Só Deus Transforma a Maldição em Bênção
“Naquele dia o Livro de Moisés foi lido em alta voz diante do povo, e nele achou-se escrito que nenhum amonita ou moabita jamais poderia ser admitido ao povo de Deus, pois eles, em vez de darem água e comida aos israelitas, tinham contratado Balaão para invocar maldição sobre eles O nosso Deus, porém, transformou maldição em bênção”. (Ne 13:1-2)
Hoje abordo o Livro de Neemias. O objetivo do texto escrito, em primeira instância, é de esclarecer o sentido original das palavras bênção e maldição. Em teologia isso se chama exegese. O termo refere-se ao estudo da interpretação exata que pode ser aplicada a um texto, frase ou palavra, a fim de se compreender melhor o seu sentido original.
Bênção e maldição numa abordagem geral são princípios ativos que, por intermédio de forças espirituais (divinas ou diabólicas), podem arruinar ou edificar as diversas áreas da vida humana. A obediência aos princípios divinos atrai a bênção, mas a desobediência pode ser fatal, subjugando a pessoa a uma maldição. O termo bênção em hebraico é BARAK e no grego EULOGEO. No hebraico tem na sua raiz os seguintes significados: ajoelhar-se, submeter-se, honrar um superior. Assim sendo, quem quer a bênção precisa manter uma relação de obediência com AQUELE que a detém: Deus!
Em hebraico, pelo menos seis palavras são utilizadas para especificar tipos ou formas de maldição: ALAH, QALAL, ‘ARAR, QABAB, NAQAB e ZA’AMO Em grego, aparecem quatro: ANATHEMA, KATARAOMAI, KAKOLOGEO e RHAKA. Mas quero me deter apenas à palavra do contexto de Neemias que é QALAL.
QALAL - Este termo aparece cerca de 130 vezes no Antigo Testamento. O sentido básico de sua raiz quer dizer diminuir, lidar desdenhosamente, ridicularizar, zombar. Significa desejar a alguém uma posição inferior ou rebaixá-la de seu estado. O veículo que canaliza este tipo de maldição é a língua. Os pagãos achavam que podiam manipular os deuses através de suas palavras. É devido a isso que vemos Balaão sendo chamado para amaldiçoar Israel (Nm 22:6). É referente a esse chamado de Balaão que o Livro de Neemias relata no capítulo 13, nos primeiros versos dizendo que o SENHOR transformou maldição em bênção. Ou seja, não se pode amaldiçoar aquilo que Deus abençoou! Aleluia!
É agora que entro no título da mensagem, “Só Deus transforma maldição em bênção”. Poderia falar do Israel que foi liberto das mãos do faraó, que triunfou no mar vermelho etc, mas quero aproveitar e falar sobre mim, que hoje, lavado e remindo pelo sangue de Jesus, também sou Israel de Deus.
Quando olho para o meu passado, vejo o que significa a intervenção divina na causa de um homem pecador e fadado ao inferno. Mesmo sem roubar, matar e sendo uma pessoa de bem, como muitos declaram ser, por não conhecer a Jesus e nem a santa palavra, eu vivia uma vida maldita, indigna e sem esperança. Até que, por meio da minha esposa conheci o Deus vivo, o homem das mãos perfuradas e a terceira pessoa da trindade. E então ao desfrutar da verdade que liberta os cativos, que abre os olhos dos cegos, ouvidos dos surdos e que quebra os grilhões da alma, fui liberto das mãos de satanás, contemplando a palavra que diz que o Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do diabo. Hoje caminho rumo à nova Jerusalém com a expectativa de conhecer a Jesus como ele realmente é. Eu me rendi aos pés de Jesus quatro anos atrás, muitas foram e são as lutas, mas como é bom servir a um Deus que dia após dia me leva em triunfo. Como é bom servir a um Deus que transforma alguém sem história, pobre, cego e nu em geração eleita, sacerdócio real e propriedade exclusiva D’Ele.
Não sei qual tem sido a sua história. Mas saiba: O Deus Todo-Poderoso pode mudar a sua história. Só ELE pode e tem poder para transformar a maldição em bênção. Em Cristo e na bênção,
| Autor: Dc Anderson Vieira | Divulgação: estudogospel.com.br |
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IGREJA PRESBITERIANA RENOVADA EM SÃO JOSÉ - SANTA CATARINA - Avivamento e Crescimento nas Sagradas Escrituras
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terça-feira, 13 de março de 2012
Estabelecendo a Bênção e Quebrando a Maldição
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Comportamento diante das dificuldades
O QUE NÃO FAZER EM TEMPOS DE DIFICULDADES
2
Co 4:8-9
INTRODUÇÃO: A vida é composta de
lutas e vitórias. Jesus disse que “no
mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo…” (Jo 16:33). Deus não nos priva
das lutas, mas nos capacita para vencermos, portanto é necessário que
aprendamos como nos comportar diante das dificuldades. Hoje vamos estudar sobre
o que não devemos fazer em momentos
de lutas e batalhas:
1) NÃO DESISTIR
Jó amaldiçoou o dia em
que nasceu. Ele disse: “Por que não morri
eu na madre? Por que não expirei ao sair dela?” (3:11). Geralmente é esse o
nosso sentimento quando a vida desaba inesperadamente. Mas Jó nunca desistiu.
