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sexta-feira, 14 de junho de 2013

UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL COM DEUS


1 Jo 2:12-14
Crescer é algo natural. Isso deve ser verdade também em relação a Deus. No entanto muitos não têm progredido na vida espiritual. É preciso que haja desenvolvimento na prática da fé em Cristo e no conhecimento de Deus. O filósofo e matemático Blaise Pascal afirmou: "Em relação a Deus há dois tipos de pessoas: as que vivem com medo de perdê-lo, e as que vivem com medo de encontrá-lo". Somos advertidos a “crescermos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Vejamos como podemos alcançar e manter uma relação saudável com Deus.
Primeiro devemos buscar o perdão dos pecados.
“Filhinhos, estas coisas vos escrevo porque pelo seu nome, vos são perdoados os pecados” (v.12). Uma vez que o pecado impede qualquer contato com Deus (Is 59:1-2), o primeiro passo para quem quer vencer na vida cristã é apegar-se ao perdão, isto é, receber uma purificação no sangue de Jesus.
O pecado sufoca a pessoa a ponto de desfigurá-la interna e externamente, foi isso que Davi afirmou: “enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos” (Sl 32:3). Por outro lado, o mesmo Davi afirmou: “bem aventurado aquele cuja transgressão é perdoada e cujo pecado é coberto; bem aventurado é o homem a quem o Senhor não imputa maldade” (Sl 32:1).
Segundo precisamos buscar mais conhecimento de Deus.
“Pais, eu vos escrevo porque conheceis aquele que é desde o princípio” (v.13). Não há limite para se conhecer a Deus. O profeta disse: “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6:3). Uma das maiores tolices do homem é tentar viver sem conhecer a Deus, o Autor da vida. O criador dos foguetes que levaram os homens à lua, Werner Von Braun, disse: "É um cientista bem medíocre aquele que acredita poder passar sem Deus e sem fé". Quem vive sem buscar o conhecimento de Deus está sentenciado a tropeçar como cego, sem qualquer senso de direção. Com isso desperdiçará sua vida e sofrerá eternamente. Jesus disse: “que aproveita ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma?” (Mt 16:26). Deus mesmo foi que afirmou “o meu povo foi destruído porque lhe faltou conhecimento” (Os 4:6).
Isaac Newton, testemunhou: "Do meu telescópio, eu via Deus caminhar. A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um ser quebrado sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e maior descoberta".
Terceiro mantenhamos a vitória sobre o mal.
“Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes; a Palavra de Deus está em vós e já vencestes o maligno” (v. 14). O apóstolo Paulo declarou que precisamos “fortalecer no Senhor e na força do seu poder, porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra principados e potestades do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:10-12).
Tiago nos incentiva a resistir o maligno com submissão a Deus, firmeza e fé, quando disse: “Sujeitai-vos, pois a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). O apóstolo Pedro referenda isso, quando disse: “o diabo, vosso adversário anda em derredor de vós rugindo como leão buscando a quem possa tragar, ao qual resisti firmes na fé” (1 Pe 5:8-9).
Conclusão: Devemos manter nossos olhos fixos em Jesus, porque Ele é mais ninguém é o autor e consumador da fé, Hb 12:2.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Propósito do Sofrimento


POR QUE DEUS PERMITE O SOFRIMENTO?
2 Co 12:7-10
Paulo possuía um “espinho na carne”. No grego espinho é “skolops” que significa “algo pontudo” semelhante a uma estaca para empalação (Suplício que consistia em espetar o condenado em uma estaca, deixando-o assim até morrer) ou um espinho aguçado para espetar.  Com certeza, o que Paulo quis dizer é que possuía  em sua vida algo que causava dor visando um propósito definido – conservá-lo humilde, v. 7.
O sofrimento do servo de Deus nunca é em vão. Podemos ver três propósitos:
1)     Provar para fortalecer, 1 Pe 1:7
O sofrimento ajuda os cristãos a ficarem mais fortes. Jó era um homem devoto, mas pela aflição ele “cresceu” e se tornou um servo de Deus mais forte e mais humilde. Assim como o ouro é purificado ao passar pelo fogo, assim um cristão é purificado e fortalecido quando passa pela aflição (1 Pedro 1:6-9). O que sai da fornalha é melhor do que o que nela entrou. Esse sofrimento, então, não é porque temos errado, mas porque podemos fazer melhor.

2)     Revelar a verdadeira identidade, Dt 8:2
Somente diante das adversidades é que podemos dar prova de nossa verdadeira identidade. É muito fácil amar quem me ama, perdoar quem me perdoa, ser bom com quem me favorece, mas dessa forma não se prova o caráter.  Jesus disse“que galardão tereis se amarem apenas os que vos amam, não fazem os publicanos também o mesmo?”. Deus conduziu o povo pelo deserto para ver o que havia em seu coração. Assim como dizem: “quem é rei não perde a majestade”, da mesma forma o cristão é fiel, ainda que as circunstâncias não lhe favoreçam.

