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segunda-feira, 19 de março de 2012

Sem Luta Não Há Vitória


LUTA, SE QUERES VIVER 

Que esperais encontrar na estrada da vida cristã? Flores? Glória? Honra? Riqueza? Bem estar? Acaso pensais que, na frente de batalha há perene alegria e banquetes sem fim? Não sabeis que os cristãos são soldados do Senhor, e que como soldados tem que lutar para viver? 
Quem vos apontou este mundo como recanto de paz? Se ainda não percebestes a vossa condição despertai e vede que estais em pleno campo de luta espiritual, onde se fere a gigantesca batalha entre as forças do mal e os exércitos do Senhor, e que a única alternativa é lutar a tempo e fora de tempo para alcançar a coroa da vida. 
Lutar para viver, aceitar o desafio com altivez e enfrentar os perigos da jornada foi a tarefa imposta à Igreja do Senhor em todos os tempos. Lembrai-vos de que o povo de Deus nos primeiros séculos teve as catacumbas por moradas, a fim de poder sobreviver. Aceitou o desafio dos inimigos, não capitulou ao primeiro decreto de um rei ímpio.  
Guardou a fé.  Preferiu carregar a cruz da perseguição a fazer negócios de Judas. Escolheu a senda espinhosa e agreste do desprezo, a um conluio ímpio e satânico. Corajosamente atirou-se à luta para vencer e, vencendo, viveu. 
Acaso o Evangelho não declara quão grandes são os perigos, as desvantagens materiais e os sofrimentos a que estão expostos os seguidores de Jesus? Que prometeu Jesus aos discípulos que desejassem segui-lo? Acenou-lhes com vantagens ou apontou-lhes a cruz? 
Percorrei a história da verdadeira Igreja e vereis, a cada passo, que os santos jamais tiveram tréguas prolongadas. O mundo, o Diabo e a carne jamais oferecem armistício aos salvos. Entrai nas Catacumbas e tereis uma visão clara do que foi a tremenda batalha da fé; parai diante dos sarcófagos e sentireis que ali repousam heróis que lutaram e venceram; sentai-vos nas salas subterrâneas em que se reunia esse povo e respirareis santidade que ficou por herança. Se tocardes qualquer objeto que haja pertencido a esses heróis, sentir-vos-eis inspirados a imitá-los, a lutar para viver como cristãos dignos da vocação que recebestes. 
Mas não foi somente nos dias da primitiva Igreja que a fé brilhou, valorosa e robusta, impondo admiração ante as ameaças dos poderes apóstatas! 
Ao tempo da Reforma, quando um gesto ou uma palavra a favor do verdadeiro Cristianismo representava ser encarcerado, condenado à morte, desterrado, ou ser destituído de cargos de confiança, tratando-se de governadores de Estados, Condados ou Províncias, nesse período, Deus também teve testemunhas que não dobraram seus joelhos diante de Baal. 
Entre os muitos casos em que a fé agigantou-se, brilhou e ateou fogo nos corações, citemos apenas como se portaram alguns Príncipes cristãos: O imperador Carlos V dominava a Alemanha e grande parte da Europa, e era por todos temido e obedecido, pois linha o apoio do papa. 
Vários Príncipes alemães haviam abraçado a Reforma, creram na pureza do Evangelho e na suficiência de Cristo como Salvador. Isto não agradava ao imperador e seus aliados, que tudo fazia para impedir a luz do Evangelho. Certo dia o imperador recebeu os Príncipes protestantes numa conferência particular e pediu-lhes que impusessem silêncio aos capelães evangélicos que celebravam cultos públicos. Dentre os Príncipes, levantou-se o velho Mal-grave de Brandenburg que avançou alguns passos para o imperador, e num gesto que denotava disposição e energia, levou as mãos ao pescoço, e, inclinando-se, disse: "Era mais fácil a minha cabeça rolar aos pés de Vossa Majestade do que eu privar-me da Palavra de Deus e negar a meu Senhor". 
