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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Renovação espiritual

Renovação espiritual
2 Coríntios 4:16-18

Introdução: Ao iniciarmos uma etapa em nossa vida é conveniente que tenhamos em mente alguns princípios fundamentais. Quem não cuida acaba perdendo ou tendo sérios prejuízos. Quando compramos um carro, uma casa, uma roupa, um bem qualquer, se não cuidarmos vai desgastando e acabando.
A renovação espiritual é algo que jamais poderá ser esquecido. É uma bênção servir ao Senhor e desfrutar da vida cristã, que é descrita como: vida abundante, vida nova, nova criação, vida de luz, vida santa, vida vitoriosa, vida no Espírito, cidadania celestial e etc. É muito bom poder contar com a presença gloriosa do Espírito Santo em nossa vida.
Com o passar dos dias podemos manifestar um desgaste, motivado pelo descuido e pela falta de atitude sábia, que nos levariam mais perto de Deus. Tudo pode cooperar para o nosso bem, mas se omitirmos a nossa responsabilidade na manutenção de nossos compromissos espirituais, poderemos sucumbir. A Bíblia apresenta a gravidade de se experimentar o poder de Deus e não se manter nele. Jesus falou que vem mais sete espíritos piores e junta-se ao que havia antes e o estado dessa pessoa fica pior do que era. Para que isso não aconteça com você quero mostrar-lhe a necessidade de manter uma vida dentro do processo de renovação espiritual.

1) A vida cristã é cheia de desafios

Não se pode vencer sem a consciência e a busca de um incessante renovar do homem interior, pois é onde se trata nossas maiores batalhas. Em meio a tantas lutas e tentações, faz-se necessário separar um tempo para alimentar a alma para se recompor as forças devido ao desgaste diário. A verdadeira medida da nossa fé está em como comportamos em tempos de provações. É necessário beber do rio de Deus e se alimentar do pão que alimenta e sustenta, a Palavra de Deus.

2) Ninguém é uma fortaleza imbatível

Não podemos achar que exista alguém que não precisa se aquietar e entrar de forma exclusiva na presença divina, a fim de receber graça. Não podemos achar que Deus quer que nos lancemos a fazer, fazer e fazer. Na verdade, Deus conhece a nossa estrutura e sabe que, como seres humanos, podemos sucumbir no meio da caminhada. Por essa razão Ele quer que cultivemos a comunhão para mantermos firmes diante dos dias difíceis.

3) Não podemos achar que a caminhada é curta e que logo acabará

A caminhada cristã trata-se de uma longa jornada, portanto somos advertidos a correr com paciência a carreira. Sair na maior disparada e daqui a pouco fraquejar e parar não é interessante, nem para nós, sem para nossos irmãos e nem para Deus. É importante respirar de forma equilibrada, alimentar de forma saudável e avançar sempre com passos firmes.

4) Renovar significa manter sempre um nível de força suficiente que nos permita continuar

Devemos ter a firme resolução de avançar sempre. Na carreira cristã o verbo "desistir" jamais deve fazer parte da nossa história. Deus libera sobre nós força e sabedoria para que tenhamos uma vida abundante. Sendo assim, devemos confiar na provisão de Deus para nos manter renovados em força como a águia, subindo firmes com as suas asas buscando sempre o ponto mais alto da nossa comunhão e relacionamento com o Reino dos céus, a fim de que tenhamos uma visão ampliada em tudo quanto desejamos ou temos que desempenhar como filhos de Deus.

Conclusão: Sua vida é preciosa e deve ser mantida num alto padrão espiritual. Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito. Andai em espírito e não cumprireis os desejos da carne. Não negocie os princípios espirituais. Não dê legalidade para os demônios em sua vida, pelo contrário, seja cheio do Espírito Santo, resista o diabo e ele fugirá de vós.
Ministração: IPR São José, 10/03/2013 – Celebração do Encontro de Mulheres.

Wanderley da Silva

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A NECESSIDADE DO ESPÍRITO SANTO

A NECESSIDADE DO ESPÍRITO SANTO

        Não há igreja verdadeira sem a presença e a ação do Espírito Santo. É impossível haver um convertido sequer sem a transformação operada pelo Espírito Santo. Charles Spurgeon dizia que é mais fácil ensinar um leão a ser vegetariano do que converter um coração sem a obra regeneradora do Espírito Santo.
O livro de Atos, nos capítulos 1 e 2 nos fala sobre cinco verdades fundamentais acerca do Espírito Santo.

1.  A promessa do Espírito Santo (Atos 1.4-8)
Jesus determinou os discípulos a não saírem de Jerusalém até que recebessem a promessa do Pai (At 1.4), o batismo com o Espírito Santo (At 1.5). Esse batismo seria também um revestimento de poder (Lc 24.49).
Os discípulos, ainda influenciados por uma visão provinciana e política do reino de Deus, perguntaram a Jesus se seria nessa época que o reino seria restaurado a Israel. Jesus não alimenta as idéias messiânicas distorcidas deles e retoma o tema da promessa do Espírito, dizendo: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
Essa promessa que se cumpriu no dia de Pentecostes é a mesma profetiza por Joel (Jl 2.28) e Isaías (Is 44.3-5).

2.  A busca do Espírito Santo (At 1.14)
Os discípulos não aguardaram a promessa do Espírito Santo dormindo ou indiferentes, mas em oração. Os cento e vinte discípulos, entre eles os apóstolos, Maria, bem como seus outros filhos oraram durante dez dias após a ascensão de Cristo. Ao fim desse tempo, o Espírito Santo foi derramado sobre eles.
Essa oração no cenáculo teve três características:
Primeiro, ela foi abrangente: todos eles estavam comprometidos com a busca do Espírito Santo;
Segundo, ela foi perseverante: todos eles perseveram em oração, sem esmorecer;
Terceiro, ela foi unânime, ou seja, todos tinham um só objetivo, uma só motivação, a busca do Espírito Santo.
Houve unanimidade e concordância na oração. Em todos eles havia o mesmo sentimento.

