segunda-feira, 6 de outubro de 2008

MANTENDO A PAZ INTERIOR EM QUALQUER CISCUNSTÂNCIA

MANTENDO A PAZ INTERIOR EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA

A tempestade que se abateu sobre os discípulos no mar da Galiléia foi terrível, mas não foi a mais difícil que teriam de encarar. A pior de todas foi a que lhes sobreveio alguns dias antes da prisão e crucificação do Senhor. E Jesus sabia que eles não iriam suportá-la, mas fugiriam dela. Então ele lhes deu o seguinte aviso: 
“Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo. Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16:32, 33). 
Eles iriam se dispersar, mas Jesus voltaria a reuni-los. Iriam passar por aflições, mas Jesus lhes daria paz. Ele venceria o mundo. Então, com muita mansidão, ele aqui reforçava algo que já lhes havia dito anteriormente: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Embora ele soubesse que os discípulos passariam por um duro teste e que fracassariam, completou sua mensagem para eles, dizendo: “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14:27). 

O APÓSTOLO DA PAZ 
A vida do apóstolo Paulo também foi marcada por problemas, dos quais ele falava usando termos bem penosos, mas carregados de esperança. Disse ele: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (2 Co 4:8, 9).
A vida de Paulo não foi nem um pouco tranqüila, mas foi a que Deus escolheu para ele. E, aceitando-a, o apóstolo aprendeu muito sobre a paz interior. E o fato é que ele aprendeu mais em tais condições do que se tivesse vivido da maneira como gostaria. A paz que ele gozou não era a que se tem quando tudo está sob controle. Era a paz em meio aos temporais. Com suas tribulações, Paulo aprendeu a ter paciência, perseverança, uma perspectiva correta e, em meio a tudo, a paz. 
Para o apóstolo, a paz era uma questão de prioridade máxima. Escrevendo aos irmãos em Cristo, ele sempre os saudava, dizendo: “Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. Ensinou-os que deveriam se esforçar “diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. Ademais deu muita ênfase ao fato de que “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. Afirmou que “Deus não é de confusão e sim de paz”. Também dizia aos crentes: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração”. E escrevendo aos tessalonicenses, abençoou-lhes, dizendo: “Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias”. 

ALCANÇANDO A PAZ VERDADEIRA 
No livro de Filipenses, Paulo fala do mais elevado nível de paz que pode existir: “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”. É a paz que guarda nosso coração e nossa mente quando estamos enfrentando problemas tão graves que, humanamente falando, não temos condições de estar tranqüilos em tal situação. E o mais impressionante nisso tudo é que Paulo se achava encerrado numa prisão romana quando escreveu essa mensagem. Obviamente era um lugar onde não poderia haver paz, e é exatamente esse fato que confere forte credibilidade ao apóstolo para discorrer sobre o assunto. Então, tendo em vista a paz que Paulo experimentou em momentos angustiosos, nós também podemos aprender a gozar a paz de Deus nas horas difíceis de nossa vida. Vamos focalizar uma conhecida passagem dessa carta que mostra as medidas que temos de tomar nesse sentido. 
“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco” (Filipenses 4:4-9). Essa passagem é conhecida como a “receita de paz” elaborada por Deus. Ela é bastante simples, sucinta e fortemente inspirativa. Apesar de ser um texto de fácil compreensão, nem sempre é fácil seguir suas instruções nos momentos difíceis. Não quero dar a ideia de que seja uma fórmula mágica de simples causa e efeito. Mas o fato é que, se praticarmos o que está prescrito, teremos o cumprimento de duas promessas: a paz de Deus nos guardará e o Deus da paz estará conosco.

Igreja Presbiteriana Renovada em São José
Pr. Wanderley e Roseli Stefane da Silva
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