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sexta-feira, 20 de abril de 2012

NÃO OLHAR CERTO É IGUAL À CEGUEIRA



OLHA PARA CIMA, DEUS ESTÁ NO CONTROLE

            Viver é uma aventura, uma aventura perigosa. A estrada da vida está juncada de espinhos, armadilhas e minas prontas a explodirem. O inimigo nos espreita e busca uma ocasião oportuna para nos atacar. No caminho há perigos, ameaças, montes escarpados, ladeiras escorregadias, pinguelas estreitas, lagos profundos, vales escuros, desertos esbraseantes. As circunstâncias adversas, muitas vezes, conspiram contra nós; situações inesperadas nos deixam abalados; ventos contrários, surram com desmesurado rigor o barco da nossa vida. Somos surpreendidos por tempestades que atingem a nossa saúde, o nosso bolço, o nosso lar, a nossa paz. Somos feridos por setas pontiagudas que rasgam a nossa carne, fazem jorrar o nosso sangue e alagar o nosso leito com as nossas lágrimas. Somos, então,  amassados debaixo do rolo compressor da angústia, gememos, choramos, sentimos nossas forças sendo minadas, o sorriso apagar-se do nosso rosto, o brilho fugir dos nossos olhos. O cenário parece sombrio, não enxergamos uma luz no fim do túnel, não divisamos solução à vista. O que fazer nessas horas? Para onde correr? Onde devemos buscar socorro?
            Ser cristão não é ser poupado dos problemas. Cristianismo não é uma apólice de seguro contra os acidentes da viagem rumo à Canaã celestial. O sofrimento faz parte também da agenda do povo de Deus. Neste mundo sempre vamos ter aflições. Aqueles que andaram com Deus neste mundo não pisaram tapetes aveludados, mas cruzaram desertos inóspitos, entraram em cavernas escuras, atravessaram mares encapelados, desceram aos vales sombrios, foram jogados nas fornalhas ardentes, trancados nas prisões, empurrados para as arenas, lançados nas fogueiras. O próprio Filho de Deus, imaculado, impoluto e sem jaça, quando pisou nesta terra bebeu o cálice do sofrimento: foi perseguido, insultado, abandonado, negado, traído, esbofeteado, cuspido, pregado numa cruz. O nosso sofrimento não deve ser interpretado como ausência do amor de Deus por nós. Ele sofre conosco. Ele é compassivo. Nossa dor é a sua dor. Os nossos gemidos são os soluços de Deus. Não sofremos porque Deus está distante de nós ou nos castigando. Mesmo quando ele nos disciplina, sua motivação é o seu amor, seu propósito é a nossa santidade. O nosso sofrimento nunca é maior do que a consolação de Deus. Nosso vale nunca é tão profundo que a misericórdia de Deus não seja mais profunda. O bálsamo de Deus sempre é eficaz para curar todas as nossas feridas. A alegria de Deus é temperada com as nossas lágrimas e a paz que excede todo o entendimento jorra do trono de Deus ao nosso coração mesmo nas noites mais escuras do nosso sofrer.
            Mesmo quando sofremos, Deus está no controle das circunstâncias,  para consolar-nos, levantar-nos, fortalecer-nos e usar-nos como fontes de consolação. O nosso sofrimento é pedagógico: ele nos ensina a perseverar, ele nos proporciona experiência com Deus, ele abre dentro do nosso peito uma fonte de esperança no Deus vivo. O nosso sofrimento é leve e momentâneo se comparado com as glórias que nos estão reservadas no céu; ele produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda comparação. Por isso, se você está sofrendo, não fique deprimido nem desanimado, mas levante a cabeça e saiba que Deus está no controle. Na jornada da vida, por mais estreito que seja o caminho, ele o segura pela sua mão, o guia com o seu conselho eterno e depois o receberá na glória!

H.D.L.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Maior arma de Satanás - desânimo

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalhos e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.

O desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder: 

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso 

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25). 

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33). 

a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo! 

b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites. 

c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso. 

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador. 

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo. 

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cuidado - as aparências enganam!


O PERIGO DE ESOLHER PELA APARÊNCIA
Texto: Gn 13.1-13

Introdução: Diz o ditado: “nem tudo que reluz é ouro”. Abraão e Ló saíram juntos de Ur dos Caldeus. Depois, precisaram se separar devido ao tamanho de seus rebanhos. Abraão deu exemplo de maturidade e confiança nas promessas Deus ao deixar que Ló escolhesse a terra diante de si. Foi uma demonstração de renúncia, amor e desprendimento. Ló, no entanto, não soube usar critérios corretos.

1- Escolhendo pela aparência
Ä As campinas do Jordão eram atraentes (Gn 13.10).
Ä Os domínios do inimigo e o próprio pecado tem aspecto agradável aos olhos (Gn 3.6).
Ä O próprio demônio se transfigura em “anjo de luz” visando enganar as pessoas que gostam de escolher pela aparência,
Ä Deus alertou Samuel quando foi a casa de Jessé ungir um de seus filhos como rei: “NÃO OLHES PARA A APARÊNCIA”.

2- Inesperado - Sodoma estava dominada pelo pecado.
Ä Como um sepulcro caiado, aquela cidade estava cheia de imundícia. Ló não procurou saber disso antes de escolher. O rótulo não garante o conteúdo.
Ä Ló sofreu ataques terríveis por morar numa cidade promíscua, pois os mensageiros de Deus que lhes foram enviados causaram atração aos homossexuais que queriam se aproveitar deles. O desespero foi tanto que Ló lhes ofereceu suas filhas, mas eles não queriam suas filhas.
Ä Se não queres se decepcionar seja na vida sentimental, física ou espiritual, busque em Deus a direção certa para sua vida, Sl 37:5.

3- Conseqüência - Sodoma foi destruída (Gn 19; Is 1.10, 29).
Ä Em meio à tragédia da cidade, Ló perdeu seu gado, seus bens e sua esposa. Teve que fugir da cidade.
Ä Uma má escolha traz consigo sérias conseqüências: podemos perder a honra, o bom nome, a reputação, mas a maior perda pode ser a vida eterna.
Ä Jesus disse: “que adianta se ganharmos o mundo inteiro e perdermos a alma”. Há diante de nós uma decisão a ser tomada: queres o céu ou o inferno? O caminho para o céu é de aparência apertada, de renúncia e compromisso; o caminho para o inferno é largo, espaçoso, não exige renúncia, nem compromisso. Qual vais querer?

Conclusão: Nossas escolhas profissionais, sentimentais, espirituais, etc, determinarão o rumo da nossa vida. Precisamos buscar a direção de Deus e levar em consideração seus princípios no momento da decisão. Ao ouvir a palavra, todos têm o direito de escolha. Não vá para os domínios do inimigo. Escolha o caminho da salvação, Jo 14:6; 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não basta conquistar - manter é necessário


CUIDANDO DAS COISAS QUE CONQUISTAMOS
Hebreus 12:15-17

INTRODUÇÃO: Quem luta e batalha por uma conquista precisa ter a consciência que precisa cuidar do que recebeu ou conquistou. Por exemplo: você luta para adquirir um veículo, mas depois precisa cuidar para não estragar ou ser roubado. Assim é com as bênçãos espirituais que recebemos de Deus.

TRANSIÇÃO: O texto diz que eu não posso permitir que ninguém venha me privar da graça de Deus. Nem que dentro de mim brote raiz de amargura para trazer perturbação e malefícios. Há no texto o exemplo de Esaú que por cobiça, necessidade pessoal (fome) e impaciência trocou sua bênção por um prato de sopa. Depois se arrependeu do negócio, mas já era tarde e nem com muito choro conseguiu de volta.

