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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ensino transformador

Ensino Transformador

“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los” (Mateus 5:1-2).

Jesus era um Mestre por excelência. Aquele que transmitia vida através do ensino. Admirado e considerado pelo povo como superior aos mestres da Lei, pois ensinava como quem tem autoridade, Mt 7:29. Suas palavras são infalíveis: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24:35).
O texto básico dessa lição constitui a abertura do registro feito pelo escritor sagrado, que ficou conhecido por “sermão da montanha”, composto pelos capítulos cinco a oito. Observando você verá que se trata de princípios vitais para uma vida cristã dentro dos critérios divinos, Pv 16:20.
O conteúdo do que se ensina é muito importante – pode influenciar tanto para o bem, quanto para o mal. O apóstolo Paulo advertiu Timóteo a ter cuidado com o ensino, 1Tm 4:16. No Reino de Deus, todo ensino visa transformar a pessoa das trevas para a luz; do pecado para a justiça; de Satanás para Deus.
Os pregadores e educadores cristãos são advertidos a pregarem a Palavra de Deus, e redobrarem o cuidado nos últimos tempos, onde muitos, rejeitando o ensino sadio, serão cercados de falsos mestres, 1Tm 4:1-2; 2Tm 4:2-5.
Todo e qualquer ensino religioso precisa estar fundamentado nos princípios ensinados por Jesus, que é como uma pedra onde qualquer ensino ou prática deve estar alicerçada, 1Tm 6:3-5. O ensino cujo propósito é fundamentado na ganância deve ser evitado por aqueles que desejam estar no Reino de Deus, 1Tm 6:11-12.
O apóstolo Paulo testificou que seu ensino e pregação não era com ostentação de sabedoria humana, mas demonstração do poder de Deus, 1Co 2:4. Sua mensagem era cristocêntrica, 1Co 2:2.
Por fim, podemos ver a diferença entre aqueles que são prudentes e os que são loucos na vida religiosa: os que ouvem a Palavra de Jesus e praticam são comparados aos que constroem suas casas sobre a rocha - vindo as tempestades, permanecem firmes; os que ouvem a Palavra de jesus, mas não praticam são comparados aos que constroem suas casas sobre a areia – ao vir a chuva e a tempestade caem, Mt 7:24-27.

“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1:3).

Pastor Wanderley da Silva 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Fundamento Indispensável

"Quando os fundamentos se abalam, o que poderá fazer o justo?" (Sl 11.3)

O fundamento também determina a largura e a profundidade, e assim, a forma de um  edifício.  Falsas  doutrinas  numa  igreja não somente  despedaçam  o  fundamento;  elas também  lançam  um  fundamento  adicional.  Tudo  o  que  alega  ser  igreja,  mas  não  é construído sobre o fundamento apostólico, está sob o julgamento de Deus. 

A  melhor  forma  de  demolir  um  edifício  não  é  quebrar suas janelas,  chaminé,  ou mesmo suas paredes, mas destruir o fundamento que sustenta o edifício todo. Da mesma forma, a maneira mais eficaz de destruir uma igreja é minar o seu fundamento: a doutrina apostólica.  Assim,  aberta  ou  sutilmente,  os  falsos  mestres  atacam  a  depravação  total,  a justificação pela fé somente, a eleição e reprovação incondicional, etc.; e minam os credos Reformados que resumem a verdade apostólica. 

"A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, a prova das coisas que não se veem" (Hb 11.1).

terça-feira, 10 de junho de 2008

FUNDAMENTADO EM FIRME CONVICÇÃO

2Co 4:13; Rm 14:5

“As opiniões nos custam apenas um fôlego, mas as convicções podem nos custar a vida” (J. Osvalds Sanders).

