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terça-feira, 13 de março de 2012

Os cristãos da Síria diante do quadro atual


Futuro incerto para os cristãos da SíriaA situação na Síria está ficando pior para todos os habitantes do país. A violência está em curso em várias cidades, especialmente em Homs, e o boicote internacional tem consequências para todos os sírios.
Por quase 11 meses, protestos contra o governo são respondidos com violência do exército. O número de civis mortos é estimado em mais de 5mil, também em 2 mil pessoas que eram das forças de segurança morreram.
Nos primeiros meses os cristãos não foram alvos de ataques feitos pelos muçulmanos, mas isso mudou. "Os últimos meses são sinais de que as minorias (alauítas e cristãos) são alvos nas cidades de Homs e Hama", disse um trabalhador anônimo do Portas Abertas que também ouviu relatos de assassinatos e sequestros.
A Síria tem uma minoria de 10% de cristãos (1,9 milhões) e também cerca de 10% dos alauítas. A grande maioria no país, cerca de 74% é muçulmana sunita. Como presidente Bashar al-Assad é alauíta e fez com que a Síria se tornasse um estado secular, as minorias religiosas desfrutam de uma certa liberdade que não é vista em outros países árabes.
Isto trouxe aos cristãos uma situação durante os protestos anti-governamentais, apoiados pelos sunitas, iniciados em março de 2011. Para eles, o regime de Assad trouxe a liberdade e a estabilidade para outras religiões.
Por serem minoria no país, não temem ataques terroristas, atentados e assassinatos. Com o número da oposição crescendo para mais liberdade à renúncia de Assad, os cristãos têm medo de perder a mesma. Eles temem que um outro governo possa ser menos tolerante com eles. Muitos cristãos se mantiveram em silêncio nos últimos onze meses, nem dando apoio aos manifestantes, nem para o governo.
"Como cristãos e alauítas são vistos como partidários do governo porque não participaram dos protestos, eles podem ser escolhidos como alvo de violência. Cristãos em geral parecem estar preocupados com o que poderia acontecer à sua minoria na Síria se Assad for derrubado e, por exemplo islamitas tomarem o poder ",  diz o trabalhador do Portas Abertas.
Assad é internacionalmente criticado por resposta militar aos protestos que no início eram pacíficos. Por causa da repressão contínua sobre os protestos, há um boicote internacional no lugar certo agora. Dentro de Síria, o governo central tentou tomar o poder novamente. Os últimos dias têm sido de muita luta em Homs. É difícil obter informações objetivas da cidade sobre a real situação.
Um problema urgente no país é a questão das viagens lá dentro. As pessoas ficam em suas cidades por causa de gangues que dominam as estradas fora delas. Viajar não é seguro por causa de assaltos e seqüestros de grupos criminosos ao longo das estradas. Por causa do boicote há uma falta de todo o tipo de artigos.
"Alguns cristãos deixaram a Síria por causa da situação", o trabalhador Portas Abertas continua. "Mas não em grande número ainda. Os únicos a sair são principalmente aqueles que têm possibilidades fáceis para deixar o lugar, como passaporte de casal ou família no exterior”.
FontePortas Abertas
TraduçãoSabrina Franzatto

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Samuel Morris - exemplo de servo de Deus


Simples e iletrado, ele foi o instrumento usado por Deus para despertar cristãos adormecidos e fazer de prestigiosa universidade evangélica um celeiro de missionários.

Samuel Morris é a prova de que qualquer pessoa pode exercer um ministério transcultural de grande impacto. Seqüestrado na África por uma feroz tribo rival, o jovem Samuel foi miraculosamente liberto e depois guiado pela selva por uma estranha luz até um acampamento de libertadores de escravos, onde ouviu pela primeira vez o evangelho de Jesus Cristo. Foi então que a luz que brilhou na floresta como lâmpada para seus pés tornou-se também luz para sua vida.

Numa busca constante de crescimento espiritual, Samuel embarcou como tripulante num veleiro que ia para os Estados Unidos. A princípio sofreu nas mãos de um capitão ímpio e de sua cruel tripulação, mas antes de chegarem à Nova Iorque, já havia conquistado o coração de seus perseguidores.

Nos Estados Unidos, Samuel foi o instrumento simples e iletrado que Deus usou para despertar cristãos adormecidos e mudar o destino de uma prestigiosa faculdade evangélica, transformando-a em celeiro de missionários.

A vida de Samuel Morris é comovente e instrutiva: nela você vai aprender como ser usado por Deus em meio a qualquer classe de pessoas.