3.  O derramamento do Espírito Santo (At 2.1-4)
No dia do Pentecostes, dez dias depois da ascensão de Cristo e da oração incessante da igreja, o Espírito Santo foi derramado. Todos os discípulos ficaram cheios do Espírito Santo. Aqueles que já tinham o Espírito Santo, pois eram convertidos, agora são cheios do Espírito Santo e revestidos com poder para testemunhar. O Espírito Santo desce sobre eles em línguas como de fogo e como um vento impetuoso e todos começam a falar as grandezas de Deus. Uma multidão se ajunta curiosa e cheia de ceticismo (At 2.12), preconceito (At 2.7) e zombaria (At 2.13). Embora o milagre tenha atraído a multidão, foi a pregação da Palavra que compungiu o coração do povo e naquela manhã cerca de três mil pessoas foram convertidas a Cristo. A partir daí, aqueles que até então estavam trancados com medo dos judeus, são trancados nas prisões por falta de medo. Aqueles que se acovardaram diante dos perigos, agora enfrentam açoites, prisões e até mesmo a morte com galhardia.

4.  A vida cheia do Espírito Santo (At 2.42-47)

Depois que a igreja ficou cheia do Espírito Santo sua vida refletiu isso e o mundo foi impactado. A plenitude do Espírito foi percebida através da firmeza na doutrina dos apóstolos, do engajamento na oração, da comunhão fraternal, da adoração fervorosa e do testemunho irrepreensível. Uma igreja cheia do Espírito tem bom testemunho dos de dentro e também dos de fora. Ela cresce em conhecimento e também em graça. Ela tem a simpatia dos homens e a aprovação de Deus. Ela cresce em santidade e também em números. Ela é embaixadora de Deus na terra e promove festa no céu.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Batalha Espiritual - não ignore essa realidade


A Legítima Postura de Um Guerreiro Espiritual

“Depois de uma inspeção, eu disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: Não os temais! Lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e lutai por vossos irmãos, vossos filhos e filhas, vossas mulheres e vossas casas” (Neemias 4:14).

Introdução:
O mundo é um campo de batalhas. Somos desafiados todos os dias. O apóstolo Paulo declarou que “somos entregues à morte todo dia”, isto é, estamos sempre pisando em campo minado. Jesus falou sobre aflições; Paulo sobre tribulações; Pedro sobre dias difíceis; Judas advertiu a igreja a “batalhar pela fé dada aos santos”. Não é possível que um cristão fique se fazendo de vítima, quando há muito que precisa ser feito e conquistado. Muitos vivem distraídos com os cuidados do mundo e se omitem de guerrear com determinação. Se te mostrares um cristão frouxo, no dia da adversidade procurarás e não acharas força para se manter em pé. O diabo, terrível adversário, anda de olho nos cristãos, para encontrar um meio de derrotá-los.

Para poder triunfar é preciso seguir os passos bíblicos daqueles que já deram mostras de superação. Na Bíblia, tudo quanto foi escrito é para o nosso ensino. Neemias foi um grande líder que soube conduzir o povo à uma obra bem sucedida. Não escapava ninguém – nobres, oficiais e todo o povo – todos deveriam pegar as armas e trabalharem na reconstrução, mas com a consciência de que estavam numa batalha. Na reconstrução de Jerusalém, empenhou forças e conscientizou o seu povo sobre a realidade enfrentada naqueles dias, um tanto quanto intimidadora, perseguidora, com forte tentativa de que houvesse abandono. No entanto, ele foi firme e orientou o povo a batalhar com a postura de um legítimo guerreiro. Eis o que pediu ao povo:

1) Não se intimidar diante dos inimigos e suas ameaças
“... não os temais”
O medo é um bloqueador, um paralisador, um limitador de potenciais. O maior responsável pelas derrotas e fracassos do ser humano. "Nenhuma batalha jamais foi ganha sem o poder do entusiasmo" (John Lord O Brian).
Uma das estratégias do inimigo é gritar mais alto, falar em tom mais austero, com o fim de intimidar. Não olhe para suas ameaças... nem para sua cara feia... seja firme diante de qualquer inimigo, resista com firmeza e ele vai começar a recuar. Siga a orientação de Tiago:“Sujeitai-vos, pois a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4.7), bem como, de Pedro: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé” (1Pe 5.8-9).
Não podemos ignorar o fato de Satanás, quando vê que a intimidação, a força ou a ameaça não resolve, procura se transfigurar em “anjo de luz” para poder seduzir um cristão, 1Co 11.14. Normalmente, Satanás começa a derrotar um cristão pelo seu pensamento, que sendo alimentado gerará uma atitude, onde se cairá no colo dele. A partir daí, o poço passa a ser de uma profundidade inimaginável. Paulo falou para o cristão vestir toda a armadura de Deus, para ficar firme contra as astutas ciladas (trapaça, engano, isca) do diabo, Ef 6.11. Vemos que o casal Ananias e Safira foram vítimas da astúcia de Satanás. Estavam fazendo algo bom – ofertar – mas, interiormente, estavam dominados pelo engano e o resultado foi a morte, At 5.1-11.
Não subestime o inimigo, mas também não supervalorize. Longe de nós cometer um desses erros: achar que tudo é o diabo (tirando do homem a responsabilidade), ou achar que nada é ele (atribuir tudo ao humanismo).
Jesus falou enfaticamente “vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26.41).

2) Considerar e confiar no Poderoso Deus
“... lembrai-vos do Senhor, grande e temível”
Para que se tenha vitória em meio a uma batalha, é preciso manter uma boa relação com Deus. Busque-o em oração e se empenhe para estar sendo por Ele fortalecido. Alguém afirmou que “Quanto mais suor exalar no treinamento, menos sangue será derramado no campo de batalha”. Com isso, quero dizer que as batalhas serão superadas, conforme a força que receberes através da oração. Quanto mais lágrimas derramares no altar, maior serão as manifestações de seu poder na batalha.
Quando o apóstolo Paulo falou sobre a batalha espiritual, sua palavra inicial foi “fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder, revesti-vos de toda a armadura de Deus...” (Ef 6.10). Uma expressão evidente no Antigo Testamento é “Senhor dos exércitos”, um dos nomes pelo qual Deus é revelado ao seu povo. Isso mostra sua soberania e seu total poder sobre seus inimigos. Diante disso, Ele afirmou: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres porque eu sou teu Deus; eu te esforço e te ajudo e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).
O apóstolo João nos assegura uma vida vitoriosa: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge” (1 João 5:18). Seja fiel a Deus, Ele é Poderoso para guardar seus filhos.

