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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma visão cristocêntrica

Discipulado eficaz

O discipulado não é uma visão da qual algum homem possa se vangloriar de ser o inventor. Trata-se da visão dada aos apóstolos pelo próprio Jesus, Mt 28:19. Como grande exemplo, Jesus passou a maior parte de seu ministério com doze homens, treinando-os para darem prosseguimento à implantação do Reino de Deus no coração das pessoas. Nunca abandonou as pessoas, mas aplicava-se especialmente a um grupo onde era intensa a preparação, tanto o lado espiritual como o caráter. Não se iludia com a multidão, mas focava na base que daria sustentação ao projeto de Deus, a implantação de uma igreja cujas portas do inferno jamais poderiam prevalecer contra ela.
Para termos um ministério de resultados positivos precisamos abrir mão dos paradigmas que nos levam a ficar dando voltas pelo deserto do sonho e partirmos para uma realidade que leva a um crescimento cujos fundamentos sejam sólidos.
Para uma igreja ser grande não basta atrair muitas pessoas é preciso que haja líderes em número e qualidade suficientes para manter e sustentar. Líderes sadios = crescimento sadio = igreja sadia.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Maior arma de Satanás - desânimo

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalhos e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.

O desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder: 

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso 

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25). 

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33). 

a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo! 

b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites. 

c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso. 

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador. 

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo. 

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 3

A VULNERABILIDADE DO POVO– Ec 7:14

1 – O tempo de bajulação

Na tradução da Bíblia mais usada entre os evangélicos brasileiros, a Almeida Revista e Corrigida, não existem as palavras adulador ou bajulador, e sim lisonjeador. Lisonjear é dirigir elogios interesseiros a alguém. O Dicionário Houaiss define lisonjear como “enaltecer com exagero, visando à obtenção de favores, privilégios”. Quase todo ser humano é vulnerável ao elogio e poucos sabem se defender dos bajuladores. Todos nós estamos muito mais prontos para ouvir uma palavra de elogio, mesmo sendo mentirosa, do que cem palavras de exortação. O rei Henrique IV, da França, resumiu essa nossa vulnerabilidade ao dizer: “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”.
O livro de Provérbios avisa que “o homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29.5), e que “a língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína” (Pv 26.28). Adular é a forma portuguesa do vocábulo latino aduláre, e significa etimologicamente “o movimento que o cão faz com a calda ao se aproximar do dono” (Dicionário Houaiss).
Alguém afirmou que “a bajulação tem virado mais cabeças do que o mau hálito”.

2 - O tempo de rejeição

Quando sentimos o "frio" de uma rejeição - pensamos “será que alguém ainda nos ama?” ou “Será que seremos amados novamente”. Tentando encontrar algum sentido no meio da nossa dor, podemos responder à rejeição de maneiras destrutivas: Achar que a culpa é nossa - "O que será que eu tenho de errado que faz com que as pessoas se afastem de mim? Será que causo tanta repulsa a ponto de ninguém conseguir me amar?" Jogar a culpa nos outros - Assim, os vemos como seres malévolos responsáveis pelo fracasso do relacionamento. Achamos que culpa é só deles e que ninguém presta ou merece confiança. Culpar Deus pela nossa dor - Pensamos que se Ele está no controle de nossas vidas e nos ama, então, Ele deveria nos proteger de experiências como estas. Nenhuma destas maneiras destrutivas de enfrentar a rejeição são respostas verdadeiras. O que realmente precisamos é nos achegar a Deus, que "está perto dos que sofrem e salva os de espírito abatido". Ele fará sobressair a tua justiça como o meio dia. Ainda pode haver muitos que te reconhecem, alegre-se com e por esses. O sofrimento é importante porque nos faz pedir a ajuda de Deus, e nos abre para a cura que ele quer promover em nossas vidas. Pode não parecer assim no início, mas a cura começa quando enfrentamos e aceitamos a tristeza e a decepção.
O processo de crescimento é difícil. Respostas destrutivas à dor da rejeição podem nos tirar a alegria, a paz e o amor, mas se, ao contrário, respondermos de maneira saudável, sofrendo e pedindo a ajuda de Deus, teremos nosso caráter fortalecido, nossa fé aprofundada e permitiremos que Deus mude e cure nossos corações.

3 – O tempo de perseguição

A partir do momento em que coloca a cruz na mira dos seus olhos, a marcha de Jesus só tem um rumo: para a frente. Se formos bons aprendizes de Jesus, certamente seremos firmes em nossas posições, sem, no entanto, esquecermos a prudência. Aprenderemos também a não nos admirar com a perseguição, Mt 5:10.
O mundo tem apenas duas reações básicas ante a genuína pregação do Reino de Deus: arrependimento sincero ou perseguição declarada. Ninguém consegue manter-se indiferente diante do inequívoco anúncio do Reino de Deus e das claras explicitações de seus objetivos e implicações.

