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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como Vencer as Tentações

VENCENDO AS TENTAÇÕES
1 Co 10:13

INTRODUÇÃO: Uma das coisas mais certas da vida do homem e da mulher, principalmente cristãos, é a tentação. O nosso Senhor Jesus foi tentado, Lc 4:1-13. Percorrendo as páginas da Bíblia vemos que isso é comum a todos. Cada tentação constitui uma encruzilhada no caminho da nossa vida – de um lado seremos direcionados à felicidade, do outro lado seremos conduzidos à desgraça. Nem sempre o que parece agradável deve ser aceito. A Bíblia diz que “há caminhos que ao homem parece direito, mas no fim são caminhos de morte”.
As tentações têm o propósito positivo de experimentar a nossa fé e nos fortalecer se a vencermos, por isso Deus a permite. Por outro lado, tem também um propósito negativo, onde Satanás não medirá esforços para nos derrubar e fazer com que retornemos humilhados à estaca zero.

Diante de tudo isso, queremos aprender hoje como vencer as tentações:

1)   NÃO SE EXPONHA VOLUNTARIAMENTE A ELA

Nem sempre podemos evitar que as tentações venham para o nosso lado, mas podemos e devemos evitar de ir ao seu encontro.
Se soubermos que a leitura de certo livro ou revista nos despertará pensamentos ilícitos, ou plantará em nós dúvidas quanto ao zelo pelos princípios de Deus, não devemos fazer tal leitura, Sl 119:9.
Se soubermos que um programa de TV, ou até um site na internet vai encher a nossa mente de coisas ilícitas, então devemos evitar. O salmista declarou: “não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101:3).
Se soubermos que certos lugares, ambientes ou certas pessoas, resultam em tentações, devemos fazer como a advertência bíblica: “abstende-vos de toda a aparência do mal” (1 Ts 5:22).
Quem brinca com fogo, poderá se queimar. A tentação é fogo com o qual não devemos brincar.

2)   NÃO SEJA INDECISO DIANTE DELA, Tg 1:8

O jogador de boxe que ficar indeciso poderá levar um duro golpe. O bom jogador é aquele que quer nocautear o adversário, isto é, derrubá-lo num só golpe.
Foi desse modo que Jesus venceu cada investida de Satanás. Em tempo algum se mostrava vacilante. Agiu sempre firme e prontamente: “vai-te, Satanás”, “afasta-te de mim Satanás”. E o tentador foi embora.
Devemos ter o mesmo comportamento que Jesus. Devemos desferir um golpe fatal em Satanás. O apóstolo Tiago advertiu-nos: “Sujeitai-vos, pois a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós” (4:7). O apóstolo Pedro confirmou, ao dizer: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé...(1 Pe 5:8-9). 

3)   SUBSTITUA O PENSAMENTO MAU PELO BOM

Nossa mente é um campo de batalha, portanto, procuremos substituir o que é mau e negativo pelo que é bom e positivo. O salmista disse: “escondi a tua Palavra no meu coração para não pecar contra ti” (Sl 119:11).
O apóstolo Paulo enfatizou bem essa questão, quando disse: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).
Este é um ponto importantíssimo. Sem isso é impossível transformar-se numa pessoa vitoriosa. Nossa mente precisa ser transformada, Rm 12:2.

4)   MANTENHA-SE PREPARADO ANTECIPADAMENTE

Há um ditado que afirma “quem quer paz, prepare-se para a guerra”. Vemos isso nas forças armadas de qualquer país que pretende ter ordem e progresso. Podemos viver tempos de paz, mas os soldados nos quartéis estão se preparando para guerra.

Na vida espiritual deve ser a mesma coisa. A Bíblia afirma: “se te mostrares frouxo no dia da angústia a tua força será pequena” (Pv 24:10). O profeta Joel disse ao povo: “forjai espadas das vossas enxadas e lanças das suas foices; diga o fraco: eu sou forte” (3:10).
Se a tentação nos encontrar desprevenidos, fatalmente cairemos. Prepare-se através da oração, estudo da Palavra de Deus, leitura de bons livros, comunhão ativa na igreja. O diabo só derruba o crente quando ele relaxa nos seus deveres cristãos.

5)   CREIA NA FORÇA QUE DEUS LHE PROMETE DAR

A tentação não procede de Deus: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado {ou seduzido} pela sua própria concupiscência” (Tg 1:13-14).
No entanto, Deus é fiel e promete que ninguém que nele confia será derrotado diante das tentações: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co 10:13).