3)     Castigar para que haja correção, Hb 12:5-7
A dor é uma grande ferramenta de ensino. Hebreus 12 revela que Deus disciplina os filhos que ele ama. Pais terrenos também disciplinam seus filhos porque os amam e querem exercitá-los no caminho certo. Em vez de nos ressentirmos contra a disciplina de Deus, devemos apreciar que ele tenha bastante cuidado para conosco a ponto de nos corrigir. “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12:11). O salmista reconheceu o valor do sofrimento em sua própria vida: “Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra… Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Salmo 119:67,71).
No caso de Paulo é chamado de “mensageiro de Satanás”. Isto pode ser uma fraqueza ou deficiência física provocada pelo poder satânico, mas com permissão de Deus.
Este espinho veio por vontade divina, e não era removido pela intensidade das orações, v. 8.
O propósito desse mal era trazer alguns ensinos para Paulo e para nós, vejamos:
1)     A graça de Deus é plenamente suficiente ao servo de Deus;
2)     A força divina só é plenamente percebida na fraqueza humana;
3)     O servo de Deus deve se gloriar na fraqueza humana para que o poder de Deus possa descer sobre ele;
4)     Quando somos fracos em nós mesmos, somos forte em Cristo.
Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres, que não conhecem ou não aceitam a Palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estevão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Segundo a história Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).

terça-feira, 8 de maio de 2012

FÉ VITORIOSA NOCAUTEIA A INCREDULIDADE



A FÉ SUPERA A INCREDULIDADE

Só há uma palavra suficientemente
poderosa para vencer o
desespero: a fé. 
(Emil Brunner )


"Perguntou ele: Porque vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal" (2Rs 4:23).

Com as intempéries se abatendo sobre o lar, mostrou-se a grandeza da fé da mulher de Suném. Dizem que é em dia de tempestade que podemos conhecer quem é bom marinheiro.
Há uma disparidade abismal entre a fé dinâmica e empreendedora da esposa, e o marasmo espiritual do marido. Observe a letargia que assola a religiosidade do esposo. Seria como se estivesse a questionar: O que tem a igreja a ver com a tragédia? Por que vai ao pastor? Nem ao menos é dia de culto. Os dias de rituais religiosos eram sábados e luas novas, e muitos dos judeus relacionavam Deus apenas aos ritos e não ao dia-a-dia da comunidade. Russell Shedd[1], comentando o texto escreve:

[...] Para eles, o sacerdote, o profeta e o ministro eram apenas os celebrantes da liturgia. Esse homem não podia compreender que a religião verdadeira traz soluções às situações angustiantes da vida diária: deve-se buscar a Deus em quaisquer circunstâncias (Ec 12:1; Is 53:6; Os 10:12; 2Co 6:2).

Este é o quadro de inúmeros lares. Esposa na igreja e marido em casa. Tenho ouvido constantemente os desabafos lamuriosos das esposas: Pastor, foi um trabalhão para trazer meu esposo ao encontro de casais. Outras preocupadas: Pastor, foi uma maratona para ele vir ao culto. Meu esposo sempre tem algo a fazer bem na hora. A crise da ausência de fé inevitavelmente tem se instalado de forma aviltante nas famílias.
É o esposo que promete ir aos trabalhos da igreja apenas para produzir um frágil fio de tranqüilidade no coração da esposa, mas no recôndito da alma confessa: Em cima da hora arrumo uma desculpa e fico em casa. Eu sei como estes mecanismos funcionam. 
É o quadro do filho que promete mudanças radicais no comportamento cristão apenas para barganhar os favores dos pais.
Acostumamo-nos a um cristianismo fraco e sem tempero que retrata a crise de fé.
A família distancia-se da sua fé.
Foram-se os bons tempos dos cultos domésticos, ricos em devoção.
Foi-se o tempo em que o pai penteava o cabelo do menino, preparando-se para o culto: Nós vamos ouvir Deus falar, filho.
Foi-se o tempo em que as famílias cristãs reuniam-se ao redor da mesa para educar os filhos nos rudimentos do cristianismo, ensiná-los a orar e cantar. Estas práticas piedosas foram o nascedouro dos, quase imortais, baluartes do evangelho.
Posso fazer menção a Susana Wesley, que nos idos de 1700, na cidade de Epworth, Inglaterra, educou dezenove filhos e reservava duas horas por semana de tempo qualitativo para cada filho. Neste tempo falava-lhes de Jesus, ensinava-lhes a orar e educava-os nos rudimentos da música. Não é para menos que vinte anos depois Deus usaria os irmãos João e Carlos Wesley para, literalmente incendiar o Reino Unido com um avivamento espiritual sem precedentes.
Precisamos fazer o caminho de volta à simplicidade da fé. Precisamos voltar a crer num Deus vivo e presente nas nossas dificuldades do cotidiano. Precisamos restaurar esta confiança quase ingênua na sua expressão, mas de um raio de ação de grandeza descomunal.

Conclusão: Vamos ler o Salmo 127

1  Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.
3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.
4 Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.
5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.





[1] SHEDD, Russell P., A Bíblia Vida Nova – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – 16a edição – São Paulo-SP

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Batalha Espiritual - não ignore essa realidade


A Legítima Postura de Um Guerreiro Espiritual

“Depois de uma inspeção, eu disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: Não os temais! Lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e lutai por vossos irmãos, vossos filhos e filhas, vossas mulheres e vossas casas” (Neemias 4:14).

Introdução:
O mundo é um campo de batalhas. Somos desafiados todos os dias. O apóstolo Paulo declarou que “somos entregues à morte todo dia”, isto é, estamos sempre pisando em campo minado. Jesus falou sobre aflições; Paulo sobre tribulações; Pedro sobre dias difíceis; Judas advertiu a igreja a “batalhar pela fé dada aos santos”. Não é possível que um cristão fique se fazendo de vítima, quando há muito que precisa ser feito e conquistado. Muitos vivem distraídos com os cuidados do mundo e se omitem de guerrear com determinação. Se te mostrares um cristão frouxo, no dia da adversidade procurarás e não acharas força para se manter em pé. O diabo, terrível adversário, anda de olho nos cristãos, para encontrar um meio de derrotá-los.

