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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Procure Viver na Certeza

Eu sei em quem tenho crido… (2Tm 3:16).

       O grande problema de uma vida cristã anêmica, fragilizada é a falta de convicção. Quem vive na dúvida, pode ser sempre vacilante. O apóstolo Pedro adverte-nos que temos o dever de saber explicar quando alguém nos pede a razão ou razões da nossa esperança.
“Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1Pe 3:15).
       O apóstolo João, diversas vezes, falou sobre o verbo saber em sua primeira epístola. A vida cristã não é dar salto no escuro, não é ignorância, mas é certeza, convicção e saber.
       Não podemos progredir espiritualmente se avançarmos como cegos apenas tateando ou sendo conduzidos confortavelmente por alguém.
       É preciso aprendermos cada dia as lições que nos são passadas pelos líderes, discipuladores, seja através dos grupos pequenos, ou das reuniões de celebração, encontros e congressos.
       Não podemos avançar sem que nossas dúvidas sejam esclarecidas. Pergunte aos mais experientes ou pessoas de confiança. Seu líder quer que sejas sempre esclarecido, pois isso provará que ministério de ensino está gerando frutos.
       Paulo disse: “Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção” (I Ts 1:5).

       O Rev. Hernandes Dias Lopes, diz que “nenhum cristão pode ‘tomar emprestadas’ as convicções de outro para ter uma vida cristã honesta” (Romanos – o evangelho segundo Paulo, p.457). O crente que não tem certeza de que está fazendo a coisa certa, mas o faz, se condena em seu ato. Isso porque sua ação não está em harmonia com sua convicção interior, ou seja, com sua fé. Tudo o que não é feito em harmonia com a convicção de que está de acordo com a Bíblia é pecado, embora, por si só, possa ser uma ação correta. Tudo que é feito sem fé, ou convicção, é pecado, Rm 14:23.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Certeza de Salvação: sim ou não?


É possível um cristão ter certeza de salvação

Há muitas seitas e movimentos contraditórios, que afirmam não ser possível uma pessoa afirmar que já é salva. Dizem que Deus é que vai decidir se a pessoa merece ou não. No entanto, a regra áurea de fé e prática do cristão é a Bíblia Sagrada. Vejamos o que ela afirma:

Jesus foi enviado pelo Pai ao mundo, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Crer é uma decisão presente, portanto a partir do crer já existe o direito de vida eterna: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Observe esse verso:Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê, já está condenado, pois não crê no nome do Filho unigênito de Deus” (Jo 3.18). Crendo em Jesus estamos livres de qualquer condenação; não crendo, já estaríamos condenados.

A Salvação não é resultado de merecimento humano, mas de uma decisão pessoal em aceitar Jesus como único e suficiente Salvador: “Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não por causa das nossas obras, mas devido ao seu propósito e à graça que nos foi concedida em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2Timóteo 1:9). “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2:8); Note que esses textos dizem: “nos salvou” e “sois salvos” enfatizando algo presente.

A vida cristã não pode ser praticada na ignorância. Deve ser consciente. Vejamos: “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Eu vos escrevo essas coisas, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna” (1João 5:12, 13).

Jesus foi bem definido quando falou com seus discípulos a respeito da vida eterna: “Dou-lhes a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrancará da minha mão” (Jo 10.28).


O cristão pode ter certeza de salvação pelos seguintes motivos:
  1. Deus providenciou um meio para que haja salvação - Jesus;
  2. Para ser salvo é preciso crer em Jesus e sua Palavra – o cristão crê;
  3. Quem crer será livre de qualquer condenação – o cristão está livre;
  4. A salvação é presente, graça de Deus – o cristão a recebe;
  5. Quem tem o Filho tem a vida – o cristão tem;
  6. Quem crer em Jesus sabe que tem a vida eterna – o cristão sabe.