Tiago falou da perseverança de Jó: “Tendes
ouvido da paciência de Jó…” (Tg 5:11). Embora ele tenha murmurado e
questionado Deus, ele jamais repudiou a Deus.
Observemos a atitude
com a qual Paulo enfrentava as dificuldades: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não
desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não
destruídos” (2 Co 4:8, 9). Paulo estava pronto para estar onde Deus
quisesse e fazer o que Deus quisesse. Ele disse aos irmãos de Filipos que era
difícil para ele optar por viver e
trabalhar para o Senhor na terra ou partir para estar com Ele no céu (Fl
1:21–24). Não seria ele que tomaria essa
decisão; ele estava pronto para aceitar a decisão de Deus para a sua vida. Essa
declaração tem mais significado ainda quando recordamos que Paulo estava preso
no momento em que a escreveu.
2) NÃO OLHAR PARA TRÁS
Jó desejava voltar
“aos velhos e bons tempos” (veja 29:2). Quando estamos numa fase de luta, não
nos faz bem desejar que nossa situação seja como era antes. Podemos refletir,
se for necessário. Não há nada de mal em nostalgias; mas se tentarmos reviver
dias que já se foram, ficaremos decepcionados. O mesmo Deus que trouxe os “velhos e bons tempos” pode
trazer
“novos e bons tempos”.
Mais uma vez a atitude de Paulo é útil a nós: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa
faço: esquecendo-me das coisas
que para trás ficam e avançando para as
que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana
vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:13, 14).
De nada vale desejar
os dias mais radiantes que já se passaram. Ontem não está
ao nosso alcance mais do que o primeiro dia que Deus criou. Em vez de
agir assim, olhemos para os dias radiantes que virão pela frente!
3) NÃO SENTIR PENA DE SI MESMO
O fardo de Jó foi tão
grande que ele o descreveu como sendo mais pesado que a
areia do mar (6:2, 3). Jó sentiu pena de si mesmo. A ironia da
autopiedade é que quando você sente pena de si mesmo, você é o único a ter esse
sentimento! Ninguém sentiu pena de Jó, exceto ele mesmo. Seus três amigos
não tiveram pena dele, embora ele
tivesse implorado a eles: “Compadecei-vos
de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu”
(19:21). A esposa de Jó não foi nenhum consolo para ele.
Moisés sentiu pena de
si mesmo quando ficou encolerizado com as reclamações dos israelitas. Ele não
conseguia entender por que Deus lhe dera tamanho fardo. Em certa ocasião, ele
perguntou a Deus: “Concebi eu,
porventura, todo este povo? Dei-o eu à luz, para que me digas: Leva-o ao teu
colo, como a ama leva a criança que mama…” (Nm 11:12–15). Ele pediu que
Deus o deixasse morrer porque ele não podia mais suportar o fardo de toda
aquela gente sozinho. Deus resolveu o problema de Moisés. Ele também resolveu o
problema de Jó. Às vezes, podemos pensar que Deus está contra nós, mas Ele está
trabalhando pelo nosso bem a todo tempo.
4) NÃO CULPAR OS OUTROS
As táticas de auto
justificação são tão antigas quanto o Jardim do Éden. Quando Deus confrontou
Adão e Eva devido ao pecado que
cometeram, Adão culpou Eva e Deus. Ele disse: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi”
(Gênesis 3:12). Eva culpou a serpente, dizendo: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gênesis 3:13).
Jó procurou alguém em
quem pôr a culpa pelas suas aflições. Ele não acreditava que fosse ele o
responsável. Ele não poderia pensar em ninguém mais a quem atribuir suas
aflições, por isso ele questionou a Deus. Caçar um bode expiatório não resolve
os nossos problemas. Enquanto Satanás puder nos manter à procura do
responsável, ele poderá nos impedir de resolver nossos problemas.
CONCLUSÃO: Uma mulher observava
uma borboleta tentando sair de seu casulo no peitoril de sua janela. Durante
dias a borboleta ficou lutando para passar por um pequeno orifício na
extremidade do casulo. Primeiro saiu a cabeça, depois a parte superior do corpo
e depois as asas. A mulher não gostou de ver a borboleta lutando e se
espremendo para passar a parte inferior do corpo por aquele pequeno orifício.
Então, ela concluiu que a borboleta
precisava de ajuda, e abriu o buraco até a borboleta sair dali com facilidade.
Para sua surpresa, a parte inferior do corpo ficou tão inchada, que o pobre
inseto não conseguiu voar. A borboleta morreu ali mesmo, no peitoril da janela.
A mulher não sabia que estava privando a borboleta de uma luta que ela
precisava enfrentar para sobreviver. Essa luta teria reduzido o tamanho da parte inferior do seu corpo e
teria fortalecido suas asas. Rm 8:28 declara: “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a
Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.
