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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Seja Cheio do Espírito | Artigos | Chamada

Paulo escreveu: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”. Por que ele mencionou algo tão ruim quanto a embriaguez juntamente com o nosso dever de sermos cheios do Espírito? Provavelmente porque há algumas semelhanças e diferenças evidentes entre as duas coisas. Primeiro, as semelhanças. Em ambos os casos, a pessoa está sob um controle externo. Na embriaguez, ela está sob o controle da bebida alcoólica chamada, às vezes, de “espíritos”. Ser cheio do Espírito significa que ela está sob o controle do Espírito Santo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pela forma como anda: o bêbado cambaleia a esmo; a pessoa cheia do Espírito anda separada do pecado e do mundo. Em ambos os casos, é possível saber quem a controla pelo modo como fala: a fala do alcoólatra é enrolada e profana; a fala do crente é edificante e exalta a Cristo.

Leia na íntegra em:
Seja Cheio do Espírito | Artigos | Chamada

terça-feira, 20 de março de 2012

A Verdadeira Espiritualidade


Á Pessoa Espiritual

Quase todo cristão deseja ser espiritual, mas apenas alguns sabem o que isso significa. Muito alívio sem base poderia ser eliminado e muita consolação verdadeira poderia ser recebida se puséssemos as coisas em ordem.
É difícil para nós nos desvencilharmos da noção de que uma pessoa é tão espiritual quanto sinta que é. A nossa espiritualidade raramente está em harmonia com os nossos sentimentos. Há muitas pessoas carnais cujas emoções religiosas são sensíveis a toda impressão, e que se esforçam por se manter num certo plano elevado de satisfação interior, mas que não tem as marcas da piedade sobre si. Tais pessoas recebem tudo com muita rapidez, e se deixam tomar por quase qualquer coisa religiosa imediatamente. Suas lágrimas são mais aparentes do que reais, e suas vozes carregam em si um grande conteúdo emocional. Tais pessoas têm a reputação de serem espirituais, elas chegam facilmente a acreditar que são. Mas não é bem assim, as pessoas espirituais são indiferentes em relação a seus sentimentos elas vivem pela fé em Deus e dão pouca atenção as próprias emoções. Elas pensam os pensamentos de Deus e as coisas tal como Deus as vê.

A. W. Tozer

terça-feira, 13 de março de 2012

Um novo tempo para uma nova realidade


Vamos Viver Uma Nova Realidade
Lm 3:22-24

Novos começos são bênçãos maravilhosas de Deus. Estão cheios de promessas, livres dos problemas e cheios de potencial.
Cada dia é uma nova oportunidade de fechar a porta do passado e experimentar um novo tipo de começo. Mesmo o fato que Deus dividiu a hora em 60 minutos, o dia em 24 horas, o mês em 28 a 31 dias, o ano em 365 ou 366 dias é evidência que nós precisamos começar sobre uma base regular. Há sempre um novo dia, um novo mês e um novo ano. Mas para que façamos bom uso desses novos começos, nós precisamos uma nova atitude.
Que ocasião seria melhor para decidir por uma mudança para melhor do que agora, neste tempo favorável que nos concede o Senhor, nosso Deus.
Talvez você esteja se esforçado para vencer, mas se esbarra na depressão, raiva ou amargura.
Possivelmente, você foi queimada pelos relacionamentos passados e circunstâncias, e você ainda está curtindo um aparente fracasso ao redor das cinzas. Estes são os machucados profundos de antigos ferimentos que jamais foram curados. Por dias, meses ou anos você tem acreditado na abundante vida que Deus nos prometeu em João 10:10, mas ainda não resolveu desistir das cinzas do passado. Nossas cinzas consistem de coisas como ódio, amargura e falta de perdão para pessoas que nos machucaram, atitudes negativas, murmurações e vivermos com pena de nós mesmas – fazendo-nos de vítimas. Livre-se dessas cinzas que não servem para nada a não ser para sujeira.
Você está batalhando mas se esbarra no sentimento de culpa e de condenação?
Você se sente mal sobre alguma coisa que você fez anos atrás ou algo que aconteceu ontem? Não importa quanto tempo se passou, o passado é ainda o passado. O que é feito é feito, e somente Deus pode cuidar disto agora. Nossa parte é admitir nosso erro, arrepender, receber o perdão de Deus, e seguir em frente. Em Lamentações 3:22, o profeta Jeremias nos encoraja com as novas de que a misericórdia de Deus é nova cada manhã. Nesse novo ano Deus está lhe proporcionando uma nova oportunidade – nós podemos decidir a ter um novo começo cada dia! Se forem feridas antigas, debatendo-se com culpa e condenação, ou somente áreas da sua vida que gostaria de ver mudanças, eu acredito que nossas reuniões mensais promoverá uma expectativa em você para as boas coisas que Deus tem no horizonte da sua vida. Como 2011 está começando, escolha esperar o melhor, veja o que diz o profeta Isaías:
Isaías 30:18
Por isso, o Senhor esperará para ter misericórdia de vós; e, por isso, será exalçado para se compadecer de vós, porque o Senhor é um Deus de equidade. Bem-aventurados todos os que nele esperam.
Por que não deixar que este seja o ano em que você, com determinação, avance para fora da dor e dos problemas do seu passado, e insistindo no futuro brilhante que Deus planejou para você?
CONCLUSÃO: Se você quer mudar sua colheita então deverá mudar sua semeadura. Libere sua fé para o presente de Deus de um novo começo, e permaneçamos focados nos Seus bons planos para o seu futuro. Se empolgue com o novo começo que Deus tem para você!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Intolerância Bíblica

Gostaria de enfatizar esta verdade, asseverando que existe, na fé cristã, um lado de intolerância. Vou mais além e afirmo que, se não temos visto este lado intolerante da fé, provavelmente nunca vimos verdadeiramente a fé. Existem muitos mandamentos nas Escrituras que substanciam a afirmativa de que colocar mais alguém ao lado de Jesus, ou falar de salvação a parte dEle, ou sem que Ele seja o centro dela, é traição e negação da verdade. O apóstolo Pedro, dirigindo-se ao sinédrio em Jerusalém, disse: "porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado, entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At.4:12).

Todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nos diz que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuseram e advertiram as pessoas contra isso. Mas pergunto novamente: isto Å realizado hoje? Qual sua atitude pessoal quanto a isso? Acaso é você uma daquelas pessoas que diz que não há necessidade dessas negativas, e que deveríamos estar contentes com uma apresentação positiva da verdade? Subscrevemos o ensinamento prevalecente que discorda de advertências e críticas ao falso ensinamento? você concorda com aqueles que dizem que um espírito de amor é incompatível com a denúncia crítica e negativa dos erros gritantes, e que temos de ser sempre positivos? A resposta mais simples a tal atitude é que o Senhor Jesus Cristo denunciou o mal e os falsos mestres. Repito que Ele os denunciou como "lobos vorazes" e como "sepulcros caiados" e como "guias cegos". O apóstolo Paulo disse de alguns deles: "o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia". Esta é a linguagem das Escrituras. Pode haver pouca dúvida, mas a Igreja está como é hoje porque não seguimos o ensinamento do Novo Testamento e as suas exortações, e nos restringimos ao positivo e ao assim chamado "Evangelho simples", e fracassamos em acentuar negativas e críticas. O resultado é que as pessoas não reconhecem o erro, quando se defrontam com ele. Aceitam aquilo que aparenta ser bom, e se impressionam com aqueles que vem às suas portas falando da Bíblia e oferecendo livros sobre a Bíblia e profecias e coisas deste tipo. E eles, na condição de sua ignorância infantil, freqüentemente ajudam a propagar o falso ensinamento, porque não conseguem ver nada de errado nele. Além disso não compreendem que o erro deve ser odiado e denunciado. Eles imaginam-se a si mesmos cheios de um espírito de amor, são iludidos por satanás, a fera destruidora que estava no encalço delas, e que, num bote súbito, os agarrou com sua esperteza e sutileza.

Não é agradável ser negativo; ter que denunciar e expor o erro não dá alegria. Mas qualquer pastor que sinta, em pequena medida, e com humildade, a responsabilidade que o apóstolo Paulo conhecia num grau infinitamente maior pelas almas e o bem estar espiritual de seu povo, é forçado a fazer estas advertências. Isto não é desejado nem apreciado por esta moderna geração moralmente fraca. Muito amiúde a bancada tem controlado o púlpito e grande dano tem sobrevindo à Igreja. O apóstolo adverte a Timóteo que virá um tempo em que as pessoas "não suportarão a sã doutrina". Este é freqüentemente o caso no tempo presente, e assim tem sido durante este século. Por isso é importante que cada membro deva te ruma concepção real da Igreja e do oficio do ministro em particular.

Hoje há no mundo igrejas que na superfície parecem ser igrejas florescentes. Multidões se agregam a elas e demonstram demasiado zelo e entusiasmo. Mas num exame mais acurado descobre-se que a maior parte do tempo é tomado por música de vários tipos, e com clubes e sociedades e atividades sociais. O culto começa às 11:00h e tem que terminar exatamente ao meio-dia, e haverá sérios problemas se isso não ocorrer! Há apenas uma breve "reflexão" de quinze minutos, vinte minutos no máximo. O infeliz ministro, se não enxergar estas coisas com clareza, teme ir contra os desejos da maioria. Sua sobrevivência depende dos membros da igreja, e o resultado é que tudo é feito para se conformar aos desejos e anseios da congregação.

Mas deixe-me acrescentar que o ministro também não pode impor. É o próprio Senhor quem determina, Aquele que está assentado à mão direita de Deus e que deu "alguns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores" (Ef.4: t 1 ). Ele os deu para a edificação dos membros da Igreja, e é a mensagem dELE que deve ser pregada sem temor nem favor. Precisamos recuperar algo do espírito de John Knox cuja pregação fazia tremer a Maria, Rainha dos Escoceses.

O trabalho do ministro é edificar o corpo de Cristo. A ocupação do ministro é edificar a Igreja, não a si mesmo! Ai! Eles têm muito freqüentemente edificado a si mesmos, e temos lido de príncipes da igreja vivendo em posições de grande pompa e riqueza. Isto é uma gritante deturpação dos ensinamentos de Paulo! Observemos que os ministros são chamados para edificar, não para agradar nem entreter. O modo pelo qual deveriam fazer isso está resumido perfeitamente naquela passagem, imensamente lírica, de Atos Z0. O apóstolo Paulo está se despedindo dos presbíteros da igreja de Éfeso, à beira mar, e eis o que ele diz: "Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e È Palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados" (v.32). "Palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar"! Não é surpresa que a igreja seja o que é hoje, pois lhe têm sido dados filosofia e entretenimento. Por meio delas um ministro pode, por enquanto, atrair e segurar uma multidão; mas não pode edificar; a tarefa dos pregadores é edificar, não atrair multidões. Nada edifica a não ser a inadulterada Palavra de Deus. Não há autoridade fora dela; e ela não pode de modo algum ser modificada ou nivelada para se adaptar à moda da ciência moderna, ou a alguns supostos "resultados confirmados da crítica" que está sempre em modificação. É o "eterno Evangelho" e é: a "Eterna Palavra a mesma que Paulo e os demais apóstolos pregaram, a mesma Palavra que os Reformadores protestantes pregaram, os Puritanos, e os grandes pregadores de duzentos anos atrás, como também Spurgeon no último século, sem qualquer modificação que fosse. É pelo fato de isso ter sido tão amplamente esquecido nos últimos cem anos que as coisas hoje estão como estão.