I – SENDO CONSCIENTE DOS PERIGOS
- De ser assaltado – não se esqueça que estamos no mundo e este jaz no maligno, 1 Jo 5:19; o maligno está rugindo como um leão querendo nos tragar, 1 Pe 5:8-9; o maligno vem para roubar, matar e destruir, Jo 10:10.
- De ser iludido – Mateus 24:4 Jesus respondeu: “Cuidado, que ninguém os engane”. O diabo nos tentará seduzir, mas temos que permanecer firmes, 2 Tm 3:14 – “Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu”.
- De tropeçar – 1 Co 10:12 – “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuida para que não caia”. Salmo 20:7, 8 – “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Eles se encurvam e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé”.

II – MANTENDO UM MURO DE PROTEÇÃO
- Deus é o melhor refúgio – 2 Sm 22:32-34 “Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? Deus é a minha fortaleza e a minha força e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.  Ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas”.
- Faça alianças de comunhão – Ec 4:9-12 “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.  Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.  Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?  Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”.
- Vigie as portas e janelas – Mt 26:41 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.

III – DANDO O REAL VALOR
- Tudo o que conquistamos tem um preço – muitos pagaram o preço junto com você para que a bênção viesse: jejum, oração, horas de trabalho, muito esforço e investimento financeiro. Não volte atrás, mas avance.
- O que recebi é um meio de chegar a outras conquistas – o poder de Deus é ilimitado. Ele tem muito mais para você: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33:3).
- O desprezo às bênçãos pode custar muito caro – se você receber algo e desprezar, quando for buscar de volta poderá ser muito mais difícil. Em 1 Tm 4:14 diz: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério”.

CONCLUSÃO: “Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier. Porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos” (Provérbios 3:25-26 RA).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pornografia na Internet


Sr. “J”, um homem de 26 anos, viciado em pornografia na Internet, declarou:

“Vou ao trabalho, vou ao colégio e gasto tempo com minha família. As pessoas ao meu redor não sabem que sou a casca de uma pessoa. Elas não têm idéia de que sinto que minha vida não vale a pena ser vivida... Eu me consumi cada vez mais vendo pornografia na Internet por horas a fio... Tornei-me cada vez mais irado com o mundo... Não há como desfazer isso agora. A única coisa que me alivia a dor, me leva ainda mais para baixo nesse buraco... Arruinei minha vida e o fiz no dia em que me sentei em frente ao meu computador novamente”.[ii]

Clique no título e leia - vale à pena abrirmos os olhos para o caos instalado no século XXI.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PERIGO QUE ENFRENTAMOS NO MINISTÉRIO

O apóstolo Paulo escreve da prisão esta última carta ao seu discípulo Timóteo consciente que o tempo de sua partida esta próximo (cap. 4:6 e 7), e lhe adverte solenemente sobre os sérios perigos que deve evitar nos ministérios especialmente nos dias futuros.


Importante mensagem de Jorge Himitian. Clique no título e leia na íntegra.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Seita que prega libertinagem age livremente no Brasil

A seita que se intitula de A Família tinha anteriormente o nome de Meninos de Deus. Além de pregar absurdos, defende a libertinagem sexual, ensinando que os maridos podem entregar suas esposas para a "sagrada prostituição",a fim de conquistar membros para a "família".

As seitas representam um enorme perigo para o Corpo de Cristo. Seus adeptos chegam sempre de forma cautelosa, com iscas atraentes. Usam a própria Palavra de Deus como pretexto para fundamentar seus ensinos heréticos e antibíblicos. Procuram lançar a semente maligna onde está plantado o trigo do Senhor. Os males resultantes nem sempre podem ser percebidos de imediato. Muitas vezes são sementes que irão brotar anos depois.