Superstição - um engano
SUPERSTIÇÃO - UM ENGANO
DIANTE DA FÉ
Jeremias 10:1-16
Introdução: Vivemos em um mundo cheio de
superstições. Não são poucas as crenças e praticas que confirmam esta
realidade. As pessoas para tentarem ser felizes ou serem prosperas apelam para
vários amuletos como: pé de coelho, figa,
fita do Sr. Bonfim, trevo quatro folhas etc. ouros veneram os seus ídolos como se pudessem fazer
algo em seu favor: santinhos e santinhas,
gnomos, duendes, anjo da guarda, tomam parte ativa na vida das pessoas. Outros
procuram pisar com o pé direito para não dar azar, não passar debaixo de uma
escada, evitar cruzar com gato preto numa sexta feira 13, colocar vassoura (de
cabeça para baixo atrás da porta para espantar visitas), só usar cores que
atraem influencia positiva. Outros consultam os adivinhos, astrólogos,
enganadores que através de cartas, búzios, astros e sessões fazem as suas
previsões e conseguem enganar muita gente.
É preciso salientar que há diferenças substanciais e
inconfundíveis entre Fé e Superstição.
I - A VERDADEIRA FÉ NÃO DEPENDE DE NENHUM ARTIFÍCIO, Sl 115:4-7
As pessoas supersticiosas sempre dependerão de
artifícios. É necessário verificar que as pessoas mudam constantemente de
opinião quanto aos objetos de suas superstições. Com o passar dos tempos
mudam-se os hábitos e praticas; e alguns amuletos e objetos “sagrados” são substituídos pôr outros. A superstição segue modismo, interesse
comercial, exploração financeira, etc. Por exemplo: atualmente por causa da
Nova Era, as ênfases recaem sobre gnomos, duendes, cristais, astros, anjos,
etc.
Como modismo muitos substituem os “santos” de sua devoção pelos novos “deuses”
e o pior é que muita gente diz
que isto é fé, esquecendo-se de que diferentemente da verdadeira fé, os
supersticiosos demonstram insegurança, temor, preocupação.
Neste aspecto é importante perguntar: “O que é fé?” A resposta a esta pergunta é fundamental para
compreender as diferenças existentes entre fé e superstição. Hebreus 11:1
afirma: “A Fé é a certeza das cousas que se esperam, a convicção dos fatos que
não se vêem”. Fé é certeza, não crendice.
Fé é convicção, não artifícios.
Não há possibilidades de se representar a fé pôr
intermédio de quaisquer idealizações ou símbolos produzidos pela fértil
imaginação humana.
II - A VERDADEIRA FÉ NÃO PERMITE PRATICAS IDÓLATRAS, Mt 4:10
Os amuletos e artifícios, estragam, enferrujam, se
perdem ou apodrecem com o passar do tempo. Uma fé baseada em superstições ou
representações falsas, mesmo em objetos considerados “sagrados”, produzidos
pela imaginação humana, se constitui em pratica idolatra totalmente contraria a
vontade de Deus.
A verdadeira fé desafia a pessoa a buscar o
verdadeiro Deus e não objetos que estimulam a idolatria, que é condenado pelo
mandamento bíblico: “Não terás outros
deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma...”
(Êx 20:3-4).
Nas Escrituras Sagradas, a interessante narrativa da
construção do bezerro de ouro em pleno deserto, quando o povo impaciente
transforma os seus adereços em um “deus”,
que passa a ocupar o lugar do
verdadeiro Deus (Êxodo 32) é um exemplo concreto da crendice do povo, que
assimilou a idolatria do Egito. A justiça de Deus pune os idolatras com a
aplicação da pena de morte, preservando lições inesquecíveis e necessárias para
o povo de Deus em todas as épocas. É importante lembrar que nada pode ser
adorado ou venerado no lugar do Senhor.
A verdadeira fé ultrapassa os limites do tempo. A
verdadeira fé enxerga não só aqui e agora, mas também a eternidade. Os
supersticiosos possuem uma visão curta bastante limitada, pois se encontram
preocupados apenas com o presente, esquecendo-se que a vida continua mesmo
depois da morte e é indispensável garanti-la através de Jesus, único Senhor e
Salvador.
III - A VERDADEIRA FÉ NÃO SE ENFRAQUECE DIANTE DAS ADVERSIDADES, Fl
4:13
As superstições demonstram fraqueza, medo e
insegurança, ou seja, de falta de fé Quando alguém se firma em alguma
das muitas crendices dos nossos dias está dizendo que não possui a verdadeira
fé, que necessita ver para crer. A ordem é crer para ver.
Quem confia em objetos, astros ou fenômenos
naturais, demonstram total ignorância à Palavra de Deus. O texto de Jeremias 10
mostra o contraste existente entre “fé
e idolatria”,
alistando as atitudes das pessoas que praticam religião, mas de forma contraria
à vontade de Deus. Passam-se os séculos e os supersticiosos continuam com as
mesmas fraquezas.
Enquanto não conhecem o caminho verdadeiro, as
pessoas tentarão compensar as suas carências religiosas em outras praticas,
dentre elas crendices e superstições. No entanto, “Quem confia no Senhor, aprende também a descansar nEle” (Sl 37:3-7).