Para poder triunfar é preciso seguir os passos bíblicos daqueles que já deram mostras de superação. Na Bíblia, tudo quanto foi escrito é para o nosso ensino. Neemias foi um grande líder que soube conduzir o povo à uma obra bem sucedida. Não escapava ninguém – nobres, oficiais e todo o povo – todos deveriam pegar as armas e trabalharem na reconstrução, mas com a consciência de que estavam numa batalha. Na reconstrução de Jerusalém, empenhou forças e conscientizou o seu povo sobre a realidade enfrentada naqueles dias, um tanto quanto intimidadora, perseguidora, com forte tentativa de que houvesse abandono. No entanto, ele foi firme e orientou o povo a batalhar com a postura de um legítimo guerreiro. Eis o que pediu ao povo:

1) Não se intimidar diante dos inimigos e suas ameaças
“... não os temais”
O medo é um bloqueador, um paralisador, um limitador de potenciais. O maior responsável pelas derrotas e fracassos do ser humano. "Nenhuma batalha jamais foi ganha sem o poder do entusiasmo" (John Lord O Brian).
Uma das estratégias do inimigo é gritar mais alto, falar em tom mais austero, com o fim de intimidar. Não olhe para suas ameaças... nem para sua cara feia... seja firme diante de qualquer inimigo, resista com firmeza e ele vai começar a recuar. Siga a orientação de Tiago:“Sujeitai-vos, pois a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (Tg 4.7), bem como, de Pedro: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé (1Pe 5.8-9).
Não podemos ignorar o fato de Satanás, quando vê que a intimidação, a força ou a ameaça não resolve, procura se transfigurar em “anjo de luz” para poder seduzir um cristão, 1Co 11.14. Normalmente, Satanás começa a derrotar um cristão pelo seu pensamento, que sendo alimentado gerará uma atitude, onde se cairá no colo dele. A partir daí, o poço passa a ser de uma profundidade inimaginável. Paulo falou para o cristão vestir toda a armadura de Deus, para ficar firme contra as astutas ciladas (trapaça, engano, isca) do diabo, Ef 6.11. Vemos que o casal Ananias e Safira foram vítimas da astúcia de Satanás. Estavam fazendo algo bom – ofertar – mas, interiormente, estavam dominados pelo engano e o resultado foi a morte, At 5.1-11.
Não subestime o inimigo, mas também não supervalorize. Longe de nós cometer um desses erros: achar que tudo é o diabo (tirando do homem a responsabilidade), ou achar que nada é ele (atribuir tudo ao humanismo).
Jesus falou enfaticamente “vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26.41).

2) Considerar e confiar no Poderoso Deus
“... lembrai-vos do Senhor, grande e temível”
Para que se tenha vitória em meio a uma batalha, é preciso manter uma boa relação com Deus. Busque-o em oração e se empenhe para estar sendo por Ele fortalecido. Alguém afirmou que “Quanto mais suor exalar no treinamento, menos sangue será derramado no campo de batalha”. Com isso, quero dizer que as batalhas serão superadas, conforme a força que receberes através da oração. Quanto mais lágrimas derramares no altar, maior serão as manifestações de seu poder na batalha.
Quando o apóstolo Paulo falou sobre a batalha espiritual, sua palavra inicial foi fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder, revesti-vos de toda a armadura de Deus... (Ef 6.10). Uma expressão evidente no Antigo Testamento é “Senhor dos exércitos”, um dos nomes pelo qual Deus é revelado ao seu povo. Isso mostra sua soberania e seu total poder sobre seus inimigos. Diante disso, Ele afirmou: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres porque eu sou teu Deus; eu te esforço e te ajudo e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).
O apóstolo João nos assegura uma vida vitoriosa: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge” (1 João 5:18). Seja fiel a Deus, Ele é Poderoso para guardar seus filhos.

3) Não ser egoísta na peleja ignorando seus companheiros
“... lutai por vossos irmãos, vossos filhos e filhas, vossas mulheres e vossas casas
Na batalha espiritual não vale o dito popular: “cada um pra si, Deus por todos”. Se é bom e suave que os irmãos vivam em união, Sl 133.1, o mesmo deve ser aplicado quando se trata de momentos de provações, tribulações e guerra espiritual. A Palavra diz que “na angústia é que nasce o irmão”.
Longe de nós sermos contagiados pela “síndrome de Caim”, ficar revoltado com o irmão a ponto de eliminá-lo de sua convivência. Pode-se eliminar alguém da sua lista, mas nunca da sua consciência. Quando Deus perguntou a Caim sobre seu irmão, ele respondeu grosseiramente: “sou eu guardador de meu irmão?”
A vida de comunhão pode ser benéfica, pois “melhor e serem dois do que um”. Um pode perseguir mil, dois perseguirão dez mil. Necessitamos batalhar de forma a pensar em nossos irmãos, irmãs, família, casa, etc

Conclusão: Vamos engajar nesse exército com a certeza de que nossa força vem de Deus. Não podemos viver acuados com medo do inimigo, mas mostrar-nos forte, por que em Deus faremos proezas, Ele calcará aos nossos pés os nossos inimigos. “Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti” é o que nos garante o Senhor.