Clique no título e leia na íntegra o artigo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 3

A VULNERABILIDADE DO POVO– Ec 7:14

1 – O tempo de bajulação

Na tradução da Bíblia mais usada entre os evangélicos brasileiros, a Almeida Revista e Corrigida, não existem as palavras adulador ou bajulador, e sim lisonjeador. Lisonjear é dirigir elogios interesseiros a alguém. O Dicionário Houaiss define lisonjear como “enaltecer com exagero, visando à obtenção de favores, privilégios”. Quase todo ser humano é vulnerável ao elogio e poucos sabem se defender dos bajuladores. Todos nós estamos muito mais prontos para ouvir uma palavra de elogio, mesmo sendo mentirosa, do que cem palavras de exortação. O rei Henrique IV, da França, resumiu essa nossa vulnerabilidade ao dizer: “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”.
O livro de Provérbios avisa que “o homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29.5), e que “a língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína” (Pv 26.28). Adular é a forma portuguesa do vocábulo latino aduláre, e significa etimologicamente “o movimento que o cão faz com a calda ao se aproximar do dono” (Dicionário Houaiss).
Alguém afirmou que “a bajulação tem virado mais cabeças do que o mau hálito”.

2 - O tempo de rejeição

Quando sentimos o "frio" de uma rejeição - pensamos “será que alguém ainda nos ama?” ou “Será que seremos amados novamente”. Tentando encontrar algum sentido no meio da nossa dor, podemos responder à rejeição de maneiras destrutivas: Achar que a culpa é nossa - "O que será que eu tenho de errado que faz com que as pessoas se afastem de mim? Será que causo tanta repulsa a ponto de ninguém conseguir me amar?" Jogar a culpa nos outros - Assim, os vemos como seres malévolos responsáveis pelo fracasso do relacionamento. Achamos que culpa é só deles e que ninguém presta ou merece confiança. Culpar Deus pela nossa dor - Pensamos que se Ele está no controle de nossas vidas e nos ama, então, Ele deveria nos proteger de experiências como estas. Nenhuma destas maneiras destrutivas de enfrentar a rejeição são respostas verdadeiras. O que realmente precisamos é nos achegar a Deus, que "está perto dos que sofrem e salva os de espírito abatido". Ele fará sobressair a tua justiça como o meio dia. Ainda pode haver muitos que te reconhecem, alegre-se com e por esses. O sofrimento é importante porque nos faz pedir a ajuda de Deus, e nos abre para a cura que ele quer promover em nossas vidas. Pode não parecer assim no início, mas a cura começa quando enfrentamos e aceitamos a tristeza e a decepção.
O processo de crescimento é difícil. Respostas destrutivas à dor da rejeição podem nos tirar a alegria, a paz e o amor, mas se, ao contrário, respondermos de maneira saudável, sofrendo e pedindo a ajuda de Deus, teremos nosso caráter fortalecido, nossa fé aprofundada e permitiremos que Deus mude e cure nossos corações.

3 – O tempo de perseguição

A partir do momento em que coloca a cruz na mira dos seus olhos, a marcha de Jesus só tem um rumo: para a frente. Se formos bons aprendizes de Jesus, certamente seremos firmes em nossas posições, sem, no entanto, esquecermos a prudência. Aprenderemos também a não nos admirar com a perseguição, Mt 5:10.
O mundo tem apenas duas reações básicas ante a genuína pregação do Reino de Deus: arrependimento sincero ou perseguição declarada. Ninguém consegue manter-se indiferente diante do inequívoco anúncio do Reino de Deus e das claras explicitações de seus objetivos e implicações.

Conclusão: Paulo disse que se o seu propósito maior fosse agradar aos homens ele não seria servo de Cristo, Gl 1:10; 1 Ts 4:1.