A verdadeira fé não se mistura com superstições. As
manifestações religiosas tem crescido, mas por outro lado, o que se percebe é o
esfriamento da fé. Daí a importância da pergunta de Jesus: “Quando vier o Filho do Homem, achará porventura fé na
terra” (Lc
18:8). Os cristãos verdadeiros cultivam a fé, longe das crendices e
superstições.
CONCLUSÃO: A verdadeira fé ultrapassa os
limites do tempo, pois além de suportar as situações mais adversas, garante a
eternidade. A verdadeira fé enxerga não apenas o “aqui agora”, mas também o
“além e a eternidade”, 1 Jo 5:4-5.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Por que a pessoa precisa nascer de novo?
Texto: Romanos
3.9-20
Introdução: Deus formou o homem e mantinha comunhão constante com
ele até que houve a desobediência à Sua Palavra, a partir daí o homem passou a
se esconder de Deus. Toda desobediência traz suas consequências. Deus também
afirmou que essa desobediência resultaria em morte. Para que haja vida
abundante novamente Jesus falou sobre um novo nascimento.
Transição: O texto básico mostra o quadro de todo homem sem Deus,
isto é em seu estado natural. Esse texto vai relatar a situação resultante de
uma vida pecaminosa. De acordo com o texto somente um ato sobrenatural pode
mudar a situação. Jesus falou que aquele que nasce da carne é carne.
Religiosidade não é uma resposta satisfatória a Deus. É preciso uma ação
sobrenatural do Espírito Santo.
Tema: Por que uma
pessoa precisa nascer de novo?
I - Porque a consciência humana é corrompida, vs. 10-11
Paulo descreve o câncer do pecado que tem
afetado e corrompido a raça humana:
“Não
há um justo, nenhum sequer” (v.10). Veja também Sl 14.1-3.
“Não
há quem entenda” (v. 11a).
“Não
há ninguém que busque a Deus” (v. 11b). Veja Sl 53.1.
II - Porque o caráter humano é corrompido, v. 12
Paulo mostra o estado miserável que a raça
humana se encontra:
“todos
se extraviaram” (v. 12a) – afastaram-se do caminho certo.
“Juntamente
se fizeram inúteis” (v. 12b) – perderam-se do caminho.
“Não
há quem faça o bem, não há nem um só” (v. 12c) – desviaram-se do bom
caminho.
III - Porque as conversações humanas são corrompidas, vs. 13-14
“A
sua boca é um sepulcro aberto” (v. 13a). Veja ainda Sl 140.1-3.
“tratam
enganosamente” (v. 13b). Veja Sl 5.9.
“peçonha
de áspide (secreção venenosa) está
debaixo dos seus lábios” (v. 13c).
“boca
cheia de maldição” (v. 14). Veja Sl 10.7.
“boca
cheia de amargura” (v. 14).
IV - Porque a conduta humana é corrompida, vs. 15-18
“pés
ligeiro para derramar sangue inocente” (v. 15). Veja Is 59.7-8.
“em
seus caminhos há destruição e miséria” (v. 16).
“não
conhecem o caminho da paz” (v. 17).
“não há
temor de Deus diante dos seus olhos” (v. 18).
Conclusão: Paulo
declarou que, tanto judeus como gentios pecaram contra Deus, v.9b. Desta forma
tanto judeus como gentios são culpados perante Deus, vs. 19-20. Isso só pode ser resolvido através do nascimento produzido pelo Espírito Santo, mediante aplicação da Palavra de Deus.
Joelho dobrado - vitória garantida
A importância de dobrar os joelhos
Dn 6.10 Quando Daniel soube que o edital estava
assinado, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as
janelas que davam para o lado de Jerusalém; e três vezes no dia se punha de
joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava
fazer.
Deus criou o ser humano ereto, mas ele precisa
aprender a se curvar, sobretudo, diante do Criador e diante de seu semelhante.
Ele não tem facilidade para fazer isso. Em vez disso,
ele é naturalmente resistente a qualquer curvatura.
Uma das acusações feitas por Deus a Israel era a de
que "os tendões de seu pescoço eram de ferro, a sua testa era de
bronze"
- Is 48.4 Porque eu sabia que és obstinado, que a tua
cerviz é um nervo de ferro, e a tua testa de bronze.
- Êx 32.9 Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho
observado este povo, e eis que é povo de dura cerviz.
Essa criatura incurvável não se dobra, não se ajoelha,
não coloca o rosto no mesmo lugar onde estão os seus pés. Ela é dura, teimosa,
orgulhosa e obstinada.
O ser humano precisa descobrir a beleza dos joelhos.
Eles substituem os pés na prática da oração.
Quando dobrados, os joelhos diminuem a altura do que
ora e aumenta a altura daquele a quem se ora. É uma reverência aceita por Deus
que pode facilitar a oração e a comunhão com ele, desde que o espírito também
esteja dobrado.
Pessoas extremamente necessitadas aproximavam-se de
Jesus e punham-se de joelhos diante dele para suplicar a graça desejada:
1.