Autor: D. M. Lloyd-Jones

terça-feira, 25 de maio de 2010

Renovação - Uma Perspectiva Bíblica

Renovação é a essência do Cristianismo dinâmico e a base sobre a qual os cristãos, tanto no sentido de "corpo" ou de grupo, como no sentido de crentes individuais, podem determinar a vontade de Deus. Paulo tornou isto bem claro ao escrever aos cristãos romanos: "transformai-vos pela renovação da vossa mente". Então continuou ele: "Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Aqui Paulo fala de renovação num sentido organizacional. Paulo pede que estes cristãos, como um corpo de crentes, desenvolvam a mente de Cristo mediante a renovação grupal.
A  renovação pessoal  não  acontecerá  como  Deus pretendia a menos que se efetue no contexto da renovação organizacional. Por outro lado, a renovação do grupo não acontecerá como Deus pretendia sem a renovação pessoal. Ambas são necessárias.
Todas as igrejas locais, porém, são formadas de unidades menores contidas uma dentro da outra, mas inter-relacionadas. A família na Bíblia emerge como a "igreja em miniatura". Por sua vez, a família é constituída de uma unidade social menor—o casamento. A renovação pessoal, que está inseparavelmente ligada a todas as outras unidades básicas. O casamento é constituído de dois indivíduos que se tomam um. A família é constituída de pais e filhos que também devem refletir a mente de Cristo. E a igreja é constituída não apenas de indivíduos crentes, mas também de casais e famílias.
Embora todas estas unidades sociais sejam inter-relacionadas, a renovação bíblica pode começar dentro de qualquer unidade social específica. Mas onde quer que se inicie, na igreja, nas famílias, nos casamentos ou nos indivíduos, o processo imediatamente afeta todas as outras unidades sociais. Uma coisa é certa: tudo o que Deus diz é coerente e harmonioso. Ele não possui um conjunto de princípios para a igreja, outro para a família, outro para maridos e mulheres a ainda outro para os crentes como indivíduos. Por exemplo, os princípios que Deus esboça para os anciãos das igrejas locais, pais e maridos, concernentes a seu papel como líderes, são inter-relacionados e coerentes. Se não o forem, podemos estar certos de que não interpretamos corretamente o plano de Deus.

Do Livro "A Estatura de Um Cristão" - Gene A. Getz - Editora Vida

sábado, 22 de maio de 2010

Avivamento Faz Coisas Surpreendentes

Em poucas palavras, avivamento é o sopro de Deus para tirar a poeira acumulada no decurso dos anos, no período variável de tempo compreendido entre o avivamento anterior e o momento atual. Não importa a quantidade nem a qualidade da poeira. É uma obra de Deus, periódica e poderosa, que ele realiza quando e onde quer. Essa manifestação surpreendente de Deus recoloca a igreja em seu primeiro amor, produz convicção e confissão de pecado, desejo sério de santificação pessoal, renovação das certezas da fé e do entusiasmo que elas criam, renúncia da soberba e da autossuficiência, anseio por Deus e prazer de ler com proveito a Palavra e de orar ao Senhor. O avivamento leva a igreja a redescobrir a pessoa e a obra do Espírito Santo, sem o qual nunca será possível vencer a pecaminosidade latente, a pressão do mundo e a força das potestades do ar.


Mesmo podendo ter um teor místico acentuado, avivamento é bem mais do que isso. É o motor de coisas novas, de realizações extraordinárias e de certa duração, na área de devoção, de educação religiosa, de evangelização e missões, e de socorro ao sofrimento humano. Forçosamente, o avivamento gera preocupação com os não-alcançados pela pregação do evangelho, os não-salvos pela graça de Deus e os moralmente marginalizados (os publicanos e as meretrizes de antigamente). A história mostra que esse sopro especial do Espírito induz os crentes a fazerem obras de caridade e a levantarem a voz contra a injustiça social, seja ela qual for e custe o preço que custar.

Problemas sérios como a escravidão, o alcoolismo, a delinquência juvenil e a licenciosidade levaram as igrejas a organizar sociedades dispostas a trabalhar com esses segmentos. As pregações de Charles Finney, líder mor do Segundo Grande Avivamento, têm muito a ver com os fortes sentimentos antiescravistas que tomaram conta dos crentes do norte e do centro-oeste dos Estados Unidos. Os textos escritos por Theodore Weld (“A Bíblia contra a Escravidão” e “A Escravidão como Ela É”) e o famoso livro de Harriet Beecher Stowe (“A Cabana do Pai Tomás”) são subprodutos do ministério de Finney.1

Graças ao Primeiro Grande Avivamento (1725-1760) e ao Segundo (meados do século seguinte), muitas escolas, universidades e seminários cristãos foram fundados nos Estados Unidos. Por volta de 1880, havia 142 seminários no país, quase todos no lado leste, sendo 26 presbiterianos, 22 batistas, 21 católicos, 17 episcopais, 16 luteranos, 14 metodistas, 11 congregacionais, 3 reformados, e 12 outros.2 Entre as universidades estão as de Princeton, Pensilvânia, Rutgers, Brown e Dartmouth. Por meio dessas instituições de ensino, o espírito de avivamento era transmitido a muitos jovens. Charles Dodge, um dos três teólogos mais famosos do século 19, por exemplo, converteu-se por ocasião de um avivamento na Universidade de Princeton (1815).

Como a ligação entre avivamento e missões é muito estreita, muitos jovens tornaram-se missionários. Em 70 anos de história (1812-1882), o Seminário de Princeton formou 3.464 rapazes em 150 cursos diferentes. Destes, 204 foram para os campos missionários, entre eles Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil. Todos os primeiros missionários da Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras, fundada em 1810, são frutos do avivamento. Entre eles estão Hiran Binghan, missionário no Havaí; Adoniram Judson, missionário e tradutor da Bíblia na Birmânia (hoje Myanmar); Luther Rice, missionário na Índia; e Jonas King, missionário na Palestina e, depois, na Grécia. Pelo menos quarenta estudantes convertidos na Universidade de Rochester, no estado de Nova York, tornaram-se pastores e missionários. Entre as dezenas de sociedades missionárias surgidas como resultado do Segundo Grande Avivamento está a histórica Sociedade Bíblica Americana (1816). No avivamento ocorrido na Universidade de Yale, no Connecticut, em 1831, o jornalista Horace Bushnell (1802-1876) teve uma profunda experiência de conversão e, aos 29 anos, trocou o curso de direito pela teologia, tornando-se um pastor congregacional e teólogo notável.