Fonte: http://www.minasdeleitura.com.br

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fazendo a obra de Deus em tempos difíceis


FAZENDO A OBRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

INTRODUÇÃO: Elias foi chamado por Deus, para o ministério profético, em um dos piores períodos da história de Israel. Período este marcado por violenta crise: moral, espiritual e Social.
A promiscuidade, corrupção, apostasia religiosa, fome e miséria imperavam em Israel.
Esse foi o ambiente no meio do qual Elias profetizou.
Hoje não estamos muito longe dessa realidade, e diante disso, vem a pergunta: onde estão os Elias?
Elias teve uma vida ministerial de muitos desafios:

I. PREGANDO EM MEIO A UM CONTEXTO DE:

a)      IDOLATRIA (I Rs. 16.31)

- Acabe, rei idólatra, serviu a Baal e o adorou. Conduziu toda a Nação à apostasia religiosa. A Bíblia diz que ele fez o que era mau aos olhos do Senhor.
- Ainda, casou-se com Jezabel, filha do rei Sidônio (Tiro) sacerdote de Baal. Era uma mulher má.
- O seu reino só aceitava profetas endemoniados (de Baal e Asera).

b)     CRISE

Seca prolongada causando fome e pobreza. O homem de Deus precisa saber que as crises são oportunidades de crescimento. É na hora da crise que nossa fé deve aparecer. Uma canção antiga já dizia “os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação; e do céu as lindas melodias se ouviram na escuridão”.

c)      INVERSÃO DE VALORES

O próprio rei sai em procura de água, não para o povo; para os animais (18.5-6). Veja onde chegou a situação. Hoje, estamos diante do mesmo quadro, ou até pior: vale mais uma árvore do que uma criança no útero de uma mãe! Aprova-se o aborto e condena o corte de uma árvore. Um ramo vale mais do que uma vida. Está tudo invertido. O que era certo passou a ser errado e o errado passou a ser certo.

d)     PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

Jezabel persegue e mata os profetas do Senhor (18.4). O homem de Deus não precisa temer as perseguições, pois elas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Jesus disse que o galardão dos servos seus que forem perseguidos será grande no céu, Mt 5:10-12.

e)      ABUSO DE PODER

Mataram a Nabote, só para se apoderar do seu campo. A Palavra de Deus condena os abusos de patrões contra empregados, de ricos contra pobres e até mesmo os abusos verbais, como gritaria, humilhações, difamações, etc.


II. ELIAS FOI CHAMADO A PREGAR NESSE MEIO

1 - Coisas que o homem chamado por Deus deve aprender:

A) APRENDER A CONFIAR EM DEUS
Elias sabia que iria enfrentar uma barra pesada, que sua cabeça estava em jogo. Mas não vacilou. Deus mandou e ele foi:
1) Encarou Jezabel – mulher maligna. Disposta a qualquer ato de maldade.
2) Condenou o pecado existente nação – não teve receio quanto às retaliações.
3) Profetizou uma seca prolongada – foi fiel a Deus crendo que algo forte aconteceria.
4) Desafiou os profetas de Baal – a falsidade e a religiosidade foi confrintada duramente.
5) Predisse a morte do casal – não temeu mostrar a verdade.

Um homem só contra uma nação? Não! Um homem que confiava em Deus. Quando confiamos em Deus podemos dizer: “eu e Deus somos a maioria”. O Salmo 125 diz que “aqueles que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre”.

B) APRENDER A DEPENDER DE DEUS

Elias obedeceu sabendo que Deus ia cuidar de cada necessidade na sua vida:

1) Ribeiro de água - mesmo que as fontes secassem; eu tenho um rio... O Salmo 46 afirma que diante de qualquer situação adversa “há um rio que alegra a cidade de Deus”.
2) Corvos – animais ou aves que jamais seriam utilizados para esse fim, no entanto, quando Deus dá ordem eles servem aos propósitos de Deus e de seus filhos.
3) Viúva – Deus não depende de pessoas ricas para sustentar seus filhos, mas de pessoas dispostas – veja uma viúva seria a pessoa que sustentaria o profeta – confie em Deus. Isso é Deus tirando força da fraqueza. O pouco com Deus é muito.
4) Anjo - se não aparecer recursos da terra, Deus manda dos céus. Os anjos estão a serviço de Deus a favor daqueles que são obedientes e tementes a Deus, Sl 34:7.
C) APRENDER A TER INTIMIDADE COM DEUS
O seu ministério não foi apenas marcado pelas profecias, mas também pela oração. Foi exatamente essa vida de oração que lhe deu um ministério marcado pelos milagres:
1) Azeite e farinha multiplicados (17.16). Cuidado e suprimento material.
2) Ressurreição de um moço (17.22). Cuidado e restauração física.
3) Fogo no altar (18.46). Cuidado espiritual e operação sobrenatural.
4) Morte dos inimigos (II Rs 1.9-14). Cuidado e vitória nas lutas.
5) O Jordão se abre (II Rs 2.8). Cuidado e abertura de portas diante das circunstâncias.
6) Foi arrebatado miraculosamente (II Rs 2.12). Vitória definitiva sobre a morte.