Imaginai o efeito que tiveram estas palavras diante do imperador e de outros Príncipes. Conclui quanta coragem o Espírito Santo dá ao coração que se dispõe a lutar pelo céu. Homens desta tempera que amam a Deus mais do que a própria vida, que não se acomodam ante os interesses nem se acobardam diante dos, poderosos, são os que lutam e vencem. Qualquer que não colocar sua vida no altar do sacrifício e da renúncia, para ser oferecida, se necessário for, não alcançará as píncaros alcandorados da graça, onde se preparam os guerreiros que lutam para viver e vencer. 
A Reforma deu-nos grande número desses homens. Pena é que a sua história não seja conhecida em todo o mundo evangélico, pois são páginas de heroísmo que arrebatam e atos de amor que sensibilizam. Outro Príncipe contemporâneo da Reforma, o Eleitor da Saxônia, o qual abraçou a fé evangélica, foi aconselhado a não assinar a Confissão, para evitar atritos e desgostos aos amigos. Porém o nobre Príncipe, foi nobre também na resposta, quando afirmou: "Estou disposto a fazer o que for justo, sem me importar com a minha coroa. 
Estou decidido a adorar, a honrar e a servir ao Senhor. Para mim, o Senhor vale mais do que todas as coroas da Europa. Deixarei atrás de mim, talvez, ondas de minha humanidade, porém uma coisa é certa:  A 
graça «de Jesus Cristo me levará ao céu." 
Quando a vida espiritual está em contato com Deus e luta com Deus e para Deus, não há inimigos fortes. Até os demônios fogem espavoridos, ante a decisão da alma que prometeu fidelidade a Jeová. O que acima escrevemos sobre a decisão nobre e corajosa do Eleitor da Saxônia, foi completada pela seguinte declaração, ao assinar o documento, quando afirmou perante todos: "Vou assinar este documento na presença dos representantes do Império. Se meu Deus requer isto de mim, estou disposto a deixar tudo para alcançar uma coroa imortal. Renunciaria a meus súditos e perderia meu Estado; preferia ganhar a vida limpando sapatos de estranhos a deixar de assinar este documento que contém os fundamentos da salvação para todos". 
Qual o inimigo que não vacila e não teme ante declaração tão positiva é tão enfática de lutar confiado em Quem fez vitoriosas os santos quando enfrentaram as feras, os reis, os tiranos e os demônios? Mais um fato para tornar ainda mais claro o assunto: todos os estudiosos sabem como os Huguenotes (o povo evangélico) foram tratados na França e não desconhecem a culminância da perseguição, na célebre noite de São Bartolomeu quando, no dizer de Sully, primeiro ministro de Henrique IV, foram massacrados, só em Paris, cerca de 70 mil protestantes. 
Quando a conspiração havia alcançado o clímax, sendo já público e notório que o povo de Deus estava à mercê de um governo de homens ímpios, o Almirante Colingy, líder dos protestantes, foi convidado a ir à Côrte. 
Seus amigos rogaram-lhe que não fosse, pois ir, equivalia a entregar-se às mãos dos inimigos. Mas Coligny tinha consigo o Deus de Jacó e assim respondeu: "Prefiro morrer mil vezes a, por urna indevida solicitude pela minha vida, dar ocasião a que se avente uma suspeita em todo o reino''. 
Com caracteres deste quilate, Deus pode fazer muito sobre a terra; com homens armados com esta fé, o cristianismo será honrado. Com soldados como este, o inferno tem muito a perder e o céu muito a ganhar. 