O avivamento é um tempo propício para conversões. Segundo Bruce Shelley, em 3 anos (1740- 1742), o Primeiro Grande Avivamento acrescentou cerca de 50 mil membros só às igrejas da Nova Inglaterra. Entre 1750 e 1760 formaram-se 150 novas comunidades eclesiásticas, sem falar na contínua proliferação dos batistas.3 Williston Walker, da Universidade de Yale, acrescenta que, por intermédio dos reavivamentos, das organizações missionárias e das sociedades voluntárias, denominações outrora sem grande expressão vieram a se destacar. Os metodistas, de 15 mil membros em 1784, passaram a mais de 1 milhão em menos de 70 anos. Na primeira metade do século 19, os batistas aumentaram oito vezes. Só em Rochester, no estado de Nova York, 100 mil pessoas tornaram-se membros de alguma igreja.4 Naturalmente nem todas as conversões são autênticas e o número diminui com o tempo. Enquanto em alguns lugares o índice de permanência era de 80%, em outros baixava para 30%.

O avivamento faz coisas surpreendentes. Ele altera, sem previsão, o rumo de pessoas, igrejas e países! Mark A. Noll, professor de pensamento cristão em Wheaton, em seu livro “The Old Religion in a New World” (2002), escreve que “o reavivamento promovido por protestantes evangelicais não foi apenas a ação mais importante da vida religiosa americana, mas também, depois dos eventos que formaram a nova nação, o acontecimento público mais importante que qualquer outro”.5

Notas
1. “História do Cristianismo ao Alcance de Todos”, p. 436.
2. “Religions Encyclopaedia”, v. 4, p. 2378.
3. “História do Cristianismo ao Alcance de Todos”, p. 389.
4. “História da Igreja Cristã”, v. 2, p. 273.
5. “The Old Religion in a New World”, p. 95.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

CLAMOR PELO AVIVAMENTO ESPIRITUAL







O clamor pelo avivamento precisa ter seu início no coração dos líderes, conforme o livro de Joel. Seu apelo foi “Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o alpendre e o altar”, 2: 17. Porém, é necessário levar o povo à fonte: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus...”, 2: 12-13.
Nossa amada igreja possui como slogan este clamor: “Aviva, ó Senhor, a tua obra”. Que esta seja a oração de cada presbiteriano renovado, especialmente de seus ministros.
Avivar é dar vida. Reavivar seria, no caso, ressuscitar  trazer de volta aquilo que já foi. Para experimentá-lo é preciso que as pessoas reconheçam a sua necessidade. O avivamento traz alegria, ousadia, despertamento à igreja. É como o primeiro milagre que Jesus realizou: quando só havia água, aí, então, Ele agiu e transformou-a em vinho, Jo 2: 1-11.
 Um tempo da busca ansiosa
Todo movimento de avivamento é precedido do cálice da frieza e indiferença generalizada. É o caso, inclusive, de se sentir na pele a solidão diante de um “vale de ossos secos” que torna evidente a miséria reinante, onde se pode ver com clareza a desistência de muitos.
Por isso, vemos que os reavivamentos ocorridos na história da igreja sempre foram iniciados a partir de um remanescente que teve de enfrentar a oposição da maioria que sempre preferiu reclamar do estado caótico em vez de buscar a solução através do quebrantamento diante de Deus, a fim de que a terra fosse sarada, 2 Cr 7: 14.
A igreja só poderá conquistar o coração do mundo quando tiver seu coração conquistado por Jesus, Sl 62: 8. Cristo não pode nos possuir até que sejamos verdadeiramente quebrantados. Precisamos semear com lágrimas para vermos o fruto ou tomarmos posse das promessas que plantamos com fé, Sl 126: 1.
Leia o restante dessa palavra em http://www.iprb.org.br/artigos/textos/art101_150/art146.htm 

sábado, 27 de setembro de 2008

A CONFIANÇA INABALÁVEL EM DEUS

A CONFIANÇA DAQUELE QUE SERVE A DEUS

Rm 10:35-36


Introdução: Aqueles que desejam servir bem ao Senhor Jesus e se constituir numa bênção para si, sua família, cidade, estado e nação, precisam encarar tudo com zelo e responsabilidade. Jesus chama seus seguidores de sal, luz, testemunhas, filhos, amigos, servos, obreiros, etc. O apóstolo Paulo chama as pessoas que fazem parte da Igreja de carta, ministro, apóstolo, evangelista, pastor, mestre, etc. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:11-12). Todos aqueles que professam o nome de Jesus precisam manter-se em santidade: “Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Tm 2:19). O poder de influência de um cristão, seja direta ou indiretamente, poderá ser grande através do ensino, testemunho e bom exemplo! “tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem” (1 Pedro 2:12).

Transição: O texto básico mostra-nos o valor incalculável da segurança pessoal a fim de alcançarmos bons resultados no serviço da obra de Deus. É de suma importância que notemos a expressão: “não rejeiteis, pois a vossa confiança” (Hebreus 10:35). Veja em três versões: 1. (RA) Não abandoneis, portanto, a vossa confiança ela tem grande galardão. 2. (RC95) Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 3. (NTLH) Portanto, não percam a coragem, pois ela traz uma grande recompensa. Isto significa que precisamos ser uma pessoa segura, definida, determinada e convicta da posição espiritual que ocupamos no Reino de Deus e na promoção de seu crescimento, pois tudo quanto fizermos permanecerá nos relatos divinos e por fim resultará em premiações e recompensas. Davi, um homem experiente, afirmou: “O Senhor Deus recompensa aqueles que são fiéis e corretos” (1 Sm 26:23 - NTLH). Mas para que não percamos o ânimo diante dos desafios, convém ter paciência, tal qual um lavrador que espera o fruto de sua semeadura, pois do contrário, poderemos nos perder em meio à tendência humanista de resultados imediatos. Paulo disse: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento”.