3) Não ser egoísta na peleja ignorando seus companheiros
“... lutai por vossos irmãos, vossos filhos e filhas, vossas mulheres e vossas casas”
Na batalha espiritual não vale o dito popular: “cada um pra si, Deus por todos”. Se é bom e suave que os irmãos vivam em união, Sl 133.1, o mesmo deve ser aplicado quando se trata de momentos de provações, tribulações e guerra espiritual. A Palavra diz que “na angústia é que nasce o irmão”.
Longe de nós sermos contagiados pela “síndrome de Caim”, ficar revoltado com o irmão a ponto de eliminá-lo de sua convivência. Pode-se eliminar alguém da sua lista, mas nunca da sua consciência. Quando Deus perguntou a Caim sobre seu irmão, ele respondeu grosseiramente: “sou eu guardador de meu irmão?”
A vida de comunhão pode ser benéfica, pois “melhor e serem dois do que um”. Um pode perseguir mil, dois perseguirão dez mil. Necessitamos batalhar de forma a pensar em nossos irmãos, irmãs, família, casa, etc

Conclusão: Vamos engajar nesse exército com a certeza de que nossa força vem de Deus. Não podemos viver acuados com medo do inimigo, mas mostrar-nos forte, por que em Deus faremos proezas, Ele calcará aos nossos pés os nossos inimigos. “Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti” é o que nos garante o Senhor.


Pr.Wanderley da Silva - ministração na IPR em São José, 22.04.2012.

terça-feira, 20 de março de 2012

A Verdadeira Espiritualidade


Á Pessoa Espiritual

Quase todo cristão deseja ser espiritual, mas apenas alguns sabem o que isso significa. Muito alívio sem base poderia ser eliminado e muita consolação verdadeira poderia ser recebida se puséssemos as coisas em ordem.
É difícil para nós nos desvencilharmos da noção de que uma pessoa é tão espiritual quanto sinta que é. A nossa espiritualidade raramente está em harmonia com os nossos sentimentos. Há muitas pessoas carnais cujas emoções religiosas são sensíveis a toda impressão, e que se esforçam por se manter num certo plano elevado de satisfação interior, mas que não tem as marcas da piedade sobre si. Tais pessoas recebem tudo com muita rapidez, e se deixam tomar por quase qualquer coisa religiosa imediatamente. Suas lágrimas são mais aparentes do que reais, e suas vozes carregam em si um grande conteúdo emocional. Tais pessoas têm a reputação de serem espirituais, elas chegam facilmente a acreditar que são. Mas não é bem assim, as pessoas espirituais são indiferentes em relação a seus sentimentos elas vivem pela fé em Deus e dão pouca atenção as próprias emoções. Elas pensam os pensamentos de Deus e as coisas tal como Deus as vê.

A. W. Tozer

segunda-feira, 19 de março de 2012

Urgente: Avivamento Pessoal


A Falta de Avivamento Pessoal
por
Richard Baxter
Eu não sei o que os outros pensam, mas da minha parte, me envergonho de minha ignorância, e me admiro de mim mesmo, porque não tenho tratado as almas dos outros e da minha como almas que esperam o grande dia do Senhor; e porque tenho espaço para quase qualquer outros pensamentos e palavras; e porque tais assuntos assombrosos não tomam completamente minha mente. Admiro-me de como posso pregar sobre isto desapaixonadamente e descuidadamente; e como posso deixar os homens sozinhos em seus pecados; e como não vou atrás deles, rogando-lhes, pelo amor do Senhor, que se arrependam, não importa a forma que recebam a mensagem, e qual seja a pena e dor que custem a mim.
Muito poucas vezes saio do púlpito sem que minha consciência me golpeie por não ter sido mais fervoroso e sério. Ela não me acusa tanto pela falta de ornamentos e elegância, nem por deixar passar uma palavra errada; mas me pergunta “Como você pode falar de vida e da morte com um coração assim? Como pode pregar sobre o céu e o inferno de uma forma tão relaxada e descuidada? Crê no que disse? Leva a sério ou embroma? Como pode dizer às pessoas que o pecado é algo assim, e que tanta miséria está sobre elas e diante delas, e não ser mais afetado com isto? Você não deveria chorar sobre pessoas assim, e não deveriam tuas lágrimas interromper suas palavras? Você não deveria clamar em alta voz, e mostrar a eles suas transgressões, e implorar a eles e rogá-los como uma questão de vida e morte?
E, por mim mesmo, como estou envergonhado do meu coração descuidado e torpe, e do meu modo de vida inútil e lento, assim como, o Senhor sabe, estou envergonhado de cada sermão que tenho pregado; quando penso sobre o que estou falando, e quem me enviou, e que a condenação e salvação dos homens é completamente relacionada nEle, estou preste a tremer por temor de que Deus me julgará como um mau administrador de Suas verdades e das almas dos homens, e imagino que no meu melhor sermão eu seja culpado pelo sangue deles. Penso que não devemos falar qualquer palavra aos homens, em assuntos de tamanhas conseqüências, sem lágrimas ou com a maior seriedade que possamos alcançar; já que somos tão culpados do pecado que reprovamos, deveria ser dessa forma.
Verdadeiramente, este é o tinir da consciência que soa em meus ouvidos, e apesar disso, minha alma sonolenta não quer ser despertada. Oh! Que coisa é um coração endurecido e insensível. Oh, Senhor, salva-nos da praga da infidelidade e da dureza de coração de nós mesmos! Como poderíamos ser instrumentos aptos para salvar os outros do erro? Oh, faz em nossas almas aquilo que Tu nos usaria para fazer nas almas dos outros.

terça-feira, 13 de março de 2012

Estabelecendo a Bênção e Quebrando a Maldição


Só Deus Transforma a Maldição em Bênção



“Naquele dia o Livro de Moisés foi lido em alta voz diante do povo, e nele achou-se escrito que nenhum amonita ou moabita jamais poderia ser admitido ao povo de Deus, pois eles, em vez de darem água e comida aos israelitas, tinham contratado Balaão para invocar maldição sobre eles O nosso Deus, porém, transformou maldição em bênção”. (Ne 13:1-2)


Hoje abordo o Livro de Neemias. O objetivo do texto escrito, em primeira instância, é de esclarecer o sentido original das palavras bênção e maldição. Em teologia isso se chama exegese. O termo refere-se ao estudo da interpretação exata que pode ser aplicada a um texto, frase ou palavra, a fim de se compreender melhor o seu sentido original.