É o caso do leproso que
pediu ao Senhor: "Se quiseres, podes purificar-me" (Mc 1.40);
2.
do pai do garoto
epilético que suplicou: "Senhor, tem misericórdia do meu filho [pois] ele
tem ataques e está sofrendo muito" (Mt 17.14-15);
3.
e também do jovem rico
que se ajoelhou em plena rua e perguntou: "Bom Mestre, que farei para
herdar a vida eterna?" (Mc 10.17).
Precisamos voltar aos joelhos. Para orar, vários
personagens da Bíblia punham-se de joelhos.
4.
Na dedicação do templo
de Jerusalém, "Salomão ficou em pé na plataforma e depois ajoelhou-se
diante de toda a assembléia de Israel, levantou as mãos para o céu e orou"
(2Cr 6.13).
5.
O escriba Esdras nos
conta que "na hora do sacrifício da tarde, eu saí do meu abatimento, com a
túnica e o manto rasgados, e caí de joelhos com as mãos estendidas para o
Senhor, o meu Deus, e orei" (Ed 9.5).
6.
No caso do profeta
Daniel, lê-se que a mão de alguém o colocou sobre as suas próprias mãos e
joelhos, indicando uma curvatura maior (Dn 10.10 E eis que uma mão me tocou, e
fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas
das minhas mãos).
7.
Pouco antes de morrer
apedrejado, Estêvão caiu de joelhos e bradou: "Senhor não os considere
culpados deste pecado" (At 7.60).
8.
Em Mileto, Paulo mandou
chamar os presbíteros da igreja de Éfeso e, depois de os entregar a Deus,
"ajoelhou-se com todos eles e orou" (At 20.36).
9.
Cena ainda mais bela
aconteceu pouco depois, na cidade de Tiro, a caminho de Jerusalém. Os cristãos
da cidade, suas esposas e seus filhos acompanharam Paulo até a praia e todos se
ajoelharam para orar, antes de o apóstolo embarcar no navio (At 21.5 Depois de
passarmos ali aqueles dias, saímos e seguimos a nossa viagem, acompanhando-nos
todos, com suas mulheres e filhos, até fora da cidade; e, postos de joelhos na
praia, oramos).
10.
Na Epístola escrita aos
efésios, o mesmo Paulo revela: "Por essa razão, ajoelho-me diante do
Pai" e oro para que "ele os fortaleça com poder, por meio do seu
Espírito" (Ef 3.14-16).
11.
Passagem curiosa é
quando Elias "subiu o alto do Carmelo, dobrou-se até o chão e pôs o rosto
entre os joelhos". Com a cabeça, o peito e o ventre totalmente dobrados em
cima dos joelhos, o profeta pediu chuva e ela veio (lRs 18.42; Tg 5.18).
12.
Na agonia do Getsêmani,
Jesus "se afastou [dos discípulos] a uma pequena distância [de mais ou
menos trinta metros], ajoelhou-se e começou a orar" (Lc 22.41). Na versão
de Mateus, o Senhor "prostrou-se com o rosto em terra e orou" (Mt
26.39).
No que diz respeito à arte da oração e da adoração, os
joelhos estão ociosos. Eles foram feitos também para se dobrarem diante do
Todo-poderoso. Daí o convite: "Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos
diante do Senhor, o nosso Criador" (SI 95.6).
Precisamos aprender a fazer isso para que, na
plenitude da salvação, "ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus,
na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o
Senhor, para a glória de Deus Pai" (Fp 2.10-11).
quarta-feira, 2 de julho de 2008
LIVRE-SE DOS FARDOS DESNECESSÁRIOS – Parte 2
Hb 12:1-2
1. Livre-se dos Fardos e Obstáculos Auto-impostos
Deus criou cada um de nós para levar tipos e tamanhos específicos de "cargas" na vida. Em todos os casos, ele pretende que carreguemos na vida algo além do que simplesmente "nossa carga". É a isto que João se referia quando escreveu: "Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos" (1 Jo 3.16). Esta é uma das formas mais importantes pelas quais podemos demonstrar que somos criados à sua imagem e semelhança, e que somos cheios de sua presença.
O problema é que, se nos sobrecarregamos com limitações, problemas pessoais e dilemas financeiros auto-impostos, conseqüentemente Deus nada pode acrescentar à nossa carga. Para ser sincero, o Reino de Deus sofre quando somos tão egoístas que não conseguimos tomar Sua Cruz e agir como Ele age. Ele diz: Não posso pôr meu fardo sobre vocês; irá esmagá-los. “Retirarei o ‘encargo do Senhor de vocês.” A única forma pela qual podemos receber seu encargo e realizar seu propósito é O "encargo" do Senhor pode ser uma atribuição divina a ser imposta por nós, um peso espiritual que devemos carregar em nossas vidas descobrindo e ativando o poder que há em livrar-se do peso.
Há coisas na vida que você deve simplesmente optar por esquecer. É mais fácil lidar com um homem que tem uma memória fraca do que com um homem que não esquece as coisas com facilidade. Você já se deparou com pessoas que não conseguem esquecer ofensas que sofreram há décadas? Elas muitas vezes não cedem porque permitiram que a amargura decorrente de alguma ofensa verdadeira ou imaginada encobrisse e corrompesse 20 ou 30 anos de sua vida!