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DO LÍDER - PARTE 2

O DESÂNIMO

Os demônios são mestres em provocá-lo. Há pessoas que executam seus trabalham e voltam para casa num profundo desespero. As coisas não estão dando muito certo, os planos se desmancham, as críticas os lembram sempre suas falhas. Pessoas com as quais contava, em vez de ajudarem levantaram-se contra. Como lidar com isso? Todo líder já passou por isso. A Bíblia mostra pessoas de Deus que caíram na malha desse mal. Elias enfrentou esse mal após um grande triunfo, pois seu triunfo causou muito mal à Jezabel que ameaçou-lhe de morte.
Desânimo é um estado de abatimento da alma. Certamente você já se sentiu em algum tempo desanimado e sabe como isso é desagradável. Se não resistirmos a ele hoje, amanhã agravar-se-á até ao ponto de perdermos toda a motivação, a alegria e a perseverança. O que o desânimo representa na vida de um líder:

O desânimo é uma porta aberta para o fracasso

O próprio Deus fez uma série de recomendações a Josué quando ele assumiu a liderança do povo de Israel. O Senhor prometeu vitórias e prosperidade. Porém, tudo estava condicionado à perseverança de Josué e ao seu bom ânimo.  Josué foi discípulo de Moisés e distinguiu-se por sua fidelidade. Deus tratou de ministrar durante todo o ministério de Josué para que o desânimo não se instalasse em sua vida, porque o líder desanimado não conquista nada.  Em Js 10, foi Josué quem ministrou ao coração do povo de Israel acerca do desânimo. Também precisamos cuidar uns dos outros para que o abatimento não venha sobre nós. Eis as palavras de Josué ao seu povo: Não tenham medo! Não desanimem! Sejam fortes e corajosos! (Js 10.25).

O desânimo faz parte do caráter do derrotado 

Um discípulo de Cristo tem a bênção do Deus Todo Poderoso para vencer e conquistar territórios. Lutas, dificuldades, adversidades, todos têm que enfrenta-las. Sem elas não há conquista nem vitória. Mas Deus garante que estará conosco por onde quer que andarmos. O próprio Senhor Jesus ministrou este ensino aos seus discípulos, advertindo-os: Neste mundo vocês terão aflições. Contudo, tenham bom ânimo. Eu venci o mundo. (João 16.33).
a) O desânimo pode ser fruto de fracassos. Fracassos financeiros, afetivos, estudantis. O discípulo de Jesus aprende a tomar posse da novidade de vida que Deus nos oferece. Em Jesus tudo se faz novo!
b) O desânimo pode ser fruto da falta de perspectivas. Há pessoas que não têm expectativas de melhoras, de conquistas, de prosperidade. O discípulo de Jesus aprende que o melhor de Deus está por vir. Com Jesus nós superamos dificuldades e rompemos limites.
c) O desânimo pode ser fruto de uma ingratidão. Alguém por quem você fez tanto e que não reconhece seu esforço. A ingratidão pode acarretar feridas que produzirão o desânimo. Precisamos aprender a lidar com a ingratidão como Jesus lidou. Quando ele curou dez leprosos e apenas um voltou para agradecer, Ele não ficou desanimado por isso.

O desânimo impede a colheita 

O maior problema do desânimo é que ele pode levar à desistência. O discípulo que não readquire o bom ânimo de Cristo tende a desistir. A desistência leva a perder o fruto para o qual se semeou. Sobre isto o apóstolo Paulo escreveu: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. (Gl 6.9). Aproveite este momento para orar com seus discípulos e levá-los a rejeitar todo desânimo em suas almas. Deixe que o Espírito de Deus use sua vida para “confirmar o ânimo dos discípulos”. Aproveite também para dar oportunidade aos novos de confessar a Jesus como Senhor e Salvador.

O discipulado é uma arma contra o desânimo 

Há pessoas que têm tanta fragilidade de alma que qualquer dissabor é capaz de fazer escoar sua alegria. São pessoas melancólicas, tristes. Para corrigir esta deficiência na alma dos Seus discípulos, o Senhor estabeleceu o discipulado em Sua Igreja. Sendo discipulada a pessoa se expõe a ser ajudada, podendo com isso, romper com suas deficiências.  O livro de Atos conta do trabalho dos apóstolos Paulo e Barnabé no trato com os novos discípulos de Cristo: Voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. (Atos 14.22 – na Edição Contemporânea de Almeida). Observe a ênfase do trabalho dos discipuladores: fazê-los enfrentar os dissabores sem perder o bom ânimo.

