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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fazendo a obra de Deus em tempos difíceis


FAZENDO A OBRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

INTRODUÇÃO: Elias foi chamado por Deus, para o ministério profético, em um dos piores períodos da história de Israel. Período este marcado por violenta crise: moral, espiritual e Social.
A promiscuidade, corrupção, apostasia religiosa, fome e miséria imperavam em Israel.
Esse foi o ambiente no meio do qual Elias profetizou.
Hoje não estamos muito longe dessa realidade, e diante disso, vem a pergunta: onde estão os Elias?
Elias teve uma vida ministerial de muitos desafios:

I. PREGANDO EM MEIO A UM CONTEXTO DE:

a)      IDOLATRIA (I Rs. 16.31)

- Acabe, rei idólatra, serviu a Baal e o adorou. Conduziu toda a Nação à apostasia religiosa. A Bíblia diz que ele fez o que era mau aos olhos do Senhor.
- Ainda, casou-se com Jezabel, filha do rei Sidônio (Tiro) sacerdote de Baal. Era uma mulher má.
- O seu reino só aceitava profetas endemoniados (de Baal e Asera).

b)     CRISE

Seca prolongada causando fome e pobreza. O homem de Deus precisa saber que as crises são oportunidades de crescimento. É na hora da crise que nossa fé deve aparecer. Uma canção antiga já dizia “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação; e do céu as lindas melodias se ouviram na escuridão”.

c)      INVERSÃO DE VALORES

O próprio rei sai em procura de água, não para o povo; para os animais (18.5-6). Veja onde chegou a situação. Hoje, estamos diante do mesmo quadro, ou até pior: vale mais uma árvore do que uma criança no útero de uma mãe! Aprova-se o aborto e condena o corte de uma árvore. Um ramo vale mais do que uma vida. Está tudo invertido. O que era certo passou a ser errado e o errado passou a ser certo.

d)     PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

Jezabel persegue e mata os profetas do Senhor (18.4). O homem de Deus não precisa temer as perseguições, pois elas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Jesus disse que o galardão dos servos seus que forem perseguidos será grande no céu, Mt 5:10-12.

e)      ABUSO DE PODER

Mataram a Nabote, só para se apoderar do seu campo. A Palavra de Deus condena os abusos de patrões contra empregados, de ricos contra pobres e até mesmo os abusos verbais, como gritaria, humilhações, difamações, etc.


II. ELIAS FOI CHAMADO A PREGAR NESSE MEIO

1 - Coisas que o homem chamado por Deus deve aprender:

A) APRENDER A CONFIAR EM DEUS
Elias sabia que iria enfrentar uma barra pesada, que sua cabeça estava em jogo. Mas não vacilou. Deus mandou e ele foi:
1) Encarou Jezabel – mulher maligna. Disposta a qualquer ato de maldade.
2) Condenou o pecado existente nação – não teve receio quanto às retaliações.
3) Profetizou uma seca prolongada – foi fiel a Deus crendo que algo forte aconteceria.
4) Desafiou os profetas de Baal – a falsidade e a religiosidade foi confrintada duramente.
5) Predisse a morte do casal – não temeu mostrar a verdade.

Um homem só contra uma nação? Não! Um homem que confiava em Deus. Quando confiamos em Deus podemos dizer: “eu e Deus somos a maioria”. O Salmo 125 diz que “aqueles que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre”.

