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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Simeão - um crente qualificado

SIMEÃO: UM CRENTE QUALIFICADO
Lucas 2:25-35

INTRODUÇÃO: Simeão era um sacerdote idoso, morador de Jerusalém. Seu nome significa famoso. Deus havia lhe prometido, em revelação, que ele não morreria sem antes ver o Messias. Foi, influenciado pelo Espírito Santo, ao templo e deparou-se com um menino trazido pelos pais para apresentação. O nome do menino era Jesus, o qual foi apresentado ao Senhor. Simeão alegrou-se muito e sentiu-se pronto para partir para a eternidade. O que qualificava este homem como alguém honrado?

1.     JUSTIÇA: “havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, era justo” (v.25);
·        Esta é uma virtude moral que inspira o respeito dos direitos dos outros e que faz dar a cada um o que lhe pertence: “Disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E admiravam-se dele” (Mc 12:17).
·        Veja qual era a principal roupa de Jó: “vestia-me da retidão, e ela se vestia de mim; como manto e diadema era a minha justiça”(Jó 29:14), compare com o testemunho da sua vida: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal”(Jó 1:1);
·        Veja o pedido do Salmista Davi: “guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome”(SL 23:3);
·        É a nossa melhor plantação: “O ímpio recebe um salário ilusório; mas o que semeia justiça recebe galardão seguro” (Pv 11:18);
·        Deve ser desejada como se deseja o alimento: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos” (Mt 5:6);
·        Devemos vivenciá-la em alto grau na vida diária: “Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céu” (Mt 5:20);
·        Faz parte da perfeição das eternas moradas com Deus: “Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pe 3:13).

2.     TEMOR: “havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era temente a Deus” (v..25);
·        Sentimento de reverência e respeito que inclui o cumprimento de obrigações de todos os tipos, tanto para com Deus como para com as pessoas. Em sua aplicação religiosa significa cuidado em tratar das coisas divinas. Caracteriza os adoradores ansiosos e escrupulosos, que cuidam para não mudar nada que deveria ser observado na adoração, e temerosos de ofender.
·        Este é o começo para uma vida sábia: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; têm bom entendimento todos os que cumprem os seus preceitos; o seu louvor subsiste para sempre” (Sl 111:10);
·        Quem o possui reprova o mal: “O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa, eu os odeio” (Pv 8:13);
·        Quem o possui pode viver mais tempo: “O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos os ímpios serão abreviados” (Pv 10:27);
·        É uma fonte de vida (faz rejuvenecer): “O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte” (Pv 14:27);
·        Quem o possui tem proteção angelical: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34:7).

3.     ESPERANÇA: “havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem esperava a consolação de Israel” (v.25);
·        Do Senhor procede a nossa esperança: “Ó minha alma, espera silenciosa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança” (Sl 62:5);
·        O justo a possui em qualquer circunstância: “O ímpio é derrubado pela sua malícia; mas o justo até na sua morte tem esperança” (Pv 14:32);
·        Quem a possui é de fato abençoado: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17:7);
·        Veja a grande promessa de renovação: “mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão” (Is 40:31);
·        Veja o exemplo do Salmista: “Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor” (Sl 40:1);
·        O maior exemplo de esperança está no pai da fé, Abraão: “O qual, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência” (Rm 4:18).

4       UNÇÃO ESPIRITUAL: “havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão;  e o Espírito Santo estava sobre ele” (v.25);
·        É a capacitação para o ministério: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado” (Is 61:1-3);
·        O próprio Jesus a recebeu: “concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele” (At 10:38);
·        Veja o imperativo do apóstolo Paulo: “não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:17-18);
·        É a única maneira de testemunharmos eficazmente: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra” (At 1:8).

CONCLUSÃO: Sejamos qualificados como Simeão e Deus estará sempre ao nosso lado.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O COMPARTILHAMENTO DA RETIDÃO

Salmo 34:11-14

De acordo com a lei da semeadura tudo que se planta se colhe. Se o mal é semeado o tempo todo pelos ímpios, cabe a cada um daqueles que confiam em Deus semear a retidão a fim de que as pessoas sejam transformadas. Davi o fez de três modos:

a)    No temor do Senhor, 11
Comparando-se a um pai, convida o povo para vir aprender com ele a respeito do temor do Senhor. Isso é muito importante, pois é o princípio da sabedoria, Sl 111:10. Este temor é o respeito e o reconhecimento da soberania divina em contraste com a fragilidade humana. O próprio Jesus afirmou: “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).