Conclusão: Paulo disse que se o seu propósito maior fosse agradar aos homens ele não seria servo de Cristo, Gl 1:10; 1 Ts 4:1.

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 2

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalham e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.
Desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder:

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25).

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33).
a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo!
b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites.
c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso.

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador.

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo.

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DE UM LÍDER - PARTE 1

Perigos Mortais na vida de um líder - Parte 1 

É uma experiência assustadora ver uma cascavel enrolada olhando para nós, pronta para dar o bote. Elas atacam como um raio, sendo rápidas e certeiras. Não precisamos de muita intuição para saber o que fazer com algo tão perigoso. No entanto, apesar de perigosa, essa cobra não tem a mínima intenção de enganar. Aliás, ela avisa, pois começa a chacoalhar o guizo e mostrar os dentes e a língua – você sabe com o que está lidando! Infelizmente, o mesmo não ocorre com muitos perigos que os líderes precisam enfrentar. A maioria desses perigos parecem inofensivos. Vamos estudar hoje sobre um deles: A avareza – Lc 12:13-21 

Este foi um dos pecados mais repudiados pelo apóstolo Paulo, 1 Ts 2:5[1]. O ganho pessoal não era um motivo que se escondia nas sombras de seu ministério. Se isso tivesse acontecido ele não teria sido usado como foi no ministério de semear igrejas prósperas. Observe bem qual era o teor de seu ensino aos Colossenses, Cl 3:1-2, 5[2]. Perceba que a avareza é idolatria. O apóstolo João nos adverte: “filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5:21). Por que a avareza é tão danosa aos líderes? 

1 – Faz com que os líderes percam a perspectiva do Reino celestial 

Sua vida começa a ficar focada nas coisas do mundo. Jesus afirmou: “o meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36). Se o líder estiver focado nas coisas do mundo, sua mente estará ocupada com coisas inúteis, passando a viver embaraçados no que é transitório e não no que é eterno. Jesus disse em seus ensinos que a avareza é uma das maiores loucuras humanas. O apóstolo Paulo advertiu a Timóteo quanto à sua responsabilidade ministerial: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6:7-11). Todos os líderes devem vigiar seriamente quanto ao materialismo, nunca permitindo que ele domine seus corações, 1 Jo 2:15-17[3]

2 – Faz com que Deus fique em segundo lugar 

Quando Deus não está em primeiro lugar na vida de uma pessoa, dentro de pouco tempo Ele não está em lugar algum. Jesus afirmou que devemos buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar, pois as demais coisas seriam acrescentadas, Mt 6:33. A avareza é um mal que procura crescer nos espaços vazios do coração. Deus disse ao seu povo: “não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3). A idolatria é amar algo ou alguém mais do que a Deus. Sempre que o povo de Deus quis se envolver com as coisas materiais e deixavam a obra de Deus em segundo plano eles se deram mal. No livro de Ageu o profeta é implacável ao expor a opinião falsa, mas predominante, de que a obra de Deus é de caráter secundário e deve esperar até que primeiro se resolvam os problemas econômicos. Demonstra que tais problemas constituem o juízo pelo descuido do primeiro. Quanto tanto os dirigentes como o povo respondem ao seu apelo, assegura-lhes que receberão a ajuda de Deus, anima-os em face de comparações odiosas, e lhes promete melhoria nas circunstâncias materiais agora que se cumpriram a vontade e a obra de Deus, Ag 1:5-11. 

Conclusão: Não há nada de errado em nos prepararmos para termos uma velhice tranqüila, porém, estar preparado para morrer é mais importante do que estar preparado para viver, pois a vida é breve e a morte é certa – Hebreus 9.27. 

Igreja Presbiteriana Renovada em São José, 14 de julho de 2008.
Pastor Wanderley da Silva

[1] Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. [2] Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; [3] Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A PRÁTICA DO ACONSELHAMENTO

TEXTO: I Ts 5:14

INTRODUÇÃO: O líder, sem levar em conta seu treinamento, não tem o privilégio de escolher entre aconselhar ou não aconselhar os seus liderados. Eles inevitavelmente lhes apresentarão os seus problemas, certos de que receberão orientação e cuidado. Então o que resta ao líder não é se ele vai aconselhar ou não, mas se vai fazê-lo de modo disciplinado e hábil ou de modo indisciplinado e inábil.
Não é fácil aconselhar de forma disciplinada e hábil. Mas se o líder desistir de fazê-lo por certo perderá seus liderados. Onde as pessoas deverão ir com seus problemas? Isso deve levar-nos a aperfeiçoarmos dia a dia a nossa instrução e retermos o que aprendermos para acumularmos experiências na área de ajudarmos as pessoas.

