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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mulheres - maiores vítimas da violência

(AGÊNCIA BRASIL) As mulheres representam 88% das vítimas de violência física no Estado do Rio de Janeiro. Os números fazem parte da nova edição do Dossiê Mulher 2010, divulgado nesta quinta-feira pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), com dados colhidos durante o ano passado.

Das vítimas de estupro, 73% eram mulheres, sendo que 49,3% dos estupros registrados revelaram que a vítima conhecia o acusado e em 29% dos casos o estuprador era o próprio pai, um padrasto ou parente das vítimas. O estudo apontou também que 43,9% dos acusados de violência doméstica da amostra estudada já tinham mais de um registro de prática de violência.

As mulheres vítimas de violência corporal dolosa tinham entre 25 e 44 anos de idade (52,8%), já a maioria das vítimas de estupro apresentava idades entre 0 e 17 anos (58,4%); nos crimes de tentativa de homicídio, 44,8% das mulheres vítimas tinham entre 25 e 44 anos; e nos homicídios, 36% das vítimas tinham entre 18 e 34 anos.

Entre 2008 e 2009 houve um aumento de 20,3% nos casos de mulheres ameaçadas e um aumento de 12% nos registros de lesão corporal.

Os casos de ameaça e lesão corporal dolosa contra essas mulheres, segundo o estudo, são mais comuns dentro do ambiente doméstico e cometidos majoritariamente por companheiros ou ex-companheiros (50,2% dos registros de ameaça e 51,9% de lesão corporal). Os acusados também eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas em 30,3% dos registros de tentativa de homicídio e em 11,3% dos registros de homicídios dolosos.

Apesar desta realidade, dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que em 2009 havia apenas oito abrigos para mulheres vítimas da violência no Estado do Rio.

Em todo o Brasil, apenas 7,1% dos municípios possuem delegacias para mulheres (397), cerca de 5% oferecem casa de abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica (262) e aproximadamente 8% têm defensoria pública própria para atender mulheres vítimas de violência.


sábado, 17 de julho de 2010

Pornografia aumenta violência sexual contra mulheres e crianças, diz socióloga americana

A socióloga americana Gail Dines é uma crítica feroz da indústria do entretenimento adulto. É uma das fundadoras do movimento Stop Porn Culture (algo como “Parem com a cultura pornô”), dá aulas de sociologia e gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, nos Estados Unidos, e é figura fácil em programas da televisão americana para falar sobre a opressão sofrida pelas mulheres. Mas, em seu último livro, a discussão lançada por Gail vai além da imagem negativa que a pornografia constrói sobre as mulheres. Em “Pornland” (Terra do Pornô), lançado no fim de junho nos Estados Unidos, Gail levanta uma hipótese perturbadora. Os filmes pornográficos, acessados pela internet por qualquer adolescente, seriam os responsáveis pelo aumento de casos de violência sexual contra a mulher e contra crianças. “Os estudos mostram que entre 40% e 80% dos homens que fazem download de pornografia infantil acabarão se envolvendo em algum tipo de abuso contra menores”, disse Gail ao Mulher 7×7. Para a autora, a única solução seria definir por lei a pornografia como uma “violação de direitos”.
Clique no link ou no título e leia tão importante artigo.