CONCLUSÃO: Aceite o conselho de um sábio, o Senhor Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Propósito do Sofrimento


POR QUE DEUS PERMITE O SOFRIMENTO?
2 Co 12:7-10
Paulo possuía um “espinho na carne”. No grego espinho é “skolops” que significa “algo pontudo” semelhante a uma estaca para empalação (Suplício que consistia em espetar o condenado em uma estaca, deixando-o assim até morrer) ou um espinho aguçado para espetar.  Com certeza, o que Paulo quis dizer é que possuía  em sua vida algo que causava dor visando um propósito definido – conservá-lo humilde, v. 7.
O sofrimento do servo de Deus nunca é em vão. Podemos ver três propósitos:
1)     Provar para fortalecer, 1 Pe 1:7
O sofrimento ajuda os cristãos a ficarem mais fortes. Jó era um homem devoto, mas pela aflição ele “cresceu” e se tornou um servo de Deus mais forte e mais humilde. Assim como o ouro é purificado ao passar pelo fogo, assim um cristão é purificado e fortalecido quando passa pela aflição (1 Pedro 1:6-9). O que sai da fornalha é melhor do que o que nela entrou. Esse sofrimento, então, não é porque temos errado, mas porque podemos fazer melhor.

2)     Revelar a verdadeira identidade, Dt 8:2
Somente diante das adversidades é que podemos dar prova de nossa verdadeira identidade. É muito fácil amar quem me ama, perdoar quem me perdoa, ser bom com quem me favorece, mas dessa forma não se prova o caráter.  Jesus disse“que galardão tereis se amarem apenas os que vos amam, não fazem os publicanos também o mesmo?”. Deus conduziu o povo pelo deserto para ver o que havia em seu coração. Assim como dizem: “quem é rei não perde a majestade”, da mesma forma o cristão é fiel, ainda que as circunstâncias não lhe favoreçam.

3)     Castigar para que haja correção, Hb 12:5-7
A dor é uma grande ferramenta de ensino. Hebreus 12 revela que Deus disciplina os filhos que ele ama. Pais terrenos também disciplinam seus filhos porque os amam e querem exercitá-los no caminho certo. Em vez de nos ressentirmos contra a disciplina de Deus, devemos apreciar que ele tenha bastante cuidado para conosco a ponto de nos corrigir. “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12:11). O salmista reconheceu o valor do sofrimento em sua própria vida: “Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra… Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Salmo 119:67,71).
No caso de Paulo é chamado de “mensageiro de Satanás”. Isto pode ser uma fraqueza ou deficiência física provocada pelo poder satânico, mas com permissão de Deus.
Este espinho veio por vontade divina, e não era removido pela intensidade das orações, v. 8.
O propósito desse mal era trazer alguns ensinos para Paulo e para nós, vejamos:
1)     A graça de Deus é plenamente suficiente ao servo de Deus;
2)     A força divina só é plenamente percebida na fraqueza humana;
3)     O servo de Deus deve se gloriar na fraqueza humana para que o poder de Deus possa descer sobre ele;
4)     Quando somos fracos em nós mesmos, somos forte em Cristo.
Nós vamos sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são falsos mestres, que não conhecem ou não aceitam a Palavra do Senhor. Jó perdeu tudo. Jeremias foi preso. João Batista foi decapitado. Jesus foi crucificado. Estevão foi apedrejado. Paulo sofreu naufrágio e prisões. Segundo a história Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Você, também, vai sofrer. Os problemas da vida não sugerem falta de fé, e não são provas de algum terrível pecado na sua vida. Às vezes, as provações vêm como disciplina de Deus (Hebreus 12:6-13); às vezes, não. Mas sempre são oportunidades para crescer (Tiago 1:2-4), e convites para adorar a Deus (Tiago 5:13; Jó 1:20).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O deserto não é tão mal como pensam


A Importância do Deserto
Mc 1:3
Introdução: O maior de todos os profetas, João Batista, escolheu desenvolver o seu ministério no deserto. Creio que a escolha foi baseada numa direção divina, que tinha como objetivo fazer com que, tanto João, quanto o próprio povo, tivessem experiências significativas com Deus. Sobre as bênçãos decorrentes do deserto, é que queremos falar nesta ocasião.