Somos cercados de pessoas dotadas de opiniões, mas faltam-nos homens e mulheres de fortes covicções. No entanto, para sermos bem sucedidos é necessário que sejamos resolutos naquilo que entendemos ser de importância na vida. Não podemos abrir mão de princípios vitais a um cristão.
Deus não aprova a falta de firmeza, pois Ele próprio “não tem mudança e nem sombra de variação”. E, ao falar a respeito daqueles que lhe servem, afirmou: “o meu justo viverá da fé, mas se ele recuar a minha alma não terá prazer nele”.
Existe na Bíblia muitos fatos que demonstram o quanto é preciso ser firme e decisivo:

Josué, ao perceber que o povo de Israel estava vivendo uma vida de fé volúvel, desafiou-lhe a tomar uma decisão: “Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:14-15).

Elias desafiou o povo a escolher Deus ou Baal: “E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada” (1Rs 18:21).

Jesus falou que ninguém consegue servir a dois senhores: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24). Então é necessário convicção para se apegar a um e rejeitar o outro.
Tiago nos fala que tudo o que fizermos precisa ser por fé, pois aquele que dúvida não alcançará nada: “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento” (Tg 1:6). Uma pessoa volúvel pode ser facilmente influenciada pelo enganador.

O homem e a mulher que se dedica a Deus têm que ter diligência (dic. Aurélio: cuidado ativo; zelo, aplicação) para com as coisas aprendidas: “Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas” (Hb 2:1).

O apóstolo Paulo, como qualquer outro líder valoroso, nutria fortes convicções. Ele tinha crenças inabaláveis concernentes a Deus e ao homem, a vida e a morte, ao mundo presente e futuro. Isso credenciava sua liderança:

Quanto as Escrituras Sagradas, ele possuía uma forte convicção de sua autenticidade e valor para poder aplicá-la em todas as facetas da vida: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3:16-17).

Diante das oposições e críticas ele pouco se importava: “Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor” (1Co 4:3-5). Na verdade, ele não temia o juízo humano, porque tinha certeza de sua posição diante do Superior Tribunal de Justiça Divina.

Quanto a consciência, ele afirmou que não podemos viver debaixo de acusação. A consciência é uma voz interna que nos tenta impulsionar ou tenta bloquear nossas atitudes, sendo assim precisamos seguir seu conselho e advertência: “Esta admoestação te dirijo, filho Timóteo, que segundo as profecias que houve acerca de ti, por elas pelejes a boa peleja, conservando a fé, e uma boa consciência, a qual alguns havendo rejeitado, naufragaram no tocante à fé” (1Tm 1:18-19). Conservar a fé significa firmeza; conservar a boa consciência significa atitude aprovada.

A consciência é tão fiel em condenar o que é errado, quanto elogiar o que é correto: “Nisto conheceremos que somos da verdade, e diante dele tranqüilizaremos o nosso coração; porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista” (1Jo 3:19-22).

No entanto, a consciência não é capaz de curar a si mesma, de modo que precisamos submetê-la a provisão do Sangue de Jesus, Hb 9:14. Ela não é infalível, pois é flutuante que reage fielmente aos padrões aceitos, padrões que podem ser equivocados:

A consciência de um hindu protestaria com veemência quanto ao fato de matar uma vaca, mas se sentiria satisfeita com o sacrifício de uma viúva sobre a pira do funeral.

A consciência dos promotores da chamada “santa inquisição” se alegravam com o fato de matarem vidas, cujos pensamentos e crenças não fossem iguais aos seus.

O próprio apóstolo Paulo, quando fariseu, sentia-se realizado no fato de ver cristãos sendo exterminados. Só após sua profunda experiência de conversão a Jesus foi que sentiu na consciência o peso de tão grande mau e se arrependeu.
Podemos ter atitudes erradas, embora nos justifiquemos achando que estamos certos. A cosnciência vai determinar de acordo com o padrão aceito.

Precisamos moldar nossa vida e pensamento de acordo com os princípios da Palavra de Deus: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).
1Tm 1:13 “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido na fé e no amor que há em Cristo Jesus”;

2Tm 3: 13-15 “Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus”.