O que se requer de cada um de nós que servimos a Deus é que sejamos seguros e confiantes em duas coisas:

 I – SEGURANÇA EM SUA RELAÇÃO COM DEUS 

Antes de fazer é preciso ser. Muitos estão desrespeitando essa ordem e estão desesperadamente atrás de querer fazer a obra de Deus, sem contudo, ser uma pessoa de identificação saudável em sua relação com Deus. Fazer a obra de Deus é imprescindível, mas de que adianta qualquer esforço sem entendermos primeiro que realmente somos? Isso resultaria em fracassos, desapontamentos, frustrações e, conseqüente abandono de algo que se começou, mas não se deu continuidade. Antes de sermos servos precisamos saber que somos filhos, Jo 1:12. João ressalta fortemente o valor de crer em Jesus Cristo. Crer é a resposta do homem com a mente, o coração, com toda a vida, à ação salvadora de Deus por meio de Jesus Cristo. Quando uma pessoa “crê”, recebe a vida eterna e passa a ser filho de Deus. Seguros de que somos filhos de Deus poderemos fazer melhor a sua obra, Rm 8:16-17. Um pai ama seus filhos porque são filhos e não pelo que eles fazem ou deixam de fazer. Com certeza, há um lugar para o trabalho, os esforços e as realizações dos filhos, mas essas coisas não mudam o valor deles para os pais. Você nunca estará seguro em seu relacionamento com Deus e também não estará seguro em seu ministério, até que você conheça e entenda o verdadeiro propósito de Deus para sua vida – andar com Ele como filho amado, Rm 8:14. O status de filho não é conquistado por merecimento, mas é gratuito a partir do exato momento em que crendo em Jesus se firma uma aliança com Ele: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3:26). Por toda a Bíblia vemos é o propósito de Deus sempre foi: Redimir – tomar de volta a posse de (seu nome); Restaurar – trazer de volta (seu nome) à condição de filho com todos os direitos e deveres – “E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do Deus vivo” (Rm 9:26). Reconciliar – restaurar o relacionamento de (seu nome) para com Ele – “Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada” (Rm 9:25). O pecado nos separou de nosso Deus e Pai, mas não nos separou de seu amor incondicional e imutável, Jo 3:16-17. Esse amor incomparável operou a sua graça, a fim de restaurar nossa relação com Deus, Ef 2:8-9. O que está dito não poderá ser invalidado: 2 Co 5:17; Rm 8:1; Rm 8:31-34; A MINHA RELAÇÃO COM DEUS É FIRME E SUSTENTÁVEL ELE É MEU PAI FIEL E AMOROSO SOU FILHO AMADO E SEGURO Zc 2:8 - aquele que tocar em vós na menina de seus olhos 1 Jo 5:18 – aquele que é de Deus, guarda-se do pecado e o maligno não lhe toca.

II – SEGURANÇA EM SEU CHAMADO – Rm 8:28

O chamado para ser um líder espiritual acontece em meio aos filhos de Deus e não se baseia em simpatia, politicagem ou em promessas chantagistas visando atrair ou manter a pessoa junto a nós, mas precisa ser uma ação direta do Espírito Santo, At 13:2-3; 2 Tm 1:9. Aquele que recebe o chamado poderá enfrentar muitos desafios e até descrédito em sua posição. Paulo sofreu isso até de cristãos a quem chamou de “falsos irmãos”, 2 Co 11:26; Gl 2:4. A segunda carta aos Coríntios foi praticamente uma defesa quanto ao seu ministério. Apesar do descrédito e das perseguições, Paulo possuía grande segurança quando afirmava: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20:24). Quem nos chama é Deus – “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1:9). Se entendermos bem a nossa posição de filhos amados significa que poderemos corresponder com alegria e eficácia às expectativas do propósito Deus e fazer a sua obra de forma obediente, sem resistências ou reclamações. Faremos a obra de Deus não para agradarmos a Deus a fim de sermos salvos, mas por sermos filhos salvos faremos o melhor, pois será Deus realizando dentro de nós, Fp 2:13. Precisamos entender que: NÃO SOU UM SER HUMANO QUE ESTOU TENDO UMA EXPERIENCIA ESPIRITUAL TEMPORÁRIA, SOU UM SER ESPIRITUAL QUE ESTOU TENDO UMA EXPERIÊNCIA HUMANA TEMPORÁRIA. Sendo filho amado de Deus obedeço ao chamado e o executo de forma segura: “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pe 2:21). Só teremos confiança e segurança em nosso chamado quando houver certeza que foi Deus quem nos chamou e vocacionou: Um discipulador não pode produzir confiança; Uma Escola Bíblica não poderá produzir confiança; Um presbitério não poderá produzir confiança; Uma ordenação não poderá produzir confiança; Estudos, diplomas ou amizades com pessoas chamadas não poderá produzir confiança. Tudo isso poderá ser muito bom e ajudará, mas... Somente Deus poderá produzir confiança – e quando você é chamado, você acredita na capacitação através do Espírito Santo, At 1:8.