1. Um Lugar Para Ouvir a Deus – Hb 3:15
O deserto, para João Batista, representava um lugar especial onde teria condições de se afastar das distrações desta vida, a fim de poder ouvir as ordens de Deus.Todos nós vivemos num mundo agitado, onde nos vemos, muitas vezes, obrigados a correr para cima e para baixo tentando cumprir nossas agendas diárias; mas nem sempre nos damos conta de que tal agitação pode nos distanciar daquele lugar de comunhão, no qual podemos ouvir a suave voz de Deus. Nestas horas é que percebemos o quanto necessitamos tomar a decisão de procurar o "deserto nosso de cada dia", para que ali Ele fale de maneira que possamos ouví-Lo, sem as interferências que, naturalmente, nos rodeiam todos os dias. 
O nosso deserto pode significar um quarto fechado para oração, um tempo recolhido à sós com Deus, ou apenas um lugar e um tempo, quando estar em Sua presença é a coisa mais importante para nós. Se deixarmos de ouvir a Deus em nosso caminhar diário, correremos o risco de perder a direção, a visão e o propósito maior para nossa existência. Por isso, precisamos ouví-Lo.

2. Um Lugar de Renúncia – Mt 16:24
As multidões partiam para o deserto a fim de se encontrar com João e ouvir sua mensagem. Com isso, cada um estava deixando de lado sua casa, seu compromisso, seu conforto, seu trabalho. Tal atitude representava renúncia e despojamento da velha estrutura de vida rotineira, em busca de algo que eles consideravam ser importantes para suas vidas. Cada um estava demonstrando com esse comportamento, a disposição de renunciar algo de valor para obter o que era ainda mais precioso.
Essa experiência nos ensina a não esperar a bênção "em domicílio", mas a valorizá-la a ponto de seguir em sua busca. Os que não estavam dispostos a deixar tudo e partir para o deserto, também não estariam dispostos a deixar posturas erradas para assumir um compromisso com Deus.
Não queremos, com isso, dizer que precisamos "comprar" a bênção de Deus, anulando, assim, a graça que há em Cristo Jesus. É claro que todas as bênçãos nos são concedidas pela graça, e não pelo esforço humano. No entanto, nossas atitudes externas demonstram a intensidade do desejo do nosso coração.

3. Um Lugar Desprovido De Religiosidade – Lc 6:46
Cremos que ao pregar o Evangelho de Deus no deserto, João Batista estava promovendo a ruptura com a hipocrisia dos líderes religiosos de sua época, que dava mais valor às suas vestimentas sacerdotais e objetos sagrados, do que fazer verdadeiramente à vontade de Deus. Muitos queriam impressionar o povo com uma aparência de piedade, mas seus corações estavam vazios de Deus e da sua unção. João Batista chocava a multidão, por que suas vestes não eram semelhantes às de um religioso. Sua comida e sua habitação eram totalmente diferentes do convencional. Mas a sua vida expressava tremendo poder e unção do Alto. 
Com tudo, isso cremos que Deus estava querendo incutir na mente das pessoas, que elas deveriam estar preparadas para receber algo diferente do habitual. O objetivo era o de ajudar o povo a romper com aquela religiosidade infrutífera para que pudesse receber de Deus a verdadeira mensagem, totalmente desprovida de religiosidade, o que faria toda diferença em suas vidas.

Conclusão: O deserto no ministério de João Batista foi um lugar especial onde ele e o povo puderam separar-se para ouvir a voz de Deus, de forma mais clara. Para receberem a mensagem do Altíssimo, as pessoas tiveram de deixar o conforto do lar, demonstrando interesse de renunciar coisas importantes por algo de maior valor: a Palavra de Deus. João Batista vestia-se de forma diferente dos religiosos da época, passando sempre a mensagem de que a verdadeira transformação procede de dentro para fora, e não o contrário, por meio de uma verdadeira atitude de arrependimento.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Firmes em nossa caminhada!

A vida cristã é uma grande peregrinação. Somos desafiados por tantas propostas indecorosas, e outras tentadoras, feitas pelo nosso maior inimigo, bem como por seus aliados, que querem nos desviar do propósito para o qual vivemos. Para sermos bem sucedidos, precisamos ser determinados a prosseguir com um alvo definido - olhando para Jesus, o autor e consumador da fé. O cristão não pode desviar do seu alvo e nem recuar.

Perguntaram a David Livingstone: "Onde pensas fazer a obra missionária"?
Ele respondeu: "Em qualquer lugar, desde que seja para frente". Empenhado em fazer a obra de Deus, ele tornou-se, inclusive, o maior desbravador da África.