B) APRENDER A DEPENDER DE DEUS

Elias obedeceu sabendo que Deus ia cuidar de cada necessidade na sua vida:

1) Ribeiro de água - mesmo que as fontes secassem; eu tenho um rio... O Salmo 46 afirma que diante de qualquer situação adversa “há um rio que alegra a cidade de Deus”.
2) Corvos – animais ou aves que jamais seriam utilizados para esse fim, no entanto, quando Deus dá ordem eles servem aos propósitos de Deus e de seus filhos.
3) Viúva – Deus não depende de pessoas ricas para sustentar seus filhos, mas de pessoas dispostas – veja uma viúva seria a pessoa que sustentaria o profeta – confie em Deus. Isso é Deus tirando força da fraqueza. O pouco com Deus é muito.
4) Anjo - se não aparecer recursos da terra, Deus manda dos céus. Os anjos estão a serviço de Deus a favor daqueles que são obedientes e tementes a Deus, Sl 34:7.
C) APRENDER A TER INTIMIDADE COM DEUS
O seu ministério não foi apenas marcado pelas profecias, mas também pela oração. Foi exatamente essa vida de oração que lhe deu um ministério marcado pelos milagres:
1) Azeite e farinha multiplicados (17.16). Cuidado e suprimento material.
2) Ressurreição de um moço (17.22). Cuidado e restauração física.
3) Fogo no altar (18.46). Cuidado espiritual e operação sobrenatural.
4) Morte dos inimigos (II Rs 1.9-14). Cuidado e vitória nas lutas.
5) O Jordão se abre (II Rs 2.8). Cuidado e abertura de portas diante das circunstâncias.
6) Foi arrebatado miraculosamente (II Rs 2.12). Vitória definitiva sobre a morte.

CONCLUSÃO: Quando somos fiéis e fazemos o que Deus manda, não existe tempo adverso. Somos luz brilhando nas trevas. Daniel 11:32 afirma que “o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas”.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Não podemos precipitar

Quando Devemos Impor As Mãos?

Antes de impormos as mãos em novos obreiros, ministros ou missionários devemos levar em consideração o tempo certo, e fazê-lo com grande cuidado. A imposição de mãos é o ultimo e mais público dos estágios do processo de tomada de decisão diante do Senhor. Obviamente não queremos escolher a pessoa errada, que poderá trazer facilmente a ruína e a divisão para a igreja, I Timóteo 5:22.

sábado, 26 de junho de 2010

Vida Plena Dentro da Vontade de Deus

Vida Plena Dentro da Vontade de Deus


Hb 10:36

Jesus ensinou-nos a orar, incluindo nesta oração uma frase que, com certeza, faz grande diferença em nossa vida. Ele disse: “Seja feita a tua vontade, aqui na terra, como ela é feita no céu” (Mt 6:10). Deus sabe o que é melhor para cada um de nós, haja vista, que o salmista disse que Ele nos conhecia ainda informe, isto é, antes mesmo de sermos gerados.

O propósito de Deus para nós é que tenhamos paz e sejamos bem sucedidos. Jesus é a revelação especial do amor de Deus a humanidade, veio trazer a vida abundante, Jo 10:10. Sua prioridade aqui no mundo foi fazer a vontade de Deus. Jesus chegou a dizer que sua comida e bebida preferida era fazer a vontede do Pai, que está no céu, Jo 4:34.

O apóstolo Paulo disse que não deveríamos nos conformar com esse mundo, mas sermos transformados em nossa maneira de pensar a fim de experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, Rm 12:2.

Um dos requisitos para sermos aprovados e termos direito como cidadãos do Reino de Deus é fazer a vontade de Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21).

Para alguém fazer a parte da família de Deus é necessário fazer a vontade de Deus: “Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12:50). “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6:38).

Quando se aproximava o tempo de Jesus cair nas mãos das autoridades para ser crucificado, sua vontade pessoal não era ir para a cruz, mas dispôs-se a fazer o que o Pai tivesse para realizar: “Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22:42).

Para todos aqueles que fazem a vontade de Deus só resta descansar sua mente na expectativa da vitória eterna: “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre” (1 Jo 2:17).

Concluindo, quero dizer as palavras de Paulo: “Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Ef 6:17). A Bíblia é o manual para todos aqueles que desejam saber a vontade de Deus.