VENCENDO O PRECONCEITO
Jesus, nosso referencial passou muito tempo falando com as pessoas necessitadas, seja em grupos ou isoladas. Ele não tinha preconceito e nem se assustava com o que ouvia das pessoas: superou a barreira racial ajudando a mulher samaritana e depois uma cidade inteira de samaritanos; superou a barreira social, quando foi à casa de Zaqueu e o ajudou, quando tocou no leproso e o curou; superou a barreira religiosa quando curava as pessoas no sábado.

TER SENSIBILIDADE
Paulo era sensível às necessidades dos outros escreveu: “nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos” (Rm 15:1). Biblicamente ajudar as pessoas não é uma opção, mas uma obrigação cristã. Muitas vezes, o aconselhamento pode parecer uma perda de tempo, mas deve se constituir uma parte importante da nossa vida.
O aconselhamento deve ter como objetivos:
  • Estimular o desenvolvimento da personalidade das pessoas;
  • Ajudar as pessoas a enfrentarem os conflitos íntimos e as emoções prejudiciais;
  • Prover encorajamento para aqueles que tenham perdido algum ente querido ou sofrido decepções;
  • Assistir as pessoas cujo padrão de vida lhes cause frustração e infelicidade;
  • Levar as pessoas a terem uma relação pessoal com Jesus
PERSONALIDADE POSITIVA
Toda e qualquer técnica terapêutica só poderá ter efeito se o conselheiro tiver uma personalidade positiva e isto envolve cordialidade, sensibilidade, compreensão, cuidado e disposição de fazer tudo com amor. A fim de se tornar um conselheiro eficaz, o líder deve ser uma pessoa real e humana.
Jesus, o melhor exemplo que possuímos de “maravilhoso conselheiro” (Is 9:6), possuía personalidade, conhecimento e habilidade que o levou eficazmente a assistir as pessoas que precisavam de ajuda. Jesus era absolutamente honesto, profundamente compassivo, altamente sensível e espiritualmente maduro. Ele procurou ajudar as pessoas e interessado em ajudá-las, vivia convidando as pessoas a virem a Ele para que desfrutassem paz, esperança e segurança.

UM ENSINAMENTO AMPLO
De acordo com as Sagradas Escrituras, o cristão deve ensinar tudo o que Jesus ordenou. Isto quer dizer que devemos ensinar sobre as Doutrinas da Salvação (Soteriologia), da Igreja (Eclesiologia), da Bíblia (Bibliologia), do pecado (Hamartiologia), de Deus (Teologia), do Espírito Santo (Pneumatologia), dos Anjos (Angelologia), das coisas futuras (Escatologia), etc., mas também envolve ensinos sobre casamento, interação entre pais e filhos, obediência, relação de fraternidade entre as diferentes etnias e raças, liberdade tanto para homens quanto para mulheres. Igualmente envolve assuntos como: sexo, ansiedade, medo, solidão, dúvida, orgulho e desânimo. Ensinar tudo o que Jesus ordenou é, em suma, ajudar as pessoas a se entenderem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas.

UM ALIADO EFICIENTE
No centro de todo nosso ensino e conselho, precisa estar a pessoa do Espírito Santo. Ele é o supremo Consolador e Ajudador. Ele faz lembrar, convence as pessoas a respeito do pecado, da justiça e do juízo, guia a toda verdade, ajuda em nossas orações e dá autoridade ao conselheiro.
Ele ajudará os conselheiros nos momentos de oração, de meditação nas Sagradas Escrituras, nos momentos em que precisar Sabedoria e de uma palavra de revelação. Todo líder ou conselheiro cristãos precisa desejar ser usado pelo Espírito Santo. Paulo disse que “não devemos nos embriagar com vinho, mas encher-nos do Espírito” (Ef 5:18). O vinho faz com que a pessoa perca a razão e o juízo e isso é totalmente avesso a um conselheiro, que deve, sim, ser cheio do Espírito para que possa ser usado para tocar nas vidas, modificá-las e levá-las em direção à maturidade espiritual e emocional.

CONCLUSÃO: Precisamos ter os olhos e o coração abertos para podermos ajudar aqueles que estão em dificuldades, Lucas 10:30-37. Este assunto continua na próxima semana.