Recuar jamais! Esse deve ser o lema do cristão.

Se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos; portanto, quer vivamos ou morramos, somos do Senhor; que Cristo seja glorificado em nós, seja na vida ou na morte. Esse era o pensamento apostólico de Paulo.

Quebre a ponte que te ligava ao mundo, para não seres tentado a voltar. Dentro do evangelho há um princípio que aquele que quer viver o cristianismo precisa negar-se a si mesmo, assumir cada dia sua cruz e prosseguir sempre avante.

O escritor aos Hebreus registrou a vontade de Deus para cada cristão:"o meu justo viverá da fé, mas se ele recuar a minha alma não tem prazer nele" e, conclui dizendo: "nós, porém, não somos daqueles que se retiram para perdição, mas daqueles que creem para conservação da alma" (Hb 10.39).

Portanto, se queremos ter uma trajetória de vitória precisamos nos livrar dos embaraços da viagem e dos pecados que tentam nos seduzir e correr firme e pacientemente a carreira a nós proposta.

Seja fiel até a morte e receberás a coroa da vida.

domingo, 1 de maio de 2011

O que é tentação?

A tentação é tão antigo quanto o ser humano. Ser tentado não significa pecado, mas se cedermos a ela se constituirá ato pecaminoso. 
Deus a ninguém tenta... cada um é tentado por suas próprias cobiças. Satanás é chamado tentador. 
Leia mais clicando no título.

sábado, 4 de setembro de 2010

A tentação

A tentação é algo presente em todas as épocas da humanidade. No entanto, o homem é o total responável pela sua queda. Não há tentação, senão humana, mas fiel é Deus que não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças.
Para ver o slide clique aqui: http://www.slideshare.net/clubedelider/tentao

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que é tentação?

Lc 4:1-13

Introdução: A tentação não é algo moderno, mas tão antigo quanto à raça humana. Segundo Edwin D. Roels, a tentação parece algo interminável, pois quando termina uma, logo surge outra. A tentação não é originada em Deus, mas em Satanás que se aproveita das nossas tendências carnais.

"Quando alguém for tentado, não diga: “Esta tentação vem de Deus.” Pois Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém. Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte" (Tiago 1:13-15, NTLHE).

1 - A tentação é uma proposta para satisfação do ego, v. 3

Satanás disse a Jesus: “Se tu és o filho de Deus, transforme essa pedra em pão”. Jesus era verdadeiramente o filho de Deus. Outra verdade é que Ele estava com fome naquela situação. Egoísta é alguém “Interesseiro; que ama só a si mesmo, sem se importar com os outros” (Dicionário Bíblico de Almeida – SBB).

A Bíblia nos adverte que, dentre tantas características deformadas do caráter humano nos últimos dias, o egoísmo será a primeira delas: “pois muitos serão egoístas...” (2 Tm 3:2).

O egoísmo precisa ser crucificado. Paulo afirmou: “eu já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

2 - A tentação é uma proposta de negociação enganosa, v. 6

Satanás queria negociar com Jesus: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares”. Segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida (SBB) tentação significa “Atração para fazer o mal por esperança de obter prazer ou lucro”. Satanás nada pode nos proporcionar de bom, pois seu propósito é roubar, matar e destruir, Jo 10:10. Nem perca tempo com suas insinuações e propostas. Veja o que disse o apóstolo Pedro: "Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar. Fiquem firmes na fé e enfrentem o Diabo porque vocês sabem que no mundo inteiro os seus irmãos na fé estão passando pelos mesmos sofrimentos" (1 Pedro 5:8-9, NTLHE).

Há uma advertência bíblica aos que pensam apenas nos lucros e vantagens materiais: "Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição. Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos" (1 Timóteo 6:9-10, NTLHE).

3 - A tentação é uma proposta desafiadora para nossa fé, vs. 9-11

Satanás disse: “lança-te daqui abaixo, pois está escrito...”. Ele quer usar as Sagradas Escrituras, pois sabe que acreditamos nela, no entanto, ele a apresenta apenas por pretexto, isto e, totalmente fora de contexto.

Há uma promessa divina: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Co 10:13).