Portanto, é possível uma pessoa saber se está salva. Fora isso, há ainda o testemunho interno do Espírito Santo: “O próprio Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus” (Romanos 8:16).

sábado, 27 de setembro de 2008

A CONFIANÇA INABALÁVEL EM DEUS

A CONFIANÇA DAQUELE QUE SERVE A DEUS

Rm 10:35-36


Introdução: Aqueles que desejam servir bem ao Senhor Jesus e se constituir numa bênção para si, sua família, cidade, estado e nação, precisam encarar tudo com zelo e responsabilidade. Jesus chama seus seguidores de sal, luz, testemunhas, filhos, amigos, servos, obreiros, etc. O apóstolo Paulo chama as pessoas que fazem parte da Igreja de carta, ministro, apóstolo, evangelista, pastor, mestre, etc. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:11-12). Todos aqueles que professam o nome de Jesus precisam manter-se em santidade: “Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Tm 2:19). O poder de influência de um cristão, seja direta ou indiretamente, poderá ser grande através do ensino, testemunho e bom exemplo! “tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem” (1 Pedro 2:12).

Transição: O texto básico mostra-nos o valor incalculável da segurança pessoal a fim de alcançarmos bons resultados no serviço da obra de Deus. É de suma importância que notemos a expressão: “não rejeiteis, pois a vossa confiança” (Hebreus 10:35). Veja em três versões: 1. (RA) Não abandoneis, portanto, a vossa confiança ela tem grande galardão. 2. (RC95) Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 3. (NTLH) Portanto, não percam a coragem, pois ela traz uma grande recompensa. Isto significa que precisamos ser uma pessoa segura, definida, determinada e convicta da posição espiritual que ocupamos no Reino de Deus e na promoção de seu crescimento, pois tudo quanto fizermos permanecerá nos relatos divinos e por fim resultará em premiações e recompensas. Davi, um homem experiente, afirmou: “O Senhor Deus recompensa aqueles que são fiéis e corretos” (1 Sm 26:23 - NTLH). Mas para que não percamos o ânimo diante dos desafios, convém ter paciência, tal qual um lavrador que espera o fruto de sua semeadura, pois do contrário, poderemos nos perder em meio à tendência humanista de resultados imediatos. Paulo disse: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento”.

O que se requer de cada um de nós que servimos a Deus é que sejamos seguros e confiantes em duas coisas:

 I – SEGURANÇA EM SUA RELAÇÃO COM DEUS 

Antes de fazer é preciso ser. Muitos estão desrespeitando essa ordem e estão desesperadamente atrás de querer fazer a obra de Deus, sem contudo, ser uma pessoa de identificação saudável em sua relação com Deus. Fazer a obra de Deus é imprescindível, mas de que adianta qualquer esforço sem entendermos primeiro que realmente somos? Isso resultaria em fracassos, desapontamentos, frustrações e, conseqüente abandono de algo que se começou, mas não se deu continuidade. Antes de sermos servos precisamos saber que somos filhos, Jo 1:12. João ressalta fortemente o valor de crer em Jesus Cristo. Crer é a resposta do homem com a mente, o coração, com toda a vida, à ação salvadora de Deus por meio de Jesus Cristo. Quando uma pessoa “crê”, recebe a vida eterna e passa a ser filho de Deus. Seguros de que somos filhos de Deus poderemos fazer melhor a sua obra, Rm 8:16-17. Um pai ama seus filhos porque são filhos e não pelo que eles fazem ou deixam de fazer. Com certeza, há um lugar para o trabalho, os esforços e as realizações dos filhos, mas essas coisas não mudam o valor deles para os pais. Você nunca estará seguro em seu relacionamento com Deus e também não estará seguro em seu ministério, até que você conheça e entenda o verdadeiro propósito de Deus para sua vida – andar com Ele como filho amado, Rm 8:14. O status de filho não é conquistado por merecimento, mas é gratuito a partir do exato momento em que crendo em Jesus se firma uma aliança com Ele: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3:26). Por toda a Bíblia vemos é o propósito de Deus sempre foi: Redimir – tomar de volta a posse de (seu nome); Restaurar – trazer de volta (seu nome) à condição de filho com todos os direitos e deveres – “E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do Deus vivo” (Rm 9:26). Reconciliar – restaurar o relacionamento de (seu nome) para com Ele – “Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada” (Rm 9:25). O pecado nos separou de nosso Deus e Pai, mas não nos separou de seu amor incondicional e imutável, Jo 3:16-17. Esse amor incomparável operou a sua graça, a fim de restaurar nossa relação com Deus, Ef 2:8-9. O que está dito não poderá ser invalidado: 2 Co 5:17; Rm 8:1; Rm 8:31-34; A MINHA RELAÇÃO COM DEUS É FIRME E SUSTENTÁVEL ELE É MEU PAI FIEL E AMOROSO SOU FILHO AMADO E SEGURO Zc 2:8 - aquele que tocar em vós na menina de seus olhos 1 Jo 5:18 – aquele que é de Deus, guarda-se do pecado e o maligno não lhe toca.