Você deseja abrir seu coração para que a vontade de Deus seja manifesta na sua vida, família, emoções, etc. Então feche seus olhos agora e se entregue a Ele por completo, porque Ele iniciará uma obra em sua vida e a aperfeiçoará a cada dia, se não desfalecermos.

sábado, 27 de setembro de 2008

AS CARACTERÍSTICAS DO DISCIPULADO

Segundo temos aprendido – discípulo é alguém que crê em tudo o que Jesus disse e faz tudo o que Ele ordena. Paulo, ao se converter, tornou-se um discípulo tão fiel a Jesus que afirmou àqueles que não se mantinham fiéis: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gl 6:17). Isto significa que ele trazia em si algo maior que qualquer argumento contrário a uma vida cristã autêntica.
O discipulado significa uma vida marcada, envolvendo pelo menos três cousas fundamentais que chamaremos de:

As Características do discipulado

1 - Obediência – demonstração de dependência, Jo 8:31

· Um discípulo é uma pessoa que é dedicada e obediente à Pessoa e ensinos do Mestre. J. Dwight Pentecost fez um comentário conciso sobre esta obediência: "Cristo exigia a submissão absoluta à Sua autoridade, a completa devoção à Sua Pessoa, confiança na Sua Palavra, e fé na Sua providência, e os homens se desculpavam porque não queriam se dedicar, não podiam confiar, e não acreditavam... Os discípulos eram aqueles que, depois de terem convicção da veracidade da Palavra, dedicavam-se completamente à Pessoa que os ensinara"
· Se alguém fica aquém desta dedicação total e completa à Pessoa de Jesus Cristo, não é um discípulo de Jesus Cristo. Pode ser contado entre os curiosos, ou pode ter progredido até ao ponto em que tem convicção da vera­cidade daquilo que Cristo dizia, ou daquilo que diz a Palavra de Deus, mas enquanto não se dedique totalmente à Pessoa em cuja Palavra veio a crer, não é um discípulo no pleno sentido da palavra conforme o Novo Testamen­to.
· A pessoa não fica sendo discípulo meramente pelo seu assentimento à veracidade daquilo que Cristo ensinou; fica sendo discípulo, isto sim, quando se submete à autori­dade da Palavra de Deus e deixa a Palavra de Deus con­trolar a sua vida.
· Conforme os ensinos do próprio Jesus, somos verdadeira­mente os Seus discípulos quando permanecemos na Sua Pala­vra, João 8:31. Este fato implicaria em deixar a Palavra de Deus exercer controle absoluto sobre as nossas vidas, e em procurar, com obediência, fazer com que cada aspecto da vida esteja em conformidade com os ensinamentos bíblicos, Lc 14:33.


2 - Amor – demonstração de bom relacionamento, Jo 13:34-35 

· Num certo opúsculo, Francis Schaeffer chamou o amor "a marca do cristão". É a característica mais óbvia e sem igual do discípulo de Jesus Cristo. E é a exigência mais fundamental para quem quiser ajudar as pessoas.
· Quando o apóstolo João estava escrevendo a sua Primeira Epístola, reconheceu que alguns dos seus leitores estavam tendo dificuldades em saber quais as pessoas que realmente eram cristãs e quais não eram. Para ajudar neste problema, João indicou que os cristãos eram as pessoas que se caracteri­zavam pelo amor. Se uma pessoa não tem amor, disse João, provavelmente não é um cristão, 1 Jo 4:7-11.
· Nem todos os cristãos se comprometem totalmente a serem discípulos de Jesus Cristo, mas todos os cristãos devem revelar pelos menos algumas características do amor. É uma contradição pensar que alguém pode ser um verdadeiro seguidor de Cristo e não ser amoroso, 1 Jo 4:8, 20-21.