É necessário que sejamos firmes na fé até que se complete o tempo da trajetória de provações: "Vocês precisam ter paciência para poder fazer a vontade de Deus e receber o que ele promete. Pois, como ele diz nas Escrituras Sagradas: Um pouco mais de tempo, um pouco mesmo, e virá aquele que tem de vir; ele não vai demorar. E todos aqueles que eu aceito terão fé em mim e viverão. Mas, se uma pessoa voltar atrás, eu não ficarei contente com ela. Nós não somos gente que volta atrás e se perde. Pelo contrário, temos fé e somos salvos" (Hebreus 10:36-39, NTLHE).

Conclusão: O que podemos ver no fato da tentação de Jesus é o que fora dito pelo escritor sagrado aos Hebreus: "Isso quer dizer que foi preciso que Jesus se tornasse em tudo igual aos seus irmãos a fim de ser o Grande Sacerdote deles, bondoso e fiel no seu serviço a Deus, para que os pecados do povo fossem perdoados. E agora Jesus pode ajudar os que são tentados, pois ele mesmo foi tentado e sofreu; O nosso Grande Sacerdote não é como aqueles que não são capazes de compreender as nossas fraquezas. Pelo contrário, temos um Grande Sacerdote que foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou. Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda" (Hebreus 2:17-18; 4:15-16, NTLHE).

Pastor Wanderley da Silva

Igreja Presbiteriana Renovada

São José - SC

sábado, 29 de maio de 2010

A Importância do Deserto

A Importância do Deserto
Mc 1:3
Introdução: O precursor de Jesus, João Batista, escolheu desenvolver o seu ministério no deserto. Creio que a escolha foi baseada numa direção divina, que tinha como objetivo fazer com que, tanto João, quanto o próprio povo, tivessem experiências significativas com Deus. Sobre as bênçãos decorrentes do deserto, é que queremos falar nesta ocasião.

1. Um Lugar Para Ouvir a Deus – Hb 3:15
O deserto, para João Batista, representava um lugar especial onde teria condições de se afastar das distrações desta vida, a fim de poder ouvir as ordens de Deus.Todos nós vivemos num mundo agitado, onde nos vemos, muitas vezes, obrigados a correr para cima e para baixo tentando cumprir nossas agendas diárias; mas nem sempre nos damos conta de que tal agitação pode nos distanciar daquele lugar de comunhão, no qual podemos ouvir a suave voz de Deus. Nestas horas é que percebemos o quanto necessitamos tomar a decisão de procurar o "deserto nosso de cada dia", para que ali Ele fale de maneira que possamos ouví-Lo, sem as interferências que, naturalmente, nos rodeiam todos os dias. 
O nosso deserto pode significar um quarto fechado para oração, um tempo recolhido à sós com Deus, ou apenas um lugar e um tempo, quando estar em Sua presença é a coisa mais importante para nós. Se deixarmos de ouvir a Deus em nosso caminhar diário, correremos o risco de perder a direção, a visão e o propósito maior para nossa existência. Por isso, precisamos ouví-Lo.

2. Um Lugar de Renúncia – Mt 16:24
As multidões partiam para o deserto a fim de se encontrar com João e ouvir sua mensagem. Com isso, cada um estava deixando de lado sua casa, seu compromisso, seu conforto, seu trabalho. Tal atitude representava renúncia e despojamento da velha estrutura de vida rotineira, em busca de algo que eles consideravam ser importantes para suas vidas. Cada um estava demonstrando com esse comportamento, a disposição de renunciar algo de valor para obter o que era ainda mais precioso.
Essa experiência nos ensina a não esperar a bênção "em domicílio", mas a valorizá-la a ponto de seguir em sua busca. Os que não estavam dispostos a deixar tudo e partir para o deserto, também não estariam dispostos a deixar posturas erradas para assumir um compromisso com Deus.
Não queremos, com isso, dizer que precisamos "comprar" a bênção de Deus, anulando, assim, a graça que há em Cristo Jesus. É claro que todas as bênçãos nos são concedidas pela graça, e não pelo esforço humano. No entanto, nossas atitudes externas demonstram a intensidade do desejo do nosso coração.