II – SEGURANÇA EM SEU CHAMADO – Rm 8:28

O chamado para ser um líder espiritual acontece em meio aos filhos de Deus e não se baseia em simpatia, politicagem ou em promessas chantagistas visando atrair ou manter a pessoa junto a nós, mas precisa ser uma ação direta do Espírito Santo, At 13:2-3; 2 Tm 1:9. Aquele que recebe o chamado poderá enfrentar muitos desafios e até descrédito em sua posição. Paulo sofreu isso até de cristãos a quem chamou de “falsos irmãos”, 2 Co 11:26; Gl 2:4. A segunda carta aos Coríntios foi praticamente uma defesa quanto ao seu ministério. Apesar do descrédito e das perseguições, Paulo possuía grande segurança quando afirmava: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20:24). Quem nos chama é Deus – “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1:9). Se entendermos bem a nossa posição de filhos amados significa que poderemos corresponder com alegria e eficácia às expectativas do propósito Deus e fazer a sua obra de forma obediente, sem resistências ou reclamações. Faremos a obra de Deus não para agradarmos a Deus a fim de sermos salvos, mas por sermos filhos salvos faremos o melhor, pois será Deus realizando dentro de nós, Fp 2:13. Precisamos entender que: NÃO SOU UM SER HUMANO QUE ESTOU TENDO UMA EXPERIENCIA ESPIRITUAL TEMPORÁRIA, SOU UM SER ESPIRITUAL QUE ESTOU TENDO UMA EXPERIÊNCIA HUMANA TEMPORÁRIA. Sendo filho amado de Deus obedeço ao chamado e o executo de forma segura: “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pe 2:21). Só teremos confiança e segurança em nosso chamado quando houver certeza que foi Deus quem nos chamou e vocacionou: Um discipulador não pode produzir confiança; Uma Escola Bíblica não poderá produzir confiança; Um presbitério não poderá produzir confiança; Uma ordenação não poderá produzir confiança; Estudos, diplomas ou amizades com pessoas chamadas não poderá produzir confiança. Tudo isso poderá ser muito bom e ajudará, mas... Somente Deus poderá produzir confiança – e quando você é chamado, você acredita na capacitação através do Espírito Santo, At 1:8.

Conclusão: Quando aceito o propósito de Deus para minha vida, primeiro preciso saber que sou filho de Deus, o que me dará segurança no relacionamento com Deus (se somos filhos, somos também herdeiros). Depois compreenderei e terei segurança do chamado dele para minha vida (eu vos escolhi para que vades e deis fruto). Se assim for, tudo quanto eu fizer em prol do Reino de Deus será com prazer, Rm 1:16. Sabe por que muitos não têm certeza do seu ministério? Porque não entenderam o propósito de Deus – sermos filhos e depois servirmos. Quando se quer servir antes de ser filho não dá certo. É só canseira e enfado!

terça-feira, 10 de junho de 2008

FUNDAMENTADO EM FIRME CONVICÇÃO

2Co 4:13; Rm 14:5

“As opiniões nos custam apenas um fôlego, mas as convicções podem nos custar a vida” (J. Osvalds Sanders).