Pr.Wanderley da Silva - ministração na IPR em São José, 22.04.2012.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sem Luta Não Há Vitória


LUTA, SE QUERES VIVER 

Que esperais encontrar na estrada da vida cristã? Flores? Glória? Honra? Riqueza? Bem estar? Acaso pensais que, na frente de batalha há perene alegria e banquetes sem fim? Não sabeis que os cristãos são soldados do Senhor, e que como soldados tem que lutar para viver? 
Quem vos apontou este mundo como recanto de paz? Se ainda não percebestes a vossa condição despertai e vede que estais em pleno campo de luta espiritual, onde se fere a gigantesca batalha entre as forças do mal e os exércitos do Senhor, e que a única alternativa é lutar a tempo e fora de tempo para alcançar a coroa da vida. 
Lutar para viver, aceitar o desafio com altivez e enfrentar os perigos da jornada foi a tarefa imposta à Igreja do Senhor em todos os tempos. Lembrai-vos de que o povo de Deus nos primeiros séculos teve as catacumbas por moradas, a fim de poder sobreviver. Aceitou o desafio dos inimigos, não capitulou ao primeiro decreto de um rei ímpio.  
Guardou a fé.  Preferiu carregar a cruz da perseguição a fazer negócios de Judas. Escolheu a senda espinhosa e agreste do desprezo, a um conluio ímpio e satânico. Corajosamente atirou-se à luta para vencer e, vencendo, viveu. 
Acaso o Evangelho não declara quão grandes são os perigos, as desvantagens materiais e os sofrimentos a que estão expostos os seguidores de Jesus? Que prometeu Jesus aos discípulos que desejassem segui-lo? Acenou-lhes com vantagens ou apontou-lhes a cruz? 
Percorrei a história da verdadeira Igreja e vereis, a cada passo, que os santos jamais tiveram tréguas prolongadas. O mundo, o Diabo e a carne jamais oferecem armistício aos salvos. Entrai nas Catacumbas e tereis uma visão clara do que foi a tremenda batalha da fé; parai diante dos sarcófagos e sentireis que ali repousam heróis que lutaram e venceram; sentai-vos nas salas subterrâneas em que se reunia esse povo e respirareis santidade que ficou por herança. Se tocardes qualquer objeto que haja pertencido a esses heróis, sentir-vos-eis inspirados a imitá-los, a lutar para viver como cristãos dignos da vocação que recebestes. 
Mas não foi somente nos dias da primitiva Igreja que a fé brilhou, valorosa e robusta, impondo admiração ante as ameaças dos poderes apóstatas! 
Ao tempo da Reforma, quando um gesto ou uma palavra a favor do verdadeiro Cristianismo representava ser encarcerado, condenado à morte, desterrado, ou ser destituído de cargos de confiança, tratando-se de governadores de Estados, Condados ou Províncias, nesse período, Deus também teve testemunhas que não dobraram seus joelhos diante de Baal. 
Entre os muitos casos em que a fé agigantou-se, brilhou e ateou fogo nos corações, citemos apenas como se portaram alguns Príncipes cristãos: O imperador Carlos V dominava a Alemanha e grande parte da Europa, e era por todos temido e obedecido, pois linha o apoio do papa. 
Vários Príncipes alemães haviam abraçado a Reforma, creram na pureza do Evangelho e na suficiência de Cristo como Salvador. Isto não agradava ao imperador e seus aliados, que tudo fazia para impedir a luz do Evangelho. Certo dia o imperador recebeu os Príncipes protestantes numa conferência particular e pediu-lhes que impusessem silêncio aos capelães evangélicos que celebravam cultos públicos. Dentre os Príncipes, levantou-se o velho Mal-grave de Brandenburg que avançou alguns passos para o imperador, e num gesto que denotava disposição e energia, levou as mãos ao pescoço, e, inclinando-se, disse: "Era mais fácil a minha cabeça rolar aos pés de Vossa Majestade do que eu privar-me da Palavra de Deus e negar a meu Senhor". 
Imaginai o efeito que tiveram estas palavras diante do imperador e de outros Príncipes. Conclui quanta coragem o Espírito Santo dá ao coração que se dispõe a lutar pelo céu. Homens desta tempera que amam a Deus mais do que a própria vida, que não se acomodam ante os interesses nem se acobardam diante dos, poderosos, são os que lutam e vencem. Qualquer que não colocar sua vida no altar do sacrifício e da renúncia, para ser oferecida, se necessário for, não alcançará as píncaros alcandorados da graça, onde se preparam os guerreiros que lutam para viver e vencer. 
A Reforma deu-nos grande número desses homens. Pena é que a sua história não seja conhecida em todo o mundo evangélico, pois são páginas de heroísmo que arrebatam e atos de amor que sensibilizam. Outro Príncipe contemporâneo da Reforma, o Eleitor da Saxônia, o qual abraçou a fé evangélica, foi aconselhado a não assinar a Confissão, para evitar atritos e desgostos aos amigos. Porém o nobre Príncipe, foi nobre também na resposta, quando afirmou: "Estou disposto a fazer o que for justo, sem me importar com a minha coroa. 
Estou decidido a adorar, a honrar e a servir ao Senhor. Para mim, o Senhor vale mais do que todas as coroas da Europa. Deixarei atrás de mim, talvez, ondas de minha humanidade, porém uma coisa é certa:  A 
graça «de Jesus Cristo me levará ao céu." 
Quando a vida espiritual está em contato com Deus e luta com Deus e para Deus, não há inimigos fortes. Até os demônios fogem espavoridos, ante a decisão da alma que prometeu fidelidade a Jeová. O que acima escrevemos sobre a decisão nobre e corajosa do Eleitor da Saxônia, foi completada pela seguinte declaração, ao assinar o documento, quando afirmou perante todos: "Vou assinar este documento na presença dos representantes do Império. Se meu Deus requer isto de mim, estou disposto a deixar tudo para alcançar uma coroa imortal. Renunciaria a meus súditos e perderia meu Estado; preferia ganhar a vida limpando sapatos de estranhos a deixar de assinar este documento que contém os fundamentos da salvação para todos". 
Qual o inimigo que não vacila e não teme ante declaração tão positiva é tão enfática de lutar confiado em Quem fez vitoriosas os santos quando enfrentaram as feras, os reis, os tiranos e os demônios? Mais um fato para tornar ainda mais claro o assunto: todos os estudiosos sabem como os Huguenotes (o povo evangélico) foram tratados na França e não desconhecem a culminância da perseguição, na célebre noite de São Bartolomeu quando, no dizer de Sully, primeiro ministro de Henrique IV, foram massacrados, só em Paris, cerca de 70 mil protestantes. 
Quando a conspiração havia alcançado o clímax, sendo já público e notório que o povo de Deus estava à mercê de um governo de homens ímpios, o Almirante Colingy, líder dos protestantes, foi convidado a ir à Côrte. 
Seus amigos rogaram-lhe que não fosse, pois ir, equivalia a entregar-se às mãos dos inimigos. Mas Coligny tinha consigo o Deus de Jacó e assim respondeu: "Prefiro morrer mil vezes a, por urna indevida solicitude pela minha vida, dar ocasião a que se avente uma suspeita em todo o reino''. 
Com caracteres deste quilate, Deus pode fazer muito sobre a terra; com homens armados com esta fé, o cristianismo será honrado. Com soldados como este, o inferno tem muito a perder e o céu muito a ganhar. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