Conclusão: Quando aceito o propósito de Deus para minha vida, primeiro preciso saber que sou filho de Deus, o que me dará segurança no relacionamento com Deus (se somos filhos, somos também herdeiros). Depois compreenderei e terei segurança do chamado dele para minha vida (eu vos escolhi para que vades e deis fruto). Se assim for, tudo quanto eu fizer em prol do Reino de Deus será com prazer, Rm 1:16. Sabe por que muitos não têm certeza do seu ministério? Porque não entenderam o propósito de Deus – sermos filhos e depois servirmos. Quando se quer servir antes de ser filho não dá certo. É só canseira e enfado!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Votos Para Obter Poder Espiritual - parte 1

Ec 5:4
Introdução:
Algumas pessoas rejeitam a idéia de fazer votos, mas na Bíblia você encontrará muitos grandes homens de Deus que foram dirigidos por alianças, promessas, votos e compromissos. O salmista não era avesso a fazer votos. "Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus", disse ele. "Render-te-ei ações de graça" (Sl 56.12).
Meu conselho nessa questão é que se você está realmente preocupado com seu avanço espiritual - a obtenção de novo poder, nova vida, nova alegria e novo reavivamento pessoal dentro de seu coração - será bom fazer certos votos e empenhar-se por cumpri-los. Se você falhar, prostre-se em humilhação, arrependa-se e comece novamente, mas sempre leve em consideração os votos feitos. Eles irão ajudar a harmonizar seu coração com os vastos poderes que fluem do trono onde Cristo está assentado, à destra de Deus.
O homem carnal rejeita a disciplina de tais compromissos. Ele diz: "Quero ser livre. Não quero ter qualquer voto sobre mim. Não creio nisso. Isso é legalismo". Bem, deixe-me apresentar o quadro de dois homens.
Um deles não fez voto algum. Ele não aceita qualquer responsabilidade desse tipo. Ele quer ser livre. E ele é livre, em certa medida - assim como um vagabundo é livre. O vagabundo é livre para sentar-se num banco de jardim de dia, dormir sobre um jornal à noite, ser posto para fora da cidade na manhã de quinta-feira e voltar e subir pelas escadas rangentes de alguma pensão na quinta à noite. Esse homem é livre, mas também é inútil. Ele apenas ocupa um lugar no mundo, cujo ar respira.
Examinemos agora outro homem - talvez um presidente, ou primeiro-ministro ou qualquer grande homem que carrega sobre si o peso do governo. Homens assim não são livres. Porém, com o sacrifício de sua liberdade demonstram poder. Caso insistam em ser livres, poderão sê-lo, mas apenas como o vagabundo. Escolheram, porém, estar amarrados.
Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal. As grandes almas, entretanto, são aquelas que se aproximam reverentemente de Deus compreendendo que em sua carne não habita bem algum. E sabem que, sem a capacitação dada por Deus, quaisquer votos feitos seriam quebrados antes de o sol se pôr. Não obstante, visto que crêem em Deus, com reverência assumem certos votos sagrados. Esse é o caminho para o poder espiritual.
Primeiro Voto: Trate Seriamente com o Pecado – Rm 6:23
O pecado tem sido disfarçado nestes dias, aparecendo com novos nomes e caras. Você pode estar sendo exposto a esse fenômeno. O pecado é chamado por diversos nomes enfeitados - qualquer nome, menos pelo que ele realmente é. Por exemplo, os homens já não ficam mais sob convicção de pecados; eles têm um complexo de culpa. Em lugar de confessar suas culpas a Deus, para se livrarem delas, deitam-se num divã e tentam relatar o que sentem a um homem que deve conhecer melhor tudo sobre eles. Após algum tempo, a resposta dada é que eles foram profundamente desapontados quando tinham dois anos, ou alguma coisa semelhante. Supõe-se que isso os fará sentirem-se melhor.
Tudo isso é ridículo, porque o pecado é ainda o mesmo antigo inimigo da alma. Ele nunca foi alterado. Precisamos tratar firmemente com o pecado em nossa vida. Lembremo-nos sempre disso. "O reino de Deus não é comida nem bebida", disse o apóstolo Paulo, "mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). A justiça repousa à porta do reino de Deus. "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18. 4, 20).
Não estou pregando a perfeição sem pecado. Antes, quero dizer que todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado, e que devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida, Sl 32:3-5. E absolutamente necessário que façamos isso, porque Deus é um Deus santo, e o pecado está no trono do mundo.
Portanto, não chame seus pecados por algum outro nome. Se você é invejoso, chame-o de inveja, Pv 14:30. Se você tem a tendência à autocomiseração e a sentir que não é apreciado, mas é como uma flor que nasce para morrer despercebida, a desgastar sua doçura no ar do deserto, chame esse pecado pelo que ele é: autopiedade.
Também há o ressentimento. Se você está ressentido, admita-o. Tenho conhecido pessoas que vivem num estado de indignação furiosa a maior parte do tempo. Conheço um pregador que age como uma galinha lançada fora do ninho: ele fica correndo em todas as direções queixando-se e murmurando - alguém está sempre o fazendo errar. Ora, caso você tenha esse mesmo "espírito", tem de tratar com ele imediatamente. Você precisa livrar-se disso. O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado, 1 Jo 1:9. Em lugar de tentar disfarçar o pecado ou procurar uma tradução grega opcional em algum lugar sob a qual ocultá-lo, chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus, Pv 28:13.
Há também o mau humor. Não o chame de indignação. Não tente chamá-lo de algum outro nome. Chame-o pelo que ele é. Porque, se você tem mau humor, ou você se desfaz dele ou ele desfará muito de sua espiritualidade e alegria, Gl 5:18-22.
Por conseguinte, tratemos do pecado com seriedade. Sejamos perfeitamente puros, limpos. Deus ama pessoas puras Mt 5:8; Hb 12:14; Sl 24:3-5.
Texto de A. W. Tozer – com acréscimos do Pr.Wanderley da Silva