Bênção e maldição numa abordagem geral são princípios ativos que, por intermédio de forças espirituais (divinas ou diabólicas), podem arruinar ou edificar as diversas áreas da vida humana. A obediência aos princípios divinos atrai a bênção, mas a desobediência pode ser fatal, subjugando a pessoa a uma maldição. O termo bênção em hebraico é BARAK e no grego EULOGEO. No hebraico tem na sua raiz os seguintes significados: ajoelhar-se, submeter-se, honrar um superior. Assim sendo, quem quer a bênção precisa manter uma relação de obediência com AQUELE que a detém: Deus!


Em hebraico, pelo menos seis palavras são utilizadas para especificar tipos ou formas de maldição: ALAH, QALAL, ‘ARAR, QABAB, NAQAB e ZA’AMO Em grego, aparecem quatro: ANATHEMA, KATARAOMAI, KAKOLOGEO e RHAKA. Mas quero me deter apenas à palavra do contexto de Neemias que é QALAL.


QALAL - Este termo aparece cerca de 130 vezes no Antigo Testamento. O sentido básico de sua raiz quer dizer diminuir, lidar desdenhosamente, ridicularizar, zombar. Significa desejar a alguém uma posição inferior ou rebaixá-la de seu estado. O veículo que canaliza este tipo de maldição é a língua. Os pagãos achavam que podiam manipular os deuses através de suas palavras. É devido a isso que vemos Balaão sendo chamado para amaldiçoar Israel (Nm 22:6). É referente a esse chamado de Balaão que o Livro de Neemias relata no capítulo 13, nos primeiros versos dizendo que o SENHOR transformou maldição em bênção. Ou seja, não se pode amaldiçoar aquilo que Deus abençoou! Aleluia!

É agora que entro no título da mensagem, “Só Deus transforma maldição em bênção”. Poderia falar do Israel que foi liberto das mãos do faraó, que triunfou no mar vermelho etc, mas quero aproveitar e falar sobre mim, que hoje, lavado e remindo pelo sangue de Jesus, também sou Israel de Deus.


Quando olho para o meu passado, vejo o que significa a intervenção divina na causa de um homem pecador e fadado ao inferno. Mesmo sem roubar, matar e sendo uma pessoa de bem, como muitos declaram ser, por não conhecer a Jesus e nem a santa palavra, eu vivia uma vida maldita, indigna e sem esperança. Até que, por meio da minha esposa conheci o Deus vivo, o homem das mãos perfuradas e a terceira pessoa da trindade. E então ao desfrutar da verdade que liberta os cativos, que abre os olhos dos cegos, ouvidos dos surdos e que quebra os grilhões da alma, fui liberto das mãos de satanás, contemplando a palavra que diz que o Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo. Hoje caminho rumo à nova Jerusalém com a expectativa de conhecer a Jesus como ele realmente é. Eu me rendi aos pés de Jesus quatro anos atrás, muitas foram e são as lutas, mas como é bom servir a um Deus que dia após dia me leva em triunfo. Como é bom servir a um Deus que transforma alguém sem história, pobre, cego e nu em geração eleita, sacerdócio real e propriedade exclusiva D’Ele.

Não sei qual tem sido a sua história. Mas saiba: O Deus Todo-Poderoso pode mudar a sua história. Só ELE pode e tem poder para transformar a maldição em bênção.

Em Cristo e na bênção,

|  Autor: Dc Anderson Vieira  |  Divulgação: estudogospel.com.br |

segunda-feira, 12 de abril de 2010

IPRB - UMA IGREJA RENOVADA


O que caracteriza a IPRB como Igreja
Renovada é, 
antes de tudo, a obra
de renovação 
espiritual que abraçamos há 30 anos.
 

A Igreja nasceu para ser vencedora. Sua trajetória está marcada por grandes embates e desafios, mas, desde a sua fundação até o presente século, ela tem saltado muralhas e vencido os obstáculos. O seu triunfo foi proclamado por Jesus, quando disse a Pedro: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela", Mt 16: 18.
Clique no título e leia na íntegra esse artigo no site da IPRB.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Votos Para Obter Poder Espiritual - Parte 3

Ec 5:4 

Quarto Voto: Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém 

"O amor cobre multidão de pecados" (1 Pe 4.8). O fofoqueiro não tem lugar no favor de Deus. Se você sabe alguma coisa que possa vir a obstruir ou ferir a reputação de um dos filhos de Deus, enterre-a para sempre. Busque um pequeno jardim, atrás da casa - um lugarzinho em alguma parte - e, quando alguém se aproximar de você com alguma história de maledicência, leve-a até ali e sepulte-a, dizendo: "Aqui jaz em paz a história sobre meu irmão". Deus tomará conta daquela história. "Com o critério com que julgardes, sereis julgados" (Mt 7.2). Se quer que Deus seja bondoso com você, terá também de ser bondoso com seus outros filhos. Você dirá: "Mas isso não é a graça!". Bem, a graça é que fez você entrar no reino de Deus. É um favor imerecido. Porém, depois de você assentar-se à mesa do Pai, Ele espera poder ensiná-lo como se portar à mesa. E Ele não lhe permitirá comer enquanto você não obedecer à etiqueta de Sua mesa. E que etiqueta é essa? É que não conte histórias sobre os irmãos que estão assentados à mesa com você - não importando onde congregam, a nacionalidade ou acontecimentos do passado. 