O problema é que elas perderam a capacidade de esquecer. Essas pessoas estão tão emaranhadas e envolvidas em suas mágoas que nunca permitem que Deus cure a ferida. Isto é o que o autor de Hebreus chamou de peso ou pecado "que nos envolve".
2. Livrar-se do peso é Tarefa Sua, e Não de Deus!
Muitas vezes, alguém diz: "Tenho pedido a Deus que remova este peso, mas Ele não remove." Você poderia dizer-lhe a verdade: "Não, Deus disse que é você quem deveria fazê-lo. A Bíblia diz: 'Livremos-nos de tudo o que nos atrapalha' (Hb 12.1). A tarefa é sua, e não de Deus.”
Seja consumado (Daniel trouxe consigo o encargo de sua nação em seu coração e orou até que ouviu uma palavra de Deus), ou simplesmente uma provação ou teste pelo qual devemos passar para preparar-nos para outro dia. No entanto, não se surpreenda se esta for a resposta: "Eu tentei, mas não consigo...”
Deus não nos diria para livrarmos-nos de algo se não fôssemos totalmente capazes de fazê-lo. Não é que não podemos; É que não queremos. Estabelecemos hábitos e impomos coisas a nós mesmos que nada têm a ver com o evangelho.
Prioridades equilibradas são essenciais. Algumas pessoas têm a tendência de consumir-se na obra de Deus ao mesmo tempo em que, na verdade, negligenciam seu relacionamento com Ele. Ficamos tão ocupados em fazer as coisas de Deus que sacrificamos nossa caminhada com Ele. Ninguém estava mais disposto a fazer a vontade de Deus do que seu Filho Jesus. Contudo, por mais que o inundo inteiro estivesse perdido em trevas, a Bíblia nos diz que Jesus "separou-se para descansar" ou afastou-se das multidões para ficar sozinho por um tempo. Precisamos seguir seu exemplo, principalmente quando um problema ou uma situação ameaça consumir nossa vida.
É digno de nota que a primeira decisão administrativa da liderança da igreja no Novo Testamento tenha sido a de que os apóstolos, ou aqueles que faziam parte do ministério de "apascentar e liderar", precisaria dedicar-se à oração e à Palavra. Eles designaram outras pessoas para prover às necessidades diárias das viúvas. Delegaram a tarefa, a fim de que ela não se tornasse um peso que os impedisse de propagar a mensagem do evangelho ao mundo.
Podemos ter certeza de que a pressão surgirá, por vezes, mas sempre nos depararemos com a mesma opção: pressão ou prioridades? Você jamais chegará a uma dimensão do poder de Deus enquanto não aprender como estabelecer prioridades e livrar-se do peso. Muitas coisas na vida surgirão para impedi-lo de atingir seu objetivo ou diminuir o ritmo de sua caminhada. Todavia, o termômetro de Deus permanece fixo; os rótulos em Suas garrafas não mudam de acordo com as circunstâncias. Ele é "o mesmo, ontem, hoje e para sempre" (Hb 13.8). Sua prescrição para a saúde em tempos bons e difíceis não mudou: "Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens" (1 Tm 2.1).
O pretexto mais comum que ouvimos é este: "Não tenho tempo." Contudo, foi dado a todos nós o mesmo número de horas todos os dias. Cada um de nós tem 1.440 minutos para "gastar" todos os dias. É nossa a decisão de como usar os 86.400 segundos por dia, e o modo como administramos esse tempo faz toda a diferença. Algumas coisas devem ser deixadas para mais tarde, e devemos livrar-nos completamente de outras.
3. Troque Suas Cargas por Poder para Correr a Corrida.
Existem cargas em sua vida - coisas que você impôs a si mesmo - que não fazem parte do encargo do Senhor? Deus quer que você as deixe de lado em troca de poder para correr a corrida! Cargas desnecessárias cansarão sua mente e irá torná-lo um zumbi no mundo espiritual. A Palavra de Deus diz que você pode resolver essa situação, livrando-se do peso ou despojando-se dele. Se for um pecado, arrependa-se dele. Se for uma carga ou ansiedade que você impôs a si mesmo, deixe-a de lado. Você está sobrecarregado com as expectativas irrealistas de outros? Livre-se delas antes de tornar-se um escravo no "Reino Dessas Pessoas". O ponto principal é que "o governo está sobre os seus ombros [de Jesus]", e não sobre os ombros daqueles que o criticam ou dos que pretensamente o levam à escravidão. Agrade a Deus antes de agradar ao homem.
Já percebeu que sempre que você se propõe a fazer algo para o Senhor parece que o inimigo desenha um alvo no escudo que você leva? É fácil ficar sobrecarregado quando isto acontece, pois, se o inimigo não consegue chegar até você de alguma maneira, ele sempre tenta fazê-lo de outra forma. Se você se sente cansado e como quem teve um curto-circuito, como uma bateria que se esgotou, então experimente o poder que vem quando você se livra do peso! Defina suas prioridades e permita que Deus determine qual será sua carga.