Somos cercados de pessoas dotadas de opiniões, mas faltam-nos homens e mulheres de fortes covicções. No entanto, para sermos bem sucedidos é necessário que sejamos resolutos naquilo que entendemos ser de importância na vida. Não podemos abrir mão de princípios vitais a um cristão.
Deus não aprova a falta de firmeza, pois Ele próprio “não tem mudança e nem sombra de variação”. E, ao falar a respeito daqueles que lhe servem, afirmou: “o meu justo viverá da fé, mas se ele recuar a minha alma não terá prazer nele”.
Existe na Bíblia muitos fatos que demonstram o quanto é preciso ser firme e decisivo:

Josué, ao perceber que o povo de Israel estava vivendo uma vida de fé volúvel, desafiou-lhe a tomar uma decisão: “Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:14-15).

Elias desafiou o povo a escolher Deus ou Baal: “E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada” (1Rs 18:21).

Jesus falou que ninguém consegue servir a dois senhores: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24). Então é necessário convicção para se apegar a um e rejeitar o outro.
Tiago nos fala que tudo o que fizermos precisa ser por fé, pois aquele que dúvida não alcançará nada: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento” (Tg 1:6). Uma pessoa volúvel pode ser facilmente influenciada pelo enganador.

O homem e a mulher que se dedica a Deus têm que ter diligência (dic. Aurélio: cuidado ativo; zelo, aplicação) para com as coisas aprendidas: “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas” (Hb 2:1).

O apóstolo Paulo, como qualquer outro líder valoroso, nutria fortes convicções. Ele tinha crenças inabaláveis concernentes a Deus e ao homem, a vida e a morte, ao mundo presente e futuro. Isso credenciava sua liderança:

Quanto as Escrituras Sagradas, ele possuía uma forte convicção de sua autenticidade e valor para poder aplicá-la em todas as facetas da vida: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3:16-17).

Diante das oposições e críticas ele pouco se importava: “Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor” (1Co 4:3-5). Na verdade, ele não temia o juízo humano, porque tinha certeza de sua posição diante do Superior Tribunal de Justiça Divina.

Quanto a consciência, ele afirmou que não podemos viver debaixo de acusação. A consciência é uma voz interna que nos tenta impulsionar ou tenta bloquear nossas atitudes, sendo assim precisamos seguir seu conselho e advertência: “Esta admoestação te dirijo, filho Timóteo, que segundo as profecias que houve acerca de ti, por elas pelejes a boa peleja, conservando a fé, e uma boa consciência, a qual alguns havendo rejeitado, naufragaram no tocante à fé” (1Tm 1:18-19). Conservar a fé significa firmeza; conservar a boa consciência significa atitude aprovada.

A consciência é tão fiel em condenar o que é errado, quanto elogiar o que é correto: “Nisto conheceremos que somos da verdade, e diante dele tranqüilizaremos o nosso coração; porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista” (1Jo 3:19-22).

No entanto, a consciência não é capaz de curar a si mesma, de modo que precisamos submetê-la a provisão do Sangue de Jesus, Hb 9:14. Ela não é infalível, pois é flutuante que reage fielmente aos padrões aceitos, padrões que podem ser equivocados:

A consciência de um hindu protestaria com veemência quanto ao fato de matar uma vaca, mas se sentiria satisfeita com o sacrifício de uma viúva sobre a pira do funeral.

A consciência dos promotores da chamada “santa inquisição” se alegravam com o fato de matarem vidas, cujos pensamentos e crenças não fossem iguais aos seus.