Quinto Voto: Nunca Aceite Qualquer Glória Deus é zeloso de Sua glória e não a dará a ninguém. 

É muito natural que as pessoas esperem que talvez seu serviço cristão lhes dê uma oportunidade de demonstrar seus talentos. Verdadeiramente querem servir ao Senhor, mas também querem que os demais saibam que estão servindo ao Senhor. Elas querem ter reputação entre os santos. Este é um terreno muito perigoso: buscar reputação entre os santos. Já é ruim o bastante procurar reputação no mundo, mas é pior procurar reputação entre o povo de Deus. Nosso Senhor desistiu de Sua reputação, e devemos fazer isso também. Meister Eckhart certa ocasião pregou um sermão sobre a purificação que Cristo fez no templo. Disse ele: "Ora, nada havia de errado com aqueles homens que vendiam e compravam ali. Nada havia de errado em trocar dinheiro ali; aquilo tinha de ser feito. O pecado deles se resumia no fato de fazerem isso para ter lucro. Eles ganhavam certa porcentagem ao servirem ao Senhor". E então Eckhart fez a aplicação: "Quem quer que sirva por uma comissão, por um pouquinho de glória que possa tirar desse serviço, é um comerciante, e deve ser expulso do templo". Concordo plenamente com isso. Se você está servindo ao Senhor e, quase sem perceber - talvez inconscientemente mesmo - espera obter uma pequena comissão de cinco por cento, cuidado! Isso irá espantar o poder de Deus de seu espírito. Você precisa determinar que nunca irá aceitar qualquer glória, mas cuidar para que Deus a receba toda. Conclusão: Esses votos são contrários à antiga natureza humana. Eles introduzem a cruz em nossa vida. E ninguém jamais pôde recuar depois de ter tomado sua cruz - ninguém, jamais. Ele nunca mais voltará. O homem com a cruz nunca retorna. Quando fizer esses votos, relembre-se: eles introduzem a cruz em sua vida, ferem no coração sua vida centrada no ego, e nunca mais haverá lugar para retorno. Ai dos levianos! Levianos, que querem experimentar Jesus: experimentadores, provadores é o que eles são. São como um coelho que conta com doze buracos de saída, para que, caso um seja obstruído, possa fugir pelo outro! Não! Da cruz não há lugar para fugir. Ninguém pode "experimentar" Jesus. Ele não está ã disposição de ninguém para ser testado. Cristo não está sob teste. Você está. Eu estou. Ele não! Deus O ressuscitou de entre os mortos e para sempre confirmou Sua deidade e O selou e entronizou à Sua mão direita como Senhor e Cristo. Entregue tudo a Ele e notará que sua vida começará a ser elevada. Você florescerá de maneira maravilhosa. 

Texto de A. W. Tozer – com acréscimos do Pr.Wanderley da Silva

Votos Para Obter Poder Espiritual - Parte 2

Ec 5:4  
Segundo Voto: Não Seja Dono de Coisa Alguma

“Não ajunteis para vós tesouros na terra  onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6:19-21). 

Isto não quer dizer que não possamos possuir coisas. Quero dizer que devemos ser libertos do senso de possuí-las. Esse senso de posse é o que nos embaraça. Todos os bebês nascem com as mãozinhas fechadas, e isso me parece dizer: "Isto é meu!" Uma das primeiras coisas que eles dizem é "meu", com voz irada. Esse senso de "isto é meu!" é muito prejudicial para o espírito. Se puder livrar-se disso, para que não tenha mais o sentido de posse sobre qualquer coisa, você sentirá grande liberdade em sua vida. Não pense com isso que você precisa vender tudo quanto possui e distribuir como caridade. Deus permitirá que você tenha seu carro e seus negócios, sua profissão e sua posição, qualquer que ela seja, contanto que entenda que isso não é seu, em absoluto, mas Dele, e que tudo quanto está fazendo é apenas trabalhando para Ele. Então, poderá estar tranqüilo em relação a tudo isso. Se essas coisas forem suas, você estará sempre olhando para as mãos para ver se ainda estão ali, mas se forem de Deus, já não precisa se preocupar com elas. Permita-me apontar-lhe algumas das coisas que você tem de entregar a Deus. Suas posses são uma dessas coisas. Alguns dos queridos filhos do Senhor estão sendo mantidos para trás porque existe uma bola e uma corrente presas em suas pernas. Se for um homem, pode ser seu luxuoso carro ou a suntuosa casa. Se for uma mulher, talvez sejam suas louças de porcelana ou seus móveis estilo. Luiz XV, e tudo o mais. Vamos considerar um precioso vaso como exemplo. Ali está ele, e se alguém batesse nele e o quebrasse, seu pobre dono provavelmente perderia cinco anos de sua vida! 

Terceiro Voto: Nunca se Defenda Todos nós nascemos com o desejo de defender-nos. 

E caso insista em defender a si mesmo, Deus permitirá que você o faça. Porém, se você entregar sua defesa a Deus, então Ele o defenderá. Ele disse a Moisés certa vez: "Serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários" (Ex 23.22). Muito tempo atrás, o Senhor e eu chegamos juntos ao capítulo 23 do livro de Êxodo, e Ele me mostrou essa passagem. Já faz trinta anos que ela tem sido uma fonte de bênçãos indizíveis para mim. Não tenho de lutar. O Senhor é Quem luta por mim. E Ele certamente fará o mesmo por você. Ele será o Inimigo dos seus inimigos e Adversário de seus adversários, e você nunca mais precisará defender a si mesmo. O que defendemos? Bem, defendemos nosso serviço e, particularmente, defendemos nossa reputação. Sua reputação é o que os outros pensam que você é, e se surgir alguma história sobre você, a grande tentação é correr para acabar com ela. No entanto, como você bem sabe, tentar chegar até a fonte de uma história assim é uma tarefa inútil. Absolutamente inútil! É como tentar achar o passarinho depois de ter encontrado uma pena no gramado. Você não poderá fazer isso. Porém, se se voltar completamente ao Senhor, Ele o defenderá completamente e providenciará para que ninguém lhe cause dano. "Toda arma forjada contra ti não prosperará", diz o Senhor, "toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás" (Is 54.17). Henry Suso foi um grande crente em dias passados. Um dia, ele estava buscando o que alguns crentes têm-me dito que também estão buscando: conhecer melhor a Deus. Vamos colocar isso nestes termos: você está procurando ter um despertamento religioso no íntimo de seu espírito que o leve para as coisas profundas de Deus. Bem, quando Henry Suso estava buscando a Deus, pessoas começaram a contar histórias más sobre ele, e isso o entristeceu tanto que ele chorou lágrimas amargas e sentiu grande mágoa no coração. Então, um dia, ele estava olhando pela janela e viu um cão brincando no terraço. O animal tinha um trapo que jogava por cima de si, e tornava a alcançá-lo apanhando-o com os dentes, e corria e jogava, e corria e jogava muitas vezes. Então Deus disse a Henry Suso: "Aquele trapo é sua reputação, e estou deixando que os cães do pecado rasguem sua reputação em pedaços e a lancem por terra para seu próprio bem. Um dia desses, as coisas mudarão". E as coisas mudaram. Não demorou muito tempo até que os indivíduos que estavam atacando a reputação de Suso ficassem confundidos, e ele foi elevado a um lugar que o transformou numa autoridade em seus dias e numa grande bênção até hoje para aqueles que cantam seus hinos e lêem suas obras. 