CONCLUSÃO: Quando somos fiéis e fazemos o que Deus manda, não existe tempo adverso. Somos luz brilhando nas trevas. Daniel 11:32 afirma que “o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas”.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A honra em servir bem


A maior honra que podemos alcançar é servir fielmente ao Senhor. O serviço está ligado a uma atitude prática da vida cristã. Servo não é um título que se ganha, mas sim um estilo de vida de entrega total a Deus como Jesus ensinou:

“Então Jesus chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os governantes dos gentios os dominam, e os seus poderosos exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se poderoso entre vós, seja esse o que vos sirva; e quem entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo, a exemplo do Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mt 20:25-28).

Temos que nos conscientizar  com respeito à urgência em relação ao mundo sobre a salvação que há, unicamente, em Cristo Jesus, para então, levarmos as boas novas para aqueles que ainda não o conhecem. Nossa oração deve ser: "Senhor, usa-me para tua glória e para edificação do teu reino". Esse desejo deve nos incomodar todos os dias, deve ser o clamor do nosso coração.

Moisés, o grande legislador, falou com Deus: "perdoa esse povo, ou então, risca-me do teu livro".
O missionário Jorge Whitefield orava: "dá-me almas, ou tira a minha".
Outro servo dedicado a Deus, John Knox, pedia: “Dá-me a Escócia, ou eu morro”.

Essas não são palavras de desesperos existenciais, mas de compromisso com a salvação dos pecadores. Quem ganha almas sábio é.

A promessa divina é: "Pede-me e eu te darei as nações por herança, e os confins da terra por tua possessão" (Sl 2:8).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Firmes em nossa caminhada!

A vida cristã é uma grande peregrinação. Somos desafiados por tantas propostas indecorosas, e outras tentadoras, feitas pelo nosso maior inimigo, bem como por seus aliados, que querem nos desviar do propósito para o qual vivemos. Para sermos bem sucedidos, precisamos ser determinados a prosseguir com um alvo definido - olhando para Jesus, o autor e consumador da fé. O cristão não pode desviar do seu alvo e nem recuar.

Perguntaram a David Livingstone: "Onde pensas fazer a obra missionária"?
Ele respondeu: "Em qualquer lugar, desde que seja para frente". Empenhado em fazer a obra de Deus, ele tornou-se, inclusive, o maior desbravador da África.

Recuar jamais! Esse deve ser o lema do cristão.

Se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos; portanto, quer vivamos ou morramos, somos do Senhor; que Cristo seja glorificado em nós, seja na vida ou na morte. Esse era o pensamento apostólico de Paulo.

Quebre a ponte que te ligava ao mundo, para não seres tentado a voltar. Dentro do evangelho há um princípio que aquele que quer viver o cristianismo precisa negar-se a si mesmo, assumir cada dia sua cruz e prosseguir sempre avante.

O escritor aos Hebreus registrou a vontade de Deus para cada cristão:"o meu justo viverá da fé, mas se ele recuar a minha alma não tem prazer nele" e, conclui dizendo: "nós, porém, não somos daqueles que se retiram para perdição, mas daqueles que creem para conservação da alma" (Hb 10.39).

Portanto, se queremos ter uma trajetória de vitória precisamos nos livrar dos embaraços da viagem e dos pecados que tentam nos seduzir e correr firme e pacientemente a carreira a nós proposta.