Por mais trivial que possa parecer, se você está tão sobrecarregado e oprimido com coisas que não são de Deus a ponto de quase "não poder se mover", então será um perdedor. Use a cabeça. Descubra o poder de livrar-se do peso e entregue suas cargas ao Senhor. Assim, podemos aceitar o "encargo do Senhor" e dividir o jugo com Jesus. Ele faz com que a carga seja fácil de ser carregada. E quando ela é compartilhada com Jesus, os perdedores se tornam vencedores todas as vezes4! Grande parte do "peso" excessivo que colocamos sobre nossa alma é proveniente de pensamentos incorretos. Este é um dos baluartes do inimigo, e o pensamento negativo é seu subproduto. Ele quer que você fique sobrecarregado com coisas que não pode mudar. Esta é a razão pela qual a Bíblia instrui-nos a levar "cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo" (2 Co 10.5b).
Livre-se do Impossível e Experimente o Sobrenatural.
É difícil livrar-se de um problema e olhar para Deus quando você acredita que não tem nenhum poder para mudar o problema. Deixe que Deus fique com seu problema de qualquer forma. Este é o único meio pelo qual você pode descobrir o poder de livrar-se do peso. Você não vive sua vida até que se livre de um problema impossível e se veja, irrevogavelmente, engajado num empreendimento do Reino que parece muito mais impossível então, você o vê desvendado diante de seus olhos. No momento em que você emergir desta aventura de Deus, seu "problema" não parecerá tão grande quando comparado ao seu Deus sobrenatural.
Muitos santos "modernos" estão descobrindo que a "opressão da urgência" pode facilmente ocupar o lugar das coisas realmente importantes da vida. Tudo parece ser "urgente" no novo milênio. Você corre para atender um telefonema urgente, bate recordes para dar respostas urgentes. Independente do que é dito ao telefone ou do que apareça em sua mesa em forma de memorando, trata-se de algo "URGENTE".
Se Deus tem um inimigo na típica igreja local de nossos dias, esse inimigo, de fato, não é o diabo. É o inimigo que se resume em uma única palavra: "pressa". Independente do corre-corre santo, fortalecido pelo alto, no qual você vive, a Bíblia ainda diz: "Aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças" (Isaias 40.31). Esta é outra fonte secreta de poder. Deus apenas promete renovar os que esperam as pessoas que aprenderam a deixar de lado o peso e livrar-se de outras coisas para que possam esperar nele. Aprenda a esperar em Deus até que Ele ouça sua oração e responda.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
LIVRE-SE DOS FARDOS DESNECESSÁRIOS - PARTE 1
Hb 12.1-2
1. Livre-se do Peso da Vida e das Exigências Opressoras de Outras Pessoas
Você já assistiu a uma corrida de cavalos? Reparou no tamanho dos jóqueis? Os proprietários fazem todo o esforço para reduzir o peso do seu cavalo de corridas a um determinado padrão. Estritamente ligado a isso está a sua busca, evidentemente, por jóqueis leves e de bai¬xa estatura. O efeito deste "livrar-se do peso" é tão gran¬de que, se um jóquei for muito leve, logo os oficiais da corrida consideram-no uma vantagem injusta! Eles pro¬videnciam uma algibeira especial cheia de pesos para colocar na sela do ginete a fim de "equilibrar" a corrida.
O escritor aos Hebreus, exorta-nos da seguin¬te forma: "Livremos-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseve¬rança a corrida que nos é proposta" (Hb 12.1).
Será que alguns de nós estamos tentando correr nossa corrida em Cristo ao mesmo tempo em que levamos conosco malas abarrotadas. Pior ainda, será que alguns de nós estamos titubeando ao longo do percurso com uma pilha de bagagens tão alta e de¬sequilibrada que nem mesmo conseguimos ver para onde estamos indo? Satanás faz tudo que está ao seu alcance para sobre¬carregar-nos com a bagagem do mundo e das complica¬das inquietações da vida. Deus, por outro lado, deseja que nos livremos, em primeiro lugar, de tudo aquilo que jamais nos concedeu. Ele promete ajudar-nos a levar nosso fardo, mas só se este fardo for dEle:
Venham a mim, todos os que estão cansados e so¬brecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem so¬bre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11.28-30).
Deus nos promete que não permitirá que sejamos sobrecarregados além daquilo que podemos suportar, 1Co 10.13. A vida está repleta de contradições e complexidades, mas normalmente, existem dois tipos de "peso" que vêm ao encontro de nossos ombros: o peso que nos sobrevém por meio da vida, das circunstâncias e de outras pesso¬as, e o peso que acumulamos sobre nós mesmos.
2. Não se Concentre nas Coisas que Você Não Pode Mudar.
Sempre haverá pessoas ou coisas (como políticas empresariais, regulamentos governamentais, decisões de um tribunal ou decretos injustos de zoneamento) que serão diretamente contrárias à sua caminhada com Cristo. É provável que você não consiga mudar muitas dessas fontes de oposição sem a intervenção de Deus. Se você se concentrar nelas, deixará de se concentrar no Senhor. Inevitavelmente, ficará cansado e fraco.
Qual é a solução? Pense em Deus. Concentre sua mente nele. Em vez de pensar nas coisas e pessoas que estão contra você, mantenha sua mente em Jesus Cristo e nas coisas de Deus. Se permanecer "remoendo" as coi¬sas que não pode mudar de pronto, certamente acabará tendo um problema de acidez (física e espiritual).
