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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como Manter as Bênçãos Recebidas


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Lidando com as adversidades

LIDANDO COM AS ADVERSIDADES DA VIDA

Ec 11:8

INTRODUÇÃO: Você gosta das coisas bem organizadas? Acredita ter tudo sob controle? Planeja cada detalhe com antecedência e se frustra quando algo foge de seu poder? Essas perguntas precisam de respostas e, muitas vezes, não as temos, continuando, assim, a viver como se pudéssemos dar direção à nossa própria caminhada. Salomão deixou-nos uma palavra bem clara: se estamos vivendo um bom momento, não podemos “fechar os olhos” e achar que sempre será assim. Segundo ele afirmou, precisamos estar preparados para os dias das adversidades, que são os dias de trevas, quando parece que não temos visão alguma de onde pisar.


UM PLANO NÃO PODE SER DEFINITIVO – Ec 11:8 
Tão importante quanto ter um bom plano é saber lidar com o inesperado. Bons planos devem ser maleáveis, flexíveis, a ponto de permitirem, se necessário, alterações antes de sua execução. Nossa vida é dinâmica, carregada de surpresas e de novos desafios que surgem diante de nós à medida que caminhamos; por isso precisamos saber lidar com imprevistos. 
 Na maioria das vezes, nos sentimos frustrados quando algo não sai da maneira planejada. É muito provável que quando isso acontece, muitos ficam como se o chão se abrisse sob seus pés. 
 O apóstolo Paulo passou por situação semelhante quando, em um de seus projetos, tinha como plano ser missionário na Espanha e, em vez disso, foi surpreendido com um “plano B”, que o conduziu direto para a prisão. Todos nós, em algum momento da vida, já nos encontramos nessa situação: prontos para embarcar rumo àquela tão esperada viagem, ou certos de que agora seríamos promovidos, ou ainda prontos para realizar o sonho de ingressar na universidade. E a viagem não dá certo, a promoção vai para outro, nosso nome não sai na lista de aprovados. Então acabamos na prisão, assim como Paulo.

UM PLANO ALTERNATIVO PODE TRAZER BENEFÍCIOS – Hb 11:34 
A prisão de Paulo poderia ter significado o fim de tudo, mas ele aceitou o fato, sem tentar negar a realidade, e tirou o máximo proveito de tudo. Em vez de gastar tempo se lamentando e murmurando, ele escreveu cartas - Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemon - que ecoam e nos ajudam em nossa caminhada hoje. Nós também podemos tirar proveito dos planos B e descobrir que melhores do que a viagem ou a promoção serão as cartas escritas no cárcere. Paulo escreveu: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18). Existe uma escalada que ainda não se completou: “Estamos sendo transformados com glória cada vez maior” (2 Co 3.18). Daí esta outra declaração: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co 4.17). O último patamar dessa escalada é a total recuperação da imagem e semelhança de Deus perdida por ocasião da queda: “Ele [Jesus] transformará nossos corpos humilhados, para serem semelhantes a seu corpo glorioso” (Fp 3.21).

NUNCA PODEMOS PERMITIR QUE NOSSA FÉ SE ABALE – Hb 10:38 
Nem toda teimosia é maléfica e eticamente incorreta. Há uma teimosia santa. É aquela que insiste em acreditar em Deus em toda e qualquer circunstância. Não há maior triunfo do que superar pela fé um transtorno qualquer, de pequena ou longa duração, até que se enxergue a luz no fim do túnel. Além de ser benéfica, essa modalidade de teimosia é uma virtude rara. 
 Veja-se, por exemplo, a teimosia do profeta Habacuque: “Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Deus Eterno e louvarei a Deus, o meu Senhor” (Hc 3.17, 18, BLH). 
 Veja-se também a conhecida e magistral teimosia do salmista: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Sl 23.4). 
 A expressão “ainda que” ou “ainda quando”, usada por Habacuque e por Davi, é muito enfática. Ela quer dizer que mesmo havendo alguma tragédia, grande ou pequena, isso não pode nem deve perturbar a paz daquele que está firmado no Senhor. 
 Aquele que é possuído por essa santa teimosia é capaz de adorar a Deus nos momentos humanamente menos indicados. Depois de perder todos os seus bens e os dez filhos, “Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.20, 21.) A teimosia do homem da terra de Uz era devida à sua certeza: “Eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). O rei Davi comportou-se da mesma maneira: depois da morte do filho, ele “se levantou da terra, lavou-se, ungiu-se, mudou de vestes, entrou na Casa do Senhor e adorou” (2 Sm 12.20).