sábado, 7 de junho de 2008

O SEU PAPEL NA LIDERANÇA

Isaías 49.1


INTRODUÇÃO: Toda a pessoa bem sucedida é, de uma forma ou de outra, um líder. Como cristão nascido de novo, você guia-se a si próprio na Palavra de Deus, na Sua vontade e no plano que Ele tem para a sua vida. Guia a sua vida através de escolhas, decisões e ações diárias.
Como Cristão, guia o seu casamento e a sua família nas bênçãos de Deus, na vontade de Deus e nas coisas boas que Ele tem para a sua vida. Além disso, guia as pessoas que o rodeiam – aqueles que trabalham com você, com quem tem comunhão, com quem come, para onde quer que vá. Pode não ter título de Chefe, Diretor, Pastor ou Líder, mas na realidade estão guiando pessoas todos os dias através do seu exemplo, do seu espírito e do seu modelo. Independentemente da sua idade, emprego ou posição, você é um líder. Poderá não estar guiando pessoas para o plano de Deus, mas está guiando-as para algum lugar.
Estou convencido de que se entendermos o nosso papel como cristãos, podemos ser líderes melhores e nos elevarmos a uma posição de liderança, a qual não somente ajudaremos as pessoas que nos rodeiam, mas fará com que tenhamos uma vida mais satisfatória, empolgante e recompensadora. Ajudar-nos-á sermos mais como Jesus.

I. O LÍDER É ALGUÉM QUE PENSA MAIS NOS OUTROS QUE EM SI MESMO
Uma das qualidades de um líder é que ele ou ela pensa nas outras pessoas. Sabia que você não consegue ficar deprimido se não estiver pensando em si mesmo? Você não consegue ficar desencorajado durante muito tempo se não estiver pensando em si mesmo. Quando a sua mente não está voltada para você mesmo, você irá sentir-se melhor e a sua vida será melhor.
Se todo cristão começasse a fluir no seu papel de liderança, não somente teríamos um grande impacto no nosso mundo, mas seríamos mais felizes, mais prósperos, mais completos e melhores pessoas.
A primeira coisa que uma companhia faz é criar uma equipe de liderança – o presidente, os executivos, gestores, e todos os componentes que farão a sua companhia funcionar no seu melhor. Logo que a equipe de liderança ocupe o seu lugar, e só nesse tempo, eles começarão alcançar os seus clientes.
Muitas vezes, a igreja faz precisamente o contrário. Alcançamos as pessoas, as convidamos para a igreja, e tentamos descobrir o que vamos fazer com elas. Só depois, tentamos criar uma equipe de liderança, mas essa não é a maneira bíblica de se fazer isso.
Jesus começou com doze homens. Treinou-os para serem líderes, depois começou a igreja em Atos 2.
Se desenvolver as suas capacidades de liderança, pode mover-se em direção àquilo que Deus tem para você. Mas não pensar como líder, para si próprio, para a sua família e para a sua vida profissional, estará limitando a si mesmo e nunca experimentará tudo o que Deus gostaria de compartilhar com você.

II. SETE QUALIDADES DE LIDERANÇA
1. VISÃO
2. ESTRATÉGIA
3. RELACIONAMENTOS
4. FÉ
5. UNÇÃO
6. PERSEVERANÇA (IR ATÉ O FIM)
7. RENOVAÇÃO
Estas sete coisas devem estar operando para que qualquer líder tenha sucesso. Se qualquer uma delas não estiver presente, então haverá problemas e lutas.
Líderes com sucesso fazem mais do que uma coisa certa. Não existe uma única coisa que o faça um sucesso ou que o faça um grande líder na sua casa, no seu negócio ou seu ministério.
Se tivermos as sete qualidades básicas de liderança operando de várias formas e fizermos mais do que uma coisa certa, teremos vidas com sucesso. Vermos crescimento. Experimentaremos aumento, e teremos prosperidade em todas as áreas da vida.

CONCLUSÃO: Se começar a pensar como líder, isso mudará a sua maneira de lidar com a sua esposa, seu esposo. Mudará a sua maneira de lidar com os seus filhos. Mudará a sua atitude no lugar que desempenha no emprego ou no ministério, e mudará os resultados que obterá.
Essas sete qualidades de liderança são os aspectos dos “PRINCÍPIOS BÍBLICOS DE LIDERANÇA”. À medida que vamos estudando juntos sobre liderança, entenda que nascemos com essas capacidades. Devemos aprender acerca delas e desenvolvê-las. Algumas pessoas nascem com dons de liderança, mas todos nós podemos aprender e desenvolver capacidades de liderança. Você pode ser o líder que Deus quer que você seja e fazer a boa obra que Deus quer que faça. Esse discipulado sobre Liderança Eficaz irá ajudá-lo a conseguir.

sábado, 5 de abril de 2008

Renovando a Mente Para Vencer

Mudança de Mentalidade Segundo Cristo

Há um personagem de um cartum que vive dizendo: “Já sei que não vou gostar!” Ele está sempre mentalmente predisposto. Seja o que for que venha a acontecer, já resolveu que não vai gostar. Sua mente acha-se dominada por um espírito de tédio, derrota, pessimismo e insatisfação. E, infelizmente, hoje em dia, muitas pessoas adotam essa mesma atitude. Estão constantemente dizendo: “Não consigo! É impossível! Já tentei antes e sei que não dá certo.” Precisamos mudar essa mentalidade.


