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terça-feira, 8 de maio de 2012

FÉ VITORIOSA NOCAUTEIA A INCREDULIDADE



A FÉ SUPERA A INCREDULIDADE

Só há uma palavra suficientemente
poderosa para vencer o
desespero: a fé. 
(Emil Brunner )


"Perguntou ele: Porque vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal" (2Rs 4:23).

Com as intempéries se abatendo sobre o lar, mostrou-se a grandeza da fé da mulher de Suném. Dizem que é em dia de tempestade que podemos conhecer quem é bom marinheiro.
Há uma disparidade abismal entre a fé dinâmica e empreendedora da esposa, e o marasmo espiritual do marido. Observe a letargia que assola a religiosidade do esposo. Seria como se estivesse a questionar: O que tem a igreja a ver com a tragédia? Por que vai ao pastor? Nem ao menos é dia de culto. Os dias de rituais religiosos eram sábados e luas novas, e muitos dos judeus relacionavam Deus apenas aos ritos e não ao dia-a-dia da comunidade. Russell Shedd[1], comentando o texto escreve:

[...] Para eles, o sacerdote, o profeta e o ministro eram apenas os celebrantes da liturgia. Esse homem não podia compreender que a religião verdadeira traz soluções às situações angustiantes da vida diária: deve-se buscar a Deus em quaisquer circunstâncias (Ec 12:1; Is 53:6; Os 10:12; 2Co 6:2).

Este é o quadro de inúmeros lares. Esposa na igreja e marido em casa. Tenho ouvido constantemente os desabafos lamuriosos das esposas: Pastor, foi um trabalhão para trazer meu esposo ao encontro de casais. Outras preocupadas: Pastor, foi uma maratona para ele vir ao culto. Meu esposo sempre tem algo a fazer bem na hora. A crise da ausência de fé inevitavelmente tem se instalado de forma aviltante nas famílias.
É o esposo que promete ir aos trabalhos da igreja apenas para produzir um frágil fio de tranqüilidade no coração da esposa, mas no recôndito da alma confessa: Em cima da hora arrumo uma desculpa e fico em casa. Eu sei como estes mecanismos funcionam. 
É o quadro do filho que promete mudanças radicais no comportamento cristão apenas para barganhar os favores dos pais.
Acostumamo-nos a um cristianismo fraco e sem tempero que retrata a crise de fé.
A família distancia-se da sua fé.
Foram-se os bons tempos dos cultos domésticos, ricos em devoção.
Foi-se o tempo em que o pai penteava o cabelo do menino, preparando-se para o culto: Nós vamos ouvir Deus falar, filho.
Foi-se o tempo em que as famílias cristãs reuniam-se ao redor da mesa para educar os filhos nos rudimentos do cristianismo, ensiná-los a orar e cantar. Estas práticas piedosas foram o nascedouro dos, quase imortais, baluartes do evangelho.
Posso fazer menção a Susana Wesley, que nos idos de 1700, na cidade de Epworth, Inglaterra, educou dezenove filhos e reservava duas horas por semana de tempo qualitativo para cada filho. Neste tempo falava-lhes de Jesus, ensinava-lhes a orar e educava-os nos rudimentos da música. Não é para menos que vinte anos depois Deus usaria os irmãos João e Carlos Wesley para, literalmente incendiar o Reino Unido com um avivamento espiritual sem precedentes.
Precisamos fazer o caminho de volta à simplicidade da fé. Precisamos voltar a crer num Deus vivo e presente nas nossas dificuldades do cotidiano. Precisamos restaurar esta confiança quase ingênua na sua expressão, mas de um raio de ação de grandeza descomunal.

Conclusão: Vamos ler o Salmo 127

1  Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.
3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.
4 Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.
5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.





[1] SHEDD, Russell P., A Bíblia Vida Nova – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – 16a edição – São Paulo-SP

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fé é Atitude - Arrisque-se

A fé é a visão numa dimensão superior. O autor da carta aos Hebreus no capítulo onze, verso primeiro declarou que ela "é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova 'ou convicção' das coisas que não se vêem". Pela fé, homens e mulheres fizeram história em nome de Deus. Abrão, foi um deles, pois ao ser chamado por Deus, deixou a terra onde habitava, Ur dos caldeus, para arriscar-se rumo ao desconhecido. Noé, do mesmo modo, pela fé, teve a ousadia de fazer a arca, pois tinha por certo que o dilúvio anunciado pelo Senhor haveria de acontecer - e aconteceu. Pela fé, Jó, que é conhecido como o homem paciente, não perdeu suas qualidades diante das circunstâncias desagradáveis. Pela fé, o apóstolo Paulo, grande pregoeiro do Evangelho, passou muito de sua vida na prisão, onde aproveitou para escrever a maior parte do Novo Testamento. Pela fé, John Huss, não temeu a fogueira, pois sabia que havia uma terra melhor onde por herança receberia de Deus.
A fé viva em Deus é o melhor antídoto contra dissabores e desafios que se nos apresentam. Não importam as circunstâncias, olhe para o Senhor e se dobre diante dele, pois Ele sabe o fim desde o princípio. Façamos um cãntico de vitória como Habacuque: "ainda que a figueira não floresça, ainda que não haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira minta, ainda que no curral não haja bois, etc, eu, confiarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação".
Fé viva nunca foi um credo teórico, mas uma prática de vida. Atitude é tudo o que precisa ter aquele que crê. Não seja incrédulo, mas crente!
Viva pela fé e jamais recue, pois Deus não tem prazer em covardes, mas em guerreiros valentes!