O que acompanha um ministério profético


O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE JEREMIAS
Jeremias 1:19
Introdução: Deus escolheu Jeremias para ser um profeta. Isso ocorreu antes de seu nascimento, 1:5. Jeremias nascera e estivera em crescimento, como qualquer outro ser humano. Tinha sua vida normalmente como outras crianças, adolescente ou jovem. Certo dia, Deus veio até Ele com o fim de estabelecer definitivamente seu plano. Houve alegações negativas por parte de Jeremias (1:6), mas Deus argumentou com maior veemência, 1:7-8. Ser chamado para o ministério profético não era nada popular, era, sim, ser envolvido em desafios e problemas, basta observar o que Jesus falou sobre Jerusalém e o modo como tratava esses ministros: Lucas 13:34 “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!”
Ao estudar os escritos de Jeremias nos deparamos com os conflitos internos de alguém que, seriamente, desejava cumprir a vontade de Deus, mas que deveria ser firme para não permitir que a paixão pelo seu povo, ofuscasse a Palavra divina. Eugene H. Peterson busca descrever o caráter do mais sofrido dos mensageiros de Jeová como: "Vigoroso na batalha, desafiou e contestou a injustiça, a falsidade e a vilania" (Atos e atitudes contrárias à ética e a moral, pessoas praticantes de modos contrários à educação, com nítidos interesses particulares, egoísticos em detrimento aos bons costumes).

1.       REALIDADE INEGÁVEL NO MINISTÉRIO – OPOSIÇÃO
Pelejarão contra ti...
Pelejar: fazer guerra, lutar, provocar e entrar numa batalha contra.
Jeremias durante mais de 40 anos formulou advertências contra os mais altos oficiais do governo, advertências que eles detestavam ouvir e se negavam a obedecer. Várias vezes o prenderam e o lançaram na prisão; quase o mataram. Ele constantemente era ridicularizado.
O profeta Jeremias iniciou seu ministério exatamente em Jerusalém para repreender a sua rebelião aos mandamentos do Senhor, Jr 2. No capítulo 7 ele se põe à porta do templo, que era o centro de adoração dos judeus, e abre sua boca em advertências sobre a vida de adoração vazia que era praticada pelo povo que afluía ao templo. Isso causa uma antipatia geral entre o povo, e consequente retaliação.
Jesus disse certa vez que o diferencial entre o justo e o ímpio pode trazer rivalidade: “se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, por isso vos aborrece”.
Ser profeta é ser contrário à maioria; é reprovar atitudes, trazer advertências, transmitir sentenças de juízo, falar o que a pessoa não queria ou não esperava ouvir. Profeta não é massageador de ego. Profeta é arriscar a vida, colocar a cabeça na guilhotina, mas nunca abrir mão da Palavra de Deus. A missão do homem de Deus é inegociável. Ele foi chamado para cuidar dos interesses do Todo-Poderoso, e proclamar com isenção e coragem a sua Palavra.

2.       PROMESSA GLORIOSA NO MINISTÉRIO – VITÓRIA
Não prevalecerão contra ti...
Prevalecer: ser capaz de vencer ou realizar, ser capaz de resistir, ser capaz de alcançar (Strong).
Deus disse que não estabelecia um ministério fraco, medíocre, mas forte, que poderia prevalecer ante aos ataques dos inimigos: Jeremias 1:18 “Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze, contra todo o país, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo”.
Não era um chamado para ser uma pessoa popular, mas uma fortaleza contra a imoralidade e rebeldia de todos: reis, príncipes, sacerdotes, falsos profetas e o povo em geral. Um profeta precisa ter um só lema: devo minha vida somente ao Rei dos reis. O profeta é um ministro de uma só palavra, Jeremias 1:9 “Depois, estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca e o Senhor me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras”.
Há uma palavra poderosa na boca do profeta: Jeremias 23:29 “Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?”
Aqueles que desejam honrar o chamado divino não podem ser conformistas. Paulo disse claramente ao pastor Timóteo, 2Tm 4:1-5.
Jesus, ao ensinar seus discípulos, mostrou essa dura realidade a ser enfrentada por aqueles que desejam servi-lo com fidelidade, mas que há uma riqueza reservada por Deus para que tomem posse na eternidade: “Bem aventurado sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentindo disserem todo mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, pois é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).