O próprio apóstolo Paulo, quando fariseu, sentia-se realizado no fato de ver cristãos sendo exterminados. Só após sua profunda experiência de conversão a Jesus foi que sentiu na consciência o peso de tão grande mau e se arrependeu.
Podemos ter atitudes erradas, embora nos justifiquemos achando que estamos certos. A cosnciência vai determinar de acordo com o padrão aceito.

Precisamos moldar nossa vida e pensamento de acordo com os princípios da Palavra de Deus: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).
1Tm 1:13 “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido na fé e no amor que há em Cristo Jesus”;

2Tm 3: 13-15 “Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus”.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A FÉ ROMPE O MEDO

Texto: Isaías 28:16

Introdução: Todas as vezes que o medo foi notório na vida das pessoas configurava a falta de fé.
O QUE É FÉ? “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (Hb 11:1 NTLH). É a marca registrada dos vencedores: “porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo” (1 Jo 5:4-5 NTLH).

O QUE É MEDO? É um sentimento de inquietação diante de uma ameaça real ou imaginária. Isto é perigoso, veja: “Por que o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu?” (Jó 3:25 RC). O ser humano acaba se tornando o fruto de seu pensamento: “Porque, como imaginou na sua alma, assim é; ele te dirá: Come e bebe; mas o seu coração não estará contigo” (Pv 23:7 RC). O medroso é chamado de covarde, porque se sente inferior a situação e foge. A Bíblia diz que Deus não nos deu o espírito de medo: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, {ou poder} e de amor, e de moderação” (2 Tm 1:7 RC). 

Transição: “Por isso, o SENHOR Deus diz:”Estou colocando em Sião uma pedra, uma pedra preciosa que eu escolhi, para ser a pedra principal do alicerce. Nela está escrito isto: Quem tem fé não tem medo” (Isaías 28:16 NTLH). Jesus é a referida pedra onde cada cristão está firmado. Se Jesus é a minha segurança por que temer? Jesus é a segurança declarada no Salmo 91 – Ele é o meu Deus, refúgio, fortaleza; mil cairá ao meu lado, dez mil à minha direita (que situação perigosa!) – não serei atingido. 

I - A FÉ NOS LEVA A AÇÃO
- “Abraão, sendo chamado, obedeceu: Deus determinou-lhe que saísse da sua terra, da sua parentela, da casa de seu pai e fosse para uma terra que lhe seria mostrada”, (Gn 12:1). Em resposta, ele partiu, mesmo sem saber para onde ia (Gn 12:4).
- “Moisés escolheu ser maltratado com o povo de Deus – deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porém, ficou firme como quem vê o invisível. Celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse; passaram o Mar Vermelho, como em terra seca” (Hb 11:24-29).

II – A FÉ LEVA-NOS A PRODUZIR OBRAS
- Tiago, em sua epístola, lançou em rosto uma coisa: “A fé sem obras é morta” (1:17);
- “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?”(Tiago 2:14-16 RC).
- “Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o crêem e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” (Tiago 2:19-20 RC). Crer apenas não é suficiente. É preciso que haja ação que justifique a fé.
- João Batista disse aos religiosos da época – “produzi frutos dignos de arrependimento” (Lc 3:8).

III – A FÉ LEVA-NOS À VITÓRIA
- O apóstolo João declarou que a vitória sobre o mundo pertence aos que nasceram de Deus, porém, a sua base é a fé (I Jo 5:4);
- Paulo deixou-nos um grande brado de triunfo ao declarar nos seus últimos dias de vida na terra: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4:7-8 RC);
- Veja uma grande posição de vitória: “Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma” (Hebreus 10:39 RC). 

CONCLUSÃO: Hebreus 11:6 declara: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6 RA). Quanto maior o contato com a Palavra de Deus, maior será a fé: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17 RC).

sábado, 5 de abril de 2008

DESAFIOS NA VIDA DE UM CONQUISTADOR

Deuteronômio 31:1-8

  INTRODUÇÃO: Ser conquistador é viver sempre avançando, mesmo que venham ventos contrários. Alguém afirmou: "cada dificuldade encerra uma vantagem; cada problema oculta uma solução". Para aprendermos a nadar é preciso criarmos coragem e tirarmos os pés do chão, porque "A História tem demonstrado que os mais notáveis vencedores normalmente encontraram obstáculos dolorosos antes de triunfarem. Eles venceram porque se recusaram a se tornarem desencorajados por suas derrotas" (B. C. Forbes).