terça-feira, 10 de junho de 2008

FUNDAMENTADO EM FIRME CONVICÇÃO

2Co 4:13; Rm 14:5

“As opiniões nos custam apenas um fôlego, mas as convicções podem nos custar a vida” (J. Osvalds Sanders).

Somos cercados de pessoas dotadas de opiniões, mas faltam-nos homens e mulheres de fortes covicções. No entanto, para sermos bem sucedidos é necessário que sejamos resolutos naquilo que entendemos ser de importância na vida. Não podemos abrir mão de princípios vitais a um cristão.
Deus não aprova a falta de firmeza, pois Ele próprio “não tem mudança e nem sombra de variação”. E, ao falar a respeito daqueles que lhe servem, afirmou: “o meu justo viverá da fé, mas se ele recuar a minha alma não terá prazer nele”.
Existe na Bíblia muitos fatos que demonstram o quanto é preciso ser firme e decisivo:

Josué, ao perceber que o povo de Israel estava vivendo uma vida de fé volúvel, desafiou-lhe a tomar uma decisão: “Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:14-15).

Elias desafiou o povo a escolher Deus ou Baal: “E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada” (1Rs 18:21).

Jesus falou que ninguém consegue servir a dois senhores: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24). Então é necessário convicção para se apegar a um e rejeitar o outro.
Tiago nos fala que tudo o que fizermos precisa ser por fé, pois aquele que dúvida não alcançará nada: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento” (Tg 1:6). Uma pessoa volúvel pode ser facilmente influenciada pelo enganador.

O homem e a mulher que se dedica a Deus têm que ter diligência (dic. Aurélio: cuidado ativo; zelo, aplicação) para com as coisas aprendidas: “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas” (Hb 2:1).

O apóstolo Paulo, como qualquer outro líder valoroso, nutria fortes convicções. Ele tinha crenças inabaláveis concernentes a Deus e ao homem, a vida e a morte, ao mundo presente e futuro. Isso credenciava sua liderança:

Quanto as Escrituras Sagradas, ele possuía uma forte convicção de sua autenticidade e valor para poder aplicá-la em todas as facetas da vida: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3:16-17).

Diante das oposições e críticas ele pouco se importava: “Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor” (1Co 4:3-5). Na verdade, ele não temia o juízo humano, porque tinha certeza de sua posição diante do Superior Tribunal de Justiça Divina.

Quanto a consciência, ele afirmou que não podemos viver debaixo de acusação. A consciência é uma voz interna que nos tenta impulsionar ou tenta bloquear nossas atitudes, sendo assim precisamos seguir seu conselho e advertência: “Esta admoestação te dirijo, filho Timóteo, que segundo as profecias que houve acerca de ti, por elas pelejes a boa peleja, conservando a fé, e uma boa consciência, a qual alguns havendo rejeitado, naufragaram no tocante à fé” (1Tm 1:18-19). Conservar a fé significa firmeza; conservar a boa consciência significa atitude aprovada.

A consciência é tão fiel em condenar o que é errado, quanto elogiar o que é correto: “Nisto conheceremos que somos da verdade, e diante dele tranqüilizaremos o nosso coração; porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista” (1Jo 3:19-22).

No entanto, a consciência não é capaz de curar a si mesma, de modo que precisamos submetê-la a provisão do Sangue de Jesus, Hb 9:14. Ela não é infalível, pois é flutuante que reage fielmente aos padrões aceitos, padrões que podem ser equivocados:

A consciência de um hindu protestaria com veemência quanto ao fato de matar uma vaca, mas se sentiria satisfeita com o sacrifício de uma viúva sobre a pira do funeral.

A consciência dos promotores da chamada “santa inquisição” se alegravam com o fato de matarem vidas, cujos pensamentos e crenças não fossem iguais aos seus.

O próprio apóstolo Paulo, quando fariseu, sentia-se realizado no fato de ver cristãos sendo exterminados. Só após sua profunda experiência de conversão a Jesus foi que sentiu na consciência o peso de tão grande mau e se arrependeu.
Podemos ter atitudes erradas, embora nos justifiquemos achando que estamos certos. A cosnciência vai determinar de acordo com o padrão aceito.

Precisamos moldar nossa vida e pensamento de acordo com os princípios da Palavra de Deus: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).
1Tm 1:13 “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido na fé e no amor que há em Cristo Jesus”;

2Tm 3: 13-15 “Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus”.