3. Um Lugar Desprovido De Religiosidade – Lc 6:46
Cremos que ao pregar o Evangelho de Deus no deserto, João Batista estava promovendo a ruptura com a hipocrisia dos líderes religiosos de sua época, que dava mais valor às suas vestimentas sacerdotais e objetos sagrados, do que fazer verdadeiramente à vontade de Deus. Muitos queriam impressionar o povo com uma aparência de piedade, mas seus corações estavam vazios de Deus e da sua unção. João Batista chocava a multidão, por que suas vestes não eram semelhantes às de um religioso. Sua comida e sua habitação eram totalmente diferentes do convencional. Mas a sua vida expressava tremendo poder e unção do Alto. 
Com tudo, isso cremos que Deus estava querendo incutir na mente das pessoas, que elas deveriam estar preparadas para receber algo diferente do habitual. O objetivo era o de ajudar o povo a romper com aquela religiosidade infrutífera para que pudesse receber de Deus a verdadeira mensagem, totalmente desprovida de religiosidade, o que faria toda diferença em suas vidas.

Conclusão: O deserto no ministério de João Batista foi um lugar especial onde ele e o povo puderam separar-se para ouvir a voz de Deus, de forma mais clara. Para receberem a mensagem do Altíssimo, as pessoas tiveram de deixar o conforto do lar, demonstrando interesse de renunciar coisas importantes por algo de maior valor: a Palavra de Deus. João Batista vestia-se de forma diferente dos religiosos da época, passando sempre a mensagem de que a verdadeira transformação procede de dentro para fora, e não o contrário, por meio de uma verdadeira atitude de arrependimento.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

VENCENDO OS GIGANTES DA VIDA

TEXTO: 1 Samuel 17:31-54

INTRODUÇÃO: Quantas vezes, irmãos, recuamos diante de situações difíceis? Simplesmente pelo fato de termos medo. Às vezes nos achamos pequenos demais para enfrentarmos os gigantescos problemas que surgem à nossa frente e ficamos sem saber o que fazer, aí vem o sentimento de derrota, de frustração, de desânimo, de medo etc. Esses mesmos sentimentos estavam tendo os israelitas diante daquele problema que se chamava Golias. Não sabiam o que fazer, ninguém tinha coragem de lutar, o medo abateu-se sobre todos. Golias era homem de guerra, valente, 2,5 a 2,8 metros de altura, não temia nada. Era uma situação desesperadora, os filisteus já estavam chamando os Israelitas de covardes. Deus então usa a Davi para dar uma lição nos filisteus e no seu povo. Como você pode vencer os gigantes de sua vida? 

1. VOCÊ NUNCA DEVE FUGIR DA LUTA (V. 32) 
"...teu servo irá e pelejará contra este filisteu". Mesmo ameaçado pela derrota, Davi se colocou como servo de Deus e confiou na vitória. Por mais que as circunstâncias sejam adversas, não podemos nos amedrontar, nem recuar, pois a vitória é certa. Nosso Deus pelejará por nós: v. 37: "O SENHOR me livrou da mão do leão e da do urso; ele me livrará da mão deste filisteu". (depositou toda sua confiança em Deus).

2. VOCÊ NUNCA DEVE ACEITAR A DERROTA E O DESPREZO (VS. 42-44)
O texto diz que o filisteu desprezou a Davi, desdenhou e zombou dele... Amado, mesmo que tudo indique o contrário, não podemos desistir. (Deus não se prende a aparências). Quem era Davi para enfrentar Golias? (só foi aceito porque ninguém queria). Todo o povo de Israel já estava com semblante abatido de frustração, de derrota (já estavam aceitando a derrota). 

3. VOCÊ NUNCA DEVE TENTAR VENCÊ-LOS COM A PRÓPRIA FORÇA (V. 45) 
"Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado". Davi foi à peleja não confiando na sua própria força ou capacidade, mas confiando na força do Senhor. Será que a força de Davi era suficiente para derrubar o gigante? Declare a vitória como Davi o fez: nada pode resistir a você quando você vai na força do Senhor.  

4. VOCÊ DEVE ENFRENTAR NA DEPENDÊNCIA DO SENHOR (V. 46,47; SL 20.7-8) 
Devemos usar o que temos (Davi tinha um estilingue e algumas pedras). Quiseram que ele colocasse uma armadura, o que não era próprio dele, não era para ele. Estavam dificultando ao invés de facilitar. Deus diz: "Abra a tua boca e eu ta encherei". Em outras palavras: "Tenha ânimo, disposição e eu te ajudarei." 

CONCLUSÃO: Hoje, se passou no seu pensamento recuar por causa de algum problema, nesta hora, não desista! Deus lhe diz: Você não deve recuar; você não deve aceitar a derrota ou o desprezo; você não deve tentar vencê-lo na própria força; você precisa enfrentar na dependência do Senhor!

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