MANTENHA SEMPRE VIVO O ÂNIMO – Jo 16:33 
O ânimo é bom em qualquer tempo, sobretudo em momentos de adversidade. Cobrar ânimo precisa ser um exercício contínuo. Armazenar ânimo é uma das providências mais sábias que você pode tomar. Nada se deve fazer sem ânimo. E o que se faz sem ânimo desgasta muito mais e nem sempre sai a contento. 
 O rei Asa, ao ouvir as palavras do profeta de Deus, cobrou ânimo. Em seguida, teve a coragem de lançar as abominações fora de toda a terra de Judá e de Benjamim e de renovar o altar do Senhor (2 Cr 15.8). O mesmo aconteceu com o rei Ezequias: “Ele cobrou ânimo, restaurou todo o muro quebrado e sobre ele ergueu torres” (2 Cr 32.5). O ânimo sempre gera ânimo. Ele é tão contagioso como o medo. Daí o registro: “O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias” (2 Cr 32.8). Um dos mais famosos casos de reanimação diz respeito à tripulação e aos passageiros de um navio que estava prestes a naufragar no Mediterrâneo. Eram ao todo 276 pessoas, que não comiam, nem dormiam frente ao perigo de perderem as suas vidas. Um dos passageiros era o apóstolo Paulo, que, baseado numa clara promessa de Deus, procurou levantar o ânimo de todos. Apesar das circunstâncias esmagadoramente contrárias, “todos cobraram ânimo e se puseram também a comer” (At 27.36). “A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). Os portais do ânimo são as Escrituras Sagradas. A leitura e a meditação da Palavra de Deus, quando freqüentes e regulares, geram ânimo durável e verdadeiro.

CONCLUSÃO: A vitória e a derrota dependem da maneira como cada um se comporta, mas a pior derrota é a de quem desanima. Veja o testemunho de Paulo: “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Fp 4:12-13).

terça-feira, 8 de maio de 2012

FÉ VITORIOSA NOCAUTEIA A INCREDULIDADE



A FÉ SUPERA A INCREDULIDADE

Só há uma palavra suficientemente
poderosa para vencer o
desespero: a fé. 
(Emil Brunner )


"Perguntou ele: Porque vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal" (2Rs 4:23).

Com as intempéries se abatendo sobre o lar, mostrou-se a grandeza da fé da mulher de Suném. Dizem que é em dia de tempestade que podemos conhecer quem é bom marinheiro.
Há uma disparidade abismal entre a fé dinâmica e empreendedora da esposa, e o marasmo espiritual do marido. Observe a letargia que assola a religiosidade do esposo. Seria como se estivesse a questionar: O que tem a igreja a ver com a tragédia? Por que vai ao pastor? Nem ao menos é dia de culto. Os dias de rituais religiosos eram sábados e luas novas, e muitos dos judeus relacionavam Deus apenas aos ritos e não ao dia-a-dia da comunidade. Russell Shedd[1], comentando o texto escreve:

[...] Para eles, o sacerdote, o profeta e o ministro eram apenas os celebrantes da liturgia. Esse homem não podia compreender que a religião verdadeira traz soluções às situações angustiantes da vida diária: deve-se buscar a Deus em quaisquer circunstâncias (Ec 12:1; Is 53:6; Os 10:12; 2Co 6:2).

Este é o quadro de inúmeros lares. Esposa na igreja e marido em casa. Tenho ouvido constantemente os desabafos lamuriosos das esposas: Pastor, foi um trabalhão para trazer meu esposo ao encontro de casais. Outras preocupadas: Pastor, foi uma maratona para ele vir ao culto. Meu esposo sempre tem algo a fazer bem na hora. A crise da ausência de fé inevitavelmente tem se instalado de forma aviltante nas famílias.
É o esposo que promete ir aos trabalhos da igreja apenas para produzir um frágil fio de tranqüilidade no coração da esposa, mas no recôndito da alma confessa: Em cima da hora arrumo uma desculpa e fico em casa. Eu sei como estes mecanismos funcionam. 
É o quadro do filho que promete mudanças radicais no comportamento cristão apenas para barganhar os favores dos pais.
Acostumamo-nos a um cristianismo fraco e sem tempero que retrata a crise de fé.
A família distancia-se da sua fé.
Foram-se os bons tempos dos cultos domésticos, ricos em devoção.
Foi-se o tempo em que o pai penteava o cabelo do menino, preparando-se para o culto: Nós vamos ouvir Deus falar, filho.
Foi-se o tempo em que as famílias cristãs reuniam-se ao redor da mesa para educar os filhos nos rudimentos do cristianismo, ensiná-los a orar e cantar. Estas práticas piedosas foram o nascedouro dos, quase imortais, baluartes do evangelho.
Posso fazer menção a Susana Wesley, que nos idos de 1700, na cidade de Epworth, Inglaterra, educou dezenove filhos e reservava duas horas por semana de tempo qualitativo para cada filho. Neste tempo falava-lhes de Jesus, ensinava-lhes a orar e educava-os nos rudimentos da música. Não é para menos que vinte anos depois Deus usaria os irmãos João e Carlos Wesley para, literalmente incendiar o Reino Unido com um avivamento espiritual sem precedentes.
Precisamos fazer o caminho de volta à simplicidade da fé. Precisamos voltar a crer num Deus vivo e presente nas nossas dificuldades do cotidiano. Precisamos restaurar esta confiança quase ingênua na sua expressão, mas de um raio de ação de grandeza descomunal.