3.       RAZÃO SUFICIENTE PARA PERMANECER NO MINISTÉRIO – PRESENÇA
Porque Eu sou contigo...
Deus é zeloso para com sua palavra, seus princípios e suas promessas. Isso Ele deixou isso bem claro ao novo profeta: Jeremias 1:11-12 “Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.
Jeremias precisava ser guiado pela presença gloriosa de Deus. As instruções divinas eram três (1:7-8): vá para onde eu enviar; fale o que eu lhe ordenar; não tenha medo do povo.
Jesus ao comissionar discipuladores mostrou o maior decreto motivacional – a sua presença constante, o que significa seu poder disponível, Mt 28:19. Dependendo do desafio, utilizamos a munição. Podemos pisar serpentes e escorpiões, que nada nos fará dano. É a garantia que temos quando obedecemos ao seu chamado.

CONCLUSÃO: Ao aceitar o chamado do Senhor para sua vida, Jeremias tornou-se o profeta mais malquisto da história judaica. Pelos parâmetros humanos foi um fracasso, no entanto, pelos parâmetros de Deus, foi um grande sucesso. Ser profeta não é nada fácil, pois ficar sozinho, resistir a multidão e estar em descompasso com a filosofia e os valores do momento, é tarefa para poucos. Ser profeta virou moda, basta um pregador ficar famoso, que já se proclama profeta. Com Jeremias, a coisa foi diferente. Ministério profético não é sinônimo de popularidade, mas solidão.
Assim como Deus tinha um plano para Jeremias, ele tem um plano para cada pessoa. O desejo de Deus é que cada crente viva segundo a sua vontade e deixe que Ele cumpra seu  plano  em  sua  vida.  Como  no caso de Jeremias, viver segundo o plano de Deus podia significar sofrimento, no entanto, Deus sempre age  buscando  o  melhor  para  nós conforme  Romanos  8.28:  “todas  as  coisas  contribuem conjuntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”.
"Como Jeremias, coloque a sua confiança em Deus para ir adiante de você, sossegue os seus medos e use o poder transformador de Deus para tornar as suas limitação em possibilidades ilimitadas" (Jim George).

Precisamos da fé para um caminho não trilhado percorrer;
Precisamos de forças para, sozinhos, o partido de Deus tomar.

 Ministração no culto de celebração da ceia em 04.03.2012 - Pr. Wanderley da Silva

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A ANSIEDADE ROUBA A ALEGRIA

Mateus 6:25-34

Ao escrever aos filipenses sobre a alegria, Paulo estava consciente de que a ansiedade poderia ser um empecilho nesse caminho (4.4-7). Talvez deixamos de usufruir a plenitude da alegria do Senhor (Neemias 8.10), porque estamos ansiosos. Algumas vezes, a ansiedade, ou preocupação, ocorre por um motivo legítimo. Estamos nos sentindo ameaçados, então ficamos ansiosos. Entretanto, em muitos casos a ansiedade se manifesta sem fundamento real. Podemos estar ansiosos porque buscamos algo e ainda não alcançamos. Pode ser algo necessário, mas, em muitos casos, trata-se de uma busca ambiciosa pelo excesso, por aquilo que é supérfluo. Não seria melhor fazer calar a nossa alma, como disse o salmista? (Salmo 131.2). "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus", diz o Senhor. (Salmo 46.10). Ele está no controle da nossa vida. Ele nos dará o que precisamos e até o que não precisamos, se isso for bom para nós. "Não andeis ansiosos", disse Jesus aos seus discípulos (Mt 6.25-34). Em todas essas situações, a fé, a oração e a gratidão são os remédios prescritos pelo apóstolo Paulo. Se cremos em Deus e no seu cuidado para conosco, isso já é um forte motivo para o nosso descanso. Em segundo lugar vem a oração. Nossa fé se expressará através das nossas palavras. Estamos nos sentindo ameaçados por alguma coisa ou oprimidos por alguma necessidade? Vamos levar tudo isso diante de Deus através da oração. Quando oramos, dividimos a responsabilidade com Deus. Se você faz tudo na vida sem orar, então a responsabilidade é toda sua. Se der errado, a culpa é sua. Quando oramos, estamos pedindo que Deus faça a parte que não está ao nosso alcance. Contudo, continuamos responsáveis por aquilo que podemos fazer. Tendo orado, temos mais um motivo para descansar. Em nossa oração, precisamos também agradecer. A gratidão, mais do que uma expressão verbal, é um exercício. Precisamos, freqüentemente, olhar para tudo o que Deus já nos deu e agradecer. É bom que agradeçamos por cada coisa, cada pessoa, cada conquista, cada realização, e até mesmo pelo que não conseguimos, pois até isso foi livramento do Senhor, embora possamos não ter compreendido. Esse exercício é um antídoto contra as ambições excessivas. Normalmente vivemos olhando para o que falta e nos esquecemos de agradecer pelo que já temos. Valorizamos demasiadamente o que falta e desvalorizamos o que já temos. Isso é um erro do ser humano que aumenta a ansiedade e diminui a alegria. A ansiedade, seja por motivo legítimo ou não, é resultado dos nossos pensamentos. Paulo nos aconselha a selecionar nossos pensamentos. Se podemos agir para resolver determinado problema, então devemos fazê-lo, mas ficar apenas cultivando a preocupação não vai nos levar a nada. Precisamos então, pensar em coisas boas, positivas, agradáveis, e isso será favorável ao nosso bem estar e à nossa alegria. Embora tais palavras possam parecer apenas a valorização do pensamento positivo, Paulo coloca a pessoa de Deus como a fonte da nossa paz (4.9).