Conclusão: “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia” (2 Co 4:16).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

PERIGOS MORTAIS NA VIDA DE UM LÍDER - PARTE 1

Perigos Mortais na vida de um líder - Parte 1 

É uma experiência assustadora ver uma cascavel enrolada olhando para nós, pronta para dar o bote. Elas atacam como um raio, sendo rápidas e certeiras. Não precisamos de muita intuição para saber o que fazer com algo tão perigoso. No entanto, apesar de perigosa, essa cobra não tem a mínima intenção de enganar. Aliás, ela avisa, pois começa a chacoalhar o guizo e mostrar os dentes e a língua – você sabe com o que está lidando! Infelizmente, o mesmo não ocorre com muitos perigos que os líderes precisam enfrentar. A maioria desses perigos parecem inofensivos. Vamos estudar hoje sobre um deles: A avareza – Lc 12:13-21 

Este foi um dos pecados mais repudiados pelo apóstolo Paulo, 1 Ts 2:5[1]. O ganho pessoal não era um motivo que se escondia nas sombras de seu ministério. Se isso tivesse acontecido ele não teria sido usado como foi no ministério de semear igrejas prósperas. Observe bem qual era o teor de seu ensino aos Colossenses, Cl 3:1-2, 5[2]. Perceba que a avareza é idolatria. O apóstolo João nos adverte: “filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5:21). Por que a avareza é tão danosa aos líderes? 

1 – Faz com que os líderes percam a perspectiva do Reino celestial 

Sua vida começa a ficar focada nas coisas do mundo. Jesus afirmou: “o meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36). Se o líder estiver focado nas coisas do mundo, sua mente estará ocupada com coisas inúteis, passando a viver embaraçados no que é transitório e não no que é eterno. Jesus disse em seus ensinos que a avareza é uma das maiores loucuras humanas. O apóstolo Paulo advertiu a Timóteo quanto à sua responsabilidade ministerial: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6:7-11). Todos os líderes devem vigiar seriamente quanto ao materialismo, nunca permitindo que ele domine seus corações, 1 Jo 2:15-17[3]

2 – Faz com que Deus fique em segundo lugar 

Quando Deus não está em primeiro lugar na vida de uma pessoa, dentro de pouco tempo Ele não está em lugar algum. Jesus afirmou que devemos buscar o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar, pois as demais coisas seriam acrescentadas, Mt 6:33. A avareza é um mal que procura crescer nos espaços vazios do coração. Deus disse ao seu povo: “não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3). A idolatria é amar algo ou alguém mais do que a Deus. Sempre que o povo de Deus quis se envolver com as coisas materiais e deixavam a obra de Deus em segundo plano eles se deram mal. No livro de Ageu o profeta é implacável ao expor a opinião falsa, mas predominante, de que a obra de Deus é de caráter secundário e deve esperar até que primeiro se resolvam os problemas econômicos. Demonstra que tais problemas constituem o juízo pelo descuido do primeiro. Quanto tanto os dirigentes como o povo respondem ao seu apelo, assegura-lhes que receberão a ajuda de Deus, anima-os em face de comparações odiosas, e lhes promete melhoria nas circunstâncias materiais agora que se cumpriram a vontade e a obra de Deus, Ag 1:5-11. 

Conclusão: Não há nada de errado em nos prepararmos para termos uma velhice tranqüila, porém, estar preparado para morrer é mais importante do que estar preparado para viver, pois a vida é breve e a morte é certa – Hebreus 9.27. 

Igreja Presbiteriana Renovada em São José, 14 de julho de 2008.
Pastor Wanderley da Silva

[1] Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. [2] Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; [3] Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.