Texto de A. W. Tozer – com acréscimos do Pr.Wanderley da Silva

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Votos Para Obter Poder Espiritual - parte 1

Ec 5:4
Introdução:
Algumas pessoas rejeitam a idéia de fazer votos, mas na Bíblia você encontrará muitos grandes homens de Deus que foram dirigidos por alianças, promessas, votos e compromissos. O salmista não era avesso a fazer votos. "Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus", disse ele. "Render-te-ei ações de graça" (Sl 56.12).
Meu conselho nessa questão é que se você está realmente preocupado com seu avanço espiritual - a obtenção de novo poder, nova vida, nova alegria e novo reavivamento pessoal dentro de seu coração - será bom fazer certos votos e empenhar-se por cumpri-los. Se você falhar, prostre-se em humilhação, arrependa-se e comece novamente, mas sempre leve em consideração os votos feitos. Eles irão ajudar a harmonizar seu coração com os vastos poderes que fluem do trono onde Cristo está assentado, à destra de Deus.
O homem carnal rejeita a disciplina de tais compromissos. Ele diz: "Quero ser livre. Não quero ter qualquer voto sobre mim. Não creio nisso. Isso é legalismo". Bem, deixe-me apresentar o quadro de dois homens.
Um deles não fez voto algum. Ele não aceita qualquer responsabilidade desse tipo. Ele quer ser livre. E ele é livre, em certa medida - assim como um vagabundo é livre. O vagabundo é livre para sentar-se num banco de jardim de dia, dormir sobre um jornal à noite, ser posto para fora da cidade na manhã de quinta-feira e voltar e subir pelas escadas rangentes de alguma pensão na quinta à noite. Esse homem é livre, mas também é inútil. Ele apenas ocupa um lugar no mundo, cujo ar respira.
Examinemos agora outro homem - talvez um presidente, ou primeiro-ministro ou qualquer grande homem que carrega sobre si o peso do governo. Homens assim não são livres. Porém, com o sacrifício de sua liberdade demonstram poder. Caso insistam em ser livres, poderão sê-lo, mas apenas como o vagabundo. Escolheram, porém, estar amarrados.
Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal. As grandes almas, entretanto, são aquelas que se aproximam reverentemente de Deus compreendendo que em sua carne não habita bem algum. E sabem que, sem a capacitação dada por Deus, quaisquer votos feitos seriam quebrados antes de o sol se pôr. Não obstante, visto que crêem em Deus, com reverência assumem certos votos sagrados. Esse é o caminho para o poder espiritual.
Primeiro Voto: Trate Seriamente com o Pecado – Rm 6:23
O pecado tem sido disfarçado nestes dias, aparecendo com novos nomes e caras. Você pode estar sendo exposto a esse fenômeno. O pecado é chamado por diversos nomes enfeitados - qualquer nome, menos pelo que ele realmente é. Por exemplo, os homens já não ficam mais sob convicção de pecados; eles têm um complexo de culpa. Em lugar de confessar suas culpas a Deus, para se livrarem delas, deitam-se num divã e tentam relatar o que sentem a um homem que deve conhecer melhor tudo sobre eles. Após algum tempo, a resposta dada é que eles foram profundamente desapontados quando tinham dois anos, ou alguma coisa semelhante. Supõe-se que isso os fará sentirem-se melhor.
Tudo isso é ridículo, porque o pecado é ainda o mesmo antigo inimigo da alma. Ele nunca foi alterado. Precisamos tratar firmemente com o pecado em nossa vida. Lembremo-nos sempre disso. "O reino de Deus não é comida nem bebida", disse o apóstolo Paulo, "mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). A justiça repousa à porta do reino de Deus. "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18. 4, 20).
Não estou pregando a perfeição sem pecado. Antes, quero dizer que todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado, e que devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida, Sl 32:3-5. E absolutamente necessário que façamos isso, porque Deus é um Deus santo, e o pecado está no trono do mundo.
Portanto, não chame seus pecados por algum outro nome. Se você é invejoso, chame-o de inveja, Pv 14:30. Se você tem a tendência à autocomiseração e a sentir que não é apreciado, mas é como uma flor que nasce para morrer despercebida, a desgastar sua doçura no ar do deserto, chame esse pecado pelo que ele é: autopiedade.
Também há o ressentimento. Se você está ressentido, admita-o. Tenho conhecido pessoas que vivem num estado de indignação furiosa a maior parte do tempo. Conheço um pregador que age como uma galinha lançada fora do ninho: ele fica correndo em todas as direções queixando-se e murmurando - alguém está sempre o fazendo errar. Ora, caso você tenha esse mesmo "espírito", tem de tratar com ele imediatamente. Você precisa livrar-se disso. O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado, 1 Jo 1:9. Em lugar de tentar disfarçar o pecado ou procurar uma tradução grega opcional em algum lugar sob a qual ocultá-lo, chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus, Pv 28:13.
Há também o mau humor. Não o chame de indignação. Não tente chamá-lo de algum outro nome. Chame-o pelo que ele é. Porque, se você tem mau humor, ou você se desfaz dele ou ele desfará muito de sua espiritualidade e alegria, Gl 5:18-22.
Por conseguinte, tratemos do pecado com seriedade. Sejamos perfeitamente puros, limpos. Deus ama pessoas puras Mt 5:8; Hb 12:14; Sl 24:3-5.
Texto de A. W. Tozer – com acréscimos do Pr.Wanderley da Silva

segunda-feira, 9 de junho de 2008

DESTRUINDO AS OBRAS MALIGNAS

“Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Jd 20,21); “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (II Co 10:4)