MANTENDO A VISÃO CORRETA NAS ADVERSIDADES

2 Co 4: 16-18

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

INTRODUÇÃO: Você já viu pessoas fazerem “tempestade em copo de água”? Parece que os motivos para tamanha preocupação e desespero são tão grandes. Mas existe um processo chamado “ilusão de ótica”, que é o fato da pessoa ver as coisas diferentes do que são. Isso ocorre muito conosco em relação aos nossos problemas e sentimentos. Vemos as coisas maiores do que são. No entanto, a palavra de Deus diz: “se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”. Então há um apelo do apóstolo Paulo: “diga o fraco: eu sou forte”. A nossa boca é fonte de bênção ou maldição. Quem quer a bênção deve profetizar a bênção e nunca ficar maldizendo ou abrindo portas para as desgraças, mesmo em circunstâncias adversas. Esse texto bíblico declara como são as nossas tribulações:

  1. Leve - Que pesa pouco; Que não é grave, que não é perigoso; Isso quer dizer: você pode suportar. Deus é aquele que te dá forças e as renova cada dia como a águia. Diante dos desafios da vida não devemos dar lugar ao desânimo. Ele é uma cilada sutil do inimigo. O desânimo abate e murcha o coração e o incapacita de acolher a graça necessária para suportar silenciosamente o sofrimento. Ele exagera o tamanho das dificuldades e o nosso fardo parece pesado demais para ser carregado. Davi em nenhum momento chamou-o de gigante. Davi sempre se refere a Golias como um filisteu, um homem comum, prestes a ser morto, colocando-o no mesmo nível do leão e do urso que havia vencido antes. É só mais um obstáculo que será vencido. Não dê importância, além da merecida, a um problema. Você está sendo provado para ser aprovado. O Senhor já te deu muitas vitórias antes e Ele o fará novamente. Peça a Deus para abrir seus olhos, passando a contemplar a vitória e não o sofrimento. Não temas, crê somente.

  2. Momentânea - Que dura apenas um momento; instantâneo, muito breve. Paciência, mulheres valorosas, paciência. Esse é o grande segredo para que vençamos na vida. Ser paciente é saber esperar tudo no momento certo. Seja paciente com as pessoas e verá que tudo pode mudar em um segundo. Às vezes, nos descontrolamos com algo ou alguém e quem é que perde? Nós. Quantas chances tivemos de ficar quietas e não aproveitamos. Ficamos irritadas, nos descontrolamos e ferimos muitas pessoas. Dissemos o que não queríamos dizer. Falamos quando deveríamos ter ficado calados. Quando ficar irritada, controle-se, acalme-se, lembre-se que tudo passa. Imagine como nós ficamos desfiguradas quando perdemos a razão. Às vezes, por tão pouca coisa. Pense no seu coração. O que adianta ficar agitada, nervosa, por pequenos problemas que logo passarão. Se você estiver prestes a perder o controle conte até 10. Ou até 20. Até 100 se precisar. Nada é mais importante que sua paz, sua calma. Antes de perdermos a paciência temos que nos lembrar que somos imperfeitas. Temos que refletir antes de tomar qualquer posição. Pois, quem sofre mais com a falta de paciência somos nós mesmas. Depende de nós mesmas cultivar a paciência. O restante entregue nas mãos de Deus.

  3. Produtiva – que traz à existência; gera; motiva. Deus usa as tribulações para ensinar preciosas lições a Seus filhos. É assim que Deus opera. Antes Deus fica conosco no meio da tribulação. Depois Ele nos tira dela. Exemplo: A prisão foi para José a estrada para o trono. Se José não tivesse sido prisioneiro nunca teria sido governador do Egito. Quando passarmos por provação, não a encaremos como derrota, lembremos que em todos os lugares difíceis que Deus nos leva, Ele está criando oportunidades para exercitarmos a nossa fé, de tal forma que ela produza resultados positivos e glorifique o Seu nome. Deus não vê as provações como dificuldades, mas como oportunidades. A provação é o arado de Deus, que revolve as profundezas da alma para produzir a mais abundante colheita. Consideremos outro exemplo do jovem Davi. Pela fé ele venceu um leão e um urso, e depois derrubou o poderoso Golias. Quando o leão atacou as ovelhas, Deus proporcionou a Davi uma oportunidade de exercitar a sua fé nEle. O leão era uma oportunidade disfarçada de dificuldade. De fato, toda dificuldade visualizada de maneira correta se torna em uma nova oportunidade de Deus para o nosso crescimento espiritual.