Seja fiel até a morte e receberás a coroa da vida.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MISSÃO PRISCILA E ÁQUILA


ÓRGÃO MISSIONÁRIO DA IGREJA PRESBITERIANA RENOVADA DO BRASIL

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ONDE E COMO PODEMOS FAZER MISSÕES

terça-feira, 4 de novembro de 2008

AMPLIANDO A TENDA PARA CONQUISTA

Isaías 54:1-4

Isaías estava profetizando sobre a restauração de Judá. Eles tinham sido levados cativos para a Babilônia, mas Deus estava trazendo-os de volta para que retomassem as cidades e reconstruísse tudo o que tinha sido destruído. Era uma profecia sobre o futuro de Israel e que, portanto, trazia uma mensagem de esperança. Ele faz uma analogia chamando Sião de mulher, sendo Deus, o Criador, o seu marido (v.5). Por causa do pecado do povo (esposa), o marido (Deus) tinha se divorciado (o exílio na Babilônia). Por isso não teve filhos, estava estéril. Mas Deus estava restaurando esse “matrimônio”, o que faria com que muitos filhos surgissem como resultado, muito mais do que antes – “...porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o Senhor” (v.1). Deus não criou a esterilidade (tanto que disse: crescei, frutificai, multiplicai...). A criação original não previa nem compactuava com a esterilidade. A frutificação é inerente ao Espírito de Deus. Isso nos revela que, o fato de Judá ter sido levada como escrava e viver em esterilidade, não agradava a Deus. Portanto, Ele estava propondo a restauração. E a restauração nada mais era do que devolver a capacidade para crescer, frutificar, multiplicar. O sinal da presença de Deus é a vida, e a vida gera vida.


É TEMPO DE ALEGRIA
Se falamos de restauração e avivamento, falamos de vida espiritual, o que implica em frutos. Não se pode, jamais, separar avivamento de frutificação. O Senhor quer conduzir muitos filhos à glória (Hb 2:10). A Igreja do Senhor Jesus é a Sião mencionada aqui. A proposta de Deus se aplica também a nós. Ele quer nos restaurar e devolver a capacidade de frutificar, porquanto estávamos estéreis. A Igreja, de uma forma geral, ainda está estéril. Esta passagem, escrita por Isaías, nos orientam sobre o conteúdo e a dimensão da obra que Deus quer fazer no meio do Seu povo. Ele começa falando sobre a alegria. “Canta alegremente...” (v.1). Dar à luz é motivo de muita alegria. Nas culturas antigas, era motivo de vergonha e de tristeza não poder ter filhos, e Israel estava naquela condição. Logo, poder ter filhos era motivo de muita alegria e júbilo! A Igreja deveria sentir-se assim! O Senhor estava convidando Seu povo a se alegrar. Eles não tiveram dores de parto, agora experimentariam a honra de tê-las. As dores de parto eram dores que alegravam a mulher. Interessante o paradoxo: dor e alegria ao mesmo tempo. A reprodução espiritual segue o mesmo princípio do parto natural. A mulher sente dor ao ter o filho, mas a alegria de poder abraçá-lo logo após o parto supera infinitamente a dor. Quando acontece uma ação do Espírito, um mover de Deus, surge no meio do Seu povo uma intensa alegria em poder sentir as dores de parto. Paulo disse: “...meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gl.4:19). É uma dor, uma renúncia, um sofrimento que vale a pena!


É TEMPO DE REPRODUÇÃO

Quando o Espírito Santo é derramado Ele tem um só objetivo: reproduzir, procriar. Alguns encaram o relacionamento com Deus da mesma forma que um casal quando se recusa a ter filhos, pois quer apenas usufruir o relacionamento. Isso não é possível no relacionamento com Deus. Não poderá haver intimidade sem o propósito de multiplicar a vida. É preciso renúncia - Alguns não querem ter as “dores de parto”, porquanto isso exige renúncia, muito desconforto, e, às vezes, o preço é altíssimo. Essa atitude egoísta reflete claramente a falta de intimidade com Deus e de um verdadeiro relacionamento com Ele. Para aquelas mulheres no passado a maior vergonha era não ter filhos, por isso faziam qualquer coisa para poder alcançá-los. Os que ficam constrangidos e não se conformam com a esterilidade, desejam ardentemente e começam a clamar a Deus, como clamou Ana. Ela pediu a Deus um filho e o fez com intensidade e profunda contrição de espírito: “Levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (I Sm.1:10). Deus ouviu a sua oração e ela gerou a Samuel. Nossa atitude deveria ser a mesma, na disposição de pagar o preço da dor e do desconforto. Se você tem alegria em poder reproduzir-se, é sinal de que está debaixo do mover do Espírito; se for o contrário, você está precisando curvar-se diante do Senhor para buscar o perdão e a restauração! É preciso fé - Existem, também, aqueles que já não mais acreditam poder frutificar. Estão tanto tempo na Igreja sem produzir, que já desanimaram, ou se acostumaram com a esterilidade! Pois, assim como Deus falou a Judá naquele tempo, Ele está falando hoje e usando os seus profetas para anunciar que o Senhor está trazendo um novo sopro do Seu Espírito, que atingirá a todos e fará a todos frutíferos. Neste caso a incredulidade é o maior empecilho, assim como aconteceu com Sara! Ao ouvir o anjo anunciando a Abraão, seu marido, que daria à luz com noventa e nove anos de idade, estando atrás da porta da tenda, riu-se no seu íntimo (Gn.18:12). A resposta de Deus foi: “Por que se riu Sara...? Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?...” (vs.12,13). Algumas pessoas, ao ouvirem que vão produzir muitos filhos espirituais, podem estar rindo no seu íntimo. Isso é incredulidade. Sara concebeu e gerou um filho, chamado Isaque, que quer dizer “riso”, porque riu. No entanto, teve motivo de riso com o nascimento de um filho, pelo que disse: “...Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo” (Gn.21:6).