Renovando nossa mente 
Em Romanos 12.1,2, o apóstolo Paulo “roga” aos crentes de Roma que apresentem o corpo a Deus em sacrifício vivo e se transformem pela renovação da própria mente. E o apóstolo estava se dirigindo a pessoas que já haviam nascido de Deus, recebido o perdão divino e tinham sido purificadas. Entretanto, nesse texto, ele as conclama a experimentarem uma consagração mais profunda. É fato que elas haviam atendido ao chamado para seguirem a Cristo. Tinham consciência de que eram pecadoras e talvez ainda não gozassem de paz interior. Provavelmente estavam com a mente muito focada nisso. Por essa razão, não entendiam as implicações plenas do chamado de Cristo. O mesmo ainda ocorre em nossos dias. O primeiro chamado que Deus nos faz é que nos arrependamos de nossos pecados e exercitemos fé para conhecer o Senhor Jesus. O segundo é que façamos uma entrega e uma consagração plenas ao Senhor, porque já o conhecemos. Somente Deus pode perdoar nossos pecados. Só ele pode purificar nosso coração e nos tornar novas criaturas em Cristo. Entretanto existem certas obras que ele não realiza em nós. Uma delas é a renovação da nossa mente. O Senhor até nos ensina como essa transformação se processa, mas não a opera. Apenas nós podemos efetuá-la. E se quisermos ser transformados, temos de renovar nossa mente. Quando nos convertemos, Deus não remove automaticamente as mentalidades que vamos formando ao longo dos anos. Ele insta conosco para que as alteremos. E algumas delas são contrárias à mente e à vontade divinas. É fato que algumas das idéias que abrigamos não se acham frontalmente contrárias à perfeita vontade de Deus. Contudo também não se ajustam plenamente a ela; são como que “paralelas”. E há casos em que não nos fixamos na vontade dele. Deixamos nossa mente “vagueando” indecisa, sem tomar uma decisão importante, seguindo a lei do menor esforço. Isso é um indício de que precisamos renovar nossa mente. É verdade que não poderemos alterar nossos sentimentos simplesmente nos esforçando nesse sentido. Tampouco podemos mudar nossas afeições com base na força de vontade. Todavia podemos modificar nossos pensamentos. Se adotarmos uma mentalidade correta, embasada na Bíblia, poderemos transformar nosso viver. Já uma mentalidade incorreta só nos leva à derrota e ao desespero.


Trocando o negativismo por pensamentos de fé
Grande parte dos nossos pensamentos é de natureza negativa. Pensamos muito em termos de derrota, de fracasso e de incapacidade pessoal. Entretanto, quando passamos a pensar mais em Deus, em suas promessas e em suas declarações, que têm um teor tão positivo, tornamo-nos mais positivos. Se ajustarmos nosso pensar à mente de Deus, ele nos mostrará como quer que venhamos a ser. Pela fé, poderemos nos apropriar dos recursos que Deus criou com o objetivo de nos resgatar e restaurar. Aliás, pela fé, nós nos ligamos com sua onipotência. Precisamos parar de pensar em termos de derrota e fracasso, e aprender a meditar nas vitórias que podemos conquistar mediante a graça de Deus. Temos de pensar naquilo que ele pode realizar em nós e em outros por nosso intermédio. Conta-se que Thomas Edison, quando estava criando a lâmpada incandescente, realizou seis mil experiências. Um dia, finalmente, descobriu que um fio de linho carbonizado podia transmitir a luz dentro da esfera de vidro, previamente preparada. E apesar de ele haver efetuado tantas experiências falhas, não dizia que havia fracassado nelas. Afirmava que descobrira mais uma idéia que não dera certo. Edison visualizava os resultados e persistiu em sua busca até obter o sucesso desejado. Assim como ocorreu com Edison, também nós podemos aprender alguma lição com as diversas experiências da vida. Infelizmente, porém, muita gente, diante de um fracasso, fica como que presa na mentalidade derrotista. Portanto, em cada tentativa fracassada, nossa reação deve ser a seguinte: “Tudo bem! Desta vez ainda não deu, mas brevemente vou descobrir a fórmula certa!”

Fortalecendo-nos a nós mesmos 
Deus nos fala de formas diversas para nos ajudar a mudar nossos hábitos mentais. Muitos textos da Bíblia – principalmente os Salmos – foram escritos com essa finalidade. Quando comecei a ler os Salmos, não os entendia muito bem. Sabia que eram a Palavra de Deus. Percebia neles um timbre de autoridade e de inspiração divina. Reconhecia que eram muito valiosos, reconfortantes e esclarecedores. Entretanto tive de admitir que me sentia mais inspirado com os hinos de Carlos Wesley, John Newton, Isaac Watts e de outros hinólogos, do que com os dos salmistas. Parecia-me que os cânticos de autoria daqueles homens continham mais a mensagem do evangelho do que os Salmos. Posteriormente, porém, descobri que os hinos bíblicos estavam carregados de afirmações muito positivas e de poderosas declarações de Deus. Mostravam quem ele é e o que deseja realizar. Assim que enxerguei isso, esse livro passou a ser uma tremenda bênção para mim. Vejamos, por exemplo, o Salmo 23. Diz ali: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Ele me guia, me restaura, me conduz. Não terei medo de nada, pois ele está comigo. Ele me conforta, me alimenta e me unge. Sua bondade e amor me seguirão sempre”. Essas afirmações encaminham nossos pensamentos para a direção certa. Então descobri que a finalidade dos Salmos, pelo menos em parte, é ajudar-nos a ajustar nossa mente à vontade de Deus e a tudo que diz respeito ao Senhor. E, de certo modo, isso produz em nós uma mente mais positiva. Precisamos, sim, renovar nossa mente. E não será Deus quem fará isso por nós. Somos nós mesmos que o faremos. É claro que ele nos auxiliará nesse processo, como faz em todos os outros aspectos de nossa vida. Ele nos dará, por exemplo, muitos textos das Escrituras que iremos ler várias e várias vezes, até que nossa mentalidade se torne positiva e criativa. Em conseqüência disso, iremos tornar-nos crentes transformados, mais produtivos, mais cheios de fé e bem-sucedidos. Cabe, então, a nós tomar a decisão de renovarmos nossa mente. O que você fará, meu irmão? O Pr. Ted A. Hegre é o fundador da Missão Evangélica Betânia. Faleceu em 1984 e deixou vários artigos e livros escritos, além de uma obra missionária que tem crescido e se espalhado por vários países do mundo , inclusive o Brasil. Este artigo foi extraído da Revista mensagem da Cruz.