  Conclusão: “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar” (Ap 3:8). Romanos 8:18 "Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada".

sábado, 5 de abril de 2008

COMO RESGATAR A VERDADEIRA IDENTIDADE CRISTÃ

Ap 3:14-22 (18)

INTRODUÇÃO: Você consegue ouvir a voz de Jesus a lhe chamar? Pare, reflita e atenda quando Ele fala. Ele nos ama? Mas muitos estão evitando um encontro com Ele. A nossa demora é que nos faz perplexos e confusos. Muitos têm vivido aflito (desassossegado, inquieto), porque tem negligenciado as horas de oração e de comunhão com Deus. Não é difícil achar o caminho da paz quando se está preparado a pagar o preço para se andar nele. Agora, apenas com o auxílio de Deus, a estrada se abre, livremente diante de nós: "Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te; num ímpeto de indignação, escondi de ti a minha face por um momento; mas com misericórdia eterna me compadeço de ti, diz o Senhor, o teu Redentor... Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o Senhor, que se compadece de ti" (Isaías 54:7-10, BEARA).

TRANSIÇÃO: O texto básico mostra-nos o triste quadro de uma igreja em decadência. Este fato se aplica àqueles que estão vivendo uma vida totalmente destituída da aliança fiel com Jesus. O que vemos é que Jesus ama essas pessoas e lhes dá um conselho: compre de mim ouro puro (que fala da verdadeira riqueza) e colírio para os olhos (restabelecimento da visão cristã). Ele não desiste de nós, mesmo estando em uma vida de pecado, distante do seu propósito Ele continua batendo à porta do nosso coração. O que devemos fazer para resgatar a identidade cristã?

I – RECONHECER QUE PERDEU
"Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas" (Apocalipse 2:5, BEARA) O primeiro passo que você dá para sua restauração é perceber e sentir a sua pobreza espiritual. O pobre de espírito não mede o valor da vida por possessões terrenas, que se podem perder da noite para o dia, mas em termos de realidades eternas, que duram para sempre. Sábio é quem abertamente confessa sua falta de riqueza espiritual e de humildade de coração, e clama: "O' Deus, tem misericórdia de mim, pobre pecador" Na economia de Deus, o esvaziar vem antes do encher, a confissão de pecado antes do perdão e a pobreza vem antes das riquezas. O filho pródigo, num estado de decadência, afirmou: “quantos empregados de meu pai têm pão em abundância e eu aqui padeço de fome” "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tiago 4:8-10, BEARA).

II – LUTAR INTENSAMENTE PARA REAVÊ-LA
O filho pródigo permitiu a luz do bom senso brilhar em sua mente: “levantar-me-ei e irei ter com o meu pai...” A Palavra de Deus diz a Seus filhos necessitados: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hebreus 4:16). Deus tem plena consciência de que dependemos dEle nas necessidades de nossa vida. Por essa razão, Ele disse: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Mateus 7:7). A Bíblia diz: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério da presença do Senhor" (Atos 3:19). A sua parte é arrepender-se. E Deus realizará a conversão, a transformação e lhe dará perdão. Deus te diz hoje: o arrependimento ativa a minha graça – Dá-me tudo: teu corpo, tua mente e teu espírito. Não deixes nada em separado para ti. Fala Comigo muitas e demoradas vezes. Quanto mais o fizeres, mais Eu te ajudarei. A total confissão trará o perdão total. A genuína humildade abre as portas da misericórdia divina. O arrependimento sincero ativa a Minha graça, 1João 1:9-10. Não é fácil quebrar a sua vontade deformada e teimosa; mas, uma vez feito isso, será como fazer voltar ao seu devido lugar uma vértebra que estava deslocada. Em vez da pressão e tensão de uma vida em desarmonia com Deus, agora virá a serena paz da reconciliação com Ele.

III – TOMAR POSSE E REDOBRAR A VIGILÂNCIA
O pai do filho pródigo o recebeu sem nenhum preconceito e tinha tudo preparado para honrá-lo novamente. "E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se" (Lucas 15:20-24, BEARA). Muitos de nós somos como aquele homem do oeste que tinha quintal de ferro velho. Trabalhou ali bastante tempo, comprando e vendendo velhas sucatas que ajuntava nos subúrbios da cidade. Certo dia, porém, descobriu que naquele quintal havia um veio de petróleo. Empreitou uma turma de perfuração, e logo o ouro negro jorrou em abundância do seio da terra. O seu depósito de ferro velho se transformou numa verdadeira mina de riqueza que não conheceu limites. Talvez você tenha deixado de lado os dons divinos, hoje Deus vai reavê-los. Tome posse das riquezas que Deus tem para você. Não importa o tempo das velharias e da sequidão – Deus vai tornar tudo novo na sua vida. Do seu interior vai fluir rios de águas vivas. O cristão deve manter-se vigilante contra inimigos astutos e implacáveis. Para tanto, tem necessidade de munir-se (abastecer-se de munições) com as poderosas armas da oração e da Palavra. Faz-se mister que o Espírito Santo de Deus o possua, imunizando-o contra as enfermidades contagiosas e fatais, oriundas de uma época corrompida. Eis que o Senhor diz: “TENS ESTADO COMO A PLANTINHA VERDE. AGORA QUERO QUE BROTEM FLORES NA TUA VIDA!”.

CONCLUSÃO: Todas as espécies de artifícios procurarão se colocar diante de ti para destruir o teu equilíbrio espiritual. O poder irradiante do Espírito Santo dentro de tua alma está sempre procurando atrair-te para conservar em ti a perfeita forma divina. Que não haja resistência de tua parte. Antes resiste a atração das forças exteriores, QUE SÃO O MUNDO, A CARNE E O DIABO. É exclusivamente o Espírito de Deus – e ninguém mais debaixo do sol – que pode preservar a tua alma e colocar na tua vida o selo da pureza e a expressão da graça. Gálatas 5:16-25. Palestra ministrada no SAT Presbiterial em Araranguá. Pr. Wanderley da Silva – 21/09/2007