  TRANSIÇÃO: O texto básico fala sobre uma reunião de Moisés com o povo de Israel. Ele afirmou que Deus havia lhe dito que ele não entraria na terra da promessa, mas que Josué era a pessoa certa para introduzir o povo na terra. Ele se dirigiu a Josué e o incentivou a manter-se firme e não temer as circunstâncias, pois Deus estava à sua frente. Vamos aprender hoje sobre: desafios na vida de um conquistador.

  1. APARENTES BARREIRAS INTRANSPONÍVEIS, Js 3 e 6 1.1.

O rio Jordão – conforme podemos ver a coisa não era fácil e, pior ainda, porque era tempo de enchentes, Js 3:15. Eles ficaram à margem do rio três dias, Js 3:2. Após, os sacerdotes deram um comunicado a todos, que deveriam seguir após a arca (símbolo da presença de Deus), Js 3:3. Veja que com Deus a frente o extraordinário acontece, Js 3:16 - "pararam-se as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adã, que está da banda de Sartã; e as que desciam ao mar das Campinas, que é o mar Salgado, faltavam de todo e separaram-se; então, passou o povo defronte de Jericó" (Josué 3:16). Com Deus não haverá impossíveis. Jovens conquistadores vão surgir muitas barreiras aparentemente intransponíveis à nossa frente, mas vamos ultrapassá-las milagrosamente. O segredo está em Js 3:5, que diz: "Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós". Deus se encarrega de honrar aqueles que nele confiam e são fiéis: "Naquele dia, o Senhor engrandeceu a Josué diante dos olhos de todo o Israel; e temeram-no, como haviam temido a Moisés, todos os dias da sua vida" (Josué 4:14). 1.2. As muralhas de Jericó - diz a Palavra que Jericó estava cerrada, isto é praticamente lacrada, Js 6:1. Não havia nenhum sinal de movimento – ninguém entrava e ninguém saía. O que havia era uma promessa que dizia: "Então, disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, e ao seu rei, e aos seus valentes e valorosos" (Josué 6:2). Vemos aqui que se trata de uma intervenção de Deus, portanto caberia ao povo apenas seguir as ordens que lhes foram dadas através de Josué. Outra coisa que deve ficar bem enfatizado é que deveria haver a unidade do povo: todos deveriam rodear a cidade; todos deveriam perseverar todos os dias, todos deveriam gritar quando fosse preciso. Deus quer um povo unido, Sl 133. Após cumprirem a ordem de rodear a cidade, agora só faltava uma coisa um belo grito profético para concluir a conquista: "Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande grita; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e tomaram a cidade" (Josué 6:20).

