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sábado, 29 de maio de 2010

A Importância do Deserto

A Importância do Deserto
Mc 1:3
Introdução: O precursor de Jesus, João Batista, escolheu desenvolver o seu ministério no deserto. Creio que a escolha foi baseada numa direção divina, que tinha como objetivo fazer com que, tanto João, quanto o próprio povo, tivessem experiências significativas com Deus. Sobre as bênçãos decorrentes do deserto, é que queremos falar nesta ocasião.

1. Um Lugar Para Ouvir a Deus – Hb 3:15
O deserto, para João Batista, representava um lugar especial onde teria condições de se afastar das distrações desta vida, a fim de poder ouvir as ordens de Deus.Todos nós vivemos num mundo agitado, onde nos vemos, muitas vezes, obrigados a correr para cima e para baixo tentando cumprir nossas agendas diárias; mas nem sempre nos damos conta de que tal agitação pode nos distanciar daquele lugar de comunhão, no qual podemos ouvir a suave voz de Deus. Nestas horas é que percebemos o quanto necessitamos tomar a decisão de procurar o "deserto nosso de cada dia", para que ali Ele fale de maneira que possamos ouví-Lo, sem as interferências que, naturalmente, nos rodeiam todos os dias. 
O nosso deserto pode significar um quarto fechado para oração, um tempo recolhido à sós com Deus, ou apenas um lugar e um tempo, quando estar em Sua presença é a coisa mais importante para nós. Se deixarmos de ouvir a Deus em nosso caminhar diário, correremos o risco de perder a direção, a visão e o propósito maior para nossa existência. Por isso, precisamos ouví-Lo.

2. Um Lugar de Renúncia – Mt 16:24
As multidões partiam para o deserto a fim de se encontrar com João e ouvir sua mensagem. Com isso, cada um estava deixando de lado sua casa, seu compromisso, seu conforto, seu trabalho. Tal atitude representava renúncia e despojamento da velha estrutura de vida rotineira, em busca de algo que eles consideravam ser importantes para suas vidas. Cada um estava demonstrando com esse comportamento, a disposição de renunciar algo de valor para obter o que era ainda mais precioso.
Essa experiência nos ensina a não esperar a bênção "em domicílio", mas a valorizá-la a ponto de seguir em sua busca. Os que não estavam dispostos a deixar tudo e partir para o deserto, também não estariam dispostos a deixar posturas erradas para assumir um compromisso com Deus.
Não queremos, com isso, dizer que precisamos "comprar" a bênção de Deus, anulando, assim, a graça que há em Cristo Jesus. É claro que todas as bênçãos nos são concedidas pela graça, e não pelo esforço humano. No entanto, nossas atitudes externas demonstram a intensidade do desejo do nosso coração.

3. Um Lugar Desprovido De Religiosidade – Lc 6:46
Cremos que ao pregar o Evangelho de Deus no deserto, João Batista estava promovendo a ruptura com a hipocrisia dos líderes religiosos de sua época, que dava mais valor às suas vestimentas sacerdotais e objetos sagrados, do que fazer verdadeiramente à vontade de Deus. Muitos queriam impressionar o povo com uma aparência de piedade, mas seus corações estavam vazios de Deus e da sua unção. João Batista chocava a multidão, por que suas vestes não eram semelhantes às de um religioso. Sua comida e sua habitação eram totalmente diferentes do convencional. Mas a sua vida expressava tremendo poder e unção do Alto. 
Com tudo, isso cremos que Deus estava querendo incutir na mente das pessoas, que elas deveriam estar preparadas para receber algo diferente do habitual. O objetivo era o de ajudar o povo a romper com aquela religiosidade infrutífera para que pudesse receber de Deus a verdadeira mensagem, totalmente desprovida de religiosidade, o que faria toda diferença em suas vidas.

Conclusão: O deserto no ministério de João Batista foi um lugar especial onde ele e o povo puderam separar-se para ouvir a voz de Deus, de forma mais clara. Para receberem a mensagem do Altíssimo, as pessoas tiveram de deixar o conforto do lar, demonstrando interesse de renunciar coisas importantes por algo de maior valor: a Palavra de Deus. João Batista vestia-se de forma diferente dos religiosos da época, passando sempre a mensagem de que a verdadeira transformação procede de dentro para fora, e não o contrário, por meio de uma verdadeira atitude de arrependimento.

sábado, 7 de junho de 2008

TOMANDO POSSE DA CURA PARA UM TESTEMUNHO EFICAZ

JEREMIAS 17:5 a 8 e 13:14


“Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me e serei salvo; porque Tu és o meu louvor”.