INTRODUÇÃO: Assim como Deus enviou Jesus para desfazer todas as obras do diabo, nós, como filhos de Deus, nascidos de novo e alcançados por Seu amor, devemos desfazer essas obras em nós e em outros para vivermos na dimensão do Reino. A Bíblia ensina que as conquistas de um homem espiritual não são carnais, são espirituais. Sabemos que travamos muitas guerras na mente, mas, sabemos também, que as armas da nossa milícia não são carnais, mas espirituais; são armas poderosas em Deus para destruir as obras do inimigo.
A nossa mente deve ser uma mente liberta, uma mente que saiu do lugar da escravidão, que saiu de uma terra de opressão para uma terra favorável. Essa é a mente do filho de Deus.
O mundo espiritual se divide no mundo da bondade e da maldade. São dois exércitos que guerreiam pelo direito de posse da mente. A mente possui pensamentos do mundo ou pensamentos divinos. No entanto, somos advertidos a pensarmos nas coisas do alto, Cl 3:1-2.

UM DOS PROPÓSITOS PELO QUAL JESUS VEIO AO MUNDO
Quem destrói a obra do inimigo é Jesus. Jesus é o demolidor das obras das trevas. Onde há uma construção do inimigo, Ele entra e destrói. A Bíblia diz que um dos motivos pelo qual Ele se manifestou foi para desfazer as obras do diabo. Jesus é o demolidor de todas as obras ilegais que foram construídas. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (I Jo 3:8)
Onde há demônio para fazer obras das trevas, há Jesus para desfazer; onde há diabo para construir o errado, há Jesus para construir o certo. O inimigo de nossas almas é construtor de obras falidas.
Quando não estamos com nossa mente centrada em Deus, começamos uma obra e não acabamos. Então, o inimigo vem para querer nos fazer acreditar que não somos capazes. O seu alvo é fazer com que pensemos e aceitemos que somos uma referência de derrota. Porém, o que está em Cristo Jesus tem a promessa de que “Aquele que começou a boa obra vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6)
O dia de Cristo Jesus, em sua vida, pode ser hoje. Todos os dias são do Senhor e a Palavra declara que “Este é o dia que fez o Senhor para que nos regozijemos e nos alegremos nele” (Sl 118:24)
Cristo quer dar a você uma mente ungida. Ele quer construir em sua mente uma obra nova. Ele é Construtor do grande edifício, a Pedra angular, a Pedra do equilíbrio da obra.
Jesus é o alívio da nossa alma. Ninguém entende mais de alma do que Ele. A Bíblia diz, no Salmo 23 que Ele é o nosso Pastor, aquele que refrigera a nossa alma. Ele irá nos refrigerar para construir em nós o que está em Seu coração e não no nosso. E para isso precisamos render-nos a Ele, abrirmos nosso coração para essa construção, lutando com as armas corretas.

EMPUNHANDO AS ARMAS DA NOSSA MILÍCIA
“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas...” (II Co 10:4)
Arma de milícia é uma arma especial, usada por um militar preparado para usá-la. Não é qualquer pessoa que usa a arma de milícia, porém a você é concedido o poder de utilizá-la.
A arma de milícia tem um objetivo que é destruir as fortalezas do inimigo. Então, se a Bíblia diz que devemos usar essa arma é porque devemos admitir que existem situações em que são construídas algumas fortalezas do inimigo.
A Bíblia diz que as nossas armas não são carnais, mas espirituais para demolir todas as fortalezas construídas. Deus quer nos entregar esse presente. Então, precisamos da arma de milícia e da fé santa.
Paulo adverte-nos a tomar posse da armadura de Deus para vencer as obras malignas, Ef 6:10-12.

AVANÇANDO EDIFICADOS NA SANTÍSSIMA FÉ
“Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé...”(Jd 20)
O livro de Judas, versículo 20, diz que em nós será edificada uma fé santa. Você pode se perguntar: para quê uma fé santa? Para que tudo o que for adquirido seja santo. Tudo na sua vida precisa ser santo ao Senhor, ao Deus Todo Poderoso, o Grande Construtor.
A fé santa é construída de forma espiritual, por isso Judas diz que devemos ser edificados na fé santa. Há pessoas que nutrem em seus corações apenas uma fé natural e nela caminham por impulso. Porém, o que a Bíblia nos apresenta é que devemos nutrir a fé santa. A fé santa é a fé pura, comprometida que nos leva a uma nova edificação e construção em Cristo Jesus.
Em II Coríntios 5:17, lemos: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Deus quer, de fato, fazer tudo novo em você porque você está em Cristo Jesus, é uma nova pessoa.
Você tem direito de viver uma vida na essência do Reino. Você pode ser um indivíduo extremamente moderado, viver bem sem ter que viver de fachada. Isso é possível através da paz que excede todo entendimento humano.
A Bíblia afirma que é a paz Deus quem guarda a nossa alma e os nossos sentimentos. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp 4:7).
O Senhor guarda o nosso coração e os nossos sentimentos em Cristo Jesus, por isso é possível não dar lugar ao diabo e não permitir que ele construa ou destrua fundamentos em nossa mente. Somos chamados por Deus para ter uma alma reconstruída de acordo com os princípios da Palavra.
A sua alma será reconstruída com um propósito no Corpo de Cristo, você cumprirá a sua função, a sua chamada. Desfaça as obras do inimigo que foram construídas voluntária e involuntariamente e edifique-se na fé santa.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A VERDADEIRA AUTORIDADE ESPIRITUAL

I Ts 5:12-13


INTRODUÇÃO: Para falarmos sobre esse assunto é preciso deixarmos claro que toda autoridade e poder procede de Deus. Ele é a fonte de toda autoridade, seja governamental ou espiritual. Inclusive, o diabo tem sua força controlada por Deus. Se Ele não permitir, o diabo não faz nada. Jesus respondeu a Pilatos mostrando-lhe a fonte da sua autoridade: “Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem” (João 19:10-11 RA). Paulo ensinou a respeito das autoridades e como devem ser tratadas: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” (Romanos 13:1-4 RA).