3 - Frutificação – demonstração de maturidade, Jo 15:8

· Vivemos numa sociedade que se orienta em direção ao sucesso. Todos querem ser bem-sucedidos, e a maioria de nós trabalha com seus vários planos pessoais para atingir aquele alvo.
· Em João 15, porém, Jesus contou aos Seus seguidores que todos estes esforços seriam era vão a não ser que o discípulo fosse dedicado a Cristo, de modo consistente, permanecendo nEle, ao invés de forçar o caminho com seus próprios planos ou confiando nos seus próprios recursos. Jesus emprega a ilustração de videiras que não estavam produzindo uvas. A melhor coisa para tais sarmentos, segundo Ele disse, é serem cortados da videira e queimados no fogo.
· Walter Henrichsen, dos Navegadores, conta como reagiu quando reconheceu, pela primeira vez, que Deus poderia che­gar certo dia e destruir toda a obra humana centralizada em si mesma (2 Pe 3:10). "Que choque... reconhecer que tudo quanto eu planejava edificar, Deus chegaria e destruiria! Quero que vocês saibam que aquilo me desanimou... Não valia a pena. Para que dedicar todo o meu tempo e os meus esforços a construir alguma coisa que Deus já disse que have­ria de queimar?" Desta forma, o Sr. Henrichsen voltou-se para a sua Bíblia e ali descobriu que há, pelo menos duas coisas que Deus prometeu que nunca destruiria: a Sua Palavra, Is 40:8 e o Seu povo, João 5:28, 29; 1 Jo 2:17. "Há outras coisas eternas — Deus, anjos, virtudes tais como o amor — mas eu queria alguma coisa eterna que pudesse agarrar com a minha mão e dar a minha vida em troca dela. Ao estabelecer os objetivos da minha vida podia me dedicar a pessoas e à Palavra de Deus, e saber que Deus não seguiria meus passos para destruí-las no fogo".

Conclusão: Veja o exemplo de Paulo e seu zelo diante do seu compromisso com Deus e sua obra, 1 Co 9:27 “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. Jesus advertiu-nos para que não sejamos iludidos pelos valores ilusórios, Mc 8:36-38 “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

CUIDADO COM AS PRESSÕES HUMANAS

2 Tm 2:15

INTRODUÇÃO: Uma das maiores diferenças entre Saul e Davi está no fato de a quem eles queriam agradar. Aliás, muitos pensam que liderança é ficar à mercê ou refém dos liderados ou da maioria. Veja o que Paulo tem a dizer sobre isso: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10 RA). Ao observarmos os fatos históricos vemos o seguinte: Saul queria agradar antes aos homens do que a Deus. No entanto, Davi tinha o propósito de agradar antes a Deus do que aos homens.
O texto básico mostra-nos as palavras do experiente apóstolo Paulo dirigidas ao novo pastor Timóteo. Há uma tendência no início do ministério de querer agradar a todo mundo. Sofre-se quando não se consegue isso, mas ao homem de Deus importa ser aprovado por Deus. O que acontecer ao redor será conseqüência. Uns se aliarão por desejarem crescer na comunhão com Deus, outros, se oporão por não aceitarem ou não entenderem o plano de Deus. Ao líder compete fazer a obra e cumprir o ministério: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24 RA).

1. UM LÍDER PRESSIONADO ULTRAPASSOU LIMITES E PERDEU A UNÇÃO
ü Quando Saul foi ordenado que esperasse Samuel para que o sacrifício fosse feito antes de entrarem na batalha contra os inimigos filisteus, ele não esperou e se intrometeu a fazer o que não era da sua conta. Quando Samuel chegou, ele quis se justificar: “Samuel perguntou: Que fizeste? Respondeu Saul: Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do SENHOR; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos” (1 Samuel 13:12 RA).
ü Qualquer líder entenderia a pressão que Saul sentia e que o levou a tropeçar. Quando começam a se dispersar os que estão conosco e o inimigo avança ao mesmo tempo, somos tomados pela compulsão de fazer alguma coisa, mesmo quando Deus nos mandou esperar. Se deixarmos de obedecer a Deus, independente do que esteja acontecendo, estamos arriscando a perder a unção que procede dele e não dos homens.
ü Numa batalha contra os amalequitas, Deus ordenou a Saul que eliminasse o inimigo e tudo o que possuía: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei Amaleque pelo que fez a Israel: ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos” (1 Samuel 15:2-3 RA). Por cumprir parcialmente a Palavra de Deus, tenta ocultar de Samuel: “Veio, pois, Samuel a Saul, e este lhe disse: Bendito sejas tu do SENHOR; executei as palavras do SENHOR” (1 Samuel 15:13). Mas logo vem o confronto do homem de Deus: “Então, disse Samuel: Que balido, pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos e o mugido de bois que ouço?” (1 Samuel 15:14). Agora ele tenta novamente se justificar: “Respondeu Saul: De Amaleque os trouxeram; porque o povo poupou o melhor das ovelhas e dos bois, para os sacrificar ao SENHOR, teu Deus; o resto, porém, destruímos totalmente” (1 Samuel 15:13-15 RA).
ü Saul, por ceder ás pressões acabou perdendo a unção de realeza que havia recebido de Deus: “Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou” (1 Samuel 13:13-14 RA).
ü Veja o que Deus disse a Saul através de Samuel: “Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:22-23 RA).