Seu Senhor sabe tudo sobre oposição. Ele a supor¬tou pessoalmente. O escritor aos Hebreus seguiu suas afirma¬ções com relação à "livrarmo-nos de tudo que nos atra¬palha" com uma poderosa correção de perspectiva:
Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem. Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue (Hb 12.3-4).
Você consegue imaginar algo mais paradoxal do que o fato de que o Cordeiro imaculado de Deus levaria so¬bre si todos os pecados do mundo só para salvar a raça humana e que, então, teria esses mesmos seres huma¬nos conspirando juntos para matá-lo, que teria os líde¬res do povo judeu se articulando com os líderes do mun¬do gentio para chamá-lo de criminoso e assassiná-lo por meio da execução em uma cruz? Ora, isto é uma contra¬dição! Contudo, Jesus Cristo a suportou por nós. Coloque Cristo à sua frente e agüente firme. Cristo quer que nos lembremos dele quando estivermos diante das contradições e desafios da vida. Esta é a forma de agüentar firme e não ficar esmorecidos ou com medo. A Bíblia diz que, ao suportar a cruz, Jesus o fez "pela alegria que lhe fora proposta" (Hb 12.2b). A alegria de Cristo foi, pelo menos, em dobro: a alegria de agradar seu Pai e a alegria de ver mi¬lhões de pessoas perdidas vindo para o Reino de Deus.
A frustração com coisas que você não compreende pode rapidamente oprimi-lo. Servimos a um Deus que faz coisas virem à tona com uma única palavra de co¬mando. Ele não está obrigado a dar explicações para as infindáveis perguntas que lhe fazemos. Se a resposta não estiver em sua Palavra, e se Deus não responde a uma pergunta por meio de seu Espírito, resta-nos um "por que" sem resposta. Davi pergunta "por que" pelo inúmeras vezes no livro de Salmos, e Deus o chamou de "ho¬mem segundo o meu coração; ele fará tudo o que for da minha vontade" (At 13.22b). Anime-se: você não é o primeiro a ter a mente cheia de indagações. O maior espaço no seu cérebro deve estar reservado para as "Coi¬sas que Não Entendo".
Às vezes, você tem de "livrar-se" de algum peso an¬tes de assumir outro. A vida fica difícil quando valoriza¬mos muito certas coisas que não podemos mudar. A pri¬meira coisa a fazer é ter certeza de que não estamos carregando o peso de algum pecado em nossa vida.
O sangue redentor de Jesus Cristo purifica-nos de todo pecado. Ainda que estejamos dispostos a livrarnos de todo peso, às vezes deixamos de compreender o po¬der de Deus para esquecê-lo. Em outras palavras, carre¬gamos os efeitos do pecado conosco quando, tecnica¬mente, esses não são mais nossos para que os carre¬guemos. Depois que os lançamos no "mar do esqueci¬mento", eles continuam tão reais em nossa vida quanto permitimos que sejam. Devemos aceitar o total perdão de Deus e livrar-nos de nossos pecados e fracassos de uma vez por todas.
Se o inimigo não pode envolvê-lo de um modo evi¬dente ou ilegítimo, tentando-o a cometer algum pecado de comissão, então ele tentará envolvê-lo de um modo "legítimo" por pecados de omissão. De qualquer modo, nossos pecados são tratados por meio do arrependimen¬to. Alguém certa vez gabou-se, dizendo: "Não preciso me arrepender!" Minha resposta foi a seguinte: "Você precisa se arrepender por ter esse sentimento de que não precisa arrepender-se”!
3. Livre-se de Tudo Aquilo que o Oprime.
Todos precisam de arrependimento. Ele é o dis¬positivo bíblico para que nos possamos "livrar de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve". Você "alcança seu verdadeiro eu" livrando-se das fachadas e colocando de lado os pesos. De acordo com diferentes traduções, lemos Hebreus 12.1 da seguinte forma "Despojando-se de todo embaraço" ou "Deixemos de lado todo embaraço". Na tradução de Williams, ela é um pouco mais forte: "Lancemos fora todo impedimen¬to". A tradução do século 20 diz: "Deixemos de lado tudo o que nos atrapalha", enquanto a tradução de John Knox diz: "Livremos-nos de tudo o que nos oprime". Algumas coisas na vida podem não detê-lo, mas irão reduzir seu ritmo. O inimigo sempre aceitará a segunda alternativa como sendo a melhor. Se ele não pode impedi-lo de servir a Cristo, então reduzir seu ritmo é a segunda melhor opção. Se conseguir oprimi-lo o suficiente para fazê-lo abandonar sua corrida, já conseguiu, pelo me¬nos, uma vitória parcial.
Vivemos em uma era de alta tecnologia, de ritmo rápido. Um século atrás, se você perdesse a carruagem, teria outra no mês seguinte. Hoje, se per¬demos um avião ou uma chamada telefônica, tememos que isto nos cause grandes problemas por várias sema¬nas. Nossos próprios horários e agendas podem se trans¬formar nos maiores empecilhos de nossa vida.
“Se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).
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