I – DEUS É AUTORIDADE SOBERANA
A palavra afirma o caráter de Jó: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1 RA).
Nesse caso vemos que o diabo não era ignorante com respeito a Jó: “Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1:8-11 RA).
Podemos observar que o diabo não possuía nenhum condição de tocar nele, a menos que houvesse permissão de Deus: “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR” (Jó 1:12 RA).
Novamente o diabo se apresenta diante de Deus ciente de toda a situação: “Perguntou o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa. Então, Satanás respondeu ao SENHOR: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 2:3-5 RA). Note que Deus disse que Jó conservava a sua integridade mesmo que Satanás houvesse incitado sobre ele sem causa.
Mais uma Vez Satanás toca em Jó, só com permissão de Deus e somente até certo ponto: “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida. Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (Jó 2:6-7 RA).
Por fim, prevaleceu a vontade de Deus que é dar vida abundante: “Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42:10 RA).

II – DEUS ESTABELECEU E ZELA PELA AUTORIDADE ESPIRITUAL
“Corá, filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. Levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, eleitos por ela, varões de renome, e se ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação do SENHOR?” (Números 16:1-3 RA).
Coré, Datã e Abirão convocaram duzentos e cinqüenta príncipes do povo e foram até Moisés tirar satisfações e dizer que Moisés não era maior do que nenhum outro entre os filhos de Israel. Isto deixa claro que havia um espírito estranho nesses homens.
Moisés disse ao povo que Deus haverá de responder a eles: “E falou a Corá e a todo o seu grupo, dizendo: Amanhã pela manhã, o SENHOR fará saber quem é dele e quem é o santo que ele fará chegar a si; aquele a quem escolher fará chegar a si” (Números 16:5 RA).
Veja qual foi a resposta de Deus a Moisés: “Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei num momento” (Números 16:20-21 RA).
Um líder pode estar seguro que é Deus quem o defende e não precisa ficar amedrontado, mas convicto de que Deus não falha: “Então, disse Moisés: Nisto conhecereis que o SENHOR me enviou a realizar todas estas obras, que não procedem de mim mesmo: se morrerem estes como todos os homens morrem e se forem visitados por qualquer castigo como se dá com todos os homens, então, não sou enviado do SENHOR. Mas, se o SENHOR criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então, conhecereis que estes homens desprezaram o SENHOR. E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra debaixo deles se fendeu, abriu a sua boca e os tragou com as suas casas, como também todos os homens que pertenciam a Corá e todos os seus bens” (Números 16:28-32 RA).
Fora com essa idéia que o líder não está em uma condição superior. Perante Deus todos são iguais, mas em questão de autoridade existe uma hierarquia que o próprio Deus estabeleceu. Inclusive, o líder prestará contas das suas atitudes a Deus.

III – DEUS CASTIGA AQUELE QUE SE LEVANTA CONTRA AUTORIDADE ESPIRITUAL
Miriã e Arão se uniram para “FOFOCAREM” a respeito da vida particular de Moisés, mais precisamente quanto seu casamento com uma mulher cuxita (etíope), e isso foi tomando proporções maiores ao ponto de se colocarem em igualdade com Moisés na questão profética: “Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita que tomara; pois tinha tomado a mulher cuxita. E disseram: Porventura, tem falado o SENHOR somente por Moisés? Não tem falado também por nós? O SENHOR o ouviu” (Números 12:1-2 RA). O líder pode não ouvir as fofocas a seus respeito, mas Deus tudo vê e toma as devidas providências.
Deus os convoca e afirma a eles quem era o verdadeiro profeta: “Logo o SENHOR disse a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três, saí à tenda da congregação. E saíram eles três. Então, o SENHOR desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles se apresentaram. Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos” (Números 12:4-6 RA).
Deus dá seu testemunho quanto a Moisés, o profeta e os repreende por falarem dele: “Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do SENHOR; como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés?” (Números 12:7-8 RA).
A ira de Deus se ascendeu contra eles e o castigo veio imediatamente: “E a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. A nuvem afastou-se de sobre a tenda; e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. Então, disse Arão a Moisés: Ai! Senhor meu, não ponhas, te rogo, sobre nós este pecado, pois loucamente procedemos e pecamos” (Números 12:9-11 RA).
Infelizmente o reconhecimento do pecado só vem depois do catigo: “Então, disse Arão a Moisés: Ai! Senhor meu, não ponhas, te rogo, sobre nós este pecado, pois loucamente procedemos e pecamos” (Números 12:11 RA). Todos nós sabemos que a fofoca é pecado, mas parece que só se cura depois do castigo.
Após a intercessão do líder Moisés é que houve a restauração: “Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures. Respondeu o SENHOR a Moisés: Se seu pai lhe cuspira no rosto, não seria envergonhada por sete dias? Seja detida sete dias fora do arraial e, depois, recolhida. Assim, Miriã foi detida fora do arraial por sete dias; e o povo não partiu enquanto Miriã não foi recolhida” (Números 12:13-15 RA).

CONCLUSÃO: Davi poderia ter elimindo Saul quando este estava em suas mãos: inimigo declarado, rejeitado pelo próprio Deus, desobediente as palavras do Senhor e de seus profetas, mas ele não quis fazer tal coisa: “e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR” (1 Samuel 24:6 RA). “Davi, porém, respondeu a Abisai: Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do SENHOR e fique inocente?” (1 Samuel 26:9 RA). Saul não era problema de Davi, mas de Deus.