2. UM LÍDER PRESSIONADO CEDEU, SE IRRITOU E PERDEU A PROMESSA
ü Moisés também foi pressionado pelo povo quando saiu do Egito: Faraó colocou seu exército para perseguir o povo hebreu: “Perseguiram-nos os egípcios, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavalarianos, e o seu exército e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, defronte de Baal-Zefom” (Êxodo 14:9 RA). Quando o povo hebreu viu que os inimigos vinham por trás deles começaram a pressionar: “E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao SENHOR. Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito?” (Êxodo 14:10-11 RA). Começaram a demonstrar ingratidão, esquecendo que lá no Egito eram duramente tratados: “Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto” (Êxodo 14:12 RA). Moisés, no entanto, disse ao povo que não precisava temer: “Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êxodo 14:13-14 RA). Deus dá uma unção àquele que está na liderança, seja de 3, 5, 10, 50, 200, etc. Conforme a responsabilidade será a unção. E isso somente o líder entenderá, os liderados nem sempre.
ü Precisamos entender que acima de tudo está o Senhor que nos chamou. Para isso precisamos ser firmes diante do povo, pois se cedermos ás pressões seremos reprovados por Deus.
ü Por ceder ás pressões, Moisés irritado desobedeceu a Deus e perdeu o direito de introduzir o povo na terra: Veja o que Deus disse: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés (irritado nesta altura dos acontecimentos) lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei” (Números 20:8-12 RA).

CONCLUSÃO: Saul perdeu a unção e quis mostrar-se arrependido de seus atos de desobediência, mas isso foi uma farsa, pois ao confessar ele solicitou que fosse honrado por Samuel na presença de todos: “Então, disse Saul a Samuel: Pequei, pois transgredi o mandamento do SENHOR e as tuas palavras; porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz. Então, disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel; e volta comigo, para que adore o SENHOR, teu Deus” (1 Samuel 15:24, 30 RA). Quem se arrepende não busca honra, mas sim, disciplina visando ser curado. Deus escolheu Davi para ocupar o trono após sua morte e o próprio Deus afirmou que Davi foi homem segundo o seu coração, Atos 13;22. Quando pecou ele reconheceu e se humilhou buscando restauração, Sl 51. Moisés perdeu o direito de tomar posse da terra prometida e para essa tarefa foi escolhido Josué, Js 1:1-9.
Você deve honrar e submeter àqueles que estão investidos de autoridade e não tornar-lhes um peso, querendo pressioná-los com seus caprichos: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hebreus 13:17 RA). E você que exerce liderança ou vai exercer tome cuidado para não ceder ás pressões. Muitos têm abandonado projetos importantes, não porque o diabo lhes derrubou, mas porque cederam ás pressões internas. Cuidado com as raposinhas, estas sim, fazem muito mal às vinhas. Joelho no chão, direção do Espírito Santo e sua vida será conduzida em triunfo: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (2 Coríntios 2:14 RA).