É TEMPO DE AMPLIAR A TENDA
A outra instrução de Deus, através de Isaías, foi: “Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças...” (v.2). Muitos filhos viriam e não seria mais possível continuarem com a casa do mesmo tamanho, e isso não significa apenas espaço físico. O que podemos entender é que a Igreja precisa preparar-se para receber os novos filhos. É necessário que se mude as estruturas, que a Igreja se organize de tal forma que todos possam ser amparados e que nenhum se perca. As células são compatíveis com o clima de avivamento, porquanto retêm o fruto, e ele não se perde. A célula é uma equipe que trabalha em unidade para produzir filhos e criá-los até serem fortes e adultos para gerarem outros! “...E não o impeças...”. Nada deve interferir na visão no projeto de Deus para a Sua Igreja. Não devemos deixar que a carnalidade, a divisão, a falta de santidade, ou mesmo o tradicionalismo, venham impedir que os novos sejam devidamente recebidos, cuidados e alimentados. Quando não permitimos o Espírito Santo agir, nós mesmos estamos impedindo a ação de Deus. E a tenda deve ser estendida antes que venham os filhos! Devemos esperá-los ansiosamente e nos prepararmos durante o tempo de gestação, assim como os pais preparam o quarto do bebê com todo o carinho e expectativa antes que ele chegue.


É TEMPO DE FIRMAR AS ESTACAS
“...Alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas” (v.2). Isto nos fala de fundamento, de firmeza. É necessário que estejamos fundamentando toda essa estrutura. Isso se faz observando a palavra de Deus, a doutrina dos apóstolos, e, mais, os valores do Reino. Os valores determinam nossas prioridades, e estas as nossas práticas. Se não tivermos bem resolvido em nosso interior o que vem sempre em primeiro lugar não estaremos preparados para o que está por vir. As estacas sustentam a tenda. Todas devem estar bem firmadas, do contrário os ventos vão afrouxando uma após a outra, até que todas se soltam e a tenda cai. Devemos cultivar a vida de oração, a leitura da Palavra de Deus, a vida de santidade, o relacionamento familiar, a obediência e o respeito aos líderes, o compromisso com o evangelismo e o discipulado, enfim, a busca do Reino de Deus como prioridade (Mt.6:33). O v.3 nos revela o resultado. Será uma colheita abundante! “Porque transbordarás para a direita e para a esquerda...”. Deus fala de “transbordar” porque a Sua proposta é sempre abundante. Se Ele é o Deus Todo Poderoso e rico em todos os sentidos, é claro que pão-durismo não faz parte da Sua natureza. Ele fala em transbordar, porque a vida se multiplica e não apenas duplica. Quanto mais filhos, mais bênçãos! “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão... Feliz o homem que enche deles a sua aljava...” (Sl.127:3-5).

CONCLUSÃO
O Senhor está tirando toda a esterilidade! É tempo de restauração e de multiplicação. É tempo de alegrar-se antecipadamente pela colheita. Estamos no processo de gestação e a nossa expectativa reflete a nossa fé, como Ana. Deus está ouvindo nossas orações! Vamos nos preparar, alargar o espaço da nossa tenda e firmar bem as nossas estacas. É hora de alegria – “...exulta com alegre canto...”. Os que, porventura, não podem fazê-lo agora, ainda há tempo de clamar, de buscar e de apropriar-se, pela fé, da promessa do Senhor porque “...Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn.18:14).