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segunda-feira, 21 de março de 2011

O FILHO TOLO QUE NÃO APRENDEU COM OS ERROS DOS PAIS

O primeiro capítulo de 2 Reis trata de um assunto que nos traz preciosas lições. Vemos o reinado de Acazias, filho do desastrado Acabe e Jezabel. Uma pessoa insensível, pois não aprendeu nada com os erros de seus pais, que trouxeram muita desgraça para o povo de Isarel, não só permitindo cultos a Baal, mas sendo seus principais promotores. Tiveram um fim trágico.
Acazias, ao perder os privilégios do povo de Moabe, que resolveram romper com Israel, devia estar preocupado. A Bíblia diz que ele caiu de uma janela no alto e adoeceu. Certamente, por agravar a doença, não lembrou de consultar o Deus de Israel, também porque não tinha moral para fazê-lo. Mas como Deus é misericordioso sua sorte poderia ter sido outra. Enviou mensageiros para consultar Baal-zebube, deus de Ecrom para ver se sararia daquela doença.
Deus, que é mais esperto que o diabo, enviou Elias, seu profeta para encontrar com os mensageiros e já dar a sentença: volte ao rei que lhes enviou e diga-lhe: porventura não há Deus em Israel para consultares Baal-zebube? Da cama a que subiste não descerás, mas sem falta morrerás. É isso que dá ignorar ou manter-se distante de Deus.
"Bem aventurado aquele que confia no Senhor e anda nos seus caminhos. Comerá do trabalho de suas mãos, feliz será e tudo irá bem". Por outro lado, aqueles que buscam a falsidade, comerão do fruto amargo.
Em seguida vieram cinquenta homens liderados por um capitão que queriam pôr as mãos no profeta, mas ele possuía crédito diante de Deus, portanto apenas disse: "Se sou homem de Deus, desça fogo do céu e consuma a ti e teus cinquenta" - e aconteceu. O mesmo se deu com o segundo capitão e seus cinquenta. Da terceira vez Elias sob a ordem de Deus desceu e foi com eles até o rei Acazias. Olho no olho, Elias declarou a mesma verdade. Quando somos homens ou mulheres comprometidos com Deus sabemos quando liberar a palavra e não tememos os que se levantam contra. Quem defende o profeta é Deus.
Aprendemos nesse episódio bíblico que:
1) Não basta estar entre o povo de Deus (Israel) é preciso ter aliança com Deus;
2) Não interessa ser líder do povo de Deus e esquecer o Deus do povo;
3) Por mais que a situação seja desagradável, só Deus nos é suficiente;
4) Mesmo errado em suas atitudes o melhor é buscar a Deus e viver em paz com Ele;
5) O homem de Deus precisa ser ágil, pois os mensageiros do engano estão na estrada;
6) Deus é mais esperto que o diabo;
7) Se Deus não te responder como queres, espera nele somente - é melhor o não de Deus do que o sim do diabo; prefiro o silêncio de Deus, do que a voz do diabo;
8) O homem de Deus é protegido por Deus e pelo Seu poder;
9) Discernimento é fundamental ao líder para não cair na cilada do inimigo;
10) A palavra de Deus se cumpre tal como fora dita.

Deus te abençoe!



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saúde da Alma - 3

O Perigoso Sentimento da Ira
Salmo 4:4; Efésios 4:26

Temos a tendência de ficarmos aborrecidos quando não concordamos com alguma coisa e até nos exaltamos com as pessoas que não concordam conosco. Não importa quem seja, pode ser a pessoa que mais amamos. Isso tem levado a muitos pecados, bem como a consequências terríveis, até mesmo, irreparáveis. Um espírito iracundo tem sido o passaporte para muitos palavrões, besteiras, inclusive para produzir marcas profundas na alma de pessoas, que as levam por toda uma vida. Segundo a Bíblia, uma pessoa com mau gênio é um tolo: “Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos” (Ec 7:9). Pode ser considerado um risco ao próximo: “O que presto se ira fará doidices, e o homem de más imaginações será aborrecido” (Pv 14:17). A ira produz contenda e confusão: “Como o espremer do leite produz queijo verde, e o espremer do nariz produz sangue, assim o espremer da ira produz contenda” (Pv 30:33).
Quando alguém sentir-se ofendido, primeiramente, deve guardar-se e não ficar expondo a outros a sua ira, para que não haja contendas, brigas, discussões; depois deve seguir a direção bíblia para saber como agir na situação, buscando sempre a melhor forma de estar agradando a Deus e mantendo a paz com os homens, pois a Palavra de Deus também nos diz que é prudente aquele que oculta a afronta: "A ira do insensato num instante se conhece, mas o prudente oculta a afronta" (Pv 12:16); "O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos" (Pv 17:9); "Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas" (Pv 17:14).
Em Romanos 13.12 Paulo fala de “despir-se das obras das trevas”, que são listadas em Cl 3.8: ira, rancor, maldade, maledicência, palavras obscenas. O afastamento resoluto desse tipo de atitude é possível porque uma transformação fundamental ocorreu antes: “porque vos despistes do velho ser humano com seus feitos” (Cl 3.9).
Também a instrução sobre a ira é dada no contexto de uma citação literal do Sl 4.4: “Quando estais irados, não pequeis”. Com essas palavras Paulo lembra, em tom de exortação, a rápida transição da ira para o pecado. A convivência (dentro e fora da igreja) gera múltiplos motivos para a ira (cf. também Tg 1.19s – possivelmente por causa de opiniões opostas na discussão doutrinária). Enquanto o cristão deve ser “tardio para a ira” (Tg 1.19), no caso do perdão é preciso ter pressa: “O sol não se ponha sobre a vossa ira.” A exortação para afastar-se rapidamente do escândalo visa, sobretudo, combater o efeito devastador de uma briga de longa duração: Paulo exige que acabemos, sem delongas, com a ruptura da comunhão. Rancor envelhecido é difícil de apagar. Se para restabelecer a comunhão for necessária uma negociação com o irmão, devemos fazê-la de imediato. Se conseguimos solucionar a questão sem ela, devemos perdoar imediatamente. A mágoa torna-se bem mais perigosa quando é arrastada de um dia para o outro.
Pode-se constatar que a ira representa uma porta particularmente perigosa para a entrada de demônios. Por isso Paulo continua diretamente: “e não deis lugar (espaço) ao diabo”. Entre as “artimanhas” do diabo referidas em Efésios 6.11 sem sombra de dúvida está a ira prolongada, com todas as suas consequências.
Lendo Efésios 4:31, vemos mais uma vez que Paulo torna a comentar a ira e os vícios ligados a ela. É possível que os cinco termos – tendo a “ira” no centro – estejam em ordem crescente, “do foco interior à explosão exterior”, da “amargura” aos “insultos e ofensas a outros”, passando pela “cólera”, “explosão de ira” e “gritaria”. Tais manifestações, aliadas com toda “sorte de maldade”, devem ser afastadas da igreja, visto que são capazes de formar uma “raiz amarga” no seio da comunhão (cf. Hb 12.15). A isso Paulo contrapõe a conduta apropriada aos que crêem, que brota da atitude de Deus e tem nele seu paradigma: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4:32).
Conclusão: Salmos 133 (BEARC)
1 Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
3 Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Perguntas para reflexão:
Por que a ira é algo perigoso?
Você está abrigando, atualmente, a ira em seu coração?
Qual é a vontade de Deus em relação a isso?