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sábado, 19 de maio de 2012

Perigo: Mascarado é Desmascarado


         Usar máscaras pode nos livrar de censuras, mas não é uma atitude segura. Não podemos afivelar com segurança as máscaras o tempo todo. Nem sempre as máscaras ficam bem ajustadas. Elas podem cair e cair nas horas mais inapropriadas. Quando a máscara de Eliabe caiu, todos conheceram que ele era mesquinho, invejoso e covarde.
         Um advogado acabara de concluir o seu curso de direito. Recém-formado, com muitos sonhos e planos, queria logo construir um futuro glorioso. Abriu logo o seu escritório. Equipou-o com rico e moderno mobiliário. Trajava-se impecavelmente com ternos bem cortados e engomados. Seu sapato de cromo alemão vivia rigoramente engraxado. Suas gravatas eram todas de seda, combinando com a tonalidade do terno. A cada manhã, se levantava e fazia seu percurso até o escritório, sempre carregando uma bela e requintada pasta cheia de papéis. Aquele advogado tinha uma aparência irretocável. Seu escritório era moderno e bem decorado. Sua apresentação pessoal era exemplar. Ele só tinha um problema: ainda não tinha nenhum cliente. Certo dia, a campainha do escritório tocou e entrou um cidadão. O advogado pensou: está aqui o meu primeiro cliente. Para impressioná-lo, foi logo pegando o telefone e entabulando uma animada conversa, dando a impressão que estava fechando um grande negócio com um famoso cliente, envolvendo muito dinheiro. Após a longa e animada conversa, o advogado colocou o telefone no gacho e voltou-se para o cidadão que estava postado à sua frente, dizendo-lhe: “Desculpe-me a demora. Estava tratando de um importante negócio. Estou agora à sua disposição.” O homem, olhando-o profundamente, disse-lhe: “Eu sou funcionário da companhia telefônica e eu só vim aqui para ligar o seu telefone, porque ele ainda está desligado”. As máscaras podem cair nas horas mais inoportunas e incovenientes.
         A Bíblia diz: “O teu pecado o achará”. Ainda: “Louco é aquele que zomba do pecado”. E mais: “O homem será apanhando pelas próprias cordas do seu pecado”. Em outros termos: as máscaras vão cair.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Loucura da Cruz - Direitos humanos e Liberdade de Expressão

Vivemos em tempos em que as pessoas não gostam de ser importunadas ou confrontadas com certas questões. Alguns temas que tocam nossa vida diária, não podem mais ser abordados sem que se corra o risco de ofender uma consciência aqui e ali; afinal, alguns argumentam, esses assuntos incômodos encontram-se em um campo de conceitos subjetivos, submetidos ao crivo do particular. Ou seja, o que é para mim poderá não sê-lo para você. Aliás, essa é a principal característica de nossos tempos: relativismo. Tudo é relativo.
Nas últimas décadas, essa mentalidade tem alcançado a igreja. Hoje em dia, um outro evangelho tem sido anunciado. Um evangelho “light”, que não custa nada. Um evangelho tolerante, amigável, inclusivo e fácil. Assim, os púlpitos estão sendo esvaziados e não sobra espaço para se abordar temas considerados controversos e ultrapassados. O evangelho de hoje removeu o escândalo da cruz; não tem justiça, arrependimento, sacrifício, entrega, auto-negação, as virtudes da lei, graça... O resultado dessa tendência é o sério comprometimento doutrinário. Várias doutrinas fundamentais, como as que mencionei, passam a ser questionadas ou reconstruídas com base em filosofias e pressupostos estranhos às Escrituras e à ortodoxia cristã.

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