b)    No cuidado com a língua, 12-13
Davi revela que aqueles que querem ter uma vida mais longa precisam refrear a língua e deixar de viver enganando os outros; Pedro fez menção deste fato em 1Pe 3:10. Em Pv 18:21, diz que a morte e a vida estão no poder da língua, e em Tg 3:2, diz que a perfeição de caráter está em não tropeçar em palavras. A língua pode ser uma fonte de bênção ou de maldição, use-a para abençoar, Tg 3:10 cf. Rm 12:14.

c)    Nas atitudes diárias, 14
A Bíblia declara que todos haveremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos por meio do corpo, ou bem ou mal, 2Co 5:10. Davi está convocando o povo a que mantenha distância do mal, pratique o que é bom, procure a paz e se empenhe em segui-la. Jesus disse que, no que depender de nós, precisamos ter paz com todos, Rm 12:18. Essa paz só pode ser dada por Jesus, Jo 14:27.

Conclusão: A retidão é marca de caráter aprovado. Seu resultado na vida é temor ao Senhor, cuidado nas palavras e nas atitudes diárias. 

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O PROFETA JEREMIAS E A INTEGRIDADE

Jeremias 15:15


“Tu, ó SENHOR, o sabes; lembra-te de mim, e visita-me, e vinga-me dos meus perseguidores; não me arrebates por tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho sofrido afronta”

Jeremias recebeu sua chamada para o ministério quando era jovem, apesar de ter sido escolhido por Deus desde o ventre de sua mãe, Jr 1. Foi muito perseguido em seu ministério. Tinha uma paixão pelo seu povo, mas não negava de lhes entregar a Palavra profética como Deus lhe ordenava.

Uma das coisas mais interessantes da vida de Jeremias era como ele defendia sua integridade diante de Deus. Como outros profetas que viveram em épocas de pura abominação e pecado, ele escolheu uma vida íntegra ao Senhor. Jesus teve a ousadia de dizer aos religiosos da época: “quem de vós me convence de pecado?”

Em épocas em que todos abraçaram o pecado, todos se desviaram do Senhor, todos escolheram outros deuses, todos se prostituíram, Jeremias se tornou uma voz destoante dos hábitos de sua época. Era inconformado com o molde pecaminoso do povo.

Mesmo escolhido como profeta desde sua infância, não era fácil permanecer nesta integridade. Os costumes pagãos estavam entranhados na cultura da época, poucos eram os que permaneciam com seu culto ao Senhor. E os Seus profetas eram perseguidos e mortos.
Jeremias era profeta do Senhor em meio a enorme pressão religiosa e política. A maioria estava contra ele. Mas ainda assim ele encontrava forças para clamar por este povo rebelde.
O que movia o coração de Jeremias para clamar tão intensamente pelo povo? O povo não aceitava suas palavras, resistia à sua presença, os líderes o perseguiam, mas ainda assim ele clamava pelo povo.

Jeremias não se conformou com a situação de seus irmãos. Estes estavam fadados à morte e ao cativeiro, o Senhor mostrara a Jeremias o destino destes. Mas o profeta não se conformou. Clamou enquanto pode, chorou enquanto pode. Ele sabia que a vontade de Deus é soberana, sabia que Deus é justo, mas conhecia como ninguém o quanto Deus é misericordioso. Deus pediu que ele não orasse pelo povo, uma vez que a coisa estava feia, a rebeldia era muito grande, Jr 7:16-18 “Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei. Não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira”.

E apelando para a Sua misericórdia aplacou diversas vezes o Seu furor. Talvez se não fora por Jeremias, Israel teria um destino muito pior que o cativeiro.

O profeta tem muito a nos ensinar nos dias de hoje. Vivemos dias em que abominações estão se tornando comuns; em que vivemos pressionados a nos adaptar às mais diversas heresias sob a desculpa de que devemos aceitar as diferenças. Somos desafiados a abrir mão de nossos princípios para aceitar a imoralidade apenas como se ela fosse uma opção a mais.

Interessante é que nós devemos respeitar as diferenças, mas de modo algum somos respeitados. Somos afrontados diariamente pelos políticos, pelos intelectuais, pelos cientistas, pelos estudiosos, pela mídia. E a sociedade ainda nos chama de ignorantes e preconceituosos.

Mas fiquemos com a lição do Profeta Jeremias. Que falou as palavras de Juízo do Senhor, mas em momento algum se omitiu, ou deixou de clamar por aquela geração. Somos os Jeremias de nosso tempo. E como ele, não nos corrompamos e não deixemos de clamar e de anunciar as coisas que o Senhor nos tem falado.

CONCLUSÃO: A integridade de um homem de Deus é medida de três formas: pelo "ser" e não pelo "fazer"; pelas ações e não apenas pelas palavras; pelo comportamento em situações adversas sem perder o equilíbrio emocional. Deus requer de seus ministros justiça, verdade, obediência, providência e preservação.