INTRODUÇÃO:

Como caminhar rumo às conquistas se o que pensamos está em desacordo com as atitudes? Se os sentimentos ao invés de erguer-nos, colocam-nos para baixo?
Não é possível viver uma vida plena com feridas na alma. Não será possível ver os sonhos se realizarem se o nosso espírito estiver ferido. Por isso, hoje (se deixarmos), o Senhor irá curar o nosso interior.
O líder é a chave. É a porta do mover sobrenatural do Espírito Santo. Ele é o testemunho do que Deus é capaz de fazer quando nos colocamos a sua vontade.

FERIDAS EMOCIONAIS:

Quem nunca sentiu isso?
A dor emocional é a falta de realizações em geral, e (mais especificamente) sonhos que estão tardando em se realizar.
Provérbios 3:2: “A esperança que se adia faz adoecer o coração; mas o desejo cumprido é a árvore da vida”.
Essas “não realizações” criam as dores emocionais que se manifestam: no choro, alterações de apetite e mudança de semblante.
A Bíblia a chama de coração triste, amargura da alma e aflição (como no caso de Ana em 1Samuel 1.
Porém, o mais difícil nesta fase é a incompreensão das outras pessoas.
Quantas vezes o líder luta, acredita, porém têm ao seu lado pessoas murmurando, desanimadas, incrédulas.
Mas, não desanime!
Moisés, Josué, Elias, Jó, Daniel, Paulo também enfrentaram a dor emocional.
Ela faz parte de um tratar de Deus em nosso caráter. Como disse Jesus: “A minha graça te basta! O meu poder se aperfeiçoa na tua fraqueza”.
Em Romanos 15:13 lemos: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”.

ESTRESSE:

Conhecida como cansaço, exaustão e fadiga. Sua rota inicia-se com ansiedades na alma e que rapidamente passa para o físico. É provocada por acúmulo de tarefas e pendências não resolvidas. Projetos que não andam, causas emperradas, são alguns dos fatores que causam fadiga. Porém, Deus pode usar a fadiga para o seu propósito na vida do líder:
O primeiro é a correção do Senhor, pois quantas coisas fazemos as quais Deus nunca mandou (Hebreus 12:15)?
O segundo é prepará-lo para desafios maiores. Jeremias 12:5: “Se fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo?”.
O terceiro é fazer voltar-nos para os seus braços e aprender a descansarmos nas suas promessas. Jeremias 31:25: “Por que satisfiz à alma cansada, e saciei toda alma desfalecida”. Salmos 23:2: “Ele me faz repousar em verdes pastos. Leva-me para junto ás águas de descanso”.

PRECONCEITOS:

Por incrível que pareça, mas é um sentimento negativo presente na vida de muitos líderes. Quando alguém aspira ser um líder, ele precisará se expor, pois o líder é referência e é a porta. No seu caminhar, muitas vezes, ocorrerão situações decisivas; é neste momento que podem ocorrer traumas.
Quantos não se acham incapazes de liderar uma célula, quando na verdade possui um tremendo potencial?
O preconceito é “conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados”.
Ou seja, você não sabe direito o que é, mas já optou por não aceitar, por se achar incapaz, difícil e etc...
Quantos estão perdendo oportunidades maravilhosas por causa do preconceito do engano das feridas na alma.
Por isso que na visão celular todos os que chegam à igreja são líderes de em potencial, mas, só serão de fato se deixarem Deus moldar seu caráter.
Temos que tirar a segregação ministerial de nosso meio. O que é isso? È o indivíduo que diz: “Eu somente sei cantar. Este é o meu chamado”. Provérbios 23:7ª: “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é”.

A FASE DE TRATAMENTO:

Como tratar os sentimentos acima descritos?
A primeira coisa a fazer é se derramar perante o Senhor conforme Isaías 53:4. Em Jesus temos alguém que se identifica com a dor que estamos passando. Ele sabe como tratar das feridas.
A segunda coisa a fazer é compartilhar com alguém disposto a ouvir e apoiar (discipulador). Buscar ajuda através dos relacionamentos leais e verdadeiros.
Cuidado com os compromissos que assume, pois muitas vezes é necessário dizer não. Buscar um tempo de oração e recuperação é o ideal para colocar sua vida em ordem, tanto interior como exteriormente, avaliando, assim que está sendo ou não produtivo na sua vida.

CONCLUSÃO:

Uma igreja conquistadora de territórios é aquela que possui líderes curados. Um líder curado causa um estrago imenso no inferno, pois o que mais vale não são seus os talentos ou habilidades, mas o seu TESTEMUNHO. Jesus tinha seguidores porque tinha um testemunho eficaz. O Apóstolo Paulo disse com ousadia: “Sede meus imitadores”. O registro dos feitos de um homem na história, geralmente se dá pelo testemunho que deixou. Um testemunho eficaz é aquele que está livre dos sentimentos acima descrito.
Vença os limites e tenha um testemunho eficaz.