  2. TRAIÇÃO POR PROBEMAS INTERNOS, Js 7 e 8

É muito perigoso nos empolgarmos com as conquistas e acabarmos ficando convencidos e mal acostumados que perdemos o temor de Deus e, com isso as bênçãos passam a ser comuns e, por conseqüência, passamos a desvalorizá-las com nossas atitudes. Veja o que Deus havia falado ao povo antes de conquistar Jericó: "Tão somente guardai-vos do anátema, para que não vos metais em anátema tomando dela, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o turveis" (Josué 6:18). No entanto, veja o que aconteceu: "E prevaricaram os filhos de Israel no anátema; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel" (Josué 7:1). Tudo parecia que estava bem. O problema é que uma batalha nova pode aparecer, pois as conquistas devem ser constantes. Chegou o momento de mais um combate. Havia uma cidade chamada Ai, muito inferior a Jericó. Então veja o texto: "Enviando, pois, Josué, de Jericó, alguns homens a Ai, que está junto a Bete-Áven, da banda do oriente de Betel, falou-lhes, dizendo: Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e espiaram a Ai. E voltaram a Josué e disseram-lhe: Não suba todo o povo; subam alguns dois mil ou três mil homens a ferir a Ai; não fatigues ali a todo o povo, porque poucos são os inimigos. Assim, subiram lá do povo alguns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai" (Josué 7:2-4). A coisa parecia fácil. E, na verdade era para ser, se não houvesse um problema interno. Eles foram humilhados, Js 7:5. Josué se colocou diante de Deus em oração, Js 7:6-9. Deus lhe revelou que havia um problema entre eles de infidelidade, Js 7:10-15. Nos versos 19 a 21 é descoberto o problema: Acã havia ocultado em sua tenda algumas coisas: "Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela" (Josué 7:21). Após a eliminação do mal e a santificação do povo, voltaram a sorrir e a vencer: "Então, disse o Senhor a Josué: Não temas e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, e sobe a Ai; olha que te tenho dado na tua mão o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra" (Josué 8:1, BEARC). Mediante mais um ato profético – o estender da lança – houve a conquista: "Então, o Senhor disse a Josué: Estende a lança que tens na tua mão, para Ai, porque a darei na tua mão. E Josué estendeu a lança, que estava na sua mão, para a cidade" (Josué 8:18, BEARC). "Porque Josué não retirou a sua mão, que estendera com a lança, até destruir totalmente a todos os moradores de Ai" (Josué 8:26, BEARC). "E todos os que caíram aquele dia, assim homens como mulheres, foram doze mil; todos moradores de Ai" (Josué 8:25). Portanto, jovens conquistadores não permitam que em seus corações haja nada do anátema, isto é nenhuma brecha para maldição. Santificai-vos para a conquista!

  3. PERIGO DAS ALIANÇAS ERRADAS, Js 9

Se olharmos para Josué 9:1-2 vamos observar que os inimigos ouvindo que o povo de Israel estava imbatível, se uniram para tentar derrotá-lo. Meu irmão é nessa hora que precisamos ser cautelosos. Podemos imaginar que Josué deve ter tremido na base ao saber das alianças inimigas. Mas não podemos esquecer que: “Se Deus é por nós, quem será contra nós” (Rm 8:31). Os gibeonitas fingiram que eram moradores de uma terra longínqua, trouxeram pão embolorado para facilitar seus argumentos enganosos e fazer uma aliança com o povo de Israel, Js 9:3-5. "Então, aqueles homens israelitas tomaram da sua provisão e não pediram conselho à boca do Senhor" (Josué 9:14). O fato de compartilhar o mesmo pão era um sinal inviolável de amizade, de hospitalidade e de aliança. "E Josué fez paz com eles e fez um concerto com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento" (Josué 9:15). Depois de três dias foi que descobriram que eram moradores vizinhos que deveriam ser conquistados, mas por causa do juramento ficaram com o chamado “rabo preso” com o inimigo, Js 9:16-22. Se observarmos o início do capítulo 10 poderemos ver que esse povo quase complicou a vida de Josué e dos israelitas. Só não complicou por causa da misericórdia divina. Cuidado jovem com suas alianças. Aquele que se une a uma meretriz torna-se um com ela. Não há comunhão entre luz e trevas; entre Deus e o mundo; entre o fiel e o infiel. Entre o santo e o profano. Não se alie aos pecados de seus amigos, mas conquiste seus amigos para Deus.

  CONCLUSÃO: Em Filipenses 3.12-14 Paulo nos fala: "Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus". Jovens fortes e conquistadores, vamos levantar a bandeira, que é o nome do Senhor Jesus, e fazermos um propósito de avançarmos sempre, pois a cada passo estaremos mais perto das conquistas, independente das circunstâncias.

 Ministração preparada para o II Acampajovem da IPR de São José-SC Pastor Wanderley da Silva