parar de pensar em termos de derrota e fracasso, e aprender a meditar nas vitórias que podemos conquistar mediante a graça de Deus. Temos de pensar naquilo que ele pode realizar em nós e em outros por nosso intermédio. Conta-se que Thomas Edison, quando estava criando a lâmpada incandescente, realizou seis mil experiências. Um dia, finalmente, descobriu que um fio de linho carbonizado podia transmitir a luz dentro da esfera de vidro, previamente preparada. E apesar de ele haver efetuado tantas experiências falhas, não dizia que havia fracassado nelas. Afirmava que descobrira mais uma idéia que não dera certo. Edison visualizava os resultados e persistiu em sua busca até obter o sucesso desejado. Assim como ocorreu com Edison, também nós podemos aprender alguma lição com as diversas experiências da vida. Infelizmente, porém, muita gente, diante de um fracasso, fica como que presa na mentalidade derrotista. Portanto, em cada tentativa fracassada, nossa reação deve ser a seguinte: “Tudo bem! Desta vez ainda não deu, mas brevemente vou descobrir a fórmula certa!”

Fortalecendo-nos a nós mesmos 
Deus nos fala de formas diversas para nos ajudar a mudar nossos hábitos mentais. Muitos textos da Bíblia – principalmente os Salmos – foram escritos com essa finalidade. Quando comecei a ler os Salmos, não os entendia muito bem. Sabia que eram a Palavra de Deus. Percebia neles um timbre de autoridade e de inspiração divina. Reconhecia que eram muito valiosos, reconfortantes e esclarecedores. Entretanto tive de admitir que me sentia mais inspirado com os hinos de Carlos Wesley, John Newton, Isaac Watts e de outros hinólogos, do que com os dos salmistas. Parecia-me que os cânticos de autoria daqueles homens continham mais a mensagem do evangelho do que os Salmos. Posteriormente, porém, descobri que os hinos bíblicos estavam carregados de afirmações muito positivas e de poderosas declarações de Deus. Mostravam quem ele é e o que deseja realizar. Assim que enxerguei isso, esse livro passou a ser uma tremenda bênção para mim. Vejamos, por exemplo, o Salmo 23. Diz ali: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Ele me guia, me restaura, me conduz. Não terei medo de nada, pois ele está comigo. Ele me conforta, me alimenta e me unge. Sua bondade e amor me seguirão sempre”. Essas afirmações encaminham nossos pensamentos para a direção certa. Então descobri que a finalidade dos Salmos, pelo menos em parte, é ajudar-nos a ajustar nossa mente à vontade de Deus e a tudo que diz respeito ao Senhor. E, de certo modo, isso produz em nós uma mente mais positiva. Precisamos, sim, renovar nossa mente. E não será Deus quem fará isso por nós. Somos nós mesmos que o faremos. É claro que ele nos auxiliará nesse processo, como faz em todos os outros aspectos de nossa vida. Ele nos dará, por exemplo, muitos textos das Escrituras que iremos ler várias e várias vezes, até que nossa mentalidade se torne positiva e criativa. Em conseqüência disso, iremos tornar-nos crentes transformados, mais produtivos, mais cheios de fé e bem-sucedidos. Cabe, então, a nós tomar a decisão de renovarmos nossa mente. O que você fará, meu irmão? O Pr. Ted A. Hegre é o fundador da Missão Evangélica Betânia. Faleceu em 1984 e deixou vários artigos e livros escritos, além de uma obra missionária que tem crescido e se espalhado por vários países do mundo , inclusive o Brasil. Este artigo foi extraído da Revista mensagem da Cruz.