Conclusão: Vamos ler o Salmo 127

1  Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
2 Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.
3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.
4 Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.
5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.





[1] SHEDD, Russell P., A Bíblia Vida Nova – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – 16a edição – São Paulo-SP

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Como Ser Bem Sucedido?

Como Ser Bem Sucedido

“O nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza perseverará” (Isaías 32:8).

Introdução: Uma pergunta que não devia ser feita é “quem quer alcançar sucesso? Trata-se de algo que todos querem. Mas o que encontramos é muita gente frustrada. Nessa questão "o fato de querer não é poder". Alguém afirmou: “não sei a fórmula do sucesso, mas sei a fórmula do fracasso – tentar agradar a todos”. As bancas de livros e revistas estão cheias de fórmulas para o sucesso. O que mais se vê propagado na imprensa e publicado na atualidade são os chamados livros de "auto-ajuda". Escritores de livros sobre como atrair dinheiro e riqueza tem sido enriquecidos pelos desesperados e, consequente, frustrados. Se quisermos ser bem sucedidos naquilo que fazemos, precisamos nos ater a uma "regra de  três", bem simples:

1 – Conhecer o que se faz


Não há inimigo maior do que a ignorância. O próprio Deus falou “o meu povo está sendo destruído por falta de conhecimento” (Os 4:6). Rejeitar o conhecimento é uma insensatez, aliada à estupidez que a pessoa pode ter "Até quando, ó estúpidos, amareis a estupidez? e até quando se deleitarão no escárnio os escarnecedores, e odiarão os insensatos o conhecimento?" (Pv 1:22). Quanto mais sábio for o homem, mas conhecimento desejará, Pv 10.14. O homem se torna livre pelo conhecimento que possui, Pv 11:9. O conhecimento deve anteceder a conquista do ouro, que é o resultado de tudo o que se faz, Pv 8:12. O homem prudente age sempre com conhecimento, Pv 13:16.
O nobre projeta coisas nobres – ele sabe que é nobre, por isso ele se empenha. Veja o que diz Pv 24:4 "pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as riquezas preciosas e deleitáveis". Nunca tente fazer nada sem conhecer. Aplica-te a ler, estudar, ouvir, depois fazer.

2 – Amar o que faz


A pior coisa não é fazer o que não gosta, mas não amar o que faz. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Ec 9:10).  Há muitas coisas que a pessoa não gosta de fazer, mas fazendo-a com amor começa a surgir a apreciação, por causa dos resultados que consegue. Aquele que põe a bondade no que faz, promoverá a sua própria alma, no entanto, aquele que faz de qualquer modo, prejudica a si mesmo. Isso vejo quando leio Pv 11:17.
O nobre projeta coisas nobres – ele ama o que projeta porque é nobre.

3 – Acreditar no que faz


Seria tolice não acreditar naquilo que estou fazendo. Se creio que o que faço é bom, já tenho metade da conquista. Aquele que semeia, precisa acreditar na colheita. A Bíblia afirma que "o semeador espera com paciência" (Tg 5:7), isto é, sempre acredita, apesar das intempéries. Se não acredita que tal profissão é boa, não fique sentado por anos se preparando para ela; se não acredita que uma pessoa é a ideal para ser seu cônjuge, não perca tempo namorando. Acredite naquilo que faz e naquilo que está envolvido. Não invista um centavo em algo que você não acredite, pois seria como dar pérola aos porcos.
O nobre projeta coisas nobres – e por acreditar que é nobre seu projeto, ele persevera. Não importa o que se lhe opõe, quem acredita rompe barreiras.

Conclusão: Em tudo na vida – aplique esta regra de três: conheça, ame, acredite. O apóstolo Paulo foi bem sucedido em seu ministério não porque não havia oposições ou perseguições, mas porque ele afirmava "eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo que Ele é poderoso para guardar o meu